[Maná] Deus nos serviu primeiro

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“Que é que vocês têm que Deus não lhes tenha dado? E, se tudo quanto vocês têm vem de Deus, por que proceder como se fossem tão grandes e como se tivessem realizado algo por si mesmos?”         (I Coríntios 4:7, NBV).

O maior exemplo de humildade não é outro senão Jesus Cristo. Quem tinha mais razão para se gloriar do que Ele? Contudo, Ele nunca fez isso. Ele andou sobre a água, mas nunca se exibiu na praia. Ele transformou uma cesta num bufê, mas nunca exigiu aplausos. Um libertador e um profeta vieram visita-Lo, mas Ele nunca citou tais nomes em seu sermão. Ele poderia tê-lo feito. “Um dia desses, conversei com Moisés e Elias”. Mas Jesus nunca bateu em Seu peito. Ele se recusou até mesmo a receber crédito. “Por Mim mesmo, nada posso fazer?” (Jo 5:30). Ele era totalmente dependente de Seu Pai e do Espírito Santo. “Tudo por Mim mesmo?” Jesus nunca disse tais palavras. Se Ele não disse, como poderíamos ousar fazê-lo?

Podemos subir bastante, mas nunca podemos descer tão baixo. Que presente você está dando para Ele que já não tenha dado primeiro? Que verdade você está ensinando que Ele não tenha ensinado antes? Você ama. Mas quem amou você primeiro? Você serve. Mas quem serviu mais? O que você está fazendo para Deus que Ele não possa fazer sozinho?

Que bondade da parte dEle nos usar. E que sábio de nossa parte nos lembrarmos disso.

Ore comigo, agora: “Deus poderoso, humildemente curvo meu coração diante de Ti em gratidão por tudo o que tens feito por mim e tudo o que tens me dado. Quando eu servir, que possa fazê-lo para Tua glória. Quando amar os outros, que eu os ame somente para a Tua glória. Em nome de Jesus, amém!”

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[Maná] Ele amou os inimigos

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“Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. … Porque, … nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho” (Romanos 5:6-10).

Você enviaria seu filho jovem e inocente a um covil de assassinos e ladrões? Enviaria seu filho para que contasse a eles que você é realmente uma pessoa maravilhosa? Seria capaz de fazer isso, mesmo sabendo que eles zombariam dele, o rejeitariam e tendo oportunidade o matariam, embora ele estivesse tentando ajudá-los?

Felizmente não precisamos fazer essa escolha. Mas Deus a fez. Ele amou tanto o mundo que deu Seu único Filho para vir e morrer por nós, para que pudéssemos ter a vida eterna. Assim é o Deus a quem servimos. Essa é a qualidade de amor que Ele tem. Conforme o texto bíblico de hoje apresenta, Jesus morreu por nós enquanto ainda éramos Seus inimigos. Jesus falava sério quando disse que, se quisermos ser como nosso Pai celeste, precisamos amar até os nossos inimigos e desejar-lhes o melhor.

Deus não só demonstrou o que significa amar um inimigo (Mt 5:44) quando enviou Jesus para morrer por nós; Ele demonstra também Seu amor pelos Seus inimigos diariamente fazendo “nascer o Seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (verso 45). O amor e cuidado de Deus são uma constante em nossa vida.

A natureza humana não renovada não pode agir como Deus age. Ela pensaria em fidelidade e chegaria à conclusão de que as pessoas más não merecem chuva e sol. Essa conclusão estaria correta.

Mas o interessante em tudo isso é que Deus não nos dá o que merecemos. Ele nos dá o que precisamos.
Como cristãos, somos chamados a amar. Somos convidados a imitar o Pai, Aquele que ama até mesmo Seus inimigos.

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[Maná] O significado de “próximo”

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“Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor” (Levítico 19:17 e 18).

O próximo, para os judeus do tempo de Cristo, significava seu “próprio povo”. Próximos eram os outros judeus. Não é difícil compreender essa definição quando pensamos na sua história. Eles foram levados para o cativeiro porque adoraram os deuses de seus vizinhos, os cananeus. Como resultado, depois de retornarem, nos dias de Esdras e Neemias, eles decidiram ficar afastados de toda possível contaminação, para evitar os não judeus. Eles estavam constrangidos e determinados a permanecer puros. Os fariseus se tornaram líderes da separação judaica. Outras nações eram consideradas inimigas e com as quais não deviam se associar.

É nesse contexto que a parábola do bom samaritano assume significado especial. Essa parábola é a mais exata definição de quem é nosso próximo. Jesus está respondendo particularmente à pergunta: “Quem é o meu próximo?” (Lc 10:29.) Sua resposta abalou as classes farisaicas.

É importante que Jesus respondeu à pergunta ilustrando a boa ação do samaritano. Os judeus desprezavam os samaritanos porque estes eram vistos como apóstatas da religião verdadeira – eram uma mistura da religião verdadeira e da falsa.

Em Sua parábola, Jesus conta a respeito de um judeu que foi atacado por salteadores na estrada para Jericó. Vários judeus passaram por ali, mas não ajudaram seu compatriota. O samaritano, porém, um inimigo, atravessou a estrada para cuidar daquele judeu da melhor maneira possível. O judeu não teria feito o mesmo se o samaritano estivesse em problema. Assim, a parábola ilustra o amor aos inimigos. Ilustra o verdadeiro amor ao próximo.

Quem é meu próximo? Qualquer pessoa que está oprimida por causa do pecado, enfermidade ou qualquer outra dificuldade. O próximo do cristão é toda e qualquer pessoa.

Assim, Jesus continua a expandir nossa compreensão a respeito do significado e da profundidade da lei. Não há fim nem limite para o dever de amar.

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[Maná] Santo como Deus

Portanto, estejam com a mente pronta para agir; sejam sóbrios e coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado. Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. Mas assim como é santo Aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque Eu sou santo” (I Pedro 1:13-16, NVI).

Ser santo é um mandamento da Bíblia. Mas o que significa ser santo? Alguns acham que ser santo é ser fiel no regime alimentar ou nos dízimos e ofertas, ou ainda em todas ‘essas coisas’ e ‘outras mais’. Mas essas ‘outras mais’ são definidas em termos de ações exteriores. Tal definição reproduz o mesmo problema contra o qual Jesus está falando: o problema da santidade deficiente dos escribas e fariseus.

Eles eram bons em todas ‘essas coisas’. Na verdade, se orgulhavam por sua conduta ser muito superior à de outras pessoas. Desse modo, seu comportamento se tornava parte do problema, embora estivessem exteriormente fazendo tudo para agradar a Deus.

Mas como pode ser isso? Como podiam eles ser deficientes em santidade, se eram escrupulosos na guarda do sábado, rigorosos nos dízimos e ofertas e cuidadosos no regime alimentar?

O problema deles era que a motivação para a santidade tinha suas raízes na coisa errada. Fundamentava-se no amor a si mesmos em vez de em seu amor a Deus e às outras pessoas.

A verdadeira santidade não se fundamenta essencialmente em ações, mas em atitudes. Afinal de contas, verdadeira santidade significa que fui liberto da vida centralizada no eu. Significa que minha vida está centralizada com Deus em Cristo. Quer dizer que o centro da minha vida não está mais naquilo que outros pensam de mim ou podem fazer por mim, mas naquilo que eu posso fazer pelos demais.

Verdadeira santidade é a necessidade máxima do nosso mundo. É também a minha maior necessidade hoje. A santidade é a essência do reino de Deus. É desejo de Deus que eu seja santo como Ele é santo.

[Mana] Oferecendo a outra face

“Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança” (I Pedro 3:8 e 9).

Oferecer o outro lado não é muito fácil quando você acabou de ser ferido do lado direito. Um tapa no rosto era o insulto pessoal máximo para um judeu. E Jesus agora diz que devemos oferecer o outro lado. Impossível!

