[Maná] O Segredo do Herói


“Como o meu servo Calebe tem outro espírito e me segue com integridade, Eu o farei entrar na terra que foi observar” (Números 14:24).

Alguns personagens dos bastidores da Bíblia mereciam ser protagonistas. Coadjuvantes no roteiro da história sagrada, esses heróis quase anônimos têm lições preciosas para nos ensinar. Um deles foi Calebe, integrante de um grupo de doze espiões que fizeram uma missão de reconhecimento em Canaã. Sondada a terra, confirmou-se que ela manava leite e mel (ou seja, a região era ótima para criar gado e cultivar plantas). Porém, apesar dos enormes cachos de uva, com talvez mais de 6 quilos, muito maiores do que as escassas uvas encontradas no Egito, dez espiões (83%) transmitiram um relatório altamente pessimista. Somente dois (17%), Josué e Calebe, apresentaram um relatório positivo. Surpreendentemente, ambos os relatos eram verdadeiros!

Para os espiões pessimistas, de cujos nomes ninguém se lembra, a terra era cheia de gigantes, os anaquins, que pertenciam a uma distinta família, ou poderiam ser um grupo de lutares escolhidos por causa de sua estatura. Na opinião deles, os hebreus eram como gafanhotos aos olhos dos anaquins. Portanto, a terra era inconquistável. Já os espiões otimistas não viam tantos gigantes e estavam seguros de que poderiam vencer. Quem estava certo? Comparados com os gigantes, os hebreus realmente eram gafanhotos; mas, comparados com Deus, os gigantes é que eram gafanhotos! A diferença estava no olhar.

Calebe não era cego. Ele viu os gigantes, mas não deixou de ver a solução. Era um homem de fé, coragem e ousadia fora do comum, porque confiava em Deus e em si. A Bíblia enfatiza que ele seguia fielmente a Deus (Js 14:8,9,14). Ele acompanhava o Senhor de perto, com todo o coração, e tudo nele pertencia a Deus. A terra era dos gigantes, mas poderia ser dos hebreus, se eles acreditassem.

Por causa da incredulidade, aquela geração morreria no deserto, sem entrar na terra prometida. Porém, Calebe chegaria lá. Embora estivesse com 85 anos, ele reivindicou o direito de conquistar uma montanha de gigantes. Segredo? Calebe tinha “outro espírito” (Nm 14:24), o espírito de vitória. No poder de Deus, ele podia vencer todos os obstáculos.

Você tem que enfrentar gigantes hoje? Gigantes da dívida, da doença, depressão, incerteza, gigantes do medo, estresse, desencorajamento? Com o espírito de Calebe, você poderá vence-los. Se ainda temos os incrédulos e negativistas, podemos ter também os confiantes e otimistas. Seja um Calebe, com outro espírito. Reivindique hoje sua montanha de bênçãos. Os pessimistas e incrédulos morrem no deserto. Somente os otimistas e confiantes chegam à terra da promessa.

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[Maná] Reflita o amor de Deus

“Quem tem os Meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que Me ama será amado por Meu Pai” (João 14:21).

Somos espelhos de Deus.

“E todos nós, no entanto, não temos um véu sobre nosso rosto e podemos ser espelhos que refletem claramente a glória do Senhor. À medida que o Espírito do Senhor trabalha dentro de nós, somos transformados com glória cada vez maior, e tornamo-nos mais e mais semelhantes a Ele” (2 Co 3:18, NBV).

Paulo faz um paralelo entre a experiência cristã e a experiência no Monte Sinai vivida por Moisés. Depois que o patriarca contemplou a glória de Deus, sua face refletiu a glória de Deus.

“Os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto” (2 Co 3:7).

Depois de contemplar a Deus, Moisés não podia deixar de refletir a Deus. O brilho que ele viu foi o brilho em que ele se tornou. Contemplar leva a se tornar. Tornar-se leva a refletir.

Não foi isso o que fizemos? Acampamos aos pés do Monte Sinai e contemplamos a glória de Deus. Sabedoria insondável. Pureza imaculada. Anos infindáveis. Força destemida. Amor imensurável.

