[Testemunho] Casal restaurado por Cristo, após adultério.

 

Oi, estou lendo “Feminilidade Radical: Fé Feminina em um Mundo Feminista” de Carolyn McCulley e quis compartilhar esta citação com vocês.

Stephanie ligou para o seu esposo a fim de dizer boa noite — algo rotineiro quando ela passava a noite longe dele. Bill não a acompanhou nesta visita aos pais dela desta vez, alegando ter um horário pesado de trabalho e demandas do curso de pós-graduação.

Durante a conversa, ele pareceu distraído e um pouco frio para ela. Incerta sobre o comportamento de Bill, Stephanie decidiu terminar a conversa. “Bem, está certo, boa noite. Amo você.” “Eu também”, ele respondeu. Deitada na mesma cama de quando era criança, Stephanie repassou a conversa muitas vezes em sua mente. Eu também. Parecia um alarme de um sino. Por que ele não disse as palavras reais, como sempre dizia? Inquieta, ela estendeu a mão ao telefone de novo. O relógio dizia que já passava das 2h da manhã.

Nenhuma resposta. Ela discou novamente. Ainda assim, nenhuma resposta.

O medo se juntou às suas suspeitas. Stephanie acordou sua irmã, pedindo para que cuidasse de suas duas filhas. Ela iria fazer o longo trajeto de volta à sua casa para ver como estava o seu marido.

Na estrada, suas emoções transbordaram. Stephanie se perguntou o que ela encontraria quando chegasse. Estava Bill mortalmente doente e incapaz de responder ao telefone? Estava ele machucado e no hospital? Ou… Estava ele passando a noite com outra pessoa?

Fragmentos das conversas e interações ao longo do último ano invadiram sua mente. O quanto Bill parecia distante durante a festa de aniversário de seis anos da filha. Quanto tempo ele estava dedicando ao trabalho. A forma elogiosa com que ele falava de suas colegas. O jeito com que ele disse à Stephanie sobre quão atraente uma colega estava com o novo vestido vermelho. O tanto de apoio emocional que ele deu a essa mulher depois do fim do namoro dela. O quanto ele criticava Stephanie quando ele estava em casa.

Num ato de reflexo, ela começou a orar. Deus, ajude-me. Ajude meu casamento. Dê-me um sinal do que fazer.

Stephanie só conseguiu pensar em uma forma de saber que Deus estava respondendo à sua oração. Ela ligou o rádio, dizendo a si mesma que qualquer música que ela ouvisse seria seu sinal. Depois de um assustador momento de silêncio, ela ouviu a simples melodia de uma música que foi cantada em sua festa de casamento.

Um homem deixará sua mãe, e uma mulher deixará sua casa.
E eles viajarão para onde os dois serão como um.
Como foi no início, assim é agora e até o fim,
A mulher obtém vida do homem e a retribui novamente.
E há amor, há amor.

Stephanie olhou assustada para o rádio. Deus está realmente ouvindo, ela pensou. Chegando à sua rua, ela pôde ver que o carro de Bill não estava na garagem. Ela saiu do seu carro no frio da madrugada, caminhou até a porta de sua casa vazia e subiu as escadas para o seu quarto.

Vendo a cama vazia, ela começou a chorar novamente. Perguntas giravam ao seu redor. Quem é meu esposo? Acaso eu ainda o conheço? Ele tem outra vida separada? Como ele pôde fazer isso? Será que, pelo menos, ele ainda me ama? E quanto às crianças? O que acontecerá conosco?

Stephanie ficou acordada a noite toda, incapaz de dormir. Na manhã seguinte, ela telefonou para Bill no trabalho dele e perguntou se poderia ir vê-lo. Ele a encontrou no estacionamento e entrou no carro. Ela pegou a mão dele, colocou-a sobre o coração dela, olhou em seus olhos e fez a temida pergunta.

“Onde você estava ontem à noite?”

Imediatamente consciente do quanto a verdade machucaria Stephanie, Bill mentiu. “Eu estava em casa.”

“Não, você não estava”, Stephanie respondeu em voz baixa. “Eu fui para casa, e você não estava lá.”

