[Maná] Jesus vê os que são bons

“Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas” (Apocalipse 3:4).

O verso de hoje traz uma palavra de ânimo às pessoas de Sardes.. Mesmo em um grupo que parece morto, Jesus pode ver pessoas que estão de pé. “Não contaminaram as suas vestiduras” foi uma maneira de dizer que elas não condescenderam nem desistiram da fé.

Jesus focalizou-Se nessas pessoas boas. E, então, prometeu grandes coisas para todos os que a Ele se juntassem. Jesus queria confessar seus nomes, dizer coisas boas sobre eles diante do Pai celestial. Este é o plano do Grande Médico. Ele promete criar uma maravilhosa comunidade com aqueles poucos que permanecerem de pé. Ele é o Deus dos novos começos.

Deus criou um novo começo em um ponto crucial da história. A igreja de Sardes também representa a igreja durante a Reforma. Passaram-se séculos após séculos e a verdade de Deus foi reprimida, homens e mulheres de Deus apresentaram-se para defender Sua causa. A verdade, havia muito perdida de vista, voltaria a brilhar outra vez. Deus ergueu-Se pelos reformadores. Os valdenses copiaram a Bíblia a mão. De seus esconderijos nas montanhas do norte da Itália e sul da França, eles enviaram rapazes e moças por toda a Europa para falarem da Palavra de Deus. Na Boêmia, João Huss, junto com seu amigo Jerônimo, fez da obediência a Deus o seu lema. O reformador alemão Martinho Lutero recuperou a verdade da “salvação somente pela graça”. João e Carlos Wesley iniciaram um poderoso reavivamento na Inglaterra, enfatizando a santidade e o crescimento na graça.

O período de Sardes da reforma, nos anos 1500 e 1600, trouxe à baila muitas verdades bíblicas negligenciadas. Importantes doutrinas como o batismo por imersão, a segunda vinda de Cristo e a obediência à lei de Deus foram abraçadas por cristãos em todos os lugares.

Deus soprou nova vida sobre Sua igreja, e ela viveu. Ele pode fazer o mesmo por você. Sua vida espiritual se desvaneceu? Permita que Deus faça Sua obra maravilhosa em você ainda hoje. Ele trará uma nova vibração à sua experiência cristã. Ele assim fez para um grupo de crentes fiéis em Sardes, e o fará para você.

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[Maná] A Graça tem um custo!

“Não deixem que fique sem proveito a graça de Deus, a qual vocês receberam” (II Coríntios 6:1, NTLH).

Quem ainda não comprou nelas, sabe ao menos onde estão. São as lojas de desconto, que fazem liquidação o ano todo. Locais aonde você vai para comprar por menos, barganhar e pechinchar. Talvez você conheça a Feira do Paraguai e a 25 de Março, em São Paulo. Cada cidade grande tem setores em que você pode encontrar produtos “importados”, imitações perfeitas a preços tentadores. São locais de muito movimento, onde se ouvem as vozes dos vendedores ambulantes disputando compradores. A intenção é atrair grande número de clientes, oferecendo, pelo menor preço, uma imitação do produto verdadeiro.

Foi perguntado o preço de um Rolex a um vendedor ambulante em Ciudad Del Leste: 40 dólares. O relógio era igualzinho ao original, com fundo azul ou prateado. Mas o verdadeiro naquele modelo custa quase três mil dólares, com desconto.

Há uma expressão colocada em uso pelo jovem teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer: “Graça barata”. Ele diz:

“Graça barata significa justificação do pecado, não do pecador. Graça barata é a pregação do perdão sem o arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a ceia do Senhor sem a confissão dos pecados. Graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado”.

No texto de hoje, Paulo escreve para pessoas que aceitaram e receberam a graça de Deus. Alguns deles eram seus colaboradores: “Lembrem-se do que falei, escrevi e ensinei. É bem capaz que para alguns de vocês a quem falei a graça tenha se tornado sem nenhum propósito. Cuidado! Não permitam que Ela tenha sido em vão para vocês”. Será que não podemos cair no perigo de receber a graça de Deus e continuar os mesmos?

A graça concessiva (ou barata) fará com que tenhamos um pé nas trevas e outro na luz. Vai sussurrar que podemos fazer o que quisermos, ou pior, recusar fazer o que Deus deseja que façamos – e mesmo assim Ele nos salvará. Não podemos usar a graça como desculpa para a autoindulgência. Não passemos por alto o fato de que a graça que produz frutos é bíblica. Ela nos impulsionará a maior devoção e mudança no estilo de vida.

