[Exortação] Stand up gospel, uma nova forma de pregação?

Gospel Stand up

Nos últimos anos tem se multiplicado na Igreja Evangélica brasileira um diferente tipo e estilo de pregação. Nela, o pregador em vez de anunciar o Evangelho da salvação Eterna gasta o seu precioso tempo divertindo a platéia. Outro dia ouvi um irmão dizendo: “O pastor fulano de tal é uma bênção! Ele é muito engraçado! Eu ri litros com sua mensagem!”
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Caro leitor,  por favor, pare, pense e responda sinceramente: quem disse que um pregador do evangelho deve ser um animador de auditório? Verdadeiramente, o que Spurgeon temia aconteceu, pastores se transformaram em promotores de entretenimento. Veja a opinião de Spurgeon no vídeo abaixo:

Lamentavelmente nos dias de hoje, percebemos em boa parte das nossas igrejas um número significativo de pastores que em vez de pregar a santa Palavra de Deus, transformaram-se em exímios animadores de auditório. Para prender a atenção do seu público, contam piadas, pulam, fazem caretas, caras e bocas e muito mais, isto sem falar nos jargões que sem dó e piedade são vomitados em nossos ouvidos. Senão bastasse isso, o conteúdo de suas mensagens não é a Palavra de Deus e sim princípios relacionados a autoajuda, o que se deve em parte ao despreparo bíblico e teológico de muitos destes irmãos.Prezado amigo, a função do pregador não é divertir o povo e sim pregar a Palavra de Deus. O pastor foi chamado a anunciar TODO Conselho de Deus e não fazer do púlpito, um teatro, uma arena ou um circo.

Ora, bem sei que alguns discordam de mim, no entanto, creio piamente que pastores não foram chamados  por Deus para fazer o povo rir como se num auditório estivessem e sim anunciar as Boas Novas de Salvação Eterna.

Isto posto, concordo com os puritanos que diziam que o púlpito é lugar sério e não um palco de entretenimento.

Vale a pena ressaltar que não condeno o pregador quando em meio a um sermão conta um relato jocoso, isso é absolutamente compreensível. O que condeno são aqueles que abandonaram as Escrituras em detrimento do riso e do entretenimento fazendo deste estilo de mensagem um método de pregação onde o que importa no final de tudo é a satisfação do cliente.

Para terminar esta breve reflexão, tomo emprestado as palavras do pastor Antônio Silva que diz:
 
“Estamos vivendo tempos muito estranhos! Pregadores do estilo “stand-by gospel” são considerados heróis. Cantores popstars são os verdadeiros adoradores, mesmo que só “adorem” por muitos, muitos milhares de reais.”
 
Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!“Não procuro outros meios para a conversão do homem, além da simples pregação do Evangelho.” Charles Spurgeon
Soli Deo Gloria,
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[Testemunho] Titanic – Em meio a tragédia, havia um Homem de Deus!

Há pouco eu li um belo testemunho o qual compartilho abaixo:

“O pastor escocês John Harper e sua filha Nana, de seis anos de idade, estavam a bordo na noite fatídica em que morreram mais de mil e quinhentas pessoas que estavam a bordo do Titanic . Quatro anos antes, a esposa de Harper falecera e ele sabia que a menina ficaria órfã aos seis anos de idade. Mesmo assim, ele a embarcou em um dos botes salva-vidas e preferiu tentar ajudar os demais.

O motivo de sua viagem era pregar em uma das maiores igrejas dos Estados Unidos na época, Moody Church em Chicago. A igreja estava esperando por sua chegada, pois não somente ele pregaria uma série de mensagens, mas daria oficialmente a resposta que aceitaria pastorear a igreja nos EUA.

Harper era conhecido como um pregador envolvente e havia sido pastor de duas igrejas na Grã-bretanha, em Glasgow e Londres. Seu estilo de pregação era adequado para um evangelista como testemunham as palavras de um pastor amigo. “Ele era um pregador do ar livre acostumado a falar para grandes públicos… Ele possuía uma grande compreensão das verdades bíblicas que lhe permitam combater com sucesso todos os ataques à fé”.

Quando o Titanic bateu no iceberg, Harper, por ser viúvo poderia ter se juntado à filha, mas optou por dar àquelas pessoas mais uma chance de conhecer a Cristo. Há registros que Harper correu de pessoa em pessoa, contando apaixonadamente aos que estavam em pânico sobre a necessidade de aceitarem a Cristo.

Quando a água começou a afundar o navio, Harper foi ouvido gritando: “Deixem as mulheres, as crianças, e os descrentes subirem primeiro nos botes salva-vidas.” Ao ouvir um homem rejeitar seu apelo para que aceitasse Jesus, Harper deu-lhe o colete salva-vida que usava e disse: “você precisa disso mais do que eu.” Até o último momento que esteve a bordo do navio, Harper pediu que as pessoas entregassem suas vidas para Jesus.

Quatro anos após a tragédia, durante uma reunião um sobrevivente do Titanic, um sobrevivente contou como foi seu contato com Harper no meio das águas geladas do Atlântico.

Ele testemunhou que ele estava se agarrando em um pedaço dos detritos quando Harper nadou até ele, fazendo duas vezes o convite bíblico: “crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” Ele disse que rejeitou a oferta na primeira vez.

No entanto, ao ouvir o apelo sendo repetido pelo pastor, sabendo dos quilômetros de água sob seus pés, aquele homem entregou sua vida a Cristo. Logo em seguida disse que viu Harper sucumbindo ao frio e afundando. Ele concluiu seu testemunho na reunião de sobreviventes simplesmente dizendo: “Eu sou o último convertido de John Harper”.

Sua filha, Nana, foi resgatada e mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda a sua vida ao Senhor.”

Caro leitor, que testemunho maravilhoso não é verdade? O zelo evangelístico de John Harper é um modelo para cada um de nós.

Ora meus amigos, todos sabemos que o mundo é mal, a cidade está cada vez mais violenta e as pessoas estão cada vez mais egoístas. Nas ruas, nos becos, nos guetos, gente como estas estão desesperadas por uma mensagem de esperança e salvação. Agora, como crerão se não há quem os envie?

A pergunta é: O que temos feito? Temos anunciado o Evangelho integral de Cristo Jesus ou temos andado preocupados com a nossa satisfação e realização pessoal. Os campos estão brancos, o que nos mostra a imperiosa necessidade de anunciarmos o Evangelho de Cristo a essa juventude sem rumo e esperança. Cabe a Igreja contextualizar o evangelho sem contudo sicretiza-lo. Somos e fomos chamados pelo Senhor da glória a proclamar as boas novas de Cristo.

Minha oração é que o Deus Todo-poderoso mediante sua infinita graça, nos use como instrumento de benção e salvação para milhares de jovens neste país.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens