[Maná] Jesus, o Conquistador

“Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltando, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem” (Apocalipse 1:12 e 13).

Uma voz falou com João, o último discípulo vivo de Jesus, e o instruiu a transmitir uma mensagem às igrejas da Ásia. Quando João se virou para ver a fonte daquela voz, teve uma bela visão do Cristo ressurreto; e então, maravilha das maravilhas, a visão de Jesus tornou-se uma presença viva (Ap 1:10-16).

Como único fundador remanescente da Igreja Cristã, João sentiu o peso das igrejas repousando sobre seus ombros. Durante anos ele havia esperado o retorno de Jesus, para trazer triunfo à igreja. Mas agora quão tenebrosa era a perspectiva! Os líderes pioneiros estavam mortos. A igreja escorregava gradualmente para a apostasia. O futuro reino de Cristo parecia mais remoto que nunca. E João, provavelmente na casa dos noventa anos, estava exilado na rochosa Ilha de Patmos (verso 9). Não é de admirar que Jesus tenha vindo para animá-lo.

“Ricamente favorecido foi este amado discípulo. Ele tinha visto seu Mestre no Getsêmani… Vira-O suspenso na cruz do Calvário, objeto de cruel zombaria e abuso. Agora é permitido a João contemplar uma vez mais a seu Senhor. Mas quão mudada está Sua aparência! Não é mais um homem de dores, desprezado e humilhado pelos homens. Está envolvido em vestes de esplendor celestial. … Sua voz é como a música de muitas águas. Seu rosto brilha como o Sol”. João saiu dessa visão com sólida fé na vitória final do Cristo vivo. As mensagens de Cristo que o apóstolo passou às igrejas devem ter-lhes dado semelhante segurança.

Jesus está conosco hoje. O mesmo Jesus que falou à infeliz mulher samaritana junto ao poço de Jacó e pelo poder atraente de Sua presença abriu diante dela uma vida mais rica e satisfatória. O Jesus que confortou os enfermos, tristes, solitários e lhes incutiu vida nova ao fluir dEle a virtude curadora. O Jesus que Se curvou sob o peso de nossos pecados ao arrastar-se até o Calvário, a fim de ali morrer para libertar-nos do quinhão de infelicidade, frustração e culpa que cabe ao pecador. O Jesus que morreu para mostrar o caminho do viver autêntico. Esse Jesus vive! Está Ele vivo no seu coração? Então você terá hoje um dia maravilhoso!

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[Maná] Saiba ouvir

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus…” (Eclesiastes 5:2).

Deus deu a você dois ouvidos e uma boca por uma razão”, diz o ditado. A habilidade de ouvir é essencial para a vida. Os conselheiros nos dizem para ouvirmos uns aos outros. Os líderes espirituais nos dizem para ouvirmos a Deus. Mas dificilmente alguém nos dirá: “Ouça a você mesmo”.

Não estou sugerindo que temos uma voz interior que sempre sabe a coisa certa a dizer. Nem estou dizendo que deveríamos ouvir a nós mesmos em vez de ouvir a Deus e aos outros. Estou sugerindo que precisamos ouvir a nós mesmos para descobrirmos como os outros estão recebendo nossas palavras.

Os israelitas podiam ter seguido este conselho quando Moisés os liderava para fora do Egito. Poucos dias após a libertação miraculosa que enfrentaram, eles estavam reclamando (Êxodo 16:2). Apesar de sua necessidade por comida ser legítima, a maneira de a expressarem não era (v.3).

Sempre que o nosso falar é fruto do medo, da raiva, da ignorância ou do orgulho – mesmo que digamos a verdade – aqueles que ouvem, ouvirão mais do que as nossas palavras. Ouvirão emoções. Mas essas pessoas não sabem se essa emoção é fruto do amor e da preocupação ou do desdém e do desrespeito. Assim corremos o risco de sermos mal compreendidos.

Se ouvirmos a nós mesmos antes de falar em voz alta, podemos julgar os nossos corações antes que as nossas palavras descuidadas machuquem outros ou entristeçam o nosso Deus.

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[Maná] O Segredo do Herói


“Como o meu servo Calebe tem outro espírito e me segue com integridade, Eu o farei entrar na terra que foi observar” (Números 14:24).

