[Maná] O Preço do Perdão


“E porá a mão sobre a cabeça do animal do holocausto para que seja aceito como propiciação em seu lugar” (Levítico 1:4).

No sistema de sacrifícios do Antigo Testamento, o perdão exigia um preço.

Hoje, entendemos o perdão ao olhar o sacrifício de Cristo. No Antigo Testamento, o povo esperava pela salvação de Cristo. Os sacrifícios e as ofertas prenunciavam a provisão que viria por meio de Jesus. Os sacrifícios constituíam símbolos – a vida de animais inocentes era oferecida como pagamento pelos pecados do povo. O animal não era simplesmente colocado na porta do tabernáculo. Levítico 1:4 diz que o adorador colocava a mão sobre a cabeça do animal que seria morto. Uma vez consumado o sacrifício, os sacerdotes cuidavam do restante. Não antes. A morte do animal simbolizava a punição pelo pecado e a necessidade de perdão do povo a fim de ter um relacionamento com Deus.

Quando você se apresenta a Deus para confessar os pecados, sente que o preço pago por Jesus é real? É tão real quanto se pusesse a mão na cabeça dEle enquanto Ele carregava a cruz para o Gólgota? Hoje, o perdão pode parecer tão sanitizado como a carne que é comprada no supermercado. É fácil esquecer que uma morte ocorreu para que pudéssemos ter a provisão.

Tenha em mente que o preço para o seu perdão foi pago pelo sacrifício de Jesus. O antigo sistema sacrifical serve de lembrança de que o preço era a própria vida.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Senhor, ajuda-me a não me esquecer do preço que pagaste para que fosse perdoado. Não quero pensar que mereço o que Tu fizeste, sabendo que não preciso fazer mais nenhum sacrifício. Agora, o sacrifício que quero fazer é o ação de graças e louvor a Ti pelo que fizeste para me libertar das consequências do meu pecado. Em nome de Jesus, amém!”

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O Perfeito Sacrifício Vivo

… porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho … multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus … porquanto obedeceste à minha voz.” (Gn 22.16-18.)

       E desde aquele dia até hoje os homens têm aprendido que quando, em obediência à voz de Deus, eles lhe entregam aquilo que lhes é mais caro, essa mesma coisa lhes é devolvida por ele, multiplicada em mil vezes. Abraão, atendendo ao pedido de Deus entrega-lhe seu único filho (alguma semelhança com o que Deus fez?) – e com isto, como que desaparecem todas as suas esperanças com respeito à vida e desenvolvimento do rapaz e à formação de uma descendência nobre, com seu nome. Mas o filho lhe é restituído; a família torna se numerosa como as estrelas do céu e a areia do mar, e dela, na plenitude dos tempos, procede Jesus Cristo.

        Essa é a maneira como Deus recebe cada sacrifício de seus f1lhos. Entregamos tudo e aceitamos pobreza; e ele manda riqueza. Renunciamos a um rico campo de serviço; ele nos manda um ainda mais rico, e com o qual jamais sonhamos. Deixamos todas as nossas mais caras esperanças e morremos para o eu; ele nos manda vida abundante e alegria. E a coroa disso tudo é o Senhor Jesus Cristo. Pois não podemos conhecer a plenitude da vida que está em Cristo enquanto não tivermos feito o supremo sacrifício de Abraão. Ele, o pai terreno da família de Cristo, precisou começar per­dendo a si mesmo e a seu próprio filho, como fez o Pai Celeste. Nós só podemos ser membros daquela família gozando de todos os privilégios e alegrias de membros dela, nas mesmas bases. C. G. Trumbull

         Às vezes parecemos esquecer que o que Deus toma ele consome com fogo; e que o único caminho que leva à vida de ressurreição e ao monte da ascen­são passa pelo Getsêmani, pela cruz e pelo túmulo(sepultamento da velha criatura => Batismo).

        Não pensemos que Abraão foi um exemplo único e um caso isolado. Ele foi simplesmente uma ilustração, um modelo da maneira como Deus lida com o homem que se dispõe a obedecer-lhe a qualquer preço. Depois de ter suportado tudo pacientemente, ele receberá a promessa. O momen­to de supremo sacrifício será de suprema bênção, de bênção transbordan­te. O rio de Deus, que está sempre cheio, transbordará e virá sobre ele com abundância de riqueza e graça. Deus tudo fará para o homem que dá o passo da fé, ainda que pareça um passo no vazio; pois ali, debaixo dos seus pés, ele encontrará a Rocha firme. – F. B. Meyer

Fonte: Mananciais no Deserto