[Estudo Bíblico] Os Males do Consumismo

LEITURA BÍBLICA

Eclesiastes 2.4-11.

4 – Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas.

5- Fiz para mim hortas e jardins e plantei neles árvores de toda espécie de fruto.

6- Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que ; reverdeciam as árvores.

7-Adquiri servos e servas e tive ser­vos nascidos em casa; também tive grande possessão de vacas e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim, em Jerusalém.

8 – Amontoei também para mim prata, e ouro, e jóias de reis e das províncias; provi-me de cantores, e de cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, e de instrumentos de música de toda sorte.

9-E engrandeci-me e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim, em Jerusalém; perseverou tam­bém comigo a minha sabedoria.

10- E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhos neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho.

11 – E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito; e eis que tudo era vaidade e aflição de espí­rito e que proveito nenhum havia debaixo do sol.

INTRODUÇÃO

A riqueza, a fama, o poder, os prazeres e o consumo desenfrea­do são ineficazes para satisfazer as necessidades da alma (Ec 6). Infelizmente, por essas coisas vãs, muitos têm empenhado tudo o que possuem, inclusive a própria vida (Mt 16.26). A Palavra de Deus nos adverte taxativamente sobre o gasto abusivo e desnecessário (Pv 21.20; Is 55.2). Nesta lição, aprenderemos sobre como nos livrar desta enfer­midade.

l – OS MALES DO CONSUMISMO

1. O apelo consumista nos meios de comunicação.

Muitos são impelidos, especialmente, pela propaganda difundida nas mídias eletrônicas (Rádio, TV, Internet), a comprarem aquilo de que realmente não necessitam. Os profissionais do marketing aproveitam-se das datas comemorativas tais como, Natal, Páscoa, Dia das mães, dos pais, dos namorados, das crianças, etc., para incitar as pessoas ao consumo. O pior do consumismo é que muitos acabam valorizando mais as coisas materiais que as espirituais (Pv 30.15; Mt 6.1-9-21).

O crente em Jesus deve resistir ao consumo inútil e à tentação do crédito fácil, propalados pela mí­dia. Lembre-se: “Crédito imediato é também dívida imediata!”. Façamos, pois, a oração de Agur: “Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada” (Pv 30.8,9).

2. O supérfluo em detrimen­to do essencial.

Essencial para o consumo é aquilo que, sem o qual, a vida exaure: comida, roupa, mo­radia e, na medida certa, o lazer. Até mesmo no que é indispensável devemos confiar mais em Deus que em nossos próprios esforços (Mt 6.25-34). O supérfluo é tudo aquilo que não é essencial à manutenção da vida. Sob a influência dos meios de comunicação, há os que suprimem itens prioritários à sobrevivência, para comprar produtos de griffe, por mero capricho. A Bíblia é enfática em seu ensino contra o desperdício (Is 55.2; 2 Tm 4.5).

3. A Compulsão pelas com­pras.

A vontade compulsiva de comprar pode estar associada a um distúrbio psicológico conheci­do como oneomania. Essa doença está associada a diversos fatores tais como: ansiedade, frustração, depressão, transtornos de humor e um desejo reprimido de possuir as coisas. Por isso há tantas pessoas endividadas, especialmente, pelo mau uso do cartão de crédito e de cheques especiais. É uma enfermi­dade que precisa ser tratada com seriedade e urgência (Pv 15.27; Ec 5.10;Jr 17.11; l Tm 6.10).

Obreiros, líderes e crentes em geral, portadores dessa doença, precisam de cura imediata para exercerem o ministério cristão sem impedimento, e glorificarem o santo nome de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 12.16; l 3.8,14; Cl 5.22).

