[Maná] Deus entende

“Grande é o nosso Soberano e tremendo é o Seu poder; e impossível medir o Seu entendimento”. Salmo 147:5

Eu não creio que falo com muita eloquência, e talvez você não ache que sua maneira de se comunicar seja muito sofisticada também. Já não me preocupo mais com a maneira como me expresso quando falo com Deus; simplesmente digo ao Senhor o que está no meu coração – e digo exatamente o que é – de maneira clara, simples e direta. Essa é a maneira como falo com minha esposa; essa é a maneira como falo com meus irmãos; essa é a maneira como falo com as pessoas com quem trabalho; então, essa é a maneira como falo com Deus e essa é a maneira como Ele fala comigo. Não tento impressioná-Lo, apenas tento compartilhar o que está no meu coração com Ele –  e posso fazer isso melhor quando estou simplesmente sendo eu mesmo.

Deus nos fez do jeito que somos, então precisamos nos aproximar dEle sem fingimento e sem achar que temos de nos expressar de certa maneira para que Ele nos ouça. Desde que sejamos sinceros, Ele ouvirá. Ainda que o que esteja no nosso coração não possa ser traduzido, mesmo assim Ele ouve e entende o que é. Um coração voltado para Ele é precioso aos Seus olhos e Ele ouve até as palavras que não podem ser pronunciadas. Às vezes estamos sofrendo demais para orar e tudo o que podemos fazer é suspirar e gemer – e Deus entende até isso. Você pode ser consolado hoje sabendo que Deus entende e ouve tudo que você diz a Ele, desde que você seja um pecador arrependido e submisso à Sua vontade, pois está escrito:

“Vejam! O braço do Senhor não está tão curto que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir.

Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá”.  Isaías 59:1,2

Ao não arrependido, digo: Arrependa-se e comece seu relacionamento íntimo com Deus hoje! Ele o ouvirá e entenderá.

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[Maná] Aprender a discernir

“Se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto; se procurar a sabedoria como se procura a prata e busca-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o Senhor e achará o conhecimento de Deus” (Provérbios 2:3-5).

Discernimento é algo que podemos esperar à medida que nos aproximamos de Deus. Ele permite que penetremos na superfície de algo e percebamos suas áreas profundas. As coisas nem sempre são como parecem ser, portanto o discernimento é uma coisa valiosa. Se tivermos uma mente e um coração cheios de discernimento, evitaremos muitos problemas. Eu os encorajo a orar por discernimento regularmente.

Se tomarmos as nossas decisões de acordo com a aparência das coisas, de acordo com o que pensamos ou com o que sentimos, tomaremos muitas decisões erradas. Uma coisa pode parecer ser boa, mas lá no fundo você sente que precisa tomar cuidado e não ir em frente com aquilo. Se isso acontecer, você precisa esperar e orar um pouco mais, pedindo a Deus que o direcione pelo Seu Espírito, dando-lhe discernimento no seu espírito. Nunca faça nada se você não sentir paz a respeito ou se não parecer correto no seu espírito.

O versículo de hoje nos encoraja a entender o temor do Senhor. Tomar cuidado para não ir contra o que você sente no seu coração(redimido) é praticar o temor do Senhor, é demonstrar reverência pelo que você acredita que Ele está lhe mostrando embora a sua mente possa não entender absolutamente nada. Aprender a ser guiado pelo Espírito é aprender a desenvolver e respeitar a maneira como Deus costuma falar, que é através do discernimento, por isso continue orando e se exercitando nesta área.

[Maná] O Pote da Oração

 

“Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições contudo, tenham animo! Eu venci o mundo”. Jo 16. 33

Digamos que algo gerador de estresse cruze seu caminho. A médica decide que você precisa de uma cirurgia Ela detecta um nódulo e acha que é melhor removê-lo. Assim, lá está você, saindo do consultório. Acabou de receber um copo de ansiedade. O que vai fazer com ele? Você pode colocá-lo em um entre dois potes.

Pode jogar sua má noticia na panela da preocupação e tirar uma colher. Acenda o fogo. Cozinhe-a. Mexa. Deixe ferver por um tempo. Não demora muito e você terá uma deliciosa travessa de pessimismo.

Que tal uma ideia diferente? O pote da oração. Antes de a porta do consultório da médica fechar, entregue o problema a Deus. “Aceito o teu senhorio. Nada chega a mim que não tenha passado primeiro por ti”.

