[Maná] As Jóias da Coroa

“Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do Seu chamamento, qual a riqueza da glória da Sua herança nos santos” (Efésios 1:18).

Antes do tempo do Aiatolá Khomeini os que visitavam Teerã podiam ver as joias da coroa da Pérsia. O Xá as tinha ordenado em uma sala onde o turista podia passar por perto e reconhecer os vasos de pérolas, diamantes e rubis. Tudo isso parecia tão casual, tão acessível, mas todos os visitantes sabiam que guardas de olhares atentos observavam através das fendas nas paredes verificando cada movimento.

Sem dúvida essa deve ter sido a mais impressionante coleção de joias em exibição em qualquer parte do mundo. Ultrapassava em muito as joias da coroa da Dinamarca e deixava para trás até mesmo as joias reais da Inglaterra.

Foi necessário pouca imaginação para retratar uma princesa persa escolhendo cuidadosamente o seu caminho por entre a coleção e pedindo um diadema ou um colar.

Mas considere as joias da coroa do Rei dos reis. Paulo fala em mais de uma passagem das riquezas de Sua glória. Com isto ele quer dizer no mínimo duas coisas. Primeira, o grande e abundante amor que Deus nos tem mostrado enviando Jesus Cristo para redimir e justificar o pecador.

Nenhuma mente humana pode medir esta graça. Deus estabeleceu em Jesus Cristo uma ação positiva tendo em vista cada pecador. Sua atitude procura sempre salvar. Deus está interessado em salvar a todos os que Ele pode por causa do preço pago.

Se este é o seu caso, então opera a segunda verdade. Você, a quem Jesus resgatou a um preço extraordinário, assume um valor muito além de qualquer estimativa humana. Paulo declara reiteradamente que os santos são a Sua glória.

O preço pago é suficiente e portanto Deus é glorificado aos olhos do Universo. Somos para “louvor da Sua glória” (Ef 1:12).

O exército celestial observa ansiosamente enquanto a raça humana caminha em um mundo redimido cheio de tais riquezas. O incentivo do Céu procura não impedir mas fazer com que você estenda a mão e arranque da graça divina as próprias coisas que necessita para adornar a vida com justiça.

Portanto, permita que Deus fortaleça hoje sua mão fraca e tremente que se estende esperançosa em direção de Suas riquezas. É você indigno? Apodere-se de Sua dignidade. É você impuro? Tome Sua pureza. É você fraco? Apodere-se de Sua força. Adorne-se com Suas riquezas.

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[Maná] Jesus, o Conquistador

“Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltando, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem” (Apocalipse 1:12 e 13).

Uma voz falou com João, o último discípulo vivo de Jesus, e o instruiu a transmitir uma mensagem às igrejas da Ásia. Quando João se virou para ver a fonte daquela voz, teve uma bela visão do Cristo ressurreto; e então, maravilha das maravilhas, a visão de Jesus tornou-se uma presença viva (Ap 1:10-16).

Como único fundador remanescente da Igreja Cristã, João sentiu o peso das igrejas repousando sobre seus ombros. Durante anos ele havia esperado o retorno de Jesus, para trazer triunfo à igreja. Mas agora quão tenebrosa era a perspectiva! Os líderes pioneiros estavam mortos. A igreja escorregava gradualmente para a apostasia. O futuro reino de Cristo parecia mais remoto que nunca. E João, provavelmente na casa dos noventa anos, estava exilado na rochosa Ilha de Patmos (verso 9). Não é de admirar que Jesus tenha vindo para animá-lo.

“Ricamente favorecido foi este amado discípulo. Ele tinha visto seu Mestre no Getsêmani… Vira-O suspenso na cruz do Calvário, objeto de cruel zombaria e abuso. Agora é permitido a João contemplar uma vez mais a seu Senhor. Mas quão mudada está Sua aparência! Não é mais um homem de dores, desprezado e humilhado pelos homens. Está envolvido em vestes de esplendor celestial. … Sua voz é como a música de muitas águas. Seu rosto brilha como o Sol”. João saiu dessa visão com sólida fé na vitória final do Cristo vivo. As mensagens de Cristo que o apóstolo passou às igrejas devem ter-lhes dado semelhante segurança.

