[Maná] Graça para perdoar os outros

Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, afim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. Hb 4:16

Rafael Rosales é ministro em El Salvador. As guerrilhas salvadorenhas tentaram matá-lo. Colocado para morrer em um automóvel em chamas, Rafael escapou do carro e fugiu do pais. Mas não conseguiu fugir de suas lembranças. As cicatrizes não o abandonariam.

Cada olhada no espelho o relembrava da crueldade dos torturadores. Talvez ele nunca se recuperasse se o Senhor não tivesse falado ao seu coração. “Eles fizeram o mesmo comigo“, ouviu seu Salvador dizer. Enquanto Deus ministrava a ele, Rafael começou a enxergar suas cicatrizes de maneira diferente. Em vez de servirem como lembrete da própria dor, elas se tomaram um retrato do sacrifício de seu Salvador. Com o tempo, ele conseguiu perdoar seus ofensores. E plantou uma nova igreja.

A Bíblia diz que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam(Rm 8. 28). Para Rafael, o versículo poderia ser assim “Nas cicatrizes, Deus age para o bem daqueles que o amam“.

…**…

Jesus, tu nos deste o grande presente da graça. Somos pessoas perdoadas. Que sejamos pessoas que concedem graça. Pessoas que perdoam outras.

[Estudo Bíblico] Se meu Povo Orar, Deus…

LEITURA BÍBLICA

2 Crônicas 7:11-18

Assim Salomão acabou a casa do SENHOR, e a casa do rei, e tudo quanto Salomão intentou fazer na casa do SENHOR e na sua casa prosperamente o efetuou.

E o SENHOR apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.

Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo;

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.

Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias.

E, quanto a ti, se andares diante de mim, como andou Davi teu pai, e fizeres conforme a tudo o que te ordenei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos,

Também confirmarei o trono do teu reino, conforme a aliança que fiz com Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor que domine em Israel.

INTRODUÇÃO

Por ocasião da dedicação do Templo de Jerusalém, no reinado de Salomão, o Senhor fez uma pro­messa ao povo de Israel (aplicável à sua igreja de todas as épocas). Quando estivessem em dificulda­des, enfrentando períodos de seca e esterilidade, bastaria dirigir um clamor ao Senhor que a resposta viria. Con­tudo, Deus estabele­ceu algumas condições para que a sua bênção fosse derramada, como veremos a seguir.

I. A NECESSIDADE DE SE HUMILHAR E BUSCAR A DEUS

1.Deus é grande, o homem é limitado.

O caminho da humil­dade passa pelo reconhecimento humano da infinita grandeza divi­na, seu imenso poder e sua glória suprema.

O Deus que fez o céu, a Terra e tudo o que nela há (Gn 2.4). O Deus que da Terra faz o escabelo de seus pés (Is 66.1). O Deus que mediu na concha de sua mão as águas do planeta (Is 40.12). O Deus que com seu poder sustenta todas as coisas (Hb 1.3).

Quan­do Jó questionou ao Senhor, foi surpreendido por uma sequência reveladora de perguntas divinas que o levaram a ter consciência da magnificência, grandiosidade e sabedoria de Deus (Jó 38 — 41). Ao refletir acerca da grandeza de Deus, Jó caiu em si, reconheceu a sua limitação, arrependeu-se e submeteu-se completamente ao propósito divino para sua vida (Jó 42.1-6).

Quando o homem tem uma noção de sua pequenez, limi­te, natureza, e do quão miserável e indigno é diante de um Deus tão poderoso e santo, ele naturalmen­te se aproxima do Criador com humildade, porquanto sabe que é pó e que são as misericórdias do Senhor a causa de ele estar de pé (Lm 3.22).

2. A necessidade da humil­dade.

Ao falar com o povo, Deus afirmou que, no caso de ocorrer um afasta­mento entre ambos, o que provocaria seca, fome, pragas, etc., o povo deveria reconhe­cer seu erro e desobe­diência aos preceitos da Lei de Deus e se humilhar.

Hu­milhar-se é submeter-se, sujeitar-se a alguém. No caso do homem com Deus, é reconhecê-lo como Deus, Senhor, Soberano, Criador, Todo-Poderoso e reconhecer-se como criatura pecadora, indigna de estar em sua presença e carente de sua misericórdia, graça e perdão. É com esse espírito humilde que o homem deve achegar-se a Deus e, assim, colocar diante dEle suas petições, a fim de ser ouvido em tempo oportuno.

3. A busca pela presença de Deus.

Após chegar à pre­sença de Deus com humildade, a recomendação divina para a restauração de seu povo é orar, suplicar e buscar a face dEle. Essa busca envolve: voltar-se para o Senhor, buscando obter novamente a comunhão que fora quebrada, e colocar diante dEle o seu pecado (Sl 32.5; 51.3), os seus desejos (Sl 38.9), as suas petições (Sl 119.170), as suas ansiedades (1 Pe 5.7).

Buscar a face de Deus não é apenas manter com Ele uma conversa amena, ou colocar petições e pedidos diante dEle. É um desejo intenso de conhecê-Lo, estar familiarizado com sua voz e conhecer sua vontade. Isso demanda tempo e esforço do homem, pois muitas vezes será necessário abrir mão do conforto físico, de algum tempo de lazer e até mesmo dos próprios planos.

Entretanto, nada no mundo é mais valioso do que a presença de Deus na vida do homem e sua comunhão com Ele. Buscar a face do Senhor e anelar a sua presença e comunhão conosco deve ser mais do que uma necessidade, mas um prazer para o crente (Sl 105.4; 42.1,2; 84.1,2).

II. A NECESSIDADE DE ARREPENDER-SE E CON­VERTER-SE

O apóstolo João fala em sua primeira carta universal que o crente ainda está sujeito a pecar (1 Jo 1.8). Quem diz que não peca é mentiroso. Contudo, isso não é um convite ao pecado, mas o reconhecimento de que o homem é, por natureza, pecador, e que só estará livre para sempre do pecado no céu.

1. Arrependimento.

O ar­rependimento genuíno provém da tristeza por haver pecado, desagradado ao Senhor e entriste­cido o Espírito Santo (2 Co 7.10).

Aquele que, de fato, se arrepende, confessa e abandona o erro. Não basta apenas reconhecer o erro, mas também é imprescindível que se deixe o pecado, a fim de alcançar misericórdia (Pv 28.13).

A recomendação de João é: “Não pequeis”. Todavia, para aquele que pecou, ainda existe solução: Jesus, o Advogado. Se você se ar­repender sinceramente e suplicar-lhe perdão, Ele intercederá junto ao Pai, a fim de que você receba o perdão divino e seja reconciliado com Deus.

2. Conversão.

No dicionário Houaiss da língua Portuguesa, con­versão é transformação, alteração de sentido ou direção.

Portanto, quando o Senhor requer que seu povo “se converta de seus maus caminhos”, Ele deseja mudança de rumo, transformação de palavras, atitudes, pensamentos, vontades e sentimentos.

O apóstolo Paulo explica muito bem este processo na vida do homem convertido ao Senhor (Ef 4.22-32; Cl 3.1-11). Converter-se, na ótica bíblica, é, portanto, abandonar as práticas passadas, que não agradam a Deus, e viver uma vida que o agrade, pautada em sua Palavra. É uma vida completamente nova (2 Co 5.17).

III. AS RESPOSTAS DIVINAS ÀS ATITUDES DO POVO

1. “Ouvirei dos céus” (v. 14).

A primeira recompensa pelas atitudes mencionadas acima é ter suas orações ouvidas e aten­didas pelo Senhor. O nosso Deus responde às orações daqueles que o temem (Sl 145.19). Para esses, o seu ouvido não está agravado, mas aberto (2 Cr 7.15; Is 59.1).

Jesus ensinou a respeito de um Pai amoroso que está sempre pronto a dar boas dádivas a seus filhos e incentivou seus discípulos a pedir e buscar a Deus, incessantemente, sem desfalecer (Lc 11.9; 18.1-7), porque Deus ouve e vê até o que está em secreto (Mt 6.6;Jo 9.31).

Portanto, se você é um filho obe­diente ao seu Pai, esteja certo de que suas orações estão subindo diante dEle e logo serão respondi­das. Aguarde e confie!

2. “Perdoarei os seus pe­cados”.

A segunda resposta do Senhor ao povo seria o perdão. Davi conhecia a longanimidade e misericórdia divinas, porquanto havia experimentado a graça do perdão divino.Por isso, escre­veu que o Senhor está pronto a perdoar àqueles que o invocam (Sl 86.5).