Atordoado, Bill sentiu uma onda de emoções quebrar sobre ele — alívio, porque a verdade já era conhecida; tristeza por machucar sua esposa; e arrependimento e vergonha por suas ações. Ele não conseguiu falar coisa alguma.

Stephanie desabou em lágrimas. Depois de um momento tenso, ela desviou o olhar e fez uma série de perguntas ásperas: “Por que você não me ama? Você a ama? Você quer se divorciar?”

“Eu amo você, e não, não quero o divórcio — eu realmente não quero”, ele finalmente respondeu.

“Então por que você fez isso?”

“Eu não sei…”, ele respondeu. “Eu realmente sinto muito.”

Nos meses seguintes, Stephanie e Bill continuaram a conversar e a reconstruir o relacionamento. Stephanie queria derrubar o muro da desconfiança entre eles, mas se sentia impotente para fazer algo a respeito. Ao mesmo tempo, Bill estava lidando com a sua vergonha.

Pouco depois de sua traição ser descoberta, Bill mudou de emprego. Seu novo patrão era um cristão assumido, não reticente sobre enfatizar o temor de Deus. Ele também era grande e intimidador. Bill foi tentado a se afastar dele, mas Deus o usou para apresentar Bill à ideia de que seu casamento precisava de algo mais do que aquilo que ele ou Stephanie tinham para oferecer.

Um dia, Bill entrou na cozinha e anunciou o diagnóstico: “Você sabe o que está faltando em nosso casamento? Está faltando Cristo.”

Stephanie concordou imediatamente. Então ela lhe contou sobre duas famílias que ela tinha conhecido na sua rua que iam para a mesma igreja e pareciam realmente gostar. Então aquela foi a igreja que eles foram visitar no domingo seguinte.

Embora tenha sido ideia dele ir, quando o domingo chegou, Bill tinha sentimentos mistos. Em primeiro lugar, em sua mente estava o como desfazer o que ele tinha feito e ser perdoado. Ele se sentiu manchado em uma igreja onde todo mundo parecia tão feliz e estava cantando com entusiasmo. No final da reunião, o pastor apresentou o evangelho, descreveu como as pessoas poderiam ser perdoadas de seus pecados e então pediu àqueles que queriam aceitar a oferta da livre graça de Cristo que levantassem suas mãos.

Bill levantou a mão. Stephanie também.

Então o pastor pediu que aqueles que levantaram suas mãos viessem à frente para oração. De mãos dadas, Bill e Stephanie caminharam para frente. Um dos outros pastores se aproximou e os parou. Ele olhou para Bill, depois para Stephanie, e depois novamente para Bill.

“Eu vi você vindo até aqui e quero que você saiba que Deus tem um plano para você”, ele disse para Bill. Então, olhando para Stephanie, ele gentilmente acrescentou: “Siga este homem”.

Dezessete anos depois, os Ketterings estão sentados na sala, recontando o quanto mudaram desde aquele dia. Bill está sentado no chão, perto de Stephanie, que está no sofá. À medida que eles recontam os detalhes dolorosos, Bill estende a mão para sua esposa, mantendo um contato tranquilizador.

“O que mais me lembro daquele dia na igreja foi que eu, de repente, percebi que meu foco tinha sido, durante todo aquele tempo, o pecado do meu esposo”, Stephanie recorda. “Eu tinha certeza de que Bill levantaria a mão. Mas no momento exato, vi meus pecados e percebi que precisava de um Salvador também. Até então, eu tinha vivido mais ciente de como eu havia sido ofendida.”

Refletindo sobre o que o pastor disse a eles no dia em que se tornaram cristãos, Bill elogia sua esposa.

“Ela não tinha uma categoria para descrever o que ‘seguir’ significava naquele tempo, pelo menos não em termos de ensino bíblico”, ele diz. “Mas ela sabia que aquilo vinha do Senhor. Então ela fez. Ela realmente lutou para entender o que significava me perdoar e me seguir.”

Pausando por um momento, Bill se esforça para manter sua compostura. As lágrimas derramam sobre seu rosto mesmo assim.