Sua parte é oração e gratidão. A parte de Deus? Paz e proteção.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus(Fp 4. 7).

…**…

Senhor Deus, quando eu estiver cercado por desejos imensos, que meus pensamentos e minhas palavras se voltem para ti. Em vez de discutir o problema, lembra-me de conversar contigo. Que meu primeiro pensamento pela manhã e meu último pensamento à noite estejam centrados em ti. Quando for tentado a olhar para os gigantes da minha vida, optarei por olhar para ti.

[Maná Celestial] Perseverança na Provação!

provação

“Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” Tiago 1.12

A oração é o serviço de guerra espiritual mais pesado na vida de um renascido. Preste atenção o quanto Satanás lhe tenta justamente na sua vida de oração, procurando por todos os meios afastar você dela. Isso acontece porque por meio da oração perseverante almas preciosas são arrancadas das garras dele. Por isso, chamo a sua atenção para um determinado tipo de adversário que Satanás usa para nos distrair: ele usa pessoas. Que tipo de pessoas são essas? Pessoas religiosas. Quando Jesus andava aqui na terra, não foram os pecadores perdidos os seus maiores inimigos. Pelo contrário, Jesus estava sempre rodeado por eles. Seus piores inimigos foram os religiosos. No fim, até O pregaram na cruz. Hoje em dia acontece o mesmo. O maior desprezo você encontrará nos cristãos sem Cristo. Gostaria de perguntar aos assim chamados cristãos: vocês sabem para onde estão indo? Vosso cristianismo acomodado agrada muito ao diabo. Se vocês não se converterem, quer dizer, se não ocorrer a verdadeira renovação do coração, um dia passarão a pertencer a Satanás, o inimigo das vossas almas, para todo o sempre. Levemos todos a sério o que diz Tiago:

“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós outros”. Tiago 4:7-8a

Autor: Dirley Volcov

[Estudo Bíblico] Quando o crente não ora!

LEITURA BÍBLICA

Jonas 1:1-5; 11-12; 15

E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:

Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.

Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.

Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se.

Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono.

E disseram-lhe: Que te faremos nós, para que o mar se nos acalme? Porque o mar ia se tornando cada vez mais tempestuoso.

E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade.

E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria.

INTRODUÇÃO

Os benefícios de uma vida de oração são, de algum modo, co­nhecidos pela maioria dos cren­tes. Em geral, quando se estuda sobre oração, esses benefícios são destacados. É necessário que o cristão esteja ciente dos efeitos adversos na vida de quem é relapso nessa área. Há bênçãos divinas para os que se propõem a orar com regularidade e afinco; há também consequências desas­trosas para aqueles que são negligentes nessa prática.

I. QUANDO O HOMEM ORA, MAS NÃO OBEDECE

1. Jonas desobedece a Deus.

Jonas é um exemplo do crente que não quer fazer a von­tade Deus. É de se esperar que um homem chamado por Deus dependa exclusivamente dEle para realizar o trabalho proposto.

Todavia, como Jonas, muitos decidem por si mesmos que fazer e o modo como fazer. Esquecem-se de buscar a diréção do Senhor que os chamou, pois querem seguir a sua própria vontade.

2. Jonas foge da presença de Deus.

Jonas tinha comunhão com Deus, conhecia a vontade do Senhor e sabia exatamente o lugar para o qual Deus o tinha chama­do.

Todavia, decidiu, por conta própria, ir para outro lugar, longe da presença do Senhor (Jn 1.3). A desobediência de Jonas quase causou a morte de todos no navio.

Através desse episódio, aprende­mos que a nossa desobediência pode trazer prejuízos àqueles que estão próximos de nós. Ouça e obedeça à voz de Deus!

3. Jonas é jogado ao mar.

Jonas estava consciente da sua desobediência. Ele sabia que a tempestade era por sua causa, por isso, não hesitou em dizer: “lançai-me ao mar”.

Jonas tentava fugir da presença de Deus (Jn 1.12). Se não fosse a intervenção mi­lagrosa do Senhor, ele teria perecido. Dentro da barriga do grande peixe, Jonas clamou a Deus. O Senhor que é grande em misericór­dia, e está sempre dis­posto a perdoar, ouviu sua oração (Jn 2.1-9).

Jonas teve de ir parar no ventre de um grande peixe para aprender a respeito da obediência. Pare um instante e reflita: O que é necessário acontecer em sua vida para que você se disponha a obedecer a Deus e ter uma vida de oração?