A Bíblia está repleta de exemplos do perdão de Deus, tanto para com seu povo Israel quanto para todos quantos lhe imploraram o perdão.Por várias vezes e para diversas pessoas, Jesus declarou: “Perdoados são os teus pecados” (Mt 9.2; Lc 7.48).

Através do nome de Cristo, Deus perdoa os nossos pecados (1 Jo 2.12). Se você pecar contra Deus, creia que:

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9).

3. “Sararei a sua terra”.

A terceira resposta divina diz respei­to ao nosso sustento. Deus não está preocupado apenas em salvar nossa alma e espírito, Ele sabe que necessitamos nos alimentar, vestir, morar, ou seja, de ter nossas necessidades básicas supridas.

No caso de Israel, sua sobrevivência dependia de chuvas que regassem a terra, que produzia o fruto para a alimentação do homem e dos ani­mais. Deus disse a Salomão que, se o povo abandonasse os seus maus caminhos, Ele tornaria a abençoar a terra, a fim de que o pão de cada dia fosse garantido ao povo.

Jesus ensinou que o Pai co­nhece as necessidades humanas e deseja supri-las (Mt 6.31,32). O Se­nhor cuida daqueles que o amam e o obedecem. Além disso, há uma interpretação espiritual desta passagem. “Sarar a terra”, voltando a enviar chuvas, trata-se também de uma renovação espiritual do povo e do envio do Espírito Santo (Jl 2.28-32).

Ainda hoje, o Senhor faz brotar rios de água viva dentro de cada um que recebe o dom do Espírito (Jo 7.37), que é seu próprio Espírito dentro do homem. Essa corrente de águas vivas flui atra­vés da vida do crente e atinge os outros com a mensagem sanadora do Evangelho. Portanto, clame por essa promessa maravilhosa!

CONCLUSÃO

Embora o texto bíblico desta lição fora dirigido a Isra­el, sua aplicação pode ser feita aos crentes de todas as épo­cas. Portanto, Igreja de Cristo, humilhe-se, retorne ao Senhor, converta-se de seus maus cami­nhos, busque a presença divina continuamente, a fim de que o nosso Deus, segundo as suas riquezas, supra todas as nossas necessidades em glória, por Cristo Jesus (Fp 4.19).

Fonte: CPAD/2010

[Estudo Bíblico] A Oração que conduz ao Perdão!

LEITURA BÍBLICA

Salmos 51:1-13

Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.

Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.

Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.

Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.

Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.

Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades.

Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.

Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.

Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.

INTRODUÇÃO

A oração é o modo pelo qual o homem fala com Deus e coloca diante dEle suas alegrias, tristezas, necessidades, anseios, enfim, tudo o que aflige sua alma. Quando se peca, é através da oração que se chega a Deus para confessar as culpas e pedir-lhe o seu perdão.

A oração que Davi fez, logo após ser confron­tado pelo profeta Natã a respeito de seu adul­tério (com Bate-Seba) seguido de assassinato (de Urias), é um exem­plo do que se deve fazer ao pecar, a fim de alcançar misericórdia diante de Deus.

I. O PECADO NOS AFASTA DE DEUS

1. O pecado afronta a Deus.

Pecado é a transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus.

O pecado afronta o caráter de Deus e a sua santidade. Esta falta de conformi­dade com a lei moral de Deus é re­belião; quem usa dessa prática se distancia da comunhão com Deus, que, por hipótese alguma, comun­ga com o pecado ou com alguém que permanece nesse estado.

Davi pecou gravemente e permaneceu em pecado até que, advertido pelo profeta, se arrependeu e suplicou ao Senhor o perdão.

2. As consequências do pecado.

Os relatos do rei Davi evi­denciam que o pecado entristece o Espírito Santo e causa separação entre Deus e o homem (Is 59.2).

Foi esse afastamento de Deus que Davi viveu. A única maneira de o crente manter comunhão com Deus, por meio do seu Espírito Santo, é andar segundo a sua von­tade (Rm 8.1,2,8,9,1 3,14).

3. Consciência do pecado.

A expressão que Davi usou para rogar a Deus a sua purificação, revela o reconhecimento do seu estado de impureza moral, pois havia cometido delitos contra a santidade de Deus e à sua Lei.

Ao pedir a Deus que o limpasse com hissopo (v.7), ele revela que se havia contaminado tal qual um leproso ou alguém que havia tocado em um morto; símbolos de impureza máxima em sua época (Lv 14; Nm 19. 16-19).