Será que, ao contemplarmos Sua glória, ousamos orar para que, como Moisés, possamos refleti-la?

Ore comigo: “Deus todo-poderoso, Tua misericórdia é a maravilha deste mundo. Tu nos fazes fortes e nos dás a Tua paz. Queremos que nossa vida reflita a luz da Tua majestade. Em nome de Jesus, amém!

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[Maná] Discernindo a Palavra do Senhor

“O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a Sua palavra está na minha língua” (II Samuel 23:2).

A serpente, no Éden, não tinha moral para dizer que falava por Deus. Suas sugestões não foram inspiradas pelo Espírito Santo. Eva estava ciente de que a ordem divina para que não tocasse no fruto da árvore da ciência do bem e do mal, era legítima. Deus não foi dúbio ao dizer que o resultado da desobediência levaria o transgressor à morte. Através das Escrituras, as ordens e instruções divinas não são ambíguas. Toda vez que a consciência humana se confronta com a verdade, não há como contestar o que Deus diz.

Mas a serpente apresentou-se diante de Eva para contestar o que o Senhor havia afirmado: “Certamente morrereis”. O inimigo, travestido na forma de um belo animal, jamais poderia dizer a Eva: “Estou aqui para falar o que o Senhor me comunicou”. Ao contrário, a serpente inverteu as cores do sinaleiro divino: onde estava vermelho, ela colocou verde.

Eva ultrapassou os limites e, instantes depois, Adão fez o mesmo, porque não admitiu a ideia de estar do lado de cá, enquanto Eva já estava do lado de lá. Ele foi solidário na hora errada.

Toda a desgraça que se abateu sobre a humanidade é fruto de uma atitude impensada.

Em nossos dias, há três tipos de porta-vozes. Há os que falam pelo Senhor, pois usam as Escrituras sem tirar nem acrescentar palavras. Esses são os pregadores leais, que não ousam dizer que têm uma mensagem diferente da que Deus falou. Pena que diminui o número dos que falam pelo Senhor! Outros há que usam as Escrituras, mas o fazem parcialmente. Subtraem os ensinos que não se ajustam a seus interesses egoístas, e alegam ser portadores das boas novas do Céu.

O terceiro grupo é constituído de pessoas incrédulas. De pessoas que não creem nas Escrituras Sagradas, não creem no sobrenatural. Para esse grupo, a verdade são as descobertas da ciência.

Vivemos num tempo em que precisamos estar atentos ao turbilhão de vozes que há no mundo. Quem fala pelo Senhor? A quem devemos dar crédito?

“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaías 8:20).

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[Maná] O Preço do Perdão


“E porá a mão sobre a cabeça do animal do holocausto para que seja aceito como propiciação em seu lugar” (Levítico 1:4).

No sistema de sacrifícios do Antigo Testamento, o perdão exigia um preço.

Hoje, entendemos o perdão ao olhar o sacrifício de Cristo. No Antigo Testamento, o povo esperava pela salvação de Cristo. Os sacrifícios e as ofertas prenunciavam a provisão que viria por meio de Jesus. Os sacrifícios constituíam símbolos – a vida de animais inocentes era oferecida como pagamento pelos pecados do povo. O animal não era simplesmente colocado na porta do tabernáculo. Levítico 1:4 diz que o adorador colocava a mão sobre a cabeça do animal que seria morto. Uma vez consumado o sacrifício, os sacerdotes cuidavam do restante. Não antes. A morte do animal simbolizava a punição pelo pecado e a necessidade de perdão do povo a fim de ter um relacionamento com Deus.

Quando você se apresenta a Deus para confessar os pecados, sente que o preço pago por Jesus é real? É tão real quanto se pusesse a mão na cabeça dEle enquanto Ele carregava a cruz para o Gólgota? Hoje, o perdão pode parecer tão sanitizado como a carne que é comprada no supermercado. É fácil esquecer que uma morte ocorreu para que pudéssemos ter a provisão.