Jesus está conosco hoje. O mesmo Jesus que falou à infeliz mulher samaritana junto ao poço de Jacó e pelo poder atraente de Sua presença abriu diante dela uma vida mais rica e satisfatória. O Jesus que confortou os enfermos, tristes, solitários e lhes incutiu vida nova ao fluir dEle a virtude curadora. O Jesus que Se curvou sob o peso de nossos pecados ao arrastar-se até o Calvário, a fim de ali morrer para libertar-nos do quinhão de infelicidade, frustração e culpa que cabe ao pecador. O Jesus que morreu para mostrar o caminho do viver autêntico. Esse Jesus vive! Está Ele vivo no seu coração? Então você terá hoje um dia maravilhoso!

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[Maná] Saiba ouvir

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus…” (Eclesiastes 5:2).

Deus deu a você dois ouvidos e uma boca por uma razão”, diz o ditado. A habilidade de ouvir é essencial para a vida. Os conselheiros nos dizem para ouvirmos uns aos outros. Os líderes espirituais nos dizem para ouvirmos a Deus. Mas dificilmente alguém nos dirá: “Ouça a você mesmo”.

Não estou sugerindo que temos uma voz interior que sempre sabe a coisa certa a dizer. Nem estou dizendo que deveríamos ouvir a nós mesmos em vez de ouvir a Deus e aos outros. Estou sugerindo que precisamos ouvir a nós mesmos para descobrirmos como os outros estão recebendo nossas palavras.

Os israelitas podiam ter seguido este conselho quando Moisés os liderava para fora do Egito. Poucos dias após a libertação miraculosa que enfrentaram, eles estavam reclamando (Êxodo 16:2). Apesar de sua necessidade por comida ser legítima, a maneira de a expressarem não era (v.3).

Sempre que o nosso falar é fruto do medo, da raiva, da ignorância ou do orgulho – mesmo que digamos a verdade – aqueles que ouvem, ouvirão mais do que as nossas palavras. Ouvirão emoções. Mas essas pessoas não sabem se essa emoção é fruto do amor e da preocupação ou do desdém e do desrespeito. Assim corremos o risco de sermos mal compreendidos.

Se ouvirmos a nós mesmos antes de falar em voz alta, podemos julgar os nossos corações antes que as nossas palavras descuidadas machuquem outros ou entristeçam o nosso Deus.

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[Maná] O Segredo do Herói


“Como o meu servo Calebe tem outro espírito e me segue com integridade, Eu o farei entrar na terra que foi observar” (Números 14:24).

Alguns personagens dos bastidores da Bíblia mereciam ser protagonistas. Coadjuvantes no roteiro da história sagrada, esses heróis quase anônimos têm lições preciosas para nos ensinar. Um deles foi Calebe, integrante de um grupo de doze espiões que fizeram uma missão de reconhecimento em Canaã. Sondada a terra, confirmou-se que ela manava leite e mel (ou seja, a região era ótima para criar gado e cultivar plantas). Porém, apesar dos enormes cachos de uva, com talvez mais de 6 quilos, muito maiores do que as escassas uvas encontradas no Egito, dez espiões (83%) transmitiram um relatório altamente pessimista. Somente dois (17%), Josué e Calebe, apresentaram um relatório positivo. Surpreendentemente, ambos os relatos eram verdadeiros!

Para os espiões pessimistas, de cujos nomes ninguém se lembra, a terra era cheia de gigantes, os anaquins, que pertenciam a uma distinta família, ou poderiam ser um grupo de lutares escolhidos por causa de sua estatura. Na opinião deles, os hebreus eram como gafanhotos aos olhos dos anaquins. Portanto, a terra era inconquistável. Já os espiões otimistas não viam tantos gigantes e estavam seguros de que poderiam vencer. Quem estava certo? Comparados com os gigantes, os hebreus realmente eram gafanhotos; mas, comparados com Deus, os gigantes é que eram gafanhotos! A diferença estava no olhar.

Calebe não era cego. Ele viu os gigantes, mas não deixou de ver a solução. Era um homem de fé, coragem e ousadia fora do comum, porque confiava em Deus e em si. A Bíblia enfatiza que ele seguia fielmente a Deus (Js 14:8,9,14). Ele acompanhava o Senhor de perto, com todo o coração, e tudo nele pertencia a Deus. A terra era dos gigantes, mas poderia ser dos hebreus, se eles acreditassem.

Por causa da incredulidade, aquela geração morreria no deserto, sem entrar na terra prometida. Porém, Calebe chegaria lá. Embora estivesse com 85 anos, ele reivindicou o direito de conquistar uma montanha de gigantes. Segredo? Calebe tinha “outro espírito” (Nm 14:24), o espírito de vitória. No poder de Deus, ele podia vencer todos os obstáculos.

Você tem que enfrentar gigantes hoje? Gigantes da dívida, da doença, depressão, incerteza, gigantes do medo, estresse, desencorajamento? Com o espírito de Calebe, você poderá vence-los. Se ainda temos os incrédulos e negativistas, podemos ter também os confiantes e otimistas. Seja um Calebe, com outro espírito. Reivindique hoje sua montanha de bênçãos. Os pessimistas e incrédulos morrem no deserto. Somente os otimistas e confiantes chegam à terra da promessa.

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[Maná] Reflita o amor de Deus

“Quem tem os Meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que Me ama será amado por Meu Pai” (João 14:21).

Somos espelhos de Deus.

“E todos nós, no entanto, não temos um véu sobre nosso rosto e podemos ser espelhos que refletem claramente a glória do Senhor. À medida que o Espírito do Senhor trabalha dentro de nós, somos transformados com glória cada vez maior, e tornamo-nos mais e mais semelhantes a Ele” (2 Co 3:18, NBV).

Paulo faz um paralelo entre a experiência cristã e a experiência no Monte Sinai vivida por Moisés. Depois que o patriarca contemplou a glória de Deus, sua face refletiu a glória de Deus.

“Os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto” (2 Co 3:7).

Depois de contemplar a Deus, Moisés não podia deixar de refletir a Deus. O brilho que ele viu foi o brilho em que ele se tornou. Contemplar leva a se tornar. Tornar-se leva a refletir.

Não foi isso o que fizemos? Acampamos aos pés do Monte Sinai e contemplamos a glória de Deus. Sabedoria insondável. Pureza imaculada. Anos infindáveis. Força destemida. Amor imensurável.

Será que, ao contemplarmos Sua glória, ousamos orar para que, como Moisés, possamos refleti-la?

Ore comigo: “Deus todo-poderoso, Tua misericórdia é a maravilha deste mundo. Tu nos fazes fortes e nos dás a Tua paz. Queremos que nossa vida reflita a luz da Tua majestade. Em nome de Jesus, amém!

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[Maná] Discernindo a Palavra do Senhor

“O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a Sua palavra está na minha língua” (II Samuel 23:2).

A serpente, no Éden, não tinha moral para dizer que falava por Deus. Suas sugestões não foram inspiradas pelo Espírito Santo. Eva estava ciente de que a ordem divina para que não tocasse no fruto da árvore da ciência do bem e do mal, era legítima. Deus não foi dúbio ao dizer que o resultado da desobediência levaria o transgressor à morte. Através das Escrituras, as ordens e instruções divinas não são ambíguas. Toda vez que a consciência humana se confronta com a verdade, não há como contestar o que Deus diz.

Mas a serpente apresentou-se diante de Eva para contestar o que o Senhor havia afirmado: “Certamente morrereis”. O inimigo, travestido na forma de um belo animal, jamais poderia dizer a Eva: “Estou aqui para falar o que o Senhor me comunicou”. Ao contrário, a serpente inverteu as cores do sinaleiro divino: onde estava vermelho, ela colocou verde.

Eva ultrapassou os limites e, instantes depois, Adão fez o mesmo, porque não admitiu a ideia de estar do lado de cá, enquanto Eva já estava do lado de lá. Ele foi solidário na hora errada.

Toda a desgraça que se abateu sobre a humanidade é fruto de uma atitude impensada.

Em nossos dias, há três tipos de porta-vozes. Há os que falam pelo Senhor, pois usam as Escrituras sem tirar nem acrescentar palavras. Esses são os pregadores leais, que não ousam dizer que têm uma mensagem diferente da que Deus falou. Pena que diminui o número dos que falam pelo Senhor! Outros há que usam as Escrituras, mas o fazem parcialmente. Subtraem os ensinos que não se ajustam a seus interesses egoístas, e alegam ser portadores das boas novas do Céu.

O terceiro grupo é constituído de pessoas incrédulas. De pessoas que não creem nas Escrituras Sagradas, não creem no sobrenatural. Para esse grupo, a verdade são as descobertas da ciência.

Vivemos num tempo em que precisamos estar atentos ao turbilhão de vozes que há no mundo. Quem fala pelo Senhor? A quem devemos dar crédito?

“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaías 8:20).

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