Não seja como Jonas!

II. DEIXANDO DE BUSCAR A DIREÇÃO DE DEUS

1. Josué.

Quando o povo de Israel estava se estabelecendo na terra que o Senhor havia prometi­do a seus pais, os moradores de Gibeão, com astúcia, vieram até Josué para fazer um acordo de paz (Js 9.1-1 5).

Josué e os líderes do povo cometeram um grave erro: não buscaram o conselho de Deus (v. 14). Assim, sem orar e buscar a direção divina, fizeram um concer­to com os gibeonitas. Essa decisão imprudente trouxe os cananeus para dentro de Israel.

Além disso, o povo de Deus precisou entrar em guerra para honrar o pacto que ha­via feito fora da direção do Senhor, a fim de proteger aqueles que os haviam enganado (Js 10.6-11).

2. Davi.

Davi foi um homem que procurou viver em comunhão com o Senhor. Mas ele também teve seus deslizes, e, por vezes, esta comunhão foi interrompida.

Certa ocasião, Davi não consultou ao Senhor quando resolveu fazer um censo (2 Sm 24.1-25). Talvez o rei quisesse orgulhar-se do seu poderio militar. Todavia, quando o censo terminou, Davi sentiu-se mal e declarou:

“Muito pequei no que fiz” (v. 10).

Davi caiu em si. Então, clamou ao Senhor pedindo-lhe seu perdão. Quando um homem não busca a direção de Deus, coloca-se em situações bastante desagradá­veis e perigosas causando prejuízo a outras pessoas. A atitude errada de Davi fez com que setenta mil homens perdessem a vida (v. 15).

3. Sara.

Deus havia prome­tido um filho para Abraão e Sara (Gn 15.4). Tendo aguardado a pro­messa por muito tempo, Sara foi vencida pela impaciência. Ela quis agir por conta própria, tentando passar à frente de Deus. Sara não orou buscando a direção de Deus ao prover um filho para Abraão através de Agar, sua serva. A pre­cipitação de Sara causou-lhe uma série de problemas (Gn 16.5).

III. BUSCANDO CONSE­LHOS EM OUTRO LUGAR

1. Acazias.

O reinado de Acazias sobre Israel foi caracterizado pela iniquidade. Ele abertamente desprezou o Deus de Davi, servindo a Baal-Zebube.

Acazias após cair do alto de sua casa em Samaria ficou doente e recorreu a Baal-Zebube, a quem mandou perguntar se sararia de sua doença (2 Rs 1 .2).

Um ho­mem que se afasta dos caminhos do Senhor chega a extremos inima­gináveis, a ponto de consultar um deus sem condições de salvar ou de responder (Sl 115.4-8).

Por intermé­dio do profeta Elias, Deus perguntou a Acazias:

“Porventura, não há Deus em Israel, para que mandes consul­tar a Baal-Zebube, deus de Ecrom?” (2 Rs 1 .6)

Acazias não temia ao Senhor e morreu em consequência da sua enfermidade.

2. Saul.

Após a morte de Samuel, quando os filisteus se reuniram para uma batalha con­tra Israel, Saul resolveu consultar uma pitonisa, uma adivinha, que entrava em contato com espíritos demoníacos, para saber se deveria ou não entrar na guerra (I Sm 28.7,8).

Mais uma vez, pode-se depreender o profundo abismo no qual o homem sem Deus cai, de modo que aceita buscar conselhos em qualquer lugar, inclusive de agentes do inferno.Horóscopos, espiritismo, adivinhações, isso tudo é condenado pela Palavra de Deus (Dt 18.9-12; Lv 19.26,31; 20.6).

Através da oração e do es­tudo da Bíblia, o crente é dirigido por Deus, não necessitando de nenhum outro subterfúgio para encontrar o caminho a seguir.

3. Roboão.

Depois da morte de Salomão, Roboão tornou-se rei. Ele não procurou seguir o exemplo de seu pai, que pediu a Deus sabe­doria para governar. Roboão, além de não orar e de não buscar os conselhos divinos, preferiu seguir os conselhos insensatos de seus amigos (I Rs 12.8).

CONCLUSÃO

A falta da oração e da busca constante pela vontade de Deus levam o homem a uma vida que prejudica a si próprio e aos que o rodeiam, principalmente se este homem é um líder.

