[Assunto Polêmico] A nova Inquisição da Academia Brasileira de Ciências!

Para entender o porquê da indignação do e-mail abaixo, leia antes este texto!

Por favor, leia  este também.

Ilustres membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC):

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Uma notícia de maio deste ano, divulgada na página do Jornal da Ciência(JC)[1], acaba de chegar a meu conhecimento, tendo-me deixado chocado. Não sei se o autor da mesma expressou-se mal, se eu entendi de maneira equivocada ou se minha interpretação foi correta. Se for este o caso, resta-me pouco mais que apenas lamentar que a ABC tenha assumido tal postura.

A notícia inicia com a seguinte declaração: “Acadêmicos reforçam preocupação com o aumento de informações sobre o criacionismo e o chamado design inteligente” (grifos meus).

Em seguida, afirma que “(…) a Academia Brasileira de Ciências (ABC) publicou, em março, uma carta repudiando a divulgação de conceitos criacionistas”.

Tenho firme esperança de que as palavras do autor desse texto tenham sido apenas infelizes. Do contrário, sou obrigado a entender que a ABC está combatendo a simples divulgação de informações sobre uma ideia que discorda da ciência paradigmática.

Pergunta-se muito sobre qual a diferença entre ciência e religião. Na minha humilde opinião, uma das melhores respostas que se podem dar é a de que a primeira é o espaço da dúvida enquanto a segunda é o espaço da certeza.

Sabemos o quão má tornou-se a imagem atual da religião, frequentemente associada a fanatismos, extremismos, perseguições e terroristas. Qualquer detentor de senso crítico deve se perguntar em que grau essa imagem não é estereotipada e em que grau expressa uma realidade. Mas não é esse o ponto que desejo apontar aqui. Minha preocupação é no sentido de que a ABC tenha dado uma declaração que coloque a Ciência em uma situação muito similar à dos famigerados tribunais da Santa Inquisição medieval.

Lembremos do Index, a lista dos livros proibidos. Lendo essa notícia do JC, o que logo me vêm à mente é a perturbadora imagem de uma fogueira onde são lançados livros e outros escritos criacionistas. Quase que obrigatória é outra imagem, ainda mais estarrecedora, a seguir: a dos próprios criacionistas sendo beneficiados pelas chamas purificadoras, com o perdão da ironia. Mas, afinal, essa imagem não é em si mesma uma medonha ironia histórica, guardadas as devidas proporções?

Felizmente a nossa atual Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos não simpatizam com a ideia de torturas e fogueiras. Esses mesmos documentos, a propósito, declaram como um dos direitos inalienáveis e mais sagrados do homem aquele que se refere à liberdade de pensamento e de expressão.

Sendo levado pela minha total concordância quanto a esse direito e pelas lúcidas colocações dos que se debruçaram sobre a Ciência como objeto de pesquisa – acadêmicos das áreas de História, Filosofia e Sociologia da Ciência – não posso deixar de preocupar-me com a possibilidade de que haja acadêmicos que pretendam assumir a sucessão dos Tribunais do Santo Ofício no século XXI.

Alguns poderão argumentar que o caso é totalmente diferente, porque a Ciência detém a verdade. Mas eu me perguntaria qual foi o ditador ou inquisidor que não pensava o mesmo sobre si. Também me recordaria do fato de que teorias científicas de muito sucesso chegaram a ser substituídas por outras – fato que, aliás, originou grande questionamento epistemológico no século passado. Esse interesse esteve particularmente presente em pensadores com sólida formação em Física, como Paul Feyerabend ou Thomas S. Kuhn, os quais viriam a ser clássicos autores de disciplinas referentes à Teoria do Conhecimento Científico.