II – COMÉRCIO E CONSUMO NO AMBIENTE CRISTÃO

1. O comércio no templo em Jerusalém (Jo 2.13-17; Mt 21.12,13).

Era no átrio dos gen­tios que os comerciantes vendiam animais para serem sacrificados, e os cambistas trocavam as moedas estrangeiras pela moeda do Templo, a fim de que os judeus pagassem o imposto sagrado (Mt 21.12). Essas atividades eram controladas pêlos sacerdotes e levitas, inclusive pela família de Anás, o sumo sacerdote. O problema é que eles majoravam o preço dos animais e cobravam exces­sivas taxas cambiais. Era a prática da corrupção e exploração do povo no recinto sagrado. O culto tornava-se apenas uma desculpa para o comér­cio fraudulento. Todavia, Jesus, na função de Filho de Davi, condenou os abusos e a corrupção (Mt 21.5-1 1).

2. Mercantilismo na Igreja.

Não podemos ignorar esta infame realidade: muitos exercem ativida­des entre o povo de Deus alegando um “ministério” que não existe. Há cantores evangélicos, pregadores, “ensinadores”, “missionários” e vende­dores itinerantes cuja vida particular desmente os padrões de santidade que eles fingem ser portadores no púlpito (Cl 2.23; 2 Tm 3.4,5). São artistas, exploradores do povo e das igrejas, que só vêem o promissor mercado evangélico à sua frente.

3. Comércio ou serviço cris­tão?

Há quem questione a compra e venda de produtos necessários ao desenvolvimento do serviço Cristão na igreja. A igreja, de fato, precisa de Bíblias, livros, folhetos e outros aparatos. Se tal atividade comercial é honesta e normal no mundo secular, por que seria condenável no âmbito cristão, se é feito com transparência e sem “torpe ganância”? (Tt l .7).

III – PROVISÃO DIVINA DAS NECESSIDADES DIÁRIAS

1. Pedindo a Deus a provi­são necessária (Pv 30.7,8).

Agur fizera apenas dois pedidos a Deus. Primeiro que Ele o resguardasse da mentira e da falsidade, porque desejava manter-se verdadeiro e íntegro. Segundo que o Senhor lhe concedesse o suficiente para satisfa­zer suas necessidades diárias. Agur não queria os excessos da riqueza, nem as privações da pobreza, mas, uma vida prudente e financeiramen­te equilibrada (Lc 12.29-31).

Na Oração Dominical, Jesus en­sinou o mesmo princípio (Mt 6.9-1 3, 25-34). Devemos buscar primeiro o Reino de Deus (v.33), mas o Pai também quer que oremos por nossas necessidades materiais – o “pão” (Mt 6.11).

Em Filipenses4.11-13, Paulo re­força o ensino de Jesus quando diz aos Filipenses: “aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância” […] “estou instruído tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as naquele que me fortalece”.

2. Deus nos supre em todos os momentos (Fp 4.11-13,19).

Deus supriu todas as necessidades do profeta Elias (l Rs 17.2-7, 8-24). O rei Davi, quando idoso, pôde testificar sobre a provisão divina durante toda a sua vida (Sl 37.25; 23.1). Estamos diante do mesmo Deus que pode fazer isso agora, aí mesmo onde você se encontra. Ele não mudou, “é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13.8; Dt 8.15-18; Lc 12.15; l Tm 6.17).

IV -COMO FUGIR DO CONSUMISMO

1. Evite o desperdício e o su­pérfluo.

Em João 6.1 2 Jesus ordenou que seus discípulos recolhessem os alimentos que sobrara para que nada se perdesse. Algumas vezes o orça­mento acaba porque gastamos com insensatez, onde não se deve ou não se pode (Is 55.2; Lc 15.13,14).

2. Economize, poupe e fuja das dívidas!

Economize compran­do no estabelecimento que é mais em conta. Racionalize os gastos com água, luz, telefone, etc. (Gn 41.35,36; Pv 21.20). Abra uma conta-poupança e guarde um pouco de dinheiro, por menor que seja a quantia. Fuja das dívidas!