Que o Senhor, em sua infinita misericórdia, nos dê forças espirituais  para estar sempre aos seus pés, em oração, buscando sua direção para nossa vida e para o desen­volvimento do trabalho que Ele colocou em nossas mãos. Ele está sempre disposto a ouvir e atender àquele que o busca de coração (Jr 29. 13).

SUPLEMENTO

Subsídio Bibliológico

A Resposta de Jonas a Deus

“Apesar da desobediência e presunção, o próprio Jonas experi­mentara a libertação misericordiosa de Deus e recebera uma segunda chance. Quando comissionado por Deus para ira Nínive,Jonas fugiu na direção oposta. Quando lançado ao mar furioso e engolido por um peixe, ele teve a audácia de presumir que estava livre. Em lugar de oferecer um clamor penitencial e humilde por libertação, ele agradeceu ao Senhor portê-lo libertado (Jn 2.1-9).

Mas Deus perseverou e comissionou novamente o profeta (Jn 2.10 — 3.2). O livro termina com um Deus gracioso ainda tentando persuadir Jonas a pensar corretamente na sua misericórdia (Jn 4.9-1 1).

Embora Jonas, como Israel, fosse recebedor da misericórdia de Deus, o profeta negou a mesma misericórdia para o mundo gentio. Ironicamente, estes pagãos a quem Jonas detestava por serem idolatras (Jn 2.8), mostrou mais sensibilidade espiritual do que o profeta.

Jonas reivindicou temer ‘ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca’ (Jn 1.9). Mas suas ações contradisseram o seu credo.

Enquanto Jonas tentou fugir do Criador do mar através do mar, os pagãos expressa­ram que temiam genuinamente ao Senhor por meio de sacrifícios e ora­ções (Jn 1. 16).

Em contraste com Jonas que desobedeceu à palavra revelada de Deus e prevaleceu-se da misericór­dia divina, os ninivitas responderam imediata e positivamente à palavra de Deus e humildemente se lançaram aos pés do Deus soberano (Jn 3.4-9)”

(ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento, l. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, pp. 467-8).

Fonte: CPAD/2010

[Estudo Bíblico] A Oração que conduz ao Perdão!

LEITURA BÍBLICA

Salmos 51:1-13

Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.

Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.

Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.

Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.

Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.

Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades.

Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.

Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.

Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.

INTRODUÇÃO

A oração é o modo pelo qual o homem fala com Deus e coloca diante dEle suas alegrias, tristezas, necessidades, anseios, enfim, tudo o que aflige sua alma. Quando se peca, é através da oração que se chega a Deus para confessar as culpas e pedir-lhe o seu perdão.

A oração que Davi fez, logo após ser confron­tado pelo profeta Natã a respeito de seu adul­tério (com Bate-Seba) seguido de assassinato (de Urias), é um exem­plo do que se deve fazer ao pecar, a fim de alcançar misericórdia diante de Deus.

I. O PECADO NOS AFASTA DE DEUS

1. O pecado afronta a Deus.

Pecado é a transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus.

O pecado afronta o caráter de Deus e a sua santidade. Esta falta de conformi­dade com a lei moral de Deus é re­belião; quem usa dessa prática se distancia da comunhão com Deus, que, por hipótese alguma, comun­ga com o pecado ou com alguém que permanece nesse estado.

Davi pecou gravemente e permaneceu em pecado até que, advertido pelo profeta, se arrependeu e suplicou ao Senhor o perdão.

2. As consequências do pecado.

Os relatos do rei Davi evi­denciam que o pecado entristece o Espírito Santo e causa separação entre Deus e o homem (Is 59.2).

Foi esse afastamento de Deus que Davi viveu. A única maneira de o crente manter comunhão com Deus, por meio do seu Espírito Santo, é andar segundo a sua von­tade (Rm 8.1,2,8,9,1 3,14).

3. Consciência do pecado.

A expressão que Davi usou para rogar a Deus a sua purificação, revela o reconhecimento do seu estado de impureza moral, pois havia cometido delitos contra a santidade de Deus e à sua Lei.

Ao pedir a Deus que o limpasse com hissopo (v.7), ele revela que se havia contaminado tal qual um leproso ou alguém que havia tocado em um morto; símbolos de impureza máxima em sua época (Lv 14; Nm 19. 16-19).

O pecado destrói a paz com Deus, e a falta dessa paz, como decorrência do pecado, é como um sinal vermelho, a fim de que o crente pare imediatamente e volte-se para Deus em oração.

É preciso que se arrependa, confes­se o seu pecado e abandone-o, e pela fé em Cristo, receba o perdão de Deus (1 Jo 1.7-9).

II. CONFISSÃO E PERDÃO

1. Reconhecer e confessar o pecado.

Ao pecar, Davi não considerou as consequências de seus atos. No entanto, assim que caiu em si como pecador, reconheceu a gravidade dos seus pecados cometidos e a necessida­de de confessá-los, para, em se­guida, pedir perdão.

Todo ser hu­mano deve saber que:

“Aquele que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará mise­ricórdia” (Pv 28.13)

O rei sabia que seu pecado era, em primeiro lugar, contra o próprio Deus (v.4). No Salmo 32, Davi mostra o dever e a necessidade de reconhecer e de confessar o pecado a Deus (Sl 32.1-5) e expressa a certeza do perdão do Senhor (v.5).

2. Conhecendo o cará­ter de Deus (vv.6,16).

Davi conhecia a Deus e sabia que só homens limpos de mãos e puros de coração entram no santuário (Sl 24.3,4). Seus salmos revelam que ele conhecia a Deus pessoalmente e tinha um relacionamento íntimo com o Senhor.

3. O afastamento de Deus.

Como todo o crente que deso­bedece às ordenanças divinas, Davi estava sentindo a angústia resultante da falta de comunhão com Deus.

O pecado era como um muro, que o impedia de ver e sen­tir a presença de Deus. Para um homem acostumado à comunhão com o Criador, o vazio provocado pela falta desta doía como um cor­po com os ossos quebrados (v.8); a tristeza havia tomado conta de seu ser.

III. A RESTAURAÇÃO DO PECADOR

1. Arrependimento e con­trição.

Davi tinha consciência do seu pecado. Porém, sabia que Deus está sempre disposto a perdoar todo homem que, com o coração arrependido, volta-se para Ele, confessando as suas culpas e rejeitando-as, por meio da oração espontânea e sincera (Pv 28.13).

O perdão divino está à disposição de todos os pecadores que, arrependidos, confessam a Deus os seus pecados e aceitam a purificação provida pelo Senhor mediante o sangue de Jesus Cristo (Lc 24.46,47; 1 Jo 1.9).

Todavia, é necessário que se rejeite totalmen­te a prática do pecado, pois o que alcança misericórdia é aquele que confessa e deixa (Pv 28.13).

2. Mudança de atitude.

O verdadeiro arrependimento resul­ta em mudança de vida.Pode-se tomar como exemplo o Filho Pródigo!

Ele, distante do pai, sem dinheiro ou condições dignas de, inclusive, se alimentar reconheceu seu pecado e resolveu voltar. Con­fessou suas transgressões ao pai e pediu-lhe perdão.

O importante, porém, foi que a oração o levou à ação. Ele foi, fez tudo o que havia proposto e alcançou misericór­dia (Lc 15.11-24). Davi também demonstrou com atos sinceros e profundos o arrependimento, vindo da alma.

3. Renovação interior.

Na oração de Davi, pode-se ver que o Senhor já estava trabalhando em seu interior. Observe os desejos de Davi depois de confessar seus peca­dos e buscar o perdão de Deus:

a) Um espírito voluntário.

O que demonstra seu desejo e sua disposição de servir a Deus (v. 12).

b) Ensinar os caminhos do Se­nhor.

 Assim que se sente perdo­ado Davi se propõe a falar sobre o quanto Deus fora compassivo e misericordioso com ele, para que mais pecadores (como ele) se convertam de seus caminhos (v. 13). Davi não se contenta em apenas desfrutar o seu perdão; ele também quer que o mundo conheça o Deus perdoador.

c) Louvar a Deus.

Conhecen­do o seu Senhor, Davi sabia que, na situação de pecado em que se encontrava, seus louvores não seriam aceitos. Era necessário que, antes de oferecer sacrifí­cios, ele se quebrantasse diante de Deus. Só então, estaria livre para louvá-Lo (vv. 16,17).

Deus recebe o louvor dos filhos obe­dientes, que procuram viver de acordo com a Palavra; a estes Ele denomina verdadeiros adorado­res (Jo 4.23).

O verdadeiro louvor ao Senhor não está em palavras ou canções, mas primeiramente na vida santa e consagrada e no testemunho do adorador.

d) Prontidão para agradar a Deus.

