[Artigo] “Como Se Tornar Uma Garota Piedosa” por Kristen Clark

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Eu estava em um casamento recentemente e percebi o quão bonito o bolo de casamento da noiva era. Ele não só parecia bom, mas o gosto era muito bom também. Mas o bolo não foi dessa forma desde o início.

Um dia antes do casamento não era nada mais do que uma pilha de farinha, açúcar, ovos, manteiga, etc. A fim de obter o resultado final surpreendente que foi exibido na recepção do casamento, alguém tinha de seguir cuidadosamente as instruções da receita.

Se alguma coisa fosse deixada de fora, ou se muito de um ingrediente fosse adicionado, o bolo teria sido um desastre.
A vida real funciona da mesma maneira. Como uma jovem cristã, você está colocando determinados ingredientes em sua vida diariamente. Você vê as mulheres piedosas mais velhas e espera que se torne como elas um dia.

Mas você está usando os ingredientes certos para chegar lá? Você está seguindo a receita de Deus para uma menina piedosa e bem sucedida? Ou, você está enchendo o seu coração e mente com ingredientes do mundo?

Quando eu era jovem, uma senhora disse à minha mãe que desejava que sua filha viesse a ser como eu, algum dia. Conforme os anos passaram, sua filha tomou um caminho muito diferente do que a mãe esperava. O que aconteceu? A filha não estava colocando os ingredientes certos em sua vida quando ela era jovem, para obter o resultado de uma mulher de Deus quando ela fosse mais velha. Tornar-se uma menina piedosa não vai acontecer por padrão. A fim de colher os resultados certos, você tem que usar intencionalmente os ingredientes certos. E isso começa agora. Talvez você esteja animada sobre como usar os ingredientes certos para tornar-se uma menina piedosa, mas não tem certeza por onde começar.

Aqui está uma lista de 5 ótimos pontos de partida:

  1. Conheça o seu Salvador.
    Faça um cronograma e reserve um tempo especial a cada dia para estudar a Bíblia e falar com Deus. O livro de Provérbios é um ótimo lugar para começar, porque há um capítulo para cada dia do mês.
  2. Sirva sua família.
    Jesus foi o maior exemplo de um servo e Ele nos chama para nos tornarmos como Ele. Procure maneiras de servir seus pais e irmãos a cada dia.
  3. Encha sua mente com a verdade.
    A maioria dos principais meios de comunicação não promove a verdade bíblica. Escolha substituir suas escolhas de mídia secular por escolhas cristãs que honrem a Deus. A frase “você é o que você come” é realmente verdade em um sentido espiritual, quando se trata do que você coloca em sua mente.
  4. Leia livros desafiadores.
    Crie uma lista de livros e comprometa-se a ler várias páginas por dia de um livro cristão sólido. Para começar, há várias ótimas opções na página de recursos MulheresPiedosas.com.br
  5. Evite autopromoção.
    Vivemos em uma cultura que incentiva uma mentalidade do tipo “tudo sobre mim, selfie”. Evite o estilo de vida “selfie” e foque a sua atenção na construção de relações profundas e significativas com a sua família e amigos.

Como Donald Whitney diz: “Nós não vamos crescer muito em piedade, se não sabemos muito sobre o que significa ser piedoso.”

Aqui estão algumas perguntas de “verificações da realidade” para refletir:

Que ingredientes (filmes, música, livros, revistas, amizades, etc) que você está colocando em sua vida agora? Eles estão ajudando ou dificultando sua caminhada cristã? Em cinco anos, vai ser uma garota mais piedosa por causa do que você está fazendo em sua vida hoje, ou você vai lentamente derivar fora do caminho? Anote os cinco pontos acima em um pedaço de papel. Eu desafio você a aplicar essas cinco verdades à sua vida hoje.

Fonte: Mulheres Piedosas

Deixe-me saber seus pensamentos na seção de comentários abaixo! Eu adoro ouvir de você.

[Exortação] “Mamãe devia ter me ensinado a ser uma Boa Dona de Casa – Parte 2” por Flávia Silveira

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Ainda não leu a Parte 1? Leia Aqui.

“Atende ao bom andamento da sua casa
e não come o pão da preguiça.
Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa;
seu marido a louva, dizendo:
Muitas mulheres procedem virtuosamente,
mas tu a todas sobrepujas.” (Provérbios 31: 27-29)

 

Como já mencionei em um artigo anterior, eu não nasci em lar cristão. Fui criada em uma família matriarcal em que o feminismo é considerado lindo. As mulheres de minha família querem ser independentes, bem sucedidas profissionalmente e intelectuais. Palavras como submissão e dependência são consideradas coisa de gente burra, bitolada e ignorante. Priorizar o lar e a família? Incogitável! Absurdo!

“Quem sabe o dia de amanhã, minha filha?”, sempre me questiona a minha amorosa mãe, sinceramente preocupada com o meu futuro e a minha segurança. Ela não entende que a minha segurança está no Senhor, e que, por isso confio a Ele o meu futuro.

Eu fico imaginando quantas de vocês cresceram em um ambiente assim. O fato é que infelizmente hoje em dia, dentro e fora da igreja, a mentalidade feminista está impregnada em nossa cultura de forma tão profunda que nem sequer conseguimos distinguir os seus ensinos demoníacos tentando enfraquecer e destruir as nossas famílias. O Inimigo sabe que famílias cristãs fortes são o meio ordinário que Deus usa para construir a sua Igreja. Filhos da Aliança criados na disciplina e admoestação do Senhor (Efésios 6:4) são, via de regra, futuros membros preciosos da Igreja de Cristo. Satanás não quer isso. Ele quer famílias cristãs vazias, superficiais e fracas.

Quando me formei em Direito, toda a minha família se orgulhou muito de mim. Eles nutriam muitas esperanças de que eu seria uma grande juíza e essas esperanças se fortaleceram quando eu passei no exame da OAB mesmo antes de colar grau. A verdade é que eu amava o meu curso, sentia paixão pela advocacia e de fato me realizava nisso, mas, eu sabia que não era esse o chamado do Senhor para mim, por isso foi um choque para todos quando decidi que não atuaria, mas ficaria em casa.

Na época eu nem sequer entendia bem as implicações da minha decisão. Eu não tinha filhos, minha diarista fazia tudo em casa 2x por semana e eu praticamente estava tendo uma vida de dondoca. Mas o Senhor queria trabalhar em minha vida, e quando nos mudamos para os EEUU, onde apenas pessoas muito ricas tem uma faxineira, eu precisei colocar a mão na massa e de fato ser uma dona de casa. Seis meses depois eu engravidei.

Todos os dias eu desejo que minha mãe tivesse me preparado desde pequena para ser uma boa dona de casa. Eu tenho exercido essa função em tempo integral há 3 anos e com raras exceções, não há um dia em que eu não me sinta desqualificada. Como eu gostaria de ter cursado “faculdade de serviços domésticos”! Como eu gostaria de ter sido treinada a preparar o cardápio da semana para que eu pudesse ter a lista de compras organizada de tal forma que não houvesse desperdícios no meu lar. Como eu gostaria de saber passar roupa bem. Como eu gostaria de saber desde pequena que para cuidar do lar eu precisaria ser extremamente organizada e disciplinada. Como eu gostaria… quantos momentos de frustração, tristeza e até conflitos teriam sido evitados se mamãe tivesse me ensinado a ser uma boa dona de casa!

Glorifico ao Senhor por que em sua misericórdia tenho entendido a importância da esposa em seu lar! Meu objetivo aqui é dividir com vocês aquilo que tenho aprendido e tentado colocar em prática no dia-a-dia. Muitas dessas coisas ainda são grandes desafios para mim, mas confio que o Senhor continuará me ajudando e aperfeiçoando, como tem feito.

Economizando

A decisão de ser esposa e mãe em tempo integral geralmente acarreta em uma decisão por uma vida mais simples. Ao deixarmos de ajudar no orçamento da família, muitas vezes somos obrigadas a abrir mão de algumas “regalias”. Algumas delas se tornam realmente desnecessárias, como faxineira, passadeira, cozinheira, babá, etc. Como estamos em casa, e a nossa nova profissão é cuidar do nosso lar e da nossa família, não há mais a necessidade de contratarmos alguém para fazer essas tarefas. É claro que há ocasiões em que podemos precisar de uma ajuda, quando temos um bebê pequeno por exemplo, e quando temos condições financeiras para tanto, por que não?

Por passar mais tempo em casa, também poderemos abrir mão de comprar todas aquelas roupas novas que precisávamos para ir ao trabalho todos os dias, e diminuir a frequência no salão de beleza, poderemos então economizar nisso!

Para as poucas felizardas que moram em casa, mais uma opção legal para economizar é fazer uma horta. Há muitas verduras, legumes e até frutas super fáceis de plantar. Nada melhor do que comer aquilo que nós mesmas plantamos fresquinho, tirado do pé, e de graça! Aqui nos EEUU nós moramos em casa, então estou me aventurando pela primeira vez em plantar uma horta e estou super empolgada! Aposto que vocês também vão amar.

Organizando

Como Carol bem disse na parte 1, organização é essencial se você quer ser uma boa dona de casa! Existem vários métodos de organização da rotina de uma dona de casa. Você apenas precisa encontrar aquela que mais se adequa à sua personalidade e família. (Se, assim como acontece comigo, a falta de organização é um problema para você, não deixe de ler o livro “Como Organizar Sua Vida e Seu Coração” de Staci Eastin, Vida Nova).

A falta de organização rouba a nossa alegria nos trabalhos domésticos. Estamos sempre ocupadas, pois nunca terminamos aquilo que deveríamos fazer, e isso nos deixa sempre cansadas e estressadas. Isso nos rouba tempo com os nossos filhos, nos impede de exercer a hospitalidade, deixa o nosso marido decepcionado e tudo isso vira uma bola de neve, desencadeando problemas maiores.

Precisamos tornar o nosso lar em um refugio de paz e descanso em que nossos filhos e marido sentem prazer em estar. Para tanto, precisamos manter tudo limpo e organizado, mas cuidado com o perfeccionismo. Lembre-se que a organização de seu lar é para o deleite de sua família e Glória de Deus, não se preocupe tanto para que tudo esteja em seu devido lugar a ponto de tornar o ambiente desagradável e sem vida. Permita que seus filhos brinquem e façam memórias em seu lar. Não tem problema se eles bagunçarem um pouco, depois vocês podem reorganizar tudo novamente. Essa será uma excelente oportunidade para ensiná-los sobre organização.

Tempo para os Filhos

Uma parte importante de estar em casa é poder estar presente no dia-a-dia de seus filhos. Ter uma mãe presente (e pai) dá à criança um senso de segurança que poderá ser determinante na formação de sua personalidade. Aproveite que você está por perto e lembre-se de sempre separar um tempo para brincar, cantar, ler livros e a Bíblia e ensinar ao seu filho. Não deixe que a correria dos afazeres domésticos roube de vocês esse tempo precioso. Nossos filhos crescem rápido. Portanto, certifique-se de curtir cada fase o máximo possível!

Se você tem uma filha, lembre-se de envolvê-la nos trabalhos domésticos junto com você. Escolha receitas fáceis que ela possa fazer e deixe que ela lhe ajude a lavar os pratos. Ensine-a a fazer a própria cama, guardar os brinquedinhos, livros e roupas no lugar correto e torne esses momentos divertidos. Compre brinquedos que imitem as suas atividades, tábuas de passar roupa, vassoura, fogãozinho e incentive o amor dela por essas atividades. Ela irá querer te imitar. Use isso em seu treinamento e lembre-se de dar o exemplo demonstrando que você também ama servir ao seu marido e filhos. Assim ela crescerá sabendo que cuidar do lar e da família é um privilégio.

Aguardando a chegada do Marido

Tente criar um ambiente agradável para a chegada do seu marido. Lembre-se que ele está cansado depois de um dia cheio de trabalho e está anelando pelo seu lar. Torne a sua chegada um momento prazeroso!

Tente deixar o jantar ou café pronto, os filhos de banho tomado e tente fazer um mutirão com as crianças para deixar a casa arrumada e limpa antes dele chegar.

Venha recebê-lo na porta com um beijo, demonstrando que você sentiu sua falta e demonstrando interesse pelo seu dia.
Como Carol bem sugeriu, se tiver tempo, tente tirar uma soneca à tarde, para que você esteja bem disposta e descansada para ele.

Lembre-se que a mulher é quem dita o clima da casa, inspire um clima de tranquilidade e felicidade. Assim você estará edificando o seu lar e fortalecendo o seu casamento.

A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.” (Provérbios 14:1) 

Corra para a Cruz de Cristo

Antes de começar o trabalho, lembre-se de buscar ao Senhor pela manhã em oração. Ele lhe dará força e auxilio para exercer todas as atividades que você planejou para aquele dia. Saber que Ele não te desamparará será o incentivo necessário para que você faça todas as coisas com ânimo e alegria.

Lembre-se de servir de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens (Efésios 6:7). O nosso trabalho é edificar o nosso lar e servir à nossa família, mas em última instância é ao Senhor que devemos agradar. Portanto, quer comais, quer bebais, quer varreis, quer lavais, fazei tudo para a glória de Deus. (1 Coríntios 10:31).

O trabalho doméstico é repetitivo e às vezes frustrante! Não faça nada buscando reconhecimento e elogios, muitas vezes eles não virão (até porque muitas vezes nem sequer notarão todo o trabalho que tivemos para deixar o fogão limpinho, a pia brilhando e o jantar delicioso).

Nos momentos de desânimo traga à memória aquilo que pode te dar esperança (Lamentações 3: 21). Você está exercendo o chamado que Ele mesmo te deu, Ele te capacitará para a Sua Própria Honra e Glória. Aleluia!

Mulheres Piedosas

SUPLEMENTO

Paul Washer – Recuperando a feminilidade bíblica

[Exortação] “Garotas Não Deveriam Estudar Muito…” por Jacinda Vandenberg

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Garotas não deveriam estudar muito… é algo que eu nunca disse, nem acredito, mas frequentemente se presume tal posicionamento a meu respeito, pois eu advogo em prol do lar e do papel da mãe que fica em casa.

Regularmente, recebo e-mails e comentários de pessoas preocupadas com a possibilidade de eu estar propagando a idéia de que meninas precisam apenas da escolaridade suficiente para exercerem os papéis de esposa e mãe. Combine essa falsa suposição com minha real decepção com as universidades seculares e o efeito que elas têm nas mulheres, e você pensará que eu estou fazendo apologia a práticas discriminatórias contra o meu próprio gênero.

Todos os dias, recebo cartas de mães sérias, sinceras e bem instruídas que dizem o seguinte:

“Sinto-me tão sobrecarregada! Você tem dicas de como manter tudo sob controle? Minha casa sempre se parece com um desastre e eu simplesmente não consigo me organizar…”

“O que você faz quando seu marido quer começar um novo negócio? Estou nervosa por causa da idéia e há tensão no nosso casamento. Sei que ele deve ser o líder e eu devo me submeter. Como lidar com esse tipo de situação?”

“Você sabe de algum lanche saudável para crianças pequenas? Não sou muito habilidosa na cozinha, mas sei que o açúcar não é bom para ele, e eu estava me perguntando se você teria alguma recomendação…”

Sempre me surpreendo ao descobrir que essas perguntas vêm de mulheres graduadas; professoras, enfermeiras e outras que se tornaram donas de casa. Elas trocaram seu diploma pelo seu papel de esposa e mãe, acreditando (assim como eu) que o lugar mais importante para uma mãe é no lar. Enfrentando a oposição cultural, elas vêem o valor da dona de casa e entendem sua importância à luz das Escrituras.

Todavia, elas se sentem perdidas e sobrecarregadas. Elas pensaram que esse era um papel que elas poderiam simplemente exercer quando a hora chegasse, mas agora que estão neste momento, elas se perguntam porquê investiram todos aqueles anos e dinheiro num diploma que parece inútil.

Por quê ninguém jamais as encorajou a aprenderem como ser uma boa esposa e mãe? Não deveria ser algo natural? Se cuidar de uma casa não exige muito empenho e planejamento, então por quê este sentimento de ser pega desprevinida? Como é possivel que a coisa mais difícil que elas se propuseram a fazer não requeira estudo ou preparação intencional? Por quê não se oferecem graduações em como cuidar de um lar? Há muito material para estudar aqui!

Como é a submissão? Se meu marido faz algo com o qual não concordo, como reagir? Que sistema devo usar para não me deixar sucumbir no meio da roupa suja? Como decido qual o melhor método de educação para meus filhos? Meu marido ama bife e batata, mas eu nunca grelhei nada antes. Como sei que a carne está pronta?

Nossa cultura diz às nossas meninas que elas precisam ter uma graduação para que elas possam ser independentes e capazes de prover para si (nenhum desses conceitos são bíblicos). “Nem todas vão casar”, eles alertam, “e nem todas podem ter filhos”.

Nós as encorajamos a investirem sua energia em uma carreira ao invés de recomendar que elas estudem todas.  Nós as preparamos para a solteirice ao invés do plano normativo de Deus para as mulheres: serem esposas (amarem seus maridos), mães (amarem seus filhos) e donas de casa (“boas donas de casa… para que a palavra de Deus não seja difamada.” Tito 2:5)

Depois, elas casam. Elas querem ser esposas piedosas, mas depois de anos e anos sendo treinadas para pensar de forma independente ao invés de uma co-dependente, elas não sabem como. Elas têm filhos, mas não têm ideia de como criá-los. Elas têm uma casa para governar, mas estão perdidas na logística disso tudo.

Cuidar de uma casa rapidamente se torna um fardo e uma frustração. Esta simples ocupação que não demanda nenhuma inteligência e da qual o feminismo tentou protegê-las é mais desafiadora do que elas pensaram. Ao contrário da ideologia popular, é necessária muita inteligência e bom senso para ser uma dona de casa gloriosa

Quantos casamentos infelizes, lares despedaçados, esposas tristes e desesperadas e crianças rebeldes serão necessárias até que venhamos a admitir que  preparar nossas filhas de forma intencional para cuidarem de seus lares não é somente “uma boa ideia”, mas algo necessário? Harvey Bluedorn em Teaching the Trivium (Ensinando o Trivial) escreve:

“Não podemos prepará-las para todas as possibilidades do futuro. O dia tem apenas 24 horas. Como uma jovem pode investir o seu tempo da melhor forma? Deveríamos passar tanto tempo preparando-as para a possibilidade de morrerem num acidente de carro? Claro que não… A carreira independente de uma mulher não deveria ser o ideal ou a norma. Emergências podem requerer que uma mulher assuma tarefas que comumente deveriam ser atribuídas ao chamado do homem, mas uma boa educação e treinamento em todas as habilidades de uma família normal irão preparar uma mulher para quase toda emergência. Por outro lado, se preparamos nossas filhas para casarem – para ter um espírito submisso, a se importarem com os outros e governarem suas casas – então seremos surpreendidas se elas se tornarem esposas amorosas e mães com lares organizados e tranquilos? Se nossas filhas nunca casarem, que mal virá de aprenderem a ter um espírito submisso, a se importarem com os outros e a governarem seus lares?Antes, que melhor virá disso!” (cap. 15, p. 438) (grifo da autora)

Será que uma menina deveria ter um alto grau de instrução?