3. Invista no Reino de Deus.

O dinheiro não é um mal em si mes­mo (l Tm 6.10), pelo contrário, pode e deve ser uma bênção para a obra do Senhor. Seja fiel nos dízimos e você verá a bênção de Deus sobre sua vida financeira (Ml 3. 1 0, 11).

CONCLUSÃO

Pobreza não é maldição (Dt 15.11; Mc 14.7), mas pode resultar de fatores diversos: guerra, catás­trofes, vícios, alcoolismo, jogos de azar, má administração dos bens e dos recursos econômicos.

Neste particular, a Palavra de Deus adverte que o beberrão e o comilão cairão em pobreza (Pv 23.20,21). Não compre fiado! Não peça emprestado! Liberte-se do consumo irresponsável! Jesus quer libertá-lo das garras do Consumismo. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, O Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.32,36).

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[Estudo Bíblico] Teologia da Prosperidade

LEITURA BÍBLICA

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.

Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.

Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.

Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” Mt 7:15-23

“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,

É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,

Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.” I Tm 6:3-5

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.

E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” 2 Pe 2:1-3

ORIGEM

O Movimento da Fé ou Movimento da Confissão Positiva, como atualmente conhecemos, surgiu na dé­cada de 40 nos Estados Unidos. A ori­gem moderna do movimento remon­ta a Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon foi pastor de diver­sas igrejas na Nova Inglaterra e fun­dador do Instituto Bíblico de Dudíey, Massachusetts. Em 1923, fundou a Figueroa Independent Baptist Church (Igreja Batista Independen­te de Figueroa) em Los Angeles. Além de escritor, Kenyon atuou como evangelista, sendo um dos pioneiros do evangelismo radiofônico. A teo­logia de Kenyon tem sua origem nas seitas metafísicas do Novo Pensa­mento (New Thought) e da Ciência Cristã. Os adeptos do Novo Pensa­mento, crêem que o pensamento cria e modifica a nossa experiência no mundo – razão pela qual enfatizam o pensamento positivo, a auto-afirmação, a oração e a meditação.

 O principal divulgador da teo­logia e pensamento de Kenyon é o pastor Kenneth Hagin, fundador do Centro Rhema de adestramento Bíblico, em Oklahoma.

INTRODUÇÃO

A Confissão Positiva não é uma denominação ou seita, mas um mo­vimento introduzido sutilmente en­tre as Igrejas pentecostais, enfatizan­do o poder do crente em adquirir tudo o que quiser. É conhecida tam­bém como “Teologia da Prosperida­de”, “Palavra da Fé” ou “Movimento da Pé”. As crenças e práticas desse movimento são aberrações carrega­das de perigosas heresias.

I. HISTÓRICO

l- Sua origem.

A Confissão Positiva é uma adaptação, com roupagem cristã, das idéias do hipnotizador e curandeiro Finéias Parkhurst Quimby (1802-1866). Os quimbistas criam no poder da mente, e nega­vam a existência da matéria, do so­frimento, do pecado e da enfermi­dade. Deles surgiram vários movi­mentos ocultistas como o Novo Pen­samento, as seitas Ciência da Mente e Ciência Cristã, de Mary Baker Eddy. Seus promotores procuram se pas­sar por cristãos evangélicos (v. 15).

2. Principal fundador: Essek W. Kenyon.

O movimento surgiu de forma gradual por meio de Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon, aproveitando-se dos concei­tos de Mary B. Eddy, empenhou-se em pregar a salvação e a cura em Jesus Cristo. Dava ênfase aos textos bíbli­cos que falam de saúde e prosperida­de, além de aplicar a técnica do po­der do pensamento positivo. Kenyon, que pastoreou várias igrejas e fundou outras, não era pentecostal. Ele foi in­fluenciado pelas seitas Ciência da Mente, Ciência Cristã e a Metafísica do Novo Pensamento. Hoje, é reconheci­do como o Pai do movimento Confis­são Positiva, tendo exercido forte in­fluência sobre Kenneth Hagin.

