[e-News] O que há por trás do “Promessas” da Globo?

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Mesmo com a forte chuva que lavou a cidade no início da tarde de sábado, 30, Dia do Evangélico em Brasília, uma multidão compareceu para participar da gravação do especial de fim de ano da Rede Globo, o Festival Promessas. Em seu terceiro ano consecutivo, o show contou com a presença de nomes de peso no cenário musical cristão, como Aline Barros, Diante do Trono, Oficina G3, Thalles Roberto, entre outros. A PM falou em 30 mil pessoas e a emissora em 100 mil.

Show gospel

Com um mega palco montado na Esplanada dos Ministérios, espaço foi o que não faltou para os artistas, no entanto, a produção fez questão de deixar as autoridades eclesiásticas fora do alcance (e do ângulo) das câmeras.

Uma outra estrutura foi montada, um camarote na diagonal, distante do palco principal, reservado às autoridades locais, bispos, pastores, que ficaram totalmente à parte, ou seja, foi apenas um show, já que não houveram momentos de oração profética e nem de intercessão pela nação, o que deveria ser o propósito maior de um evento com esse porte, ao menos para os evangélicos. O único momento aliás, em que “ouviu-se” um mover profético foi na voz dos irmãos Valadão, Ana Paula e André, em sua apresentação, que em oração citaram 1 Crônicas 7:14.

Confira as fotos 

Como jornalista credenciada para o evento, tanto pela Globo, quanto pelos “parceiros” (GDF, COPEV, CIPE, FENASP) transitei nas duas áreas e pude comparar o tratamento dado à mídia, e aos líderes cristãos. O que vi não deixa dúvida em relação à real intenção da emissora, ao investir na fatia “cristã evangélica” do mercado fonográfico. Cifras, é somente isso o que enxergam os produtores, e se ilude quem pensa que há outro interesse a não ser o financeiro nessa relação. Para nós, “influenciadores midiáticos”, canapés, tábuas de frios, sucos, refrigerantes, café fresquinho a todo instante, guloseimas, doces e salgados com fartura. Para os líderes religiosos, torrada e refrigerante. Exaltaram os artistas e relegaram os pastores à meros expectadores. Se esquecem que em nosso meio há jornalistas que são pastores, meu caso pelo menos.

Questionamentos

Para contextualizar, algumas perguntas foram feitas em um artigo escrito pelo professor Orley José da Silva, professor universitário em Goiânia, mestrando em linguística/UFG e evangelista da Assembléia de Deus do bairro de Campinas, escrito em 2012. Orley inclusive foi palestrante convidado no Encontro Nacional de Lideranças Evangélicas na Câmara dos Deputados, nos dias 28 e 29, véspera portanto do grande evento.

Na ocasião em que escreveu acontecia a segunda edição do festival. Diz Orley:

“Algumas perguntas preocupadas emergem das discussões sobre o Festival e merecem consideração. Deve-se avançar ou retroceder nesse processo? É possível conciliar os interesses comerciais da emissora com a pregação do Evangelho? Como agir com aqueles que estarão interessados em prestígio pessoal, fama e dinheiro no lugar da evangelização? É possível conciliar prestígio pessoal, fama e dinheiro com a vida de pregação do Evangelho? O que fazer quando chegarem os escândalos dos que estiverem em evidência? Como aproveitar o espaço na TV para evangelizar com eficácia e eficiência? O que muda nas estratégias de evangelismo e de missões de agora em diante, levando-se em consideração essa nova realidade? Quais seriam as condições restritivas básicas a serem apresentadas pelos evangélicos na mesa de negociação com a TV? Que projeções sobre a situação espiritual e sobre o crescimento numérico podem ser feitas, a longo prazo, da parte evangélica que participa da programação da TV secular e da parte que não participa?”.

Não sou eu quem irá responder à esses questionamentos. Aconselho inclusive que leia o artigo na íntegra neste link.  De fato muita coisa já mudou de lá para cá, e outros tantos nomes da música gospel já foram contratados, arrastando uma multidão de “seguidores-adoradores-fãs” que endossam, mesmo sem ter a consciência real dos acontecimentos, a articulação da emissora de se aproximar do público que ela sempre discriminou e humilhou com seus personagens caricatos e estereotipados em sua grade de programação.

Na quinta e na sexta, 28 e 29 respectivamente, e dentro do calendário de programação das comemorações pelo Dia do Evangélico em Brasília, tivemos na Câmara dos Deputados, o Encontro nacional das Lideranças Evangélicas, onde se debatiam temas sérios e vitais para a nação e importantes contribuições na luta em defesa da Vida e da Família, pela Liberdade Religiosa e de Expressão aconteciam. Abro aqui espaço para Menções Honrosas aos nossos atalaias, como a Drª. Damares Alves, Dr. Guilherme Schelb, Dr. Miguel Nagib, Prof. Orley, Padre Deomar, deputados federais, João campos, Henrique Afonso, Roberto de Lucena, deputados estaduais, vereadores, entre outros parlamentares, além de bispos e pastores. Homens e mulheres de fé e atitude, pessoas abnegadas e engajadas nas causas citadas, e no entanto, a população não se envolve. Para confirmar essa minha teoria, na sexta à noite, uma vigília havia sido convocada, a do Arrependimento, e poucos compareceram novamente. Isso demonstra o quanto a Igreja de Cristo é imatura e influenciável, ainda caindo no milenar método do pão e circo.