Aceitar a graça de Deus é aceitar Suas expectativas para nossa vida e crer em Seu poder transformador.

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[Maná] A grande descida de Deus

Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. 1 Pedro 3. 18

Por milhares de anos, Deus nos deu sua voz. Antes de Belém, ele nos deu seus mensageiros, seus mestres, suas palavras. Na manjedoura, porém, Deus nos deu de si mesmo.

O cristianismo celebra a grande descida de Deus. Sua natureza não o prende no céu, mas o leva à terra. No grande evangelho de Deus, ele não apenas envia, mas se torna; ele não apenas olha para baixo, mas vive aqui; ele não apenas conversa, mas vive conosco como um de nós.

Ele conhece a dor. Seus irmãos o chamaram de louco. Ele conhece a fome. Ele fez uma refeição com grãos de trigo. Ele conhece o cansaço. De tão cansado, cochilou num barco abatido por uma tempestade. Ele conhece a traição. Ele deu a Judas três anos de amor. Judas, por sua vez, deu a Jesus o beijo de um traidor.

Acima de tudo ele conhece o pecado. Não o pecado dele próprio, é claro. Mas ele conhece o seu.

As promessas que você não cumpriu. As virtudes que você abandonou. As oportunidades que você desperdiçou.

Todo ato que você cometeu contra Deus – pois todo pecado é contra Deus-Jesus conhece. Ele os conhece melhor que você. Ele sabe o preço deles. Pois ele o pagou.

***

Senhor Deus, obrigado por deixar o esplendor e a santidade do céu viverem aqui na terra. Tu caminhaste pelas estradas terrenas, choraste lágrimas humanas e sofreste dor desumana. E fizeste tudo isso por amor a nós. É um presente que não merecemos. Um dom que não podemos conquistar. Mas um presente que recebemos com alegria.

[Maná] Busque a transformação

“Fui crucificado com Cristo. Assim, há não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20).

Não devemos nos surpreender com nossa incapacidade de realizar mudanças em nós mesmos. Sem a ajuda de Deus, nem mesmo etendemos o que precisa ser mudado ou por que algumas mudanças são necessárias. Por isso, precisamos orar pedindo: “Senhor, transforma minha vida”. Sei que essa é uma das orações mais assustadoras e difíceis de fazer.

Em geral, preferimos orar para que Deus transforme a vida de outros. Além do mais, se dermos carta branca para Deus realizar em nós a obra que desejar, só Ele sabe o que fará. Isso, é claro, viola o nosso desejo de ter tudo sob controle. Mas o Senhor deseja que avancemos na intimidade que temos com Ele, na medida em que nos entregamos totalmente em Sua bondosas mãos.

Podemos pedir transformação de modo menos assustador. É só orar: “Torna-me mais semelhante a Cristo”. Quem não deseja ter o caráter de Jesus? Quem não quer ser mais parecido com Ele em todos os sentidos?

Conforme você vai permitindo que o Espírito Santo atue em sua vida e a transforme, tenha a certeza de que Ele suprirá suas necessidades segundo as gloriosas riquezas em Cristo.

Ore comigo: “Senhor, desejo ser transformado à semelhança de Cristo e peço que esse processo comece hoje, agora. Não sou capaz de realizar em mim mudança significativa ou duradoura, mas tudo é possível para o poder transformador de Teu Espírito Santo. Concede-me, segundo as riquezas de Tua glória, fortalecimento interior. Em nome de Jesus, amém!”

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[Maná] A fé está obsoleta?

“Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:8).

Fé uma preciosa palavra que, infelizmente, perdeu relevância neste mundo secularizado e injusto. Para muitas pessoas, a pergunta retórica feita por Jesus no verso de hoje tornou-se realidade. A fé foi jogada no departamento de coisas antigas e obsoletas. A descrença aumenta cada vez mais não só devido aos questionamentos filosóficos, mas pela própria presença do mal no mundo.

O verso de hoje foi dito no contexto de uma parábola em que uma viúva teve que bater inúmeras vezes à porta de um juiz burocrata e corrupto em busca de justiça. Naquele tempo, o juiz estabelecia a agenda e a prioridade. O atendimento era controlado pela boa vontade dos assistentes ou, muitas vezes, por meio de propina. Por fim, para não ser mais importunado, o juiz acabou dando uma sentença favorável à mulher.

Essa parábola é o tipo de história que apresenta um contraste: “se isso, então muito mais aquilo”. Se um juiz humano desonesto podia fazer justiça a uma pessoa que pertencia ao estrato mais baixo da sociedade apenas por motivos pragmáticos, então Deus, que é justo e sensível, fará ainda maior justiça a seus filhos. Longe de sugerir que Deus é como aquele juiz, Jesus estava dizendo que Ele ouve e responde.

De acordo com o relato, Jesus contou a parábola para mostrar aos discípulos que “eles deviam orar sempre e nunca desanimar” (Lc 18:1). Cristo queria dizer que, em vez de termos ansiedade, devemos ter fé em Deus; mas, se não orarmos para fortalecer a mente, podemos desanimar e perder a fé. Devemos orar insistentemente até obter uma resposta de Deus.

Em 1990, durante um banquete em sua homenagem em Orlando, na Flórida, o magnata de TV a cabo Ted Turner revelou que havia sido um cristão estrito e tinha até considerado a possibilidade de se tornar um missionário. Mas, depois que sua irmã morreu, apesar das orações, ele ficou desencantado com o cristianismo e perdeu a fé.

No panorama atual, ao ver tantas injustiças e coisas ruins, ao sentir que Deus está demorando demais para agir e tomar providências, você pode ser tentado a perder a fé e parar de orar. O mundo está imerso num fluxo incessante de acontecimentos, notícias e informações que conspiram contra a fé. Porém, continue crendo no juiz amoroso e justo. Apesar do ambiente propício para a incredulidade, a fé, mais do que nunca, é necessária. Quando o Filho do homem vier, Ele poderá dizer se você manteve a fé em meio à incredulidade e se sua fé é real ou não. Ele trará a recompensa que você espera. A questão não é se Deus existe e fará justiça, mas se você conservará a fé apesar das circunstâncias. Acredite: a fé não está obsoleta.

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[Maná] Declarado inocente


“Quem ousará levantar acusação contra nós, que fomos escolhidos por Deus? O próprio Deus nos declarou livres do pecado” (Romanos 8:33, Phillips).

Acusar é uma das especialidades de Satanás. Depois de nos prender, enganar e seduzir, ele nos acusa. E depois, num misto de engodo e traição, as palavras que ele usa são: “Ninguém vai saber”. Porém, quando erramos, ele fica trazendo sempre à mente lembranças do nosso fracasso.

Diante da acusação, qual é a nossa reação? Primeiro experimentamos uma sensação de que estamos sujos, impuros, e não vamos ser perdoados. Depois vem a dúvida: “Será que Deus ainda me ama? Será que Ele vai me dar mais uma chance?” E, finalmente, um senso de desânimo, já que todas essas coisas abalaram meu sentimento de certeza na salvação que Deus quer me dar.

Como posso saber se a voz falando à minha consciência é a voz do Espírito Santo ou a voz do inimigo? A diferença está no propósito e no resultado esperado. O Espírito Santo procura nos convencer e ao mesmo tempo nos mostra a saída para o problema, lembrando-nos da promessa de Jesus: “Aquele que vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora”(Jo 6:37).

Uma das melhores ilustrações de acusação feita por Satanás é encontrada contra Josué, o sumo sacerdote:

“Então o anjo do Senhor me mostrou Josué, o sumo sacerdote, em pé diante do anjo do Senhor. Satanás estava ali, do lado direito do anjo, acusando Josué de muitas coisas. E o Senhor disse para Satanás: ‘Eu, o Senhor, rejeito suas acusações, Satanás. Sim, o Senhor que escolheu Jerusalém te repreende…’ As vestes de Josué estavam sujas, ao estar ali diante do anjo. Assim o anjo disse: ‘Tirem suas vestes sujas.’ E voltando-se para Josué disse: ‘Eu tirei seus pecados e agora vou lhe dar estas novas vestes finas’” (Zc 3:1-4, A Bíblia Viva).

Essas vestes novas representavam sua justificação. Josué, por si mesmo, não podia limpar seus próprios pecados. Ele não estava em condições de se defender. Alguém teria que fazê-lo por ele.

A promessa de Deus é muito reconfortante: “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2:1).

“Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1, ARA).

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