Alguns personagens dos bastidores da Bíblia mereciam ser protagonistas. Coadjuvantes no roteiro da história sagrada, esses heróis quase anônimos têm lições preciosas para nos ensinar. Um deles foi Calebe, integrante de um grupo de doze espiões que fizeram uma missão de reconhecimento em Canaã. Sondada a terra, confirmou-se que ela manava leite e mel (ou seja, a região era ótima para criar gado e cultivar plantas). Porém, apesar dos enormes cachos de uva, com talvez mais de 6 quilos, muito maiores do que as escassas uvas encontradas no Egito, dez espiões (83%) transmitiram um relatório altamente pessimista. Somente dois (17%), Josué e Calebe, apresentaram um relatório positivo. Surpreendentemente, ambos os relatos eram verdadeiros!

Para os espiões pessimistas, de cujos nomes ninguém se lembra, a terra era cheia de gigantes, os anaquins, que pertenciam a uma distinta família, ou poderiam ser um grupo de lutares escolhidos por causa de sua estatura. Na opinião deles, os hebreus eram como gafanhotos aos olhos dos anaquins. Portanto, a terra era inconquistável. Já os espiões otimistas não viam tantos gigantes e estavam seguros de que poderiam vencer. Quem estava certo? Comparados com os gigantes, os hebreus realmente eram gafanhotos; mas, comparados com Deus, os gigantes é que eram gafanhotos! A diferença estava no olhar.

Calebe não era cego. Ele viu os gigantes, mas não deixou de ver a solução. Era um homem de fé, coragem e ousadia fora do comum, porque confiava em Deus e em si. A Bíblia enfatiza que ele seguia fielmente a Deus (Js 14:8,9,14). Ele acompanhava o Senhor de perto, com todo o coração, e tudo nele pertencia a Deus. A terra era dos gigantes, mas poderia ser dos hebreus, se eles acreditassem.

Por causa da incredulidade, aquela geração morreria no deserto, sem entrar na terra prometida. Porém, Calebe chegaria lá. Embora estivesse com 85 anos, ele reivindicou o direito de conquistar uma montanha de gigantes. Segredo? Calebe tinha “outro espírito” (Nm 14:24), o espírito de vitória. No poder de Deus, ele podia vencer todos os obstáculos.

Você tem que enfrentar gigantes hoje? Gigantes da dívida, da doença, depressão, incerteza, gigantes do medo, estresse, desencorajamento? Com o espírito de Calebe, você poderá vence-los. Se ainda temos os incrédulos e negativistas, podemos ter também os confiantes e otimistas. Seja um Calebe, com outro espírito. Reivindique hoje sua montanha de bênçãos. Os pessimistas e incrédulos morrem no deserto. Somente os otimistas e confiantes chegam à terra da promessa.

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[Maná] Reflita o amor de Deus

“Quem tem os Meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que Me ama será amado por Meu Pai” (João 14:21).

Somos espelhos de Deus.

“E todos nós, no entanto, não temos um véu sobre nosso rosto e podemos ser espelhos que refletem claramente a glória do Senhor. À medida que o Espírito do Senhor trabalha dentro de nós, somos transformados com glória cada vez maior, e tornamo-nos mais e mais semelhantes a Ele” (2 Co 3:18, NBV).

Paulo faz um paralelo entre a experiência cristã e a experiência no Monte Sinai vivida por Moisés. Depois que o patriarca contemplou a glória de Deus, sua face refletiu a glória de Deus.

“Os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto” (2 Co 3:7).

Depois de contemplar a Deus, Moisés não podia deixar de refletir a Deus. O brilho que ele viu foi o brilho em que ele se tornou. Contemplar leva a se tornar. Tornar-se leva a refletir.

Não foi isso o que fizemos? Acampamos aos pés do Monte Sinai e contemplamos a glória de Deus. Sabedoria insondável. Pureza imaculada. Anos infindáveis. Força destemida. Amor imensurável.

Será que, ao contemplarmos Sua glória, ousamos orar para que, como Moisés, possamos refleti-la?

Ore comigo: “Deus todo-poderoso, Tua misericórdia é a maravilha deste mundo. Tu nos fazes fortes e nos dás a Tua paz. Queremos que nossa vida reflita a luz da Tua majestade. Em nome de Jesus, amém!

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[Maná] Discernindo a Palavra do Senhor

“O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a Sua palavra está na minha língua” (II Samuel 23:2).

A serpente, no Éden, não tinha moral para dizer que falava por Deus. Suas sugestões não foram inspiradas pelo Espírito Santo. Eva estava ciente de que a ordem divina para que não tocasse no fruto da árvore da ciência do bem e do mal, era legítima. Deus não foi dúbio ao dizer que o resultado da desobediência levaria o transgressor à morte. Através das Escrituras, as ordens e instruções divinas não são ambíguas. Toda vez que a consciência humana se confronta com a verdade, não há como contestar o que Deus diz.

Mas a serpente apresentou-se diante de Eva para contestar o que o Senhor havia afirmado: “Certamente morrereis”. O inimigo, travestido na forma de um belo animal, jamais poderia dizer a Eva: “Estou aqui para falar o que o Senhor me comunicou”. Ao contrário, a serpente inverteu as cores do sinaleiro divino: onde estava vermelho, ela colocou verde.

Eva ultrapassou os limites e, instantes depois, Adão fez o mesmo, porque não admitiu a ideia de estar do lado de cá, enquanto Eva já estava do lado de lá. Ele foi solidário na hora errada.

Toda a desgraça que se abateu sobre a humanidade é fruto de uma atitude impensada.

Em nossos dias, há três tipos de porta-vozes. Há os que falam pelo Senhor, pois usam as Escrituras sem tirar nem acrescentar palavras. Esses são os pregadores leais, que não ousam dizer que têm uma mensagem diferente da que Deus falou. Pena que diminui o número dos que falam pelo Senhor! Outros há que usam as Escrituras, mas o fazem parcialmente. Subtraem os ensinos que não se ajustam a seus interesses egoístas, e alegam ser portadores das boas novas do Céu.

O terceiro grupo é constituído de pessoas incrédulas. De pessoas que não creem nas Escrituras Sagradas, não creem no sobrenatural. Para esse grupo, a verdade são as descobertas da ciência.

Vivemos num tempo em que precisamos estar atentos ao turbilhão de vozes que há no mundo. Quem fala pelo Senhor? A quem devemos dar crédito?

“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaías 8:20).

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[Maná] A Solução está perto.

“Então Deus lhe abriu os olhos, e ela viu uma fonte” (Gênesis 21:19).

Quem já fez longas caminhadas em regiões arenosas, onde se escuta apenas a sua própria respiração e o roçar do tênis na areia, tem uma leve noção do que é caminhar no deserto. A mesma paisagem, grãos de areia jogados no rosto pela brisa, arbustos secos e o uivar do vento nas rochas e arbustos. São caminhadas cansativas e o desejo de chegar é permanente.

Esta é a história de uma fuga, de um exílio, mas também a história de um encontro. Em sua primeira fuga, ao se encontrar com o anjo perto de uma fonte, Hagar deu um nome para Deus:

“Tu és o Deus que me vê” (Gn 16:13).

Hagar era escrava, mãe solteira e, por motivos de ciúme de sua patroa, Sara, não tinha ninguém para quem trabalhar. Pegou a rota do deserto – temperaturas escaldantes durante o dia e frias à noite.

Ali estava ela, sem rumo, sem força, sem água, um silêncio amedrontador; quando uma voz quebrou o silêncio. Deus falou para aquela mulher:

“O que a aflige, Hagar? Não tenha medo!” (Gn 21:17).

Deus sabia não apenas onde Hagar estava, mas conhecia também a tristeza de seu coração. O anjo lhe assegurou que Deus tinha escutado seu clamor e o milagre ocorreu: O Senhor abriu-lhe os olhos. A solução estava bem perto dela.

Os olhos da mulher estavam cegos pelo desespero. Seus erros estavam além de qualquer conserto. Escondeu-se no sofrimento. Fez-se vítima da situação e começou a ter pena de si mesma.

Então, a voz lhe disse: “Não tenha medo!” Deus não a tinha perdido de vista. O Deus que vê a ajudou a ver um poço próximo dali. Ela não tinha ido além da distância em que a graça pudesse alcançá-la.

Por que ela não tinha visto a água que já estava lá? Pela mesma razão pela qual você e eu não discernimos saídas para nossos problemas.

“Hagar, aqui está você, com muitas preocupações que não sabe como administrar, fardos que não sabe como levar; mas há uma solução.”

Deus estava pronto para escutar a dor do coração de Sua filha e resolver os problemas que ela enfrentava na fuga.

Assim também, Jesus está interessado em nossa história. Ele pergunta a cada um de nós o que é que nos aflige e nos angustia. Não há necessidade que Ele não possa suprir. Ele nos dá outra visão. Você tem bem perto de si um poço, uma fonte.

Por que não orar: “Senhor, abre meus olhos para que eu descubra o que providenciaste para mim?”