Sim, sim, SIM!

Deixe-a estudar a arte culinária para que ela possa grelhar uma boa carne e fazer pão caseiro para sua família.

Deixe-a ler, escrever e praticar a oratória para que ela possa ensinar seus filhos com confiança e excelência.

Deixe-a aprender tudo que ela puder sobre medicina, ervas e vacinas para que ela possa tomar decisões acertadas sobre a saúde de sua família.

Deixe-a estudar desenvolvimento infantil e técnicas sobre a maternidade.

Deixe-a explorar sobre planejamento familiar e obstetricía para que ela possa dar a luz aos seus filhos sem medo.

Deixe-a aprender contabilidade para que ela possa gerir os livros e controlar o orçamento.

Se ela aprender bem todas essas coisas, ela ingressará na maternidade bem preparada e se ela nunca casar, ela terá mais ferramentas do que o necessário para “dar conta de si”.

Uma dona de casa piedosa é vital para uma família saudável, que é o fundamento de toda a sociedade. Sem famílias fortes, tudo desmorona. Se queremos realmente começar a reformar nossa cultura, temos que:

  • Parar de dizer às nossas meninas que o propósito de sua educação é sua futura carreira;
  • Parar de supor que elas serão a exceção do chamado normativo de Deus para as mulheres (Tito 2:3-5; Provérbios 31; Gênesis 3:16);
  • Parar de insistir que elas deveriam ser capazes de prover para si (I Pe 3:7; I Tm 2:13; Ef 5:23; I Tm 5:1-16);
  • Parar de encorajá-las a estudarem de forma e em lugares que a desviam do alvo final;
  • Parar de menosprezar meninas que escolhem investir na sua educação domiciliar sob a proteção de seus pais;
  • Parar de ter tanta fé em graduações ao invés de habilidades da vida real e experiência;
  • Parar de dizer coisas como:

“Desculpe, mas… O que é isso, querida? Você quer ser mãe quando crescer? Bom, você não precisa ter filhos, sabia? Você pode ser o que quiser, como uma médica importante ou mesmo uma astronauta!”

“É adorável que você queira ser mãe, mas não é realista. Hoje em dia, você precisa de uma graduação se você quiser ser capaz de prover para si (o que não é necessariamente verdade).”

“É tão fofo que ela queira ser mãe. Isso mudará logo que ela perceber o trabalho que dá!”

Imagine se esposas virtuosas não fossem tão difíceis de encontrar! Meninos teriam que ser homens e nossa cultura, pela graça de Deus, deixaria de ser uma terra inculta onde o feminismo governa para se transformar em um cenário de belos casamentos e lares saudáveis que retratam o amor entre Cristo e Sua Noiva.

Nunca é tarde para preparar nossas filhas para o glorioso futuro que Deus tem reservado para elas!

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Jacinda Vandenberg

* Este post foi publicado originalmente no blog  “Growing Home” , traduzido e re-publicado com permissão da autora.
** Jacinda Vandenberg é casada com Brad há 5 anos com quem tem 3 filhos,  Charity Sofia, de 4 anos, Judah Paul, de 2 anos e Anna Grace de 8 meses. Eles moram no Canadá onde frequentam a Maranatha Free Reformed Church em Hamilton, Ontário. Ela já escreveu dois livros: “How to Design Your own Blog for FREE (Como fazer o design de seu blog de Graça)” e “How To Grow Your Blog and Manage Your Home (Como fazer o seu blog crescer e Adminstrar o seu Lar)“. Ela também é co-autora de Homeschooling Day by Day (Educação no Lar no Dia a Dia)”. Jacinda bloga no “Growing Home” onde escreve com uma abordagem holística sobre a economia doméstica centrada no Evangelho.

*** Tradução: Vivian Junqueira Viviani

Fonte: http://www.mulherespiedosas.com.br/garotas-nao-deveriam-estudar/

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