[Maná] Cristo é tudo

“Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (I Coríntios 2:2).

Quando o apóstolo Paulo pregou em Atenas, empolgou-se com sua habilidade de usar o dom da palavra, pois se achava perante uma plateia de pessoas que amavam a cultura e a retórica. Mas os resultados não foram tão compensadores quanto ele esperava. O apóstolo perdeu muito por não ter colocado Cristo como o centro de sua pregação, e assim deixou escapar uma grande oportunidade de exaltá-Lo como o Salvador da humanidade. Mais tarde, ao escrever aos coríntios, confessou: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”.

Homem culto, Paulo estava familiarizado com doutores e filósofos, mas, dali em diante, ninguém neste mundo suplantaria a glória e majestade do Filho de Deus. É claro que, desde sua conversão, na estrada de Damasco, ele estava convicto desta verdade, mas, em Atenas, equivocou-se ao pensar que uma abordagem intelectual seria mais apropriada.

Arturo Toscanini estava em Londres regente a Nona Sinfonia de Beethoven. Sua regência foi tão convincente que, ao final da apresentação, a plateia o aplaudiu demoradamente. Enquanto isso, o primeiro violinista cochichou aos ouvidos de um colega: “Se, desta vez, Toscanini nos criticar, vou empurrá-lo na direção do poço”. Ele disse isso porque sabia que Toscanini era perfeccionista e muito exigente. Para a sua surpresa, porém, o regente permaneceu em seu lugar, humildemente, tocado pela inspiração da maravilhosa música. Finalmente, voltou-se para a orquestra e disse: “Toscanini não é ninguém. Não sou nada. Vocês também não são nada. A orquestra não é nada”. E, após uma pausa, levantou as mãos acima da cabeça e, apontando para o alto, exclamou: “Beethoven! Beethoven! Ele é tudo!”

O apóstolo Paulo, ao ter uma visão de Cristo, comprometeu-se a exaltá-Lo não só por palavras, mas, acima de tudo, pelo exemplo. Sua identificação com Cristo foi tão grande que chegou a dizer aos membros da igreja de Corinto: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co 11:1).

Nós também devemos fazer de Cristo o centro de todas as nossas ações. Nossa linguagem, nossos motivos, alvos e aspirações – tudo deve girar em torno dEle.

Hoje em dia, mais do que no passado, as pessoas se identificam com personagens famosos. E até copiam algumas de suas maneiras. Cristo, porém, não tem rival. Seu poder e a beleza de Seu caráter O colocam acima de tudo e de todos. Ele é digno de louvor e adoração.

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