O pecado destrói a paz com Deus, e a falta dessa paz, como decorrência do pecado, é como um sinal vermelho, a fim de que o crente pare imediatamente e volte-se para Deus em oração.

É preciso que se arrependa, confes­se o seu pecado e abandone-o, e pela fé em Cristo, receba o perdão de Deus (1 Jo 1.7-9).

II. CONFISSÃO E PERDÃO

1. Reconhecer e confessar o pecado.

Ao pecar, Davi não considerou as consequências de seus atos. No entanto, assim que caiu em si como pecador, reconheceu a gravidade dos seus pecados cometidos e a necessida­de de confessá-los, para, em se­guida, pedir perdão.

Todo ser hu­mano deve saber que:

“Aquele que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará mise­ricórdia” (Pv 28.13)

O rei sabia que seu pecado era, em primeiro lugar, contra o próprio Deus (v.4). No Salmo 32, Davi mostra o dever e a necessidade de reconhecer e de confessar o pecado a Deus (Sl 32.1-5) e expressa a certeza do perdão do Senhor (v.5).

2. Conhecendo o cará­ter de Deus (vv.6,16).

Davi conhecia a Deus e sabia que só homens limpos de mãos e puros de coração entram no santuário (Sl 24.3,4). Seus salmos revelam que ele conhecia a Deus pessoalmente e tinha um relacionamento íntimo com o Senhor.

3. O afastamento de Deus.

Como todo o crente que deso­bedece às ordenanças divinas, Davi estava sentindo a angústia resultante da falta de comunhão com Deus.

O pecado era como um muro, que o impedia de ver e sen­tir a presença de Deus. Para um homem acostumado à comunhão com o Criador, o vazio provocado pela falta desta doía como um cor­po com os ossos quebrados (v.8); a tristeza havia tomado conta de seu ser.

III. A RESTAURAÇÃO DO PECADOR

1. Arrependimento e con­trição.

Davi tinha consciência do seu pecado. Porém, sabia que Deus está sempre disposto a perdoar todo homem que, com o coração arrependido, volta-se para Ele, confessando as suas culpas e rejeitando-as, por meio da oração espontânea e sincera (Pv 28.13).

O perdão divino está à disposição de todos os pecadores que, arrependidos, confessam a Deus os seus pecados e aceitam a purificação provida pelo Senhor mediante o sangue de Jesus Cristo (Lc 24.46,47; 1 Jo 1.9).

Todavia, é necessário que se rejeite totalmen­te a prática do pecado, pois o que alcança misericórdia é aquele que confessa e deixa (Pv 28.13).

2. Mudança de atitude.

O verdadeiro arrependimento resul­ta em mudança de vida.Pode-se tomar como exemplo o Filho Pródigo!

Ele, distante do pai, sem dinheiro ou condições dignas de, inclusive, se alimentar reconheceu seu pecado e resolveu voltar. Con­fessou suas transgressões ao pai e pediu-lhe perdão.

O importante, porém, foi que a oração o levou à ação. Ele foi, fez tudo o que havia proposto e alcançou misericór­dia (Lc 15.11-24). Davi também demonstrou com atos sinceros e profundos o arrependimento, vindo da alma.

3. Renovação interior.

Na oração de Davi, pode-se ver que o Senhor já estava trabalhando em seu interior. Observe os desejos de Davi depois de confessar seus peca­dos e buscar o perdão de Deus:

a) Um espírito voluntário.

O que demonstra seu desejo e sua disposição de servir a Deus (v. 12).

b) Ensinar os caminhos do Se­nhor.

 Assim que se sente perdo­ado Davi se propõe a falar sobre o quanto Deus fora compassivo e misericordioso com ele, para que mais pecadores (como ele) se convertam de seus caminhos (v. 13). Davi não se contenta em apenas desfrutar o seu perdão; ele também quer que o mundo conheça o Deus perdoador.

c) Louvar a Deus.

Conhecen­do o seu Senhor, Davi sabia que, na situação de pecado em que se encontrava, seus louvores não seriam aceitos. Era necessário que, antes de oferecer sacrifí­cios, ele se quebrantasse diante de Deus. Só então, estaria livre para louvá-Lo (vv. 16,17).

Deus recebe o louvor dos filhos obe­dientes, que procuram viver de acordo com a Palavra; a estes Ele denomina verdadeiros adorado­res (Jo 4.23).

O verdadeiro louvor ao Senhor não está em palavras ou canções, mas primeiramente na vida santa e consagrada e no testemunho do adorador.

d) Prontidão para agradar a Deus.

