O Grande Sacerdote

Leitura do Dia: Hebreus 9:1-10

 

 Mas somente o Grande Sacerdote entra na parte de trás, que é o Lugar Santíssimo, e isso apenas uma vez por ano (v. 7).

Quando o Senhor apareceu a Moisés numa chama de fogo no meio de um espinheiro, foi logo avisando: “Pare aí e tire as sandálias, pois o lugar onde você está é um lugar sagrado” (Exodo 3.5). Moisés reagiu cobrindo o rosto porque ficou com medo de olhar para Deus.

 O Lugar Santíssimo referido na Carta aos Hebreus era uma sala interna do templo (2 Crônicas 3.8), onde ficava a arca da aliança com as placas de pedra que continham os mandamentos – era lugar sagrado. Ali, só o Grande Sacerdote entrava, uma vez por ano, com a cabeça curvada e os pés descalços, para oferecer o sangue de animais, como sacrifício pelos seus próprios pecados e pelos pecados cometidos pelo povo.

 O autor da Carta aos Hebreus retoma este aspecto do culto da primeira aliança para mostrar que Cristo é o único Grande Sacerdote. Ele veio e entrou no Lugar Santíssimo, uma vez por todas, para oferecer o seu próprio sangue e “fazer uma nova aliança, para que os que foram chamados por Deus possam receber as bênçãos eternas que o próprio Deus prometeu” (Hebreus 9.15).

 Há momentos em que o Senhor precisa nos dizer: pare aí e tire não as sandálias, mas o orgulho e a incredulidade do coração, pois é tempo da graça. E isso o que as Escrituras Sagradas dizem: “Se hoje vocês ouvirem a voz de Deus, não sejam teimosos” (Hebreus 3.15).

 Tendo Cristo como o Grande Sacerdote, estamos com o coração limpo para nos encontrarmos com Deus em qualquer lugar e ouvir a sua voz.

 Oremos:

 Pai celeste, posso falar contigo por causa do teu querido Filho Jesus, nosso Grande Sacerdote, que, com o seu sangue me limpou de todo o pecado. Encoraja-me a ouvir a tua voz e a falar aos que estão afastados de ti que Jesus é o único que pode nos levar ao céu. Amém.

Fonte: Castelo Forte

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Silêncio: melhor atitude na injustiça!

“Jesus, porém, não respondeu palavra…” Mc 15:5

Não há na Bíblia um quadro mais tocante que o do Salvador em silêncio, sem responder palavra alguma aos que o injuriavam, os quais ele poderia ter feito cair prostrados a seus pés com apenas um  olhar ou uma só palavra de repreensão. Mas ele os deixou falar e fazer o pior, e ali ficou no poder do silêncio de Deus – o mudo Cordeiro de Deus.

Há um silêncio que deixa Deus operar por nós; o silêncio que pára com os próprios planos e a auto-reivindicação, com os próprios recursos de sabedoria e com suas previsões, e deixa que Deus proveja e responda ao golpe cruel, segundo o seu amor fiel e infalível.

Quantas vezes perdemos a intervenção de Deus porque tomamos nas mãos a nossa própria causa e avançamos em nossa defesa. Que Deus nos dê este poder de guardarmos silêncio; e também nos dê este espírito manso! – A. B. Simpson

 

Tomaram o Salvador, e amarrado o levaram

Como o banco dos réus, e, vis, o interrogaram;

E com astúcia mordaz, torpemente o acusaram.

Jesus, porém, não respondeu palavra.

 

De púrpura o vestiram e o coroaram de espinhos;

“Salve, Rei dos judeus!’: lhe exclamaram escarninhos;

Maltrataram-no ali segundo os seus caminhos

Jesus, porém, não lhes falou palavra.

 

De Deus a ovelha muda, em mão dos tosquiadores,

O Justo do Senhor, em mão dos malfeitores,

O Cordeiro de Deus, que salva os pecadores

Jesus, ali, não respondeu palavra.

 

Olha pois a Jesus, amigo, se és tentado

A tomar a defesa e agir, se mal julgado

Deixa o assunto com o Pai, se és sem culpa acusado

Teu Salvador não respondeu palavra!

Fonte: Manaciais no Deserto