Uma das características mais marcantes de um homem perdoado por Deus é o desejo profundo de agradá-Lo.

O próprio Jesus fez alusão a este fato, quando estava em casa de Simão (Lc 7.36-50).

A motivação maior do serviço do crente no Reino é o fato de ter sido perdoado, isto o constrange a fazer tudo e qualquer coisa para agradar ao Deus que o perdoou e o livrou da morte e do inferno.

Por isso, um dos desejos expressos por Davi em sua oração foi o de ser um prestador de serviço para Deus com espírito voluntário.

CONCLUSÃO

A oração é um instrumento de comunhão com Deus, inclusive para aquele que a perdeu por causa do pecado. Depois que o homem reconhece que pecou, através da oração sincera, como a do publicano em Lucas 18.10-14, pode confessar seus pecados ao Senhor e pedir-lhe o seu perdão.

O verdadeiro arre­pendimento, no entanto, implica na mudança de atitude e conduta daquele que pecou. A orientação amorosa do Senhor Jesus é: “vai-te e não peques mais” (Jo 8.11).

SUPLEMENTO

Subsídio 1

O Pecado e seu Domínio

“Infelizmente, para o questionamento do porquê de Davi ter pecado, a resposta é simples e, ao mesmo tempo, complexa: Ele pecou exatamente porque é um ser humano.

[…] Mesmo sendo o ‘homem segundo o coração de Deus’, ele não possuía uma natureza divina assim como Jesus Cristo que, apesar de ser chamado de ‘Filho de Davi’ — por sua ascendência ou natureza humana—, era Deus e, portanto, não sujeito a pecar (Hb 4.15; 1 Pe 2.21,22).

Ser um ‘homem de Deus’ (2 Cr 8.14), como Davi o era, infelizmente não significa invulnerabilidade ou imunidade em relação ao pecado. Talvez nisso reside o problema de muitas pessoas que se espelham em outras. Quando seus re­ferenciais fracassam, elas igualmente perdem a fé, pois caíram na ilusão de acreditar que existe alguém perfeito.

A doutrina do pecado ou hamartiologia é um dos grandes ensinos que precisa ser resgatado nos dias atuais. Saber que todos nós fomos afetados pela realidade do pecado, que por meio de um ato único entrou no mundo e, consequentemente, no seio da humanidade (Gn 3), é muito importante, pois mostra que a sua universalidade é algo que só pode ser resolvido com um único ato universal (Rm 5.18,19).

O pecado é, por definição, um desvirtuamento do propósito original de Deus para o homem, pois o ‘sentido básico da palavra é o de errar um alvo ou um caminho’ “.

 (CARVALHO, César Moisés. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. l. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, pp. 147-8).

Subsídio 2

O Perdão Pela Confissão

“Qual é a garantia de que a confissão é importante para Deus? A própria Palavra de Deus. Ela garante que a confissão é premiada com a misericórdia.

‘O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia’ (Pv 28.13)

Deus sabe que estamos sujeitos às leis deste mundo, mais exige que pautemos uma vida dentro dos padrões estabelecidos por Ele. E quando nos afastamos desse padrão, Ele espera que admitamos nossa falha e retornemos para Ele por meio da confissão.

Todos nós conhece­mos o texto áureo da confissão:

‘Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça’ (1 Jo 1.9)

Não podemos ter por hábito apenas dizer para Deus o que fizemos como se lêssemos para Deus uma lista de nossas infelizes decisões e atos. Mais que enumerar pecados, Deus espera que concordemos com Ele que erramos e que precisamos do seu perdão.

E Davi reconheceu o seu erro. Ele sabia que em Deus acharia a graça para a recuperação de seu pecado. Deus, por meio da confissão de Davi, não permitiu que ele permanecesse naquela situação:

‘Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão’ (Sl 37.23,24)

Como diz Richard D. Philips, ‘enquanto a verdade condena, a verdade e a graça juntas restauram o pecador‘.

Não estamos imunes ao pecado em um mundo decaído. Não po­demos dizer que jamais pecaremos, ou que ficaremos o tempo todo em vigilância. Mas podemos ter certeza de que Deus, em sua grande misericórdia, aceitará o pecador arrependido e o restaurará à comunhão perdida”

(COELHO, Alexandre. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. l.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, pp. 168-72).

Fonte: CPAD/2010