Uma das características mais marcantes de um homem perdoado por Deus é o desejo profundo de agradá-Lo.

O próprio Jesus fez alusão a este fato, quando estava em casa de Simão (Lc 7.36-50).

A motivação maior do serviço do crente no Reino é o fato de ter sido perdoado, isto o constrange a fazer tudo e qualquer coisa para agradar ao Deus que o perdoou e o livrou da morte e do inferno.

Por isso, um dos desejos expressos por Davi em sua oração foi o de ser um prestador de serviço para Deus com espírito voluntário.

CONCLUSÃO

A oração é um instrumento de comunhão com Deus, inclusive para aquele que a perdeu por causa do pecado. Depois que o homem reconhece que pecou, através da oração sincera, como a do publicano em Lucas 18.10-14, pode confessar seus pecados ao Senhor e pedir-lhe o seu perdão.

O verdadeiro arre­pendimento, no entanto, implica na mudança de atitude e conduta daquele que pecou. A orientação amorosa do Senhor Jesus é: “vai-te e não peques mais” (Jo 8.11).

SUPLEMENTO

Subsídio 1

O Pecado e seu Domínio

“Infelizmente, para o questionamento do porquê de Davi ter pecado, a resposta é simples e, ao mesmo tempo, complexa: Ele pecou exatamente porque é um ser humano.

[…] Mesmo sendo o ‘homem segundo o coração de Deus’, ele não possuía uma natureza divina assim como Jesus Cristo que, apesar de ser chamado de ‘Filho de Davi’ — por sua ascendência ou natureza humana—, era Deus e, portanto, não sujeito a pecar (Hb 4.15; 1 Pe 2.21,22).

Ser um ‘homem de Deus’ (2 Cr 8.14), como Davi o era, infelizmente não significa invulnerabilidade ou imunidade em relação ao pecado. Talvez nisso reside o problema de muitas pessoas que se espelham em outras. Quando seus re­ferenciais fracassam, elas igualmente perdem a fé, pois caíram na ilusão de acreditar que existe alguém perfeito.

A doutrina do pecado ou hamartiologia é um dos grandes ensinos que precisa ser resgatado nos dias atuais. Saber que todos nós fomos afetados pela realidade do pecado, que por meio de um ato único entrou no mundo e, consequentemente, no seio da humanidade (Gn 3), é muito importante, pois mostra que a sua universalidade é algo que só pode ser resolvido com um único ato universal (Rm 5.18,19).

O pecado é, por definição, um desvirtuamento do propósito original de Deus para o homem, pois o ‘sentido básico da palavra é o de errar um alvo ou um caminho’ “.

 (CARVALHO, César Moisés. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. l. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, pp. 147-8).

Subsídio 2

O Perdão Pela Confissão

“Qual é a garantia de que a confissão é importante para Deus? A própria Palavra de Deus. Ela garante que a confissão é premiada com a misericórdia.

‘O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia’ (Pv 28.13)

Deus sabe que estamos sujeitos às leis deste mundo, mais exige que pautemos uma vida dentro dos padrões estabelecidos por Ele. E quando nos afastamos desse padrão, Ele espera que admitamos nossa falha e retornemos para Ele por meio da confissão.

Todos nós conhece­mos o texto áureo da confissão:

‘Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça’ (1 Jo 1.9)

Não podemos ter por hábito apenas dizer para Deus o que fizemos como se lêssemos para Deus uma lista de nossas infelizes decisões e atos. Mais que enumerar pecados, Deus espera que concordemos com Ele que erramos e que precisamos do seu perdão.

E Davi reconheceu o seu erro. Ele sabia que em Deus acharia a graça para a recuperação de seu pecado. Deus, por meio da confissão de Davi, não permitiu que ele permanecesse naquela situação:

‘Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão’ (Sl 37.23,24)

Como diz Richard D. Philips, ‘enquanto a verdade condena, a verdade e a graça juntas restauram o pecador‘.

Não estamos imunes ao pecado em um mundo decaído. Não po­demos dizer que jamais pecaremos, ou que ficaremos o tempo todo em vigilância. Mas podemos ter certeza de que Deus, em sua grande misericórdia, aceitará o pecador arrependido e o restaurará à comunhão perdida”

(COELHO, Alexandre. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. l.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, pp. 168-72).

Fonte: CPAD/2010