Fonte: Cynthia Ferreira / http://www.feemjesus.com.br/noticia/o-que-h%C3%A1-por-tr%C3%A1s-do-promessas-da-globo

SUPLEMENTO

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[Estudo Bíblico] Se meu Povo Orar, Deus…

LEITURA BÍBLICA

2 Crônicas 7:11-18

Assim Salomão acabou a casa do SENHOR, e a casa do rei, e tudo quanto Salomão intentou fazer na casa do SENHOR e na sua casa prosperamente o efetuou.

E o SENHOR apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.

Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo;

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.

Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias.

E, quanto a ti, se andares diante de mim, como andou Davi teu pai, e fizeres conforme a tudo o que te ordenei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos,

Também confirmarei o trono do teu reino, conforme a aliança que fiz com Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor que domine em Israel.

INTRODUÇÃO

Por ocasião da dedicação do Templo de Jerusalém, no reinado de Salomão, o Senhor fez uma pro­messa ao povo de Israel (aplicável à sua igreja de todas as épocas). Quando estivessem em dificulda­des, enfrentando períodos de seca e esterilidade, bastaria dirigir um clamor ao Senhor que a resposta viria. Con­tudo, Deus estabele­ceu algumas condições para que a sua bênção fosse derramada, como veremos a seguir.

I. A NECESSIDADE DE SE HUMILHAR E BUSCAR A DEUS

1.Deus é grande, o homem é limitado.

O caminho da humil­dade passa pelo reconhecimento humano da infinita grandeza divi­na, seu imenso poder e sua glória suprema.

O Deus que fez o céu, a Terra e tudo o que nela há (Gn 2.4). O Deus que da Terra faz o escabelo de seus pés (Is 66.1). O Deus que mediu na concha de sua mão as águas do planeta (Is 40.12). O Deus que com seu poder sustenta todas as coisas (Hb 1.3).

Quan­do Jó questionou ao Senhor, foi surpreendido por uma sequência reveladora de perguntas divinas que o levaram a ter consciência da magnificência, grandiosidade e sabedoria de Deus (Jó 38 — 41). Ao refletir acerca da grandeza de Deus, Jó caiu em si, reconheceu a sua limitação, arrependeu-se e submeteu-se completamente ao propósito divino para sua vida (Jó 42.1-6).

Quando o homem tem uma noção de sua pequenez, limi­te, natureza, e do quão miserável e indigno é diante de um Deus tão poderoso e santo, ele naturalmen­te se aproxima do Criador com humildade, porquanto sabe que é pó e que são as misericórdias do Senhor a causa de ele estar de pé (Lm 3.22).

2. A necessidade da humil­dade.

Ao falar com o povo, Deus afirmou que, no caso de ocorrer um afasta­mento entre ambos, o que provocaria seca, fome, pragas, etc., o povo deveria reconhe­cer seu erro e desobe­diência aos preceitos da Lei de Deus e se humilhar.

Hu­milhar-se é submeter-se, sujeitar-se a alguém. No caso do homem com Deus, é reconhecê-lo como Deus, Senhor, Soberano, Criador, Todo-Poderoso e reconhecer-se como criatura pecadora, indigna de estar em sua presença e carente de sua misericórdia, graça e perdão. É com esse espírito humilde que o homem deve achegar-se a Deus e, assim, colocar diante dEle suas petições, a fim de ser ouvido em tempo oportuno.

3. A busca pela presença de Deus.

Após chegar à pre­sença de Deus com humildade, a recomendação divina para a restauração de seu povo é orar, suplicar e buscar a face dEle. Essa busca envolve: voltar-se para o Senhor, buscando obter novamente a comunhão que fora quebrada, e colocar diante dEle o seu pecado (Sl 32.5; 51.3), os seus desejos (Sl 38.9), as suas petições (Sl 119.170), as suas ansiedades (1 Pe 5.7).

Buscar a face de Deus não é apenas manter com Ele uma conversa amena, ou colocar petições e pedidos diante dEle. É um desejo intenso de conhecê-Lo, estar familiarizado com sua voz e conhecer sua vontade. Isso demanda tempo e esforço do homem, pois muitas vezes será necessário abrir mão do conforto físico, de algum tempo de lazer e até mesmo dos próprios planos.

Entretanto, nada no mundo é mais valioso do que a presença de Deus na vida do homem e sua comunhão com Ele. Buscar a face do Senhor e anelar a sua presença e comunhão conosco deve ser mais do que uma necessidade, mas um prazer para o crente (Sl 105.4; 42.1,2; 84.1,2).

II. A NECESSIDADE DE ARREPENDER-SE E CON­VERTER-SE

O apóstolo João fala em sua primeira carta universal que o crente ainda está sujeito a pecar (1 Jo 1.8). Quem diz que não peca é mentiroso. Contudo, isso não é um convite ao pecado, mas o reconhecimento de que o homem é, por natureza, pecador, e que só estará livre para sempre do pecado no céu.

1. Arrependimento.

O ar­rependimento genuíno provém da tristeza por haver pecado, desagradado ao Senhor e entriste­cido o Espírito Santo (2 Co 7.10).

Aquele que, de fato, se arrepende, confessa e abandona o erro. Não basta apenas reconhecer o erro, mas também é imprescindível que se deixe o pecado, a fim de alcançar misericórdia (Pv 28.13).

A recomendação de João é: “Não pequeis”. Todavia, para aquele que pecou, ainda existe solução: Jesus, o Advogado. Se você se ar­repender sinceramente e suplicar-lhe perdão, Ele intercederá junto ao Pai, a fim de que você receba o perdão divino e seja reconciliado com Deus.

2. Conversão.

No dicionário Houaiss da língua Portuguesa, con­versão é transformação, alteração de sentido ou direção.

Portanto, quando o Senhor requer que seu povo “se converta de seus maus caminhos”, Ele deseja mudança de rumo, transformação de palavras, atitudes, pensamentos, vontades e sentimentos.

O apóstolo Paulo explica muito bem este processo na vida do homem convertido ao Senhor (Ef 4.22-32; Cl 3.1-11). Converter-se, na ótica bíblica, é, portanto, abandonar as práticas passadas, que não agradam a Deus, e viver uma vida que o agrade, pautada em sua Palavra. É uma vida completamente nova (2 Co 5.17).

III. AS RESPOSTAS DIVINAS ÀS ATITUDES DO POVO

1. “Ouvirei dos céus” (v. 14).

A primeira recompensa pelas atitudes mencionadas acima é ter suas orações ouvidas e aten­didas pelo Senhor. O nosso Deus responde às orações daqueles que o temem (Sl 145.19). Para esses, o seu ouvido não está agravado, mas aberto (2 Cr 7.15; Is 59.1).

Jesus ensinou a respeito de um Pai amoroso que está sempre pronto a dar boas dádivas a seus filhos e incentivou seus discípulos a pedir e buscar a Deus, incessantemente, sem desfalecer (Lc 11.9; 18.1-7), porque Deus ouve e vê até o que está em secreto (Mt 6.6;Jo 9.31).

Portanto, se você é um filho obe­diente ao seu Pai, esteja certo de que suas orações estão subindo diante dEle e logo serão respondi­das. Aguarde e confie!

2. “Perdoarei os seus pe­cados”.

A segunda resposta do Senhor ao povo seria o perdão. Davi conhecia a longanimidade e misericórdia divinas, porquanto havia experimentado a graça do perdão divino.Por isso, escre­veu que o Senhor está pronto a perdoar àqueles que o invocam (Sl 86.5).

A Bíblia está repleta de exemplos do perdão de Deus, tanto para com seu povo Israel quanto para todos quantos lhe imploraram o perdão.Por várias vezes e para diversas pessoas, Jesus declarou: “Perdoados são os teus pecados” (Mt 9.2; Lc 7.48).

Através do nome de Cristo, Deus perdoa os nossos pecados (1 Jo 2.12). Se você pecar contra Deus, creia que:

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9).

3. “Sararei a sua terra”.

A terceira resposta divina diz respei­to ao nosso sustento. Deus não está preocupado apenas em salvar nossa alma e espírito, Ele sabe que necessitamos nos alimentar, vestir, morar, ou seja, de ter nossas necessidades básicas supridas.

No caso de Israel, sua sobrevivência dependia de chuvas que regassem a terra, que produzia o fruto para a alimentação do homem e dos ani­mais. Deus disse a Salomão que, se o povo abandonasse os seus maus caminhos, Ele tornaria a abençoar a terra, a fim de que o pão de cada dia fosse garantido ao povo.

Jesus ensinou que o Pai co­nhece as necessidades humanas e deseja supri-las (Mt 6.31,32). O Se­nhor cuida daqueles que o amam e o obedecem. Além disso, há uma interpretação espiritual desta passagem. “Sarar a terra”, voltando a enviar chuvas, trata-se também de uma renovação espiritual do povo e do envio do Espírito Santo (Jl 2.28-32).

Ainda hoje, o Senhor faz brotar rios de água viva dentro de cada um que recebe o dom do Espírito (Jo 7.37), que é seu próprio Espírito dentro do homem. Essa corrente de águas vivas flui atra­vés da vida do crente e atinge os outros com a mensagem sanadora do Evangelho. Portanto, clame por essa promessa maravilhosa!

CONCLUSÃO

Embora o texto bíblico desta lição fora dirigido a Isra­el, sua aplicação pode ser feita aos crentes de todas as épo­cas. Portanto, Igreja de Cristo, humilhe-se, retorne ao Senhor, converta-se de seus maus cami­nhos, busque a presença divina continuamente, a fim de que o nosso Deus, segundo as suas riquezas, supra todas as nossas necessidades em glória, por Cristo Jesus (Fp 4.19).

Fonte: CPAD/2010