“Dar um celular para uma criança de 5 anos é um crime”

Saber escolher a idade e o momento para dar um celular ao filho envolve analisar duas questões. É preciso, previamente, saber qual função o aparelho desempenhará na vida da criança. Em paralelo, exige analisar o comportamento do filho e seu entendimento sobre limitações e privações.

“Nos EUA, as escolas tentam entender como a tecnologia está afetando ou beneficiando o desenvolvimento dessas funções executivas. Às vezes, uma nova tecnologia entrega um aprendizado tão rápido, que dificulta que as pessoas foquem, absorvam e se aprofundarem no conhecimento. Parece que virou tudo bullet point”, diz.

As funções executivas, segundo Sharon, demoram de 25 a 32 anos para serem desenvolvidas por completo – por esta razão, diz a especialista, “seria irrealístico esperar que crianças e jovens consigam se automonitorar e impor os limites sobre o uso da tecnologia”. No caso da criança de cinco anos, um celular não teria a função prática (“uma criança nesta idade não fica sem supervisão”) e poderia expô-la a situações inseguras (“com quem ela vai começar a conversar?”). “A idade certa para dar um celular varia de pessoa para pessoa, mas é preciso entender o motivo dele ser necessário. Eu não daria para um adolescente só ‘porque todo mundo tem’. A função dos pais também é saber dizer não”, diz.

Sharon defende que é preciso celebrar os benefícios que a tecnologia proporciona, em termos de conhecimento e comunicação, mas é preciso monitorá-la para não criar vícios, desânimo e até comprometer o desenvolvimento dos filhos. “Muitos pais me procuram dizendo que seus filhos estão desanimados e indo mal na escola. Vamos analisar a rotina deles e vemos que eles passam grande parte do dia no quarto conectados, socializando com várias pessoas e, depois de várias horas, ficam exausto e ‘sem tempo'”.

Sharon recomenda que os pais mostrem aos filhos os benefícios da internet e as limitações do mundo virtual. “A vida online só aponta para tudo que é maravilhoso em geral. E, no caso de uma adolescente que está lutando para criar uma identidade diferente das dos pais, seu uso excessivo pode se tornar uma pressão e virar até bullying”, diz.

Um outro aspecto a trabalhar nesta relação, segundo Sharon, é dar o exemplo. “Uma das coisas ruins que a tecnologia trouxe para os adultos foi esse fácil acesso a todos o tempo todo. Eles se sentem impelidos a responder rapidamente a todos. E aí ocorre que ficamos o tempo todo online. Mas precisamos criar limites para nós mesmos. Do contrário, os filhos vão falar: você não quer que eu use o iPad, mas olha você conectado o tempo todo”, diz.

Do lado das escolas, Sharon diz que as instituições possuem a responsabilidade de entender se a tecnologia levada para a sala de aula está, de fato, ajudando no desenvolvimento dos alunos. E fazer intervenções, para garantir que não está desenvolvendo um aprendizado mais profundo e eficaz. É uma missão difícil, diz, porque o que vende hoje no mundo da educação é “tecnologia” e qualquer escola nova irá ser construída em torno de alguma novidade de mercado. “Vemos muitas escolas enchendo salas de iPads e novas ferramentas tecnológicas, mas sabemos que o nosso aprendizado não depende apenas de conseguirmos uma informação. Mas, de como sabemos usar essa informação de forma relevante.”

Fonte

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Antes de dar um celular para seu filho deixe-o experimentar o tédio – por Daniel Becker


Crianças permanentemente distraídas com o celular ou o tablet. Agenda cheia de tarefas e aulas depois da escola. Pais que não conseguem impor limites e falar “não”. Os momentos de lazer que ficaram restrito ao shopping Center, em vez de descobertas ao ar livre. Quais as implicações desse conjunto de hábitos e comportamentos para os nossos filhos? Para o pediatra Daniel Becker, esses têm sido verdadeiros pecados cometidos à infância, que prejudicarão as crianças até a vida adulta. Pioneiro da Pediatria Integral, prática que amplia o olhar e o cuidado para promover o desenvolvimento pleno e o bem-estar da criança e da família, Becker defende que devemos estar mais próximos dos pequenos – esse, sim, é o melhor presente a ser oferecido. E que desenvolver intimidade com as crianças, além de um tempo reservado ao lazer com elas, faz a diferença. Para o bem-estar delas e para toda a família.