Está Jesus dizendo que se um bêbado ou um lunático violento vem e me fere no rosto, devo imediatamente lhe oferecer o outro lado? Tal instrução faria os ensinos do Senhor parecerem ridículos.

O que, então, está Ele querendo defender? Novamente precisamos analisar o contexto e a quem Jesus está Se dirigindo.

Em parte, Ele estava falando dos costumes dos escribas e fariseus. Na tradição rabínica, cada pessoa tinha permissão para desforrar-se até a letra da lei do olho por olho. Era permitido que toda pessoa se tornasse juiz, jurado e algoz. A lei de Deus era usada pelos que liam um lado só do Antigo Testamento para justificar a retaliação. Por isso, Jesus está falando acerca da justificação legalista deles mesmos.

Mas Jesus está falando também aos Seus seguidores, cuja justiça deve exceder a dos líderes religiosos judaicos. Seu destaque, em Mateus 5:39, tem mais a ver com o que não devemos fazer do que com o que devemos. Oferecer o outro lado simboliza o espírito não vingativo, humilde e manso que deve caracterizar os cidadãos do reino.

Nas três ilustrações dadas em Mateus 5:39-⁠41, Jesus está dizendo, em suma, que devemos morrer para nós mesmos. Ele deseja mudar tanto nosso coração como nossas expressões exteriores. No momento em que sou ferido, quero me desforrar. Isso é o que preocupa Jesus. Ele diz que devemos nos libertar desse espírito. Devemos morrer para nós mesmos e para nosso orgulho. Precisamos aprender a ser como Jesus, que aguentava insultos pessoais sem retribuir. Devemos deixar a vingança com Deus.

Para isso, precisamos da graça.

[Maná] Um alto conceito do casamento

“Foi dito: ‘Aquele que se divorciar de sua esposa, deverá dar-lhe certidão de divórcio’. Mas Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério” (Mateus 5:31 e 32, NVI)

Um ponto claro como cristal do Gênesis ao Apocalipse, é a santidade do casamento. Deus não só criou nossos primeiros pais, como também abençoou o casamento e disse que os dois tornam-se uma só carne. Jesus defendeu a santidade do matrimônio, tanto em Mateus 5 como no texto com ele relacionado em Mateus 19:1-9.

Michael Green observa que Jesus salientou diversos aspectos importantes do casamento nestas duas passagens. Primeiro, que o casamento foi planejado por Deus. É uma ordenança estabelecida por Deus e não um mero contrato social.

Em segundo lugar, o casamento é uma ordenança feita entre os dois sexos. Deus os criou – “homem e mulher os criou”. A intenção de Deus não era criar um mundo unissex. Conforme Green comenta: “Há diferenças e funções complementares entre os sexos que são estabelecidas por Deus. Isso é tão óbvio que só precisa ser declarado neste fim de século, quando o homossexualismo chegou a ser considerado uma alternativa igualmente válida para o casamento”.

Em terceiro lugar, o plano é que o casamento seja permanente. Nunca houve a intenção de que o relacionamento conjugal fosse quebrado. Qualquer desvio da perpetuidade do casamento é um declínio do ideal.

Em quarto lugar, ele é exclusivo. As duas pessoas – não três, quatro ou cinco – devem tornar-se uma só carne. Um homem e uma mulher devem se unir. Esse ideal descarta os romances convenientes de tantos povos modernos e a poligamia dos antigos. Aparentemente, o fato de Deus permitir a poligamia no Antigo Testamento era uma concessão não ideal para um costume arraigado e uma fraqueza humana. Além do mais, provia segurança para o sexo feminino em culturas onde o mesmo não tinha direito algum e nem havia homens suficientes.

Em quinto lugar, o casamento cria um núcleo familiar. Isso inclui deixar os pais e unir-⁠se ao cônjuge. Assim, o casamento se torna o mais forte e o mais importante de todos os relacionamentos humanos.