“Eu acho que um dos exemplos mais claros do desejo dela de me seguir foi que — além da irmã e do cunhado dela — ela não contou a mais ninguém o que eu fiz”, ele conta com uma voz sufocada. “Ela deixou que eu contasse aos outros. O pensamento dela era de não me desonrar. Incrível, não é?”

Depois da visita inicial, os Ketterings logo se juntaram à igreja e começaram a frequentar um grupo pequeno que se encontrava no bairro deles. Eles foram abertos quanto às dificuldades de seu casamento, mas não compartilharam os detalhes imediatamente. Assim, Stephanie buscava ajuda em Bill quando sofria com as memórias da infidelidade dele.

“Ao longo daquele primeiro difícil ano, Bill me ajudou”, Stephanie recorda. “Ele me ajudou com o processo de cura. Houve vezes quando não queria sair da cama, mas eu sabia que tinha que fazer isso por causa das minhas filhas. Eu sempre sabia que a amargura estava se avivando em minha mente quando imaginava as cenas dele com essa outra mulher. Nesses momentos, eu fazia orações bem simples, dizendo coisas como: ‘Ajude-me, Senhor. Não deixe que eu pense desse jeito’. Então eu telefonava para Bill e contava que estava tendo pensamentos ruins sobre ele. Ele dizia: ‘Desculpe-me, eu não sei como mudar isso, mas quero que saiba que realmente amo você’. Então depois de nos tornarmos cristãos, eu dizia para ele: ‘Por favor, diga que nunca mais vai fazer isso de novo’. Eu me lembro de ele dizer: ‘Eu gostaria de prometer isso, mas não posso garantir porque sou pecador. Mas eu posso prometer que Deus é fiel e ele é capaz de manter nosso casamento firme’”.

Como nova cristã, as dificuldades forçaram Stephanie a desenvolver um entendimento do perdão na prática. Um dia, ela leu um versículo em que Jesus estava instruindo seus discípulos sobre o perdão. Marcos 11.25 diz: “E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas”.

“Eu vi que havia uma nota de rodapé para esse versículo e fui até embaixo para ver que alguns manuscritos tinham um versículo adicional que diz: ‘Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas’”, ela relembra. “Era um claro mandamento para perdoar. Mas ele era um mandamento baseado em quanto perdão eu havia recebido de Deus. A misericórdia que eu tinha recebido pelos meus pecados era a razão por que eu poderia perdoar Bill pelos pecados dele.”

Mesmo com aquele entendimento e novo apreço por seu próprio perdão, Stephanie descobriu que a amargura era uma tentação ocasional. Então ela temeu não estar cumprindo o mandamento correlato em Mateus 18.21-22 de perdoar setenta vezes sete. Mas mesmo essa preocupação tinha um benefício não planejado — ela destacava sua contínua necessidade de um Salvador.

“Eu descobri que facilmente me inclinava para minha própria atuação em busca de confiança”, ela diz. “Finalmente aprendi que era somente através do evangelho que eu poderia reconciliar minha experiência com os mandamentos bíblicos de amar e honrar meu esposo. Quando eu entendi claramente que Cristo sofreu na cruz com muita dor para que eu pudesse ser perdoada, isso se tornou a minha motivação. Foi assim que pude amar meu esposo — Cristo fez isso por mim, e eu queria viver a minha vida para agradar a Deus.”

Logo depois de os Ketterings terem se tornado cristãos, uma mulher em seu grupo pequeno lhes deu duas bolsas cheias de sermões gravados. Bill começou a ouvir esses sermões enquanto dirigia, desenterrando dezenas deles todo mês.

“Ele vinha para casa e me dizia sobre o que estava aprendendo”, Stephanie relembra. “Um dia, ele entrou em casa e disse: ‘Sabe o que aprendi hoje? Eu sou encarregado de ser a cabeça. Sou responsável por liderar a nossa família’. Quando ele me disse isso, senti um peso saindo dos meus ombros. Sempre senti que eu é quem devia estar fazendo isso. Mas perguntei a ele: ‘Bem, quem é a sua cabeça?’. Ele respondeu: ‘Cristo é a minha cabeça’”.