Contudo, ainda que a ciência fosse detentora certa da Verdade, tal fato não justificaria a “eliminação da concorrência“. Dar-se-ia justamente o oposto. O físico Richard Feynman, laureado com o prêmio Nobel, embora não fosse profundo conhecedor das disciplinas “metacientíficas”, defendia que a Ciência não deveria temer questionamentos.[2]

Se me permitem estender ainda um pouco essa minha declaração, gostaria de esclarecer que sou cristão convertido há menos de um ano. Isso coloco para contextualizar o seguinte: Nós, cristãos, cremos nas profecias bíblicas. Dentre essas, uma tem especial atenção dos crentes: a de que haverá uma época,[3] às vésperas do “fim dos tempos”, em que os cristãos voltarão a ser perseguidos – mas de forma ainda pior que a dada nos primeiros séculos de Cristianismo. É comum que as pessoas estranhem tal profecia; afinal, nosso mundo preza tanto a liberdade de crença, pensamento e expressão, não?

Pois é… Essa indagação perde o sentido quando nos deparamos com uma notícia como essa do JC, que mostra que uma tão abominável desolação não é lá tão improvável no mundo contemporâneo.

Mas, como eu disse no início, tenho esperança de que tudo não tenha passado de um mal entendido.

Cordialmente,
Leandro Daros Gama

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Assistam ao documentário abaixo que expõe as represálias de quem se opõe a Teoria de Evolução de Darwin:

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Referências:

1. http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=82259
2. http://laserstars.org/bio/Feynman.html
3. Se num futuro próximo ou distante é um ponto em que não há consenso entre os exegetas. Há mesmo quem interprete tal profecia como não literal.

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[Assunto Polêmico] Geneticistas e Biólogos querem blindar Darwin

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Primeiramente veio a notícia de que a Academia Brasileira de Ciências (ABC) publicou, em março, uma carta repudiando a divulgação de conceitos criacionistas. Agora, um grupo de cientistas está propondo à Universidade de São Paulo (USP) a criação de um Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) sobre Educação, Divulgação e Epistemologia da Evolução Biológica, que ajudaria a preservar a biologia de questionamentos que, de acordo com eles, não são feitos com base em argumentos científicos, e sim pressupostos religiosos. A discussão não é novidade. Em 2005, a Sociedade Brasileira de Genética já havia se manifestado formalmente contra o criacionismo. De lá para cá, o assunto voltou à tona algumas vezes, de modo que há dois meses militantes da genética no Brasil, membros da ABC, decidiram expor oficialmente o sentimento de afronta pela “divulgação de conceitos sem fundamentação científica por pesquisadores de reconhecido saber em outras áreas da Ciência”.
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O pesquisador de saber reconhecido em questão é Marcos Eberlin, bioquímico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da ABC. Com um currículo respeitável em sua área, a espectrometria da massa, Eberlin é notório defensor da Teoria do Design Inteligente (TDI). “Quando venho para a Unicamp deixo minha filosofia em casa. Não somos o bispo Macedo nem o [ex-presidente dos EUA, George W.] Bush”, afirma Eberlin. Ele dissocia o chamado DI do criacionismo, afirmando que o primeiro não parte de nenhum pressuposto ideológico ou filosófico, enquanto o segundo parte da ideia de que existe um deus e que a ciência deve buscar evidências dele.
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“Acharam esse nome bonito de design inteligente, mas no fundo é o criacionismo e são pessoas com criticas que procuram fazer contraposição a Darwin. Se apresentam como ciência para tenta discutir”, opina o biólogo e biologista molecular Samuel Goldenberg, um dos articuladores da carta da ABC. [O esforço para associar DI a criacionismo tem como objetivo impedir a discussão. Se fazem parecer que DI é religião, acabam com o debate científico e blindam o darwinismo. Lamentável! – MB]
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De acordo com Goldenberg, a possibilidade de debate científico nem é considerada. “Não estamos nem contrapondo nenhuma ideia contra criacionismo, não vamos entrar nesse tipo de discussão, porque é estéril. Nossa preocupação foi o envolvimento da ABC, porque ela tem um peso muito grande. São acadêmicos de outra área, é como se eu dissesse agora que a Teoria da Relatividade está errada, sem entender nada de física”, argumenta. [É bom lembrar que Darwin não era biólogo, era teólogo…]
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“Ele fala da Academia no site dele e parece indicar, embora não fique explícito, que a ABC estaria apoiando o criacionismo”, reforça o geneticista Francisco Salzano, pesquisador e professor da UFRG e também acadêmico. “Não há intenção de entrar em polêmica com ele porque isso poderia até ser contraproducente, mas achamos que não se poderia deixar em branco. Essa foi a razão de fazer uma manifestação bem geral sobre o assunto”, esclarece.
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“Quando defendo a TDI, meus argumentos são científicos, acadêmicos e racionais, não misturam teologia nem filosofia. O grande problema é que a questão tem implicações teológicas e filosóficas fortíssimas”, pondera Eberlin, acrescentando que os cientistas têm “uma obrigação, que não é nem opção, de questionar e debater teorias. E o evolucionismo é uma delas”. Em suas palestras (uma delas já teve mais de 100 mil downloads na internet), o químico, que é evangélico e afirma conhecer “um pouco” das ciências biológicas, assegura que, do ponto de vista molecular, seria impossível evoluir como no darwinismo.
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Para o design inteligente, a vida não se desenvolveu no planeta de forma natural, mas teria sido projetada por uma “mente” criadora, que poderia ou não ser o deus criacionista. A grande maioria dos cientistas acha que o nome design inteligente foi apenas uma manobra conceitual para continuar pregando o mesmo [manobra é dizer que DI é criacionismo e, por isso, indigno de dividir espaço de debate com o darwinismo]. A ideia do DI abarca diversos pensamentos (inclusive com defensores do darwinismo) e participantes de diferentes religiões (“e até ateus”, assegura Eberlin). “Minha única regra é seguir o que os dados me dizem”, pontua.
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Goldenberg conta que a preocupação também gira em torno do fato de que um país como o Brasil, “que deveria ser laico, onde existe uma profusão de religiões e seitas e onde existe uma massa importante com pouca cultura”, seria propício para que acontecesse algo parecido ao que se propôs nos Estados Unidos, “onde a cada aula de genética dada seria necessário dar uma de criacionismo também” [mais uma vez confundem laicismo com ateísmo/naturalismo filosófico. O Estado laico pressupõe a saudável separação entre igreja e Estado e a mais saudável ainda garantia de liberdade de expressão]. “Não adianta, não são coisas que se podem contrapor, um é seita, religião, e o outro é ciência”, sentencia. [Numa só palavra: absurdo!]
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O químico reclama do “rótulo” de religião e de ser chamado de “obscurantista e medieval” e acusa os cientistas de usarem “a força de um paradigma e o establishment acadêmico”. “Darwin hoje jamais defenderia sua teoria, tenho certeza absoluta disso”, assegura Eberlin, em uma declaração que arrepiaria geneticistas. [Sim, porque Darwin era menos darwinistas do que seus defensores ultradarwinistas de hoje. Em seu tempo, o naturalista não contava com os potentes microscópios de hoje, nem com os conhecimentos em bioquímica e biologia molecular que nos fizeram abrir a caixa-preta chamada célula. – MB]
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(Clarissa Vasconcellos, Jornal da Ciência)

Nota: A atitude desses geneticistas e biólogos é bem diferente da do biólogo evolucionista James Shapiro, entre outros de mente aberta.[MB]

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Assistam ao documentário abaixo que expõe as fragilidades da Teoria de Evolução de Darwin:

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[Assunto Polêmico] Grupo de acadêmicos repudia divulgação criacionista.