Tenha em mente que o preço para o seu perdão foi pago pelo sacrifício de Jesus. O antigo sistema sacrifical serve de lembrança de que o preço era a própria vida.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Senhor, ajuda-me a não me esquecer do preço que pagaste para que fosse perdoado. Não quero pensar que mereço o que Tu fizeste, sabendo que não preciso fazer mais nenhum sacrifício. Agora, o sacrifício que quero fazer é o ação de graças e louvor a Ti pelo que fizeste para me libertar das consequências do meu pecado. Em nome de Jesus, amém!”

[Maná] Espere o inesperado.

“Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava sozinho em terra, Ele viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles […]. Quando O viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma” (Marcos 6:47-49).

Os discípulos estavam no meio da tempestade. A luz veio até eles. Uma figura surgiu, caminhando sobre as águas. Mas não era o que esperavam.

Talvez quisessem que anjos descessem ou que o céu se abrisse. Talvez esperassem uma proclamação divina para acalmar a tempestade. Não sabemos quais eram suas expectativas. Uma coisa, porém, é certa: eles não esperavam que Jesus caminhasse sobre as águas.

E, visto que Jesus voltou de uma forma que não esperavam, quase deixaram de perceber que as orações deles haviam sido respondidas.

Se não olharmos e ouvirmos com atenção, corremos o risco de cometer o mesmo erro. As luzes de Deus em nossas noites escuras são tão numerosas como as estrelas, se nos dignarmos a voltar o olhar para elas.

Por esperar uma fogueira, deixamos de enxergar a vela. Por esperar ouvir o grito, deixamos de perceber o sussurro.

Deus vem a nós por meio das velas tremeluzentes e nos sussurra: “Quando você duvidar, olhe em volta; estou mais perto do que você imagina”.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Senhor, quantas vezes minhas orações foram respondidas e nem percebi? Ajuda-me a ficar atento às manifestações inesperadas e sutis de Teu poder. Em nome de Jesus, amém!

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[Maná] Compreendendo

“E Eliseu orou: ‘Senhor, abre os olhos dele para que veja’. Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu? (II Reis 6:17).

Ela era uma senhora idosa – com mais de 80 anos, segundo informou durante nossa conversa após o culto. Havia algum tempo eu pregava sobre a graça e ela me surpreendeu ao afirmar:

– Finalmente entendi. Cresci na igreja, mas apenas nos últimos meses é que consegui entender!

– Entender o quê? – perguntei.

– Que não tenho que fazer nada para que Deus me ame. Que Ele me aceita do jeito que eu sou porque Jesus morreu por mim. Que diferença isso faz!

Essa senhora era como o jovem servo de Eliseu. O rei da Síria enviou cavalos, carros de guerra e soldados para capturar Eliseu, que por diversas vezes alertou o rei de Israel a respeito dos planos de ataque dos arameus. O exército arameu cercou a cidade de Dotã, local em que Eliseu se encontrava.

Bem cedo na manhã seguinte, o servo de Eliseu levantou e viu o exército inimigo por toda parte. “Ah, meu senhor! O que faremos?” (2Rs 6:15).

O profeta respondeu: “Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles” (v. 16). Em seguida, após a oração de Eliseu, o Senhor abriu os olhos daquele jovem e ele pôde ver as hostes celestiais enviadas para protegê-los. Ele compreendeu.

Será que corremos o risco de sermos como o servo de Eliseu? Será que é possível crescer na igreja, concluir o ensino fundamental, médio ou até o ensino superior e nunca entender? Será que é possível ocuparmos o banco da igreja, devolvermos o dízimo, sermos membros ativos e não percebermos a graça que nos envolve como uma nuvem?

Sim. A experiência dessa senhora idosa revela-nos que isso é possível.

Permita-me ir um pouco além. Será que é possível ser um funcionário da igreja, até mesmo um pastor, e nunca entender?

A resposta me faz tremer: sim!

A graça não pertence a este mundo. A menos que o Senhor abra os nossos olhos, jamais a entenderemos.

Senhor, abre meus olhos para que eu possa entender!

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