Bill sorri para sua esposa enquanto ela reconta essa conversa, e então acrescenta: “Ela nunca me fez sentir estranho porque ela tinha assumido essa postura de querer agradar a Deus, de querer fazer o que Deus a tinha chamado para fazer em termos de me amar. Ela nunca disse: ‘Você não merece liderar esta família’”.

Antes de se tornarem cristãos, eles tinham um casamento bem típico. Bill trabalhava fora, em jornada integral, e fazia cursos de graduação de meio período para que pudesse melhorar as oportunidades de sua carreira. Stephanie primariamente ficava em casa com as filhas, mas ela também trabalhava nos fins de semana no comércio de varejo. Mesmo estando casados, eles frequentemente conduziam vidas paralelas, porém separadas.

“Naquela época, nunca pensei que Stephanie precisava de mim. As coisas funcionavam bem sem mim”, Bill afirma. “Depois, eu soube que era para eu me envolver e não deixar que ela lidasse com tudo sozinha. Não que ela não fosse capaz — ela certamente era —, mas agora nós entendíamos que eu precisava arcar com as responsabilidades às quais fui chamado.”

À medida que eles aprendiam sobre o plano bíblico para o casamento, houve uma sutil, mas profunda, mudança na vida deles. Eles sempre tinham funcionado bem juntos em termos de realizar tarefas, mas agora eles desfrutam do benefício adicional da paz que advém da clareza.

“Quando está bem claro quem é responsável pelo que — quando nós conhecemos a nossa parte do relacionamento — é mais pacífico”, Bill diz. “Não tínhamos papéis definidos antes. Estávamos apenas fazendo as coisas juntos. Agora nós sabemos como deve ser”, ele diz. “E estamos trabalhando juntos para fazermos assim”.

Certamente, quando ela veio para casa naquela noite difícil e descobriu que seu esposo não estava lá, Stephanie nunca poderia imaginar que eles seriam tão felizes agora. Nem teria imaginado que Deus poderia usá-los para ajudar outros casais. Os Ketterings são hoje parte da equipe de aconselhamento bíblico da igreja onde congregam, por meio do qual eles têm ajudado centenas de casais com seus próprios conflitos conjugais.

Sentada em sua sala de estar, com suas filhas adultas indo e vindo, Stephanie segura a mão de seu esposo e oferece sua perspectiva obtida da forma mais difícil.

“A maioria das pessoas pensaria que o divórcio seria a primeira alternativa numa situação como essa. Mas Deus é mais glorificado quando você não faz isso, mas, ao contrário, confia que ele será fiel à sua Palavra para dar-lhe sabedoria, perdão e graça para a mudança de que precisa.””

 

 

 

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Está pensando em divorciar? Leia esse texto antes.

 

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: “Tenho algo importante para te dizer”. Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
 

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: “Por quê?”

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou “você não é homem!” Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta
satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me
senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso
filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar
meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. “Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio” – disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então, quando eu a carreguei para fora da casa, no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo “O papai está carregando a mamãe no colo!” Suas palavras me causaram
constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho “Não conte para o nosso filho sobre o divórcio” Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da
casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto,
seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse “Todos os meus vestidos estão grandes para mim”. Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso… ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração….. Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse “Pai, está na hora de você carregar a mamãe”. Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos
segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o
meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: “Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo”.

Eu não consegui dirigir para o trabalho… fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia… Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela “Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar”.

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa “Você está com febre?” Eu tirei sua mão da minha testa e repeti.” Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta
de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe”.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: “Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe”.

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama – morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio – e prolongou a nossa vida juntos
proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, do seu marido, façam pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Um casamento centrado em Cristo é um casamento que dura uma vida toda.

(Recebi o texto acima, por e-mail. Não sei quem escreveu. Acho, também, que pouco importa se é um relato real ou fictício. Por isso resolvi publicar aqui. Se salvar do divórcio um casamento fragilizado, terá valido a pena).  Por Amilton Menezes