A tecnologia é uma dimensão da nossa vida. Hoje o celular é televisão, loja, livro, cinema, brinquedo, meteorologista, até médico. O problema é a forma como utilizamos essa tecnologia. O excesso do uso do smartphone nos tira do convívio com o outro. Faz-nos mergulhar em uma distração sem fim, que nos remove do momento presente, dos relacionamentos, do afeto. Confunde o tempo de trabalho com o tempo de lazer e família, não preservando momentos fundamentais, justamente o período que deveríamos passar com os nossos filhos. Tira a comunicação, o olhar. As referências anteriores eram os pais e a família. E agora essas referências se diluem e se tornam apenas a mídia do smartphone, que está sempre ao nosso lado. Esse excesso de uso, que nos remove das relações mais importantes, é bastante perigoso.

A consequência quando os pais permanecem muito tempo online

A gente tem se queixado que as crianças ficam no smartphone, mas os pais que oferecem o aparelho aos filhos fazem isso para ter sossego e para eles próprios ficarem no smartphone, para que tenham um pouco de tempo para si. O problema, repito, é o exagero. Há pais que, enquanto examino o filho durante a consulta médica, ficam no celular. Estamos tomados por esses acessórios. Então é preciso analisar o contexto da família. O que está levando a esse excesso de imersão da criança no smartphone? Não adianta colocar toda a culpa na família; precisamos entender o contexto social e, a partir disso, propor mudanças e atitudes transformadoras. Qual comportamento estamos mostrando para os pequenos? Existe relação sem telefone? Onde a gente não leva o telefone? Vamos para o parque sem os aparelhos? Nas viagens de carro, há momentos de conversa? E durante as refeições?

Qual a importância de os pais acompanharem o que as crianças assistem, por exemplo? Repare em todos os desenhos onde existe pai e mãe. Veja como esse pai e essa mãe são representados. É impressionante. Sem teorias conspiratórias, mas muitos desenhos são bancados por publicidade. E a quem interessa dizer à criança que o pai é bobinho? A ridicularizá-lo? Se o papai diz que não é bom, ele é bobo, não sabe de nada. É dessa forma que os pais são retratados em inúmeras animações. Essa desautorização da família vem de um processo midiático e publicitário muito inteligente. Você acha que isso é à toa? Eu acho que a criança pode assistir TV, se os pais estiverem por perto e fazendo uma mediação; se interagir com a criança enquanto ela assiste ao desenho e desenvolver essa visão crítica nela sobre como os pais estão sendo retratados, há salvação. Mas, se a criança está imersa, sem os pais por perto, é muito difícil que não absorva esses valores distorcidos.

O tédio é necessário para desenvolver a mente

A vida urbana não permite que a criança extravase sua energia. Tem criança que fica de oito a dez horas conectada a aparelhos, seja o smartphone, o tablet ou mesmo a TV. Elas não têm mais direito a um momento de consciência. Elas ficam o tempo todo distraídas, ocupadas, ‘ligadas’. E o tédio é a fonte da criatividade. A mente vazia é aquela voltada para si mesma, com pensamentos mais autorreflexivos. É aí que vai surgir a criatividade, e não em uma mente preocupada em consumir conteúdo que só a distrai, como nos celulares. Aula de inglês, vôlei, natação são bacanas, pois a aquisição de habilidades é ótima. Mas desde que venha contrabalanceada com horas livres. A criança precisa de tempo desestruturado para brincar. E não fazer só um roteiro estipulado pelos outros, só absorver as mensagens externas. Ela precisa da possibilidade de chegar em casa e brincar com o que quiser, ou ir para o parque e se divertir como preferir. Brincar sozinho também é uma atividade geradora de inteligência, de criatividade, de lidar consigo mesmo. O brincar é uma arte que simula a vida. A criança que sabe brincar é um adulto que sabe viver. Os pais precisam inserir seu filho em um mundo onde há brinquedos, em que ele pode assumir o papel ativo, criar um roteiro, dizer quem é aquele personagem que inventou. Se você oferece um boneco do Homem Aranha, por exemplo, o roteiro já está dado. Não há imaginação. O tédio não é deixar o filho sem fazer nada. É permitir, por exemplo, que ele possa ficar no balanço de uma pracinha. Sobe e desce. É um momento dela com ela mesma, uma meditação.

As formas de lazer que as crianças têm

Percebo que cada vez mais pessoas preferem o shopping center ao parque. E o shopping nada mais é do que a extensão desse sistema de consumo, de publicidade. O lazer virou consumo, o consumo virou lazer. Nesse centro de compras, a criança vai ter a continuidade das mensagens que recebeu na TV, no celular, no tablet. Ela viu o anúncio do brinquedo e vai chegar no shopping e ir correndo para a loja. Muitas famílias desperdiçam recursos preciosos comprando brinquedos caros que já vêm com o script pronto, não oferecendo um bom mecanismo de desenvolvimento à criança. É uma pena que o lazer esteja se tornando o shopping. A natureza é ótima para a família como um todo. Tenho trabalhado para que esse tema vire uma bandeira de toda a sociedade. O lazer externo traz inúmeros benefícios. Ele afasta um pouco a gente da tela. Não dá para andar de bicicleta, correr ou subir na árvore com um tablet na mão. Também é uma forma de melhorar o convívio direto e interativo entre pais e filhos. Além disso, essas crianças vão ver crianças diferentes, branco vai ver negro, criança pobre vendo criança rica. O convívio com as diversidades gera empatia e compreensão das diferenças. Além, é claro, dos benefícios da própria vivência ao ar livre, o sol, o vento, as árvores. Eles reduzem agressividade, alergias, distúrbios do sono, melhoram a socialização e aumentam a inteligência, além de outros inúmeros benefícios comprovados cientificamente.

Trecho da entrevista de Daniel Becker à Débora Zanelato, do site Vida Simples Digital

DANIEL BECKER é pediatra formado pela UFRJ e mestre em Saúde Pública pela FIOCRUZ. Foi pediatra do Médicos sem Fronteiras na Tailândia e um dos criadores do Programa de Saúde da Família. Fundou e trabalhou no Centro de Promoção da Saúde (Cedaps), ONG que é referência em saúde de comunidades populares. É pioneiro da Pediatria Integral e também atua como palestrante, escritor e consultor de fundações e empresas

[Exortação] Comprovado: tecnologia atrapalha o desenvolvimento intelectual da criança!

tecnologia

Atenção, mães e pais que desejam criar filhos mais inteligentes. Pesquisas diferentes apontam na mesma direção, aquela que os sábios de todos os séculos que nos antecederam já sabiam. Não é o Baby Einstein que vai fazer seu filho mais inteligente. Não é ouvir Discovery em inglês; não é CD com Mozart (nada contra!), nem brincar com joguinhos inteligentes no tablet ou no iphone ou no computador, nem ligar a TV nos programas “educativos”.

O que vai fazer seu filho mais inteligente, melhor, mais humano, mais bacana é interagir com:

1- gente;

2 – livros.

Inúmeras pesquisas já deixam claro: bebês não precisam de brinquedos caros nem ipads; bebês até ao menos 18 meses se beneficiam pouco da interação social em grupo com outras crianças (quem aproveita bem esse contato são os vírus e bactérias). A melhor estimulação para eles são as trocas afetivas diretas, a interação com o outro, os cuidados do dia a dia – banho, refeição, conversa, passeios, o brincar com o cuidador. E mais tarde, os brinquedos simples e os livros, que permitem que a criança crie seu próprio universo lúdico e imaginário. Naqueles momentos preciosos em que seu filho está interagindo com você, com livros, com bonequinhos, uma casinha, uma caixa de papelão e contando uma história pra si mesmo em voz alta, pode ter certeza de que ali ele está se tornando uma pessoa melhor.

E ainda me aparece essa reportagem:

http://oglobo.globo.com/economia/creches-hi-tech-proliferam-no-rio-chegam-custar-mais-de-2-mil-por-mes-7605446

… mostrando que creches mais caras do Rio, as que cobram 2.500 reais colocam ipads no berçário. É curioso, pois a exposição precoce às telinhas e a estimulação excessiva pelos tecnologia é exatamente uma atividade nociva para o bebê, que queremos evitar.

A criança brasileira detém o recorde mundial de tempo de televisão: mais de cinco horas. Pois é, mais que os americanos. Incrível? Não: nossas crianças passam em média 3 a 4 horas na escola, contra 6 a 8 horas da galerinha do norte. Nossos filhos estão sendo educados por publicitários. E eles não são bobos. Já se incluirmos tablets e telefones, os americanos chegam a incríveis sete horas e meia. Com a portabilidade, o tempo de exposição aumentou exponencialmente.

Temos muitos motivos para deixar nossos filhos em frente à TV ou ao computador/tablet. É nosso próprio hábito, acabamos sendo permissivos para com nossos filhos. Todos sabemos como é difícil evitar: como a vida moderna nos pressiona a deixá-los tempo demasiado à frente da telinha. Quem tem filhos em idade escolar sabe como a pressão dos pares e da sociedade em geral faz com que esses aparelhos dominem o mundo do entretenimento, da educação, do lazer, das relações interpessoais. Mas precisamos permitir o excesso, ou pior, expor os bebês?

É preciso no mínimo saber que é nocivo e desnecessário. O tempo recomendado máximo de TV/tablets recomendado pelos experts da Academia Americana de Pediatria para crianças até dois anos é: zero! (no entanto, mais de 50% dos apps da Itunes Store são direcionados para crianças pequenas). Criar o hábito muito precocemente – por exemplo, oferecer um tablet a cada vez que seu filho demonstra um pouco de tédio – pode conduzir a um comportamento quase compulsivo, e a uma incapacidade de lidar com a vida real, que às vezes é simplesmente tediosa. É nos momentos de tédio que as crianças tem a oportunidade de ser criativas, de usar a imaginação, de aprender a fazer companhia a si próprias e a lidar com o estar só.

O excesso pode ter conseqüências mais sérias. O tempo de telinha está diretamente ligado à obesidade (a relação é simples: quanto mais tempo, mais quilos) e às dificuldades de atenção; a TV deixa as crianças no chamado “estado passivo alfa”- onde aprendem pouco, não questionam, não refletem, apenas absorvem as mensagens publicitárias. E em média uma criança brasileira é submetida a 15 a 20 anúncios de junk food (comida-veneno) por dia de televisão, além de mensagens que estimulam o consumismo desenfreado, a erotização precoce, a futilidade.

O pior brinquedo para uma criança é aquele em que ela aperta um botão e a coisa responde com uma ação qualquer. Como não há nenhum espaço para a criatividade e a fantasia, ela se cansa em minutos. E aí ela pede outro – o que é ótimo para o mercado. Os tablets e computadores, por mais “educativos” que sejam, oferecem cenários prontos, interações fechadas, limitadas. Alguns jogos são geniais, admiráveis e sem duvida pedagógicos. Mas certamente muito limitados diante do mundo infinitamente belo e complexo que é a imaginação e a criatividade de uma criança.

Fonte: https://www.facebook.com/pediatriaintegral

[e-News] Smartphones ajudam cristãos da Igreja Perseguida

Com estes equipamentos fica mais fácil carregar a Bíblia sem chamar atenção das autoridades

O ministério Portas Abertas relata que os smartphones estão ajudando cristãos da Igreja Perseguida a alimentar sua fé, podendo acessar a Palavra de Deus nesses equipamentos.

Em países onde é proibido carregar uma Bíblia, como na China, por exemplo, os cristãos podem levar o Livro Sagrado armazenado no cartão de memória do telefone sem correr riscos de repressão.

Para exemplificar como estes aparelhos estão revolucionando o dia a dia dos crentes em países onde o evangelho é perseguido, o ministério conseguiu o depoimento de um cristão da Ásia Central que presenteou um amigo com um cartão de memória contendo a Bíblia.

“Você é meu melhor amigo, por isso quero te dar algo muito especial”, disse o cristão ao entregar o presente. Além de conter um exemplar da Bíblia a memória do cartão continha também um filme sobre Jesus, vídeo que eles puderam assistir juntos.

“Eu agradeço à Portas Abertas por esses chips de memória. Agora eu posso ouvir a Palavra de Deus o tempo todo e em qualquer lugar”, disse o amigo que foi presenteado.

Hoje é possível não só ter a Bíblia no cartão de memória para poder lê-la sempre que possível, como também é possível fazer download da Bíblia em áudio.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/smartphones-ajudam-cristaos-da-igreja-perseguida/