[e-News] “Enquanto líderes visam crescer, viúvas estão sendo esquecidas”, diz cristã após luto

Depois de perder seu marido para o câncer, em fevereiro deste ano, a educadora Kimberli Lira passou a olhar a vida com outros olhos e chegou a uma conclusão: no momento da dificuldade não é a estrutura da igreja que faz a diferença, mas sim Jesus.

“Eu tenho visto muitas igrejas se gabando de suas iniciativas modernas. Eu vi fotos de cafés que se assemelham ao Starbucks. Eu vi iluminações que se assemelham à Broadway. Em muitos lugares, vejo tudo o que as igrejas estão fazendo para atrair novos membros, mas eu não tenho ouvido elas falando sobre o poder de Jesus”, disse ela em seu blog.

Seu marido, Melchor, lutou dois anos contra o câncer. Nesse período, ele foi hospitalizado 18 vezes, levado para a sala de emergência 8 vezes e passou cerca de 500 dias separado de seus dois filhos. Sua esposa observa que em meio a toda essa luta, não foram os artifícios da igreja que ele procurou.

“Ele nunca disse o quanto ele desejava que a nossa igreja construísse uma área de café. Nunca disse que desejava ostentar uma boa iluminação. Nunca disse que era legal ter bons sofás no palco. Ele falou sobre Jesus. Ele citou a Bíblia. Me lembrou das pregações que ouviu. Nenhuma estratégia da igreja para trazer membros ajuda na hora da tempestade. É somente Jesus”, disse Kimberli.

“Quando os líderes da igreja sentam e discutem como eles podem alcançar mais pessoas, eu não acho que eles têm a viúva em mente. Eu não acho que eles têm o paciente com câncer em mente. Eu não acho que eles têm as crianças que estão crescendo sem um pai em mente. Eu não estou prestando atenção na decoração da igreja quando eu entro na porta. Eu não quero sentir o cheiro de café fresco no lobby. Eu não quero ver um pastor moderno ali na frente”, disse a viúva. “Quando eu vou à igreja, eu quero desesperadamente ouvir a Palavra de Deus”.

Kimberly ao lado de seu marido, Melchior e os dois filhos do casal. (Foto: Reprodução/Facebook)

Kimberli esclarece que não está criticando igrejas que possuem uma grande estrutura, mas acredita que tudo deve ser feito com o foco de manter Jesus no centro.

“Há pessoas feridas sentadas em sua congregação. Há pessoas cujos casamentos estão desmoronando, finanças estão se deteriorando, filhos estão se rebelando ou cujo marido faleceu. Essas pessoas não estão impressionados com a iluminação de palco. Elas estão desesperadas por Jesus. E elas estão desconectadas de tudo o que eles consideram truques para levar as pessoas à igreja”, avalia.

“Nas redes sociais eu vejo igrejas postando fotos de seus cafés, shows, seus gráficos e outras coisas que não me atraem. Eu quero ver como Jesus mudou a vida de uma pessoa. Eu quero ver o poder da oração. Quero ver como a Palavra de Deus pode ser aplicada na vida de alguém. Eu quero ver como Jesus pode ajudar os feridos. Eu quero ver como Jesus pode curar os doentes. Quero ver como o coração partido foi restaurado. Eu quero ver como os enlutados foram consolados”, disse Kimberli.

“Ao invés de postar fotos de cafés eu preferiria ver testemunhos do poder de Deus. Eu sou grata por frequentar uma igreja que se concentra na oração e na palavra de Deus”, disse a viúva, que faz parte da Primeira Igreja Unida Pentecostal em San Antonio, no Texas.

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[e-News & Fim dos Tempos] Pastor Mark Driscoll alerta: “A igreja está morrendo nestes dias sombrios”.

dias sombrios

O pastor Mark Driscoll fez um alerta aos cristãos em geral sobre os “tempos escuros” pelos quais a Igreja passa, e afirmou que o cristianismo está sendo jogado ao ostracismo.

Numa carta aos cristãos, o líder da megaigreja Mars Hill Church afirmou que a igreja parou no tempo por ficar olhando para si mesma.

“Quatro anos atrás, a revista Newsweek publicou a manchete ‘O Declínio e Queda da America Cristã’. Essas palavras, escritas na capa em forma de uma cruz, se tornaram perturbadoramente verdadeiras hoje”, lamentou.

O texto, publicado no site da Resurgence Conference 2013, observa que “os cristãos estão sendo marginalizados, o casamento gay está legalizado, deixamos de conduzir e passamos a ser conduzidos”.

Segundo Driscoll, “a igreja está morrendo, e ninguém está percebendo, porque estamos perdendo tempo criticando ao invés de evangelizar”.

Com sua sinceridade peculiar e já conhecida, Driscoll alarma: “Os dias estão sombrios, o que significa que a nossa vontade deve ser cada vez mais forte e nossas convicções tem que estar cada vez mais claras. Esta não é a hora para trocar de botas de trabalho para chinelos. Você não acha que nós viemos aqui para matar o tempo ouvindo música cristã até Jesus voltar, não é?”, questiona o pastor.

Segundo o Charisma News, a carta incentiva aos fiéis a resistirem: “Permanecei firmes na graça de Deus. Fiquem firmes na Palavra. Jesus está vivo. Lamba suas feridas, levante-se, sacuda a poeira e comece a trabalhar”.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

SUPLEMENTO

No vídeo abaixo, Paul Washer deixou o mesmo alerta de forma mais dura ainda. Assista-o: