[Exortação] “Mamãe devia ter me ensinado a depender do meu marido” por Simone Quaresma

casamento

Tenho certeza absoluta que depois do título deste artigo, muitas mulheres sequer continuarão a leitura! Tenho convicção de que tratar deste assunto em pleno século 21, parece anacronismo- olhar para o passado com olhos contemporâneos. Meu convite para você, ao ler este texto, não é para que você se volte para o exemplo de sua mãe ou de sua avó. Não quero propor uma análise de costumes do passado à luz do nosso mundo pós-moderno. Meu desejo é para que juntas, avaliemos o que as Escrituras dizem. Esta análise sim, vale a pena, afinal, a Palavra de Deus é infalível, inerrante, suficiente e ATEMPORAL!

O conceito de depender de alguém pode parecer repugnante para uma mulher que nasceu e foi criada numa cultura feminista. Se você tem menos de cinqüenta anos de idade, se enquadra neste grupo: mulheres que cresceram num mundo dominado por conceitos e ideologias extremamente feministas, mesmo que estes venham sob a capa mais inocente de “liberdade e direitos” das mulheres. Tendo sido criada neste contexto, depender de alguém pode soar mal para você. Que tal, então, vermos o que as Escrituras falam sobre este assunto? Será que realmente fomos criadas para a autonomia? Será que o alvo de Deus para nós é a independência, o autogoverno?

Em Efésios 5: 21, Paulo ordena: “…enchei-vos do Espírito”. O apóstolo vai além e diz COMO podemos viver uma vida piedosa, que nos encherá com seu Santo Espírito: “falando entre vós com Salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, SUJEITANDO-VOS UNS AOS OUTROS NO TEMOR DE CRISTO.” (versos 19-21). E depois deste impressionante chamado à sujeição mútua geral entre os crentes, Paulo prossegue o texto divinamente inspirado, demonstrando a sujeição vocacional: “As mulheres, sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor…” (verso 22). Como uma mulher pode obedecer a estas duas ordens – sujeitar-se uns aos outros no temor de Cristo e ser submissa ao marido – sendo autônoma? Como os conceitos de auto-suficiência e liberdade feminista podem se encaixar na ordem para a sujeição mútua? Simplesmente não pode! Ou abandonamos de vez o conceito mundano de independência, ou abandonamos a Bíblia e o Evangelho!

No decorrer do texto que lemos e no capítulo 6, Paulo continua mostrando como somos cheios do Espírito Santo ao vivermos vidas santas e obedientes. Os maridos dando suas vidas pelas esposas, os filhos obedecendo aos pais, os paisnão provocando os filhos à ira, os servos obedecendo aos senhores, os senhores tratando os servos com dignidade, pois são iguais perante Deus. Onde podemos ver, nesta lista descritiva de relações ordenadas por Deus, a autonomia? Não é fato que em todos estes relacionamentos estão patentes o dar-se, o cuidar, o obedecer, o prover o melhor? Não está clara a sujeição mútua?

“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Romanos 12.10)

“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmos. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.” (Filipenses 2.3 e 4)

“Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles…” (Hebreus 13.16 e 17)

Todos estes textos das Escrituras nos ensinam o quanto a interdependência (dependência mútua), é o padrão de Deus. O tempo todo a Palavra de Deus vai mostrar que o alvo é o outro. O Evangelho nos ensina a tirar os olhos de nós mesmas e colocar em nosso próximo. O bem do outro, a obediência, a sujeição, o serviço, o amor mútuo são conceitos que nada têm a ver com independência e autonomia. O Evangelho resume todos os mandamentos em dois: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Obediência a Deus e amor e serviço ao outro. Onde haverá espaço, então, para eu me focar em mim e nos meus próprios interesses, independente do Corpo de Cristo, dos meus irmãos?

O Medo de depender

Não ignoro que depender de alguém pode trazer medo e instabilidade para algumas mulheres, principalmente àquelas que já foram feridas em situações semelhantes. Colocar sua confiança em alguém, depender desta pessoa e ser traída por ela é uma dor que gera insegurança. E esta é uma falta gravíssima. O Catecismo Maior de Westminster nos ensina que o pecado é agravado quando é praticado contra alguém que confiava no ofensor. “Pecar contra aqueles com quem estamos intimamente relacionados, ou especialmente comprometidos, é ter a culpa agravada.” (Johannes G. Vos, comentando a pergunta 151 em: Catecismo Maior de Westminster comentado- Editora Os puritanos). De forma alguma podemos minimizar a dificuldade de alguém que foi ferido, de voltar a confiar e a descansar na condução de um líder. Maridos que trocam a mulher de sua mocidade por outras; pais que somem e não suprem as necessidades dos filhos; mães que abandonam suas crianças à própria sorte. Estas são algumas situações terríveis que o pecado gera. Nossa sociedade está afogada neste mar de descaso e egoísmo, de fuga de responsabilidades, de hedonismo, de amor exagerado por si mesmo e de desprezo ao próximo. Isto é abominável ao Deus que instituiu a família e o casamento para cuidado e auxílio mútuo.

De forma alguma, entretanto, estes pecados podem gerar outros. Sei que a tendência de uma moça que foi criada apenas por sua mãe, já que o pai sumiu no mundo, é rejeitar a idéia de depender do marido. Aquelas que tiveram pais violentos, não querem nem pensar em se submeter espontaneamente ao futuro cônjuge. Mulheres que se casaram com homens “crentes” que as abandonaram, talvez instruam suas filhas a procurar no mundo, já que os “da igreja” estão fazendo pior! Mas estas dificuldades têm de ser vencidas pela fé nAquele que instituiu o padrão para se viver em família. O que Deus instituiu é superior às nossas experiências pessoais. Não é porque o pecado corrompeu e estragou seu casamento, que os padrões de Deus estão errados e devem ser substituídos! O padrão de