Leia a correspondência enviada por um grupo de acadêmicos ao presidente da ABC, em 6/3/2012:
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“O grupo de membros da Academia Brasileira de Ciências signatário desta correspondência, atuantes na área de Genética, manifesta a sua preocupação com a tentativa de popularização de ideias retrógradas que afrontam o método científico, fundamentadas no criacionismo, também chamado como ‘design inteligente’. Na qualidade de militantes da área de Genética no Brasil, vários de nós tendo passado por cargos na Sociedade Brasileira de Genética ou como membros de Comitês Assessores da área nas agências de fomento, sentimo-nos afrontados pela divulgação de conceitos sem fundamentação científica por pesquisadores de reconhecido saber em outras áreas da Ciência.
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Atenciosamente,
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Carlos F. M. Menck, Catarina Satie Takahashi, Darcy Fontoura de Almeida, Fausto Foresti, Francisco Mauro Salzano, Guilherme Kurtz, Henrique Krieger, Horacio Schneider, Mara Hutz, Paula Schneider, Roberto Giugliani, Samuel Goldenberg, Sergio Olavo Pinto da Costa, Sergio Pena e Vera Valente Gaiesky
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Nota do coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente:
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“A carta mostrando preocupação e o ‘sentir-se afrontados’ desses acadêmicos em relação ao avanço da Teoria do Design Inteligente (TDI) entre outros membros da Academia Brasileira de Ciências traduz muito bem o conceito de jus sperniandi – o direito de ter e sentir raiva. Mas acho que o teor da carta traduz melhor o conceito argumentum ad verecundiam – apelo à autoridade.
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Embora vários especialistas de renome (destaco Francisco Salzano e Sergio Pena) tenham assinado a carta, o apelo à autoridade deles aqui é impróprio, pois não há acordo entre outros peritos internacionais do campo em questão sobre a genética corroborar aspectos fundamentais da teoria da evolução de Darwin no contexto de justificação teórica. Ex.: ancestralidade comum.
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Nada mais falso querer imputar aos teóricos e proponentes da Teoria do Design Inteligente que nossos esforços de colocar a TDI na mesa do debate acadêmico – mostrar sua plausibilidade científica – seja uma ‘tentativa de popularização de ideias retrógradas que afrontam o método científico’. A biologia do século 21 é uma ciência de informação, e a TDI tem no seu corpus teórico a ideia de informação complexa especificada como um sinal de inteligência que pode ser detectado na natureza (a linguagem digital do DNA).
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Os assinantes dessa carta mostraram profunda ignorância sobre o que é método científico. Não existe método científico, existem métodos científicos, pois são várias as ciências, cada uma com o seu modo heurístico. Além dessa ignorância, infantil diga-se de passagem, mais ignorância ainda revelaram sobre o fato de o mesmo método científico adotado por Darwin no Origem das Espécies – histórico de longo alcance – também é o método adotado pela TDI. Deram um tirinho de espingarda na TDI e um de canhão em Darwin!
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Esses cientistas ficaram afrontados porque um membro da Academia Brasileira de Ciências (não mencionado, mas eles sabem e nós também sabemos de quem estão falando) divulga conceitos sem fundamentação científica. Os conceitos em questão são complexidade irredutível de sistemas biológicos – o famoso flagelo bacteriano e a informação complexa especificada.
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Esses conceitos têm fundamentação científica. Eles deveriam ficar afrontados e abespinhados com a linha de raciocínio dessa carta ad baculum– tentativa de intimidar e silenciar outros cientistas da ABC simpáticos à TDI, pois, segundo Popper, uma teoria é considerada científica se suas proposições podem ser falseadas. E é o que mais os cientistas evolucionistas estão fazendo neste exato momento: tentar falsificar as teses científicas da TDI. Eles disseram na carta, sem o saber, é claro, que esses cientistas estão correndo atrás do vento tentando falsificar conceitos sem fundamentação científica. Pano rápido, se esses cientistas representam a nata da ciência brasileira, pobre ciência tupiniquim!”
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Fonte: http://www.criacionismo.com.br/2012/04/grupo-de-academicos-repudia-divulgacao.html
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