3.  Principal divulgador: Kenneth Hagin.

Nasceu em 1917 com problema de coração e ficou inválido durante 15 anos. Em 1933, converteu-se ao evangelho e, no ano seguinte, o Senhor Jesus o cu­rou. A partir de então, começou a pregar. Ele recebeu o batismo no Espírito Santo em 1937. Estudan­do os escritos de Kenyon, divulgou-os em livros, cassetes e seminários, dando sempre ênfase à confissão positiva. Em 1974, fundou o Cen­tro Rhema de Adestramento Bíbli­co, em Oklahoma.

ASSISTA O VÍDEO ABAIXO DEMONDTRANDO MAIS UMA DE SUAS ANOMALIAS MINISTERIAISA UNÇÃO DO RISO. PERCEBA QUE ELE USA PALAVRAS DESCONEXAS, COMO ENCANTAMENTO, SOBRE AS PESSOAS ANTES DELAS CAÍREM. EM NENHUM MOMENTO OUVIMOS O NOME DE JESUS.

 

Triste!!

II. FONTES DE AUTORIDADE

1. Revelação ou inspiração de seus líderes.

 Hagin f azia dife­rença entre as palavras gregas rhëma e logos, pois ambas signifi­cam “palavra”. Ainda hoje, os segui­dores dessa crença afirmam que logos é a palavra de Deus escrita, a Bíblia; e rhëma, a palavra falada por Deus em revelação ou inspiração a uma pessoa em qualquer época. Desse modo, o crente pode repetir com fé qualquer promessa bíblica, aplicando a sua necessidade pesso­al e exigir o seu cumprimento.

2. Confissão positiva do crente.

Os adeptos da Confissão Po­sitiva crêem ser a Bíblia a inerrante e inspirada Palavra de Deus, mas não a única, pois admitem que a palavra do crente tem a mesma autoridade. Para eles, as fontes de autoridade são: a Bíblia, as revelações de seus líderes e a palavra da fé. O crente deve declarar que já tem o que Deus prometeu nos textos bíblicos e, tal confissão, confirmar-se-á. A confissão negativa é reconhecer a presença das condições indesejáveis. Basta negar a existência da enfermidade e ela simplesmente deixará de existir. É a doutrina de Quimby, da Ciência Cristã e do Movimento Nova Era.

SUPLEMENTO

A Fórmula da Fé

Na Teologia da Fé, a fé é uma for­ça. Ela é a substância da qual o Uni­verso foi feito e também a força que faz funcionar as leis do mundo espi­ritual. Mas como fazer que essas leis funcionem para você? Por meio de fórmulas que, segundo eles, não so­mente fazem funcionar as leis do mundo espiritual, mas também ser­ve de causa à ação do Espírito Santo em favor do indivíduo. Isto significa que Deus é deslocado para uma po­sição de mero mensageiro que res­ponde cegamente ao aceno e à cha­mada de fórmulas proferidas pêlos fiéis.

a) As fórmulas de fé.

As fórmulas de fé são o nome do jogo. Esse é o motivo pelo qual o Movimento da Fé também tem sido chamado de Movimento da Confissão Positiva. A doutrina da Fé ensina que as confissões servem para dar efeito à fórmula fé, fazendo com que a lei espiritual funcione em favor de quem as pre­nuncia. As confissões positivas ativam o lado positivo da força; e as confis­sões negativas ativam o seu lado ne­gativo. A partir de uma perspectiva prática, pode-se dizer que a lei espi­ritual (que rege todas as coisas na esfera da eternidade) é a força der­radeira do Universo. No livro chama­do Two Kinds of Faith (Dois Tipos de Fé), E. W. Kenyon insiste que ‘é a nos­sa confissão que nos governa’.

b) A fórmula.

[…] A fórmula é simples:

1°) ‘Diga a coisa. Positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. De acordo com o que o indivíduo disser é que ele rece­berá’.

2°) ‘Faça a coisa. Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória’.

3°) ‘Receba a coisa. Compete a nós a conexão com o ‘dínamo do céu’. A fé é o pino da tomada – basta conectá-lo’.

4°) ‘Conte a coisa a fim de que outros também possam crer’.”

(HANEGRAAFF, Hank. Cris­tianismo em crise. 4.ed., Rio de Ja­neiro: CPAD, 2004, p.79, 81.)

3. A autoridade para a vida do cristão.

Atribuir tanta autori­dade assim às palavras de uma pes­soa extrapola os limites bíblicos. A emoção também caiu com a nature­za humana e, por isso, a fé não pode ser fundamentada em experiências (Jr 17.9). As experiências pessoais são marcas importantes na vida dos pentecostais. Cremos em um Deus que se comunica com os seus filhos por sonhos, visões e profecias (At 2.17,18), mas essas experiências são para a edificação pessoal e não para estabelecer doutrinas. O cristianismo autêntico não deve ir além das Es­crituras Sagradas (Is 8.20; l Co 4.6). A Bíblia é a única autoridade para a vida do cristão.

III. RHEMA E LOGOS

1. Termos sinônimos.

O vo­cábulo Rhema aparece 68 vez.es e, logos, 330 no texto grego do Novo Testamento. Como não existem sinô­nimos perfeitos, exatamente iguais, aqui também não é diferente. O ter­mo rhema significa “palavra, coisa”; enquanto em logos, os léxicos apre­sentam uma extensa variedade de significados como: “palavra, discurso, pregação, relato, etc”. Mas ambos os termos coincidem-se (Lc 9:44-45). O conceito de rhêma e de logos, in­ventado por Hagin, não resiste à exegese bíblica. Não é verdade que haja a tal diferença entre as referi­das palavras.

2. Termos usados para de­signar as Escrituras.

Ambos os termos são igualmente usados para identificar as Escrituras Sagradas. Encontramos no texto grego do An­tigo Testamento (Septuaginta) a ex­pressão rhema tou theou, “palavra de Deus” em Isaías 40.8. Nas pági­nas do Novo Testamento, a mesma passagem é citada pelo apóstolo Pedro (l Pe 1.25). Mas, encontramos também, logon tou theou, “palavra de Deus”, com o mesmo significado (Mc 7.13). Esses exemplos provam, por si só, que o conceito de Hagin é falacioso, sem base bíblica.

3. Falácias da Confissão Positiva.

O conceito de confissão positiva e negativa é falso; não se confirma na Bíblia ou na prática da vida cristã. Deus é soberano; nós, os seus servos. Jesus ensinou-nos: “Seja feita a tua vontade, tanto na Vterra como no céu” (Mt 6.10), Bas­ta tão-somente esse versículo para reduzir a cinzas a insolência dos promotores da Confissão Positiva. A Bíblia ensina, ainda, que devemos confessar nossas culpas para ser­mos sarados (Tg 5.16), e isso, não parece ser confissão positiva.

IV. CRENÇAS E PRÁTICAS

l. Teologia.

De maneira gené­rica, os adeptos da Confissão Posi­tiva seguem uma linha ortodoxa no que tange aos pontos cardeais da fé cristã. Não se trata de uma seita, mas de um movimento que permeia as igrejas; daí a diversidade de en­sinos entre seus adeptos. Sobre Deus, uns são unicistas; outros deificam o homem. Essa falta de padrão doutrinário existe, sobretudo, a res­peito do Senhor Jesus e de sua obra. Os ensinos da Confissão Positiva, por conseguinte, são um desvio das doutrinas bíblicas apesar de sua aparência ortodoxa.

2. Sua marca.

As marcas distintivas do movimento são: a pros­peridade e a pregação restrita aos pobres e enfermos, oferecendo-lhes riquezas e saúde. No entanto, dei­xa de lado o essencial: a salvação. A mensagem dos profetas da pros­peridade pode fazer sentido nos países ricos onde as oportunidades são mais amplas, mas, nas regiões pobres do planeta, são irrelevantes.  Isso é mais uma prova de que se trata de um evangelho humano, contrário à Bíblia, pois o evange­lho de Jesus Cristo é para todos os seres humanos em todas as épocas. (Mt 28.19, 20; Tt 2.11).

3 – A salvação.

Em vez de tra­zer riquezas materiais aos pobres e saúde aos enfermos, o propósito prin­cipal da vinda de Jesus ao mundo foi salvar os pecadores (l Tm 1.15),muito embora o seu ministério tenha sido coroado de êxito no campo da cura divina e da libertação (At 10.38). O que esses pregadores fazem não passa de espetáculo, contrariando o verdadeiro propósito do evangelho. Não foi essa a mensagem pregada pelos apóstolos. Paulo afirma haver se contentado com a abundância e com a escassez (Fp 4.11-13).

CONCLUSÃO

Devemos combater os abusos e aberrações doutrinárias desses prega­dores. Tomemos cuidado, porém, para não sermos levados ao ceticismo e ao indiferentismo religioso. Re­ligião sem o sobrenatural é mera fi­losofia. Temos promessas de Deus. Aliás, a história, desde os tempos bí­blicos, registra inúmeros testemunhos sobre sinais, prodígios e maravilhas (Mc l6.20). Mas os tais pregadores, a começar pela origem de sua teologia, estão fora do padrão bíblico.

Falsos Cristãos

  Falsos Cristãos 

 

 

“Porquanto fizeram loucura em Israel, e cometeram adultério com as mulheres de seus companheiros, e anunciaram falsamente, em meu nome uma palavra, que não lhes mandei, e eu o sei e sou testemunha disso, diz o Senhor.” (Jeremias 29.23)

Infelizmente temos ouvido e visto pessoas que se dizem cristãs, evangélicas; às vezes líderes de igrejas em comunidades que se envolve com mulheres casadas, cometendo adultério e levando vários membros a se desviarem ou acompanharem o mesmo pecado, pois acham ali motivo para o imitá-lo. Vários casos de fornicação, isto digo não onde pessoas que estão em Israel (casa de Deus) vivem mantendo relações sexuais como se casados fossem, e se questionados apresentam uma quantidade enorme de desculpas.

“Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai. ” (1 Coríntios 5.1)

Pessoas que se dizem usadas por Deus e entregam revelações mentirosas, sem fundamento bíblico e o povo por falta de conhecimento aceitam, e acreditam que realmente é do Senhor. Mas devemos entender, por exemplo, que Deus jamais vai falar que vai abençoar um casal que vive mantendo relações sexuais sem serem de fato casados, que serão felizes e etc. etc. etc. Jamais irá falar para uma pessoa se separar, que irá abençoar. Deus jamais concorda com algo que é contrario à Palavra Dele.

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso, sofrereis mais rigoroso juízo.” (Mateus 23.14)

Muitos buscam orar, aconselhar e revelar às mulheres jovens e bonitas, fazem visitas e conseguem enganá-las, e muitas das vezes usa a própria Palavra de Deus para pressioná-las e até roubá-las. São Hipócritas, enganadores que sofrerão o juízo de Deus, pois são servos do inferno, discípulos do diabo, e muita gente tem se desviado aceitando as histórias destes.

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encorbetamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” (2 Pedro 2.1)

Portanto, devemos sempre viver e ouvir a Palavra de Deus, não podemos confiar sempre em irmãos e irmãs, nem por maior que seja o conhecimento Bíblico, devemos sempre examinar as Escrituras e ouvir diretamente do senhor, isto para não sermos enganados.

“E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o Juízo; e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios; e condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente; e livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, pelo que via e ouvia sobre as suas obras injustas). Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia de Juízo, para serem castigados; mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receiam blasfemar das autoridades; enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.” (2 Pedro 2,11) Leia e pratique a Bíblia. Que Deus te abençoe.

Um abraço.

Pr.Henrique Lino

fonte: http://ministerioatalaiadedeus.blogspot.com