[Artigo] A Jovem Puritana: Cortejando Pr. David Lipsy

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Ao preparar-se para pensar em casamento, era típico ser dito à jovem puritana que afeição estável de ambos os lados em um relacionamento era geralmente um sinal de apoio divino ao casamento. Todavia, ela não devia necessariamente procurar por alguém a quem ela amasse naquele exato momento, mas por alguém a quem ela poderia amar de forma permanente. Esta é uma importante distinção (expandir-emoção vs. critério).

A moça puritana era ensinada que o amor pelo Senhor devia vir primeiro e o amor humano devia alimentar esse amor e não desviá-la dele. Contudo, o amor marital, uma vez que o homem e a mulher estivessem unidos, devia ser igual ao da igreja por Cristo, embora subserviente ao amor dela pelo Senhor.

Packer nos fala que o homem puritano típico oraria muito e pensaria bastante sobre uma companheira em potencial. Que ela fosse uma cristã séria era uma condição. (Faça uma pausa e considere isto.) Beleza de mente e caráter era enfatizado bem mais que beleza externa. Uma avaliação completa do caráter da moça precederia a corte. Como isso era feito? Ele tentaria descobrir sua reputação, observar como ela costumava agir na convivência com outras pessoas, como ela se vestia e conversava, e a quem ela selecionava para seus amigos. O puritano Robert Cleaver escreveu:

“Escolhe uma companheira para tua vida como antes escolhestes companhias iguais a ti”.

Os puritanos Dod e Cleaver em seu A Godly Form of Household Government (Uma Forma Piedosa de Governar a Família):

“Vejam um ao outro comendo e acordando, trabalhando e brincando, conversando, rindo e desaprovando também; ou, caso contrário, pode ser que se tenha um para com o outro menos do que se procurava, ou mais do que desejassem”.

Os puritanos usavam o modelo de cortejar bíblico, experimentado e verdadeiro, em preferência ao moderno, em preferência às práticas mundanas de namoro de hoje. Eles tinham pouca esperança para com aqueles casais cujas afeições se sobrepunham à razão. De forma típica, a razão era empregada em primeiro lugar na procura de um parceiro e as afeições deveriam segui-la obedientemente. Talvez seja uma surpresa para nós, mas eles freqüentemente conseguiam.

Quando um certo Michael Wigglesworth desejou persuadir uma mulher piedosa a casar-se com ele, ele escreveu-lhe, não proclamando um amor violento por ela, mas, em vez disso, fez cuidadosamente uma lista de dez razões pelas quais ela deveria casar com ele e depois respondeu a duas objeções à união deles levantadas por ela. Embora a primeira das razões dele se assemelhe ao amor romântico com que todos nós estamos muito familiarizados – “meus pensamentos e coração têm sido somente por você desde nosso primeiro encontro” – as outras razões não foram produtos de paixão, mas de piedade. Na razão dois nós lemos que “mesmo buscando a Deus de forma séria, fervorosa e freqüente por orientação e direção em uma questão tão séria, meus pensamentos ainda têm sido determinados e fixos em você como a pessoa mais adequada para mim”. Razão três: “A isso eu não tenho sido levado por fantasias (como muitos são em casos assim), mas por um raciocínio e julgamento saudável, principalmente amando e desejando você por aqueles dons e graças que Deus lhe deu, e visando a glória de Deus, a beleza e promoção do evangelho.O bem espiritual, bem como o bem exterior de mim mesmo e de minha família, juntamente com o seu bem e de seus filhos, como meus objetivos, induzem-me a isso”. Para encurtar a história: a senhora casou com Wigglesworth.

Que pai hoje não invejaria tal pretendente para sua filha? Nossa forma de aproximarmos uma relação em nossos dias atuais não está talvez nos afastando desta preparação séria para o casamento? Uma conclusão errada à qual não queremos que se chegue é dizer que os sentimentos do amor não são importantes. Os puritanos apenas não os consideravam de todo-importante. O amor tinha que ser precedido e temperado com considerações sérias, espirituais.

Fonte: Mulheres Piedosas


*Este post é parte da Palestra “A Mulher Puritana” proferida na “Conferência da Mulher – HNRC” no ano de 1998 pelo Pr. David Lipsy. Traduzido e publicado em português originalmente na ”Revista Os Puritanos” (Ano XII, nº 02:2004), re-publicado com permissão do Projeto Os Puritanos e do autor. *O Rev. David Lipsy é pastor da Grace Reformed Christian Church, Arkansas, USA. É casado com Ruth desde 1981 e são abençoados com oito filhos e dois netos. Depois de participar de Rutgers College of Pharmacy por quatro anos, completou a licenciatura em Educação em Lakeland College e serviu 14 anos como professor da escola cristã em Wisconsin. Cursou o M. Div. no Puritan Reformed Theological Seminary (PRTS) em Grand Rapids, MI e completou programas de certificação introdutória e avançada em Aconselhamento Bíblico no “Aconselhamento Cristão e Fundação Educacional” de Glenside, PA. Ele está próximo de completar o Doutorado do programa no Ministério Aconselhamento Pastoral de Westminster Seminary, na Filadélfia. Atua no Conselho de Administração do PRTS bem como no Covenant College, na Zâmbia, na África. Periodicamente ensina em ambas as instituições. Pastoreou a Congregação Reformada Heritage of New Jersey 1999- 2008.

SUPLEMENTO

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[Exortação] Namoro: o que a Bíblia diz sobre isso? – Wilson Porte

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Então, o que é o namoro? Uma vez que a Bíblia aparentemente não fala sobre isso, podemos praticá-lo como quisermos?

Pois é, nós não encontramos a palavra “namoro” na Bíblia. Todavia, a Palavra de Deus fala de compromissos pré-nupciais (noivado) e pós-nupciais (sexo/casamento).

Um bom exemplo que temos é o relacionamento entre José e Maria. Eles eram noivos e não se conheciam sexualmente (Mt 1.18 e Lc 1.27). Havia um compromisso sério entre eles, que, na época, eram provavelmente adolescentes. Casamentos aconteciam cedo há dois mil anos atrás. Diferentemente de nosso tempo.

O namoro é um traço de nossa cultura que não existia na época bíblica. Os cristãos dão ao namoro o mesmo peso do noivado, entendendo-o como uma preparação para o casamento. Para os cristãos, namoro não é curtição, mas preparação.

Cristãos não namoram para se conhecer. Cristãos namoram porque já se conhecem o suficiente para caminhar um tempo, rumo ao matrimônio. Eu costumo colocar o namoro na mesma categoria do noivado. A Bíblia não me dá a categoria “namoro”. Logo, eu a defino com aquilo que há de mais próximo dela, o noivado.

A Bíblia não reconhece um relacionamento entre cristãos que não estejam se preparando para o casamento. Há muitos que afirmam: “será que todos os casais cristãos namoram para casar?” Realmente, eu não sei. Mas, deveriam! Se não podem pensar em casar, não devem nem começar a namorar.

O que a Bíblia diz sobre a pessoa com quem o cristão deve namorar? Será com qualquer um?

Quando Deus criou o homem, ele disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18). Deus nos criou para que nos relacionássemos com outras pessoas. E o primeiro relacionamento que Deus proporcionou ao primeiro homem, foi o relacionamento com uma mulher.

Adão e Eva eram puros e tinham comunhão com Deus. Ali se via um relacionamento perfeito e agradável a Deus. Todavia, ambos deram as costas a Deus e a beleza do relacionamento entre homem e mulher começou a ser manchada.

Quando os seres humanos começaram a voltar-se para Deus, Deus começou a falar do cuidado que eles deveriam ter em seus relacionamentos. E a principal orientação foi: “Agora, pois, vossas filhas não dareis a seus filhos, e suas filhas não tomareis para vossos filhos” (Ed 9:12).

O que Deus está dizendo aqui? Quando os judeus voltaram do cativeiro babilônico, a terra em que entrariam estava abarrotada de gente “normal”, alguns diriam hoje. Mas, segundo Deus, pessoas com almas imundas, cheias de pecado e violência. Ou seja, pessoas que não temiam a Ele.

O ponto não era o fato de serem ou não judeus, mas de não temerem a Ele e Sua Palavra. E o conselho que Deus deu foi este: afastem-se deles.

Quer namorar e ser fiel a Deus? Então, comece excluindo os candidatos e candidatas que não estejam “no Senhor” (1Co 7.39), ou seja, que não estejam ligadas a Cristo. A pessoa que está ligada a Cristo é aquela que está crucificada com Cristo, que morreu para este mundo e que vive para a glória de Deus. É uma pessoa que traz você para mais perto de Deus. Pense nisso antes de começar a namorar!

Qual o conselho de Deus para alguém que quer namorar um incrédulo?

Via de regra, o conselho de Deus no Antigo Testamento (Ed 9-10, Ne 13.26, Am 3.3) sempre foi que o Seu povo não se casasse nem se relacionasse de modo sério com pessoas que não O temessem.

No Novo Testamento, o conselho não mudou. Deus continuou aconselhando seus filhos e filhas a casarem-se somente com pessoas que fossem, como eles, “templo do Espírito Santo”, ou seja, pessoas regeneradas (2Co 6.14-7.1; 1Co 7.39b).

A tristeza de Esdras no capítulo 9 de seu livro é algo que falta na vida dos cristãos de nosso tempo. A razão de sua tristeza era que a maioria do povo havia se casado com pessoas que não temiam a Deus.

Hoje, não há arrependimento, mas remorso. Não há disposição para obedecer a Deus, mas ao próprio coração. A tristeza de Esdras nos lembra que é possível nos arrependermos de algo que fizemos, ainda que esse algo pareça ser tão inofensivo, tão bobo, tão pequeno.

Quer namorar e ser fiel a Deus? Então, esqueça aquele rapaz que “parece” um anjo, mas que, aos olhos de Deus, está repleto de trevas. Afinal, “que união há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente” (2Co 6.14-16).

Se você é um filho de Deus e deseja ouvir o conselho de Seu Pai, então você deve deixar todo e qualquer namoro com um não-convertido, afastar-se dele, não tocá-lo, não andar mais com ele. Se você fizer isso, Deus promete que você será filho(a) dele, e que Ele será o seu Deus.

PS: ASSISTA AO VÍDEO E VEJA COMO PROCEDER NUM NAMORO!

Por Wilson Porte. www.wilsonporte.blogspot.com.br. Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br / www.VoltemosAoEvangelho.com. Original: Namoro: o que a Bíblia diz sobre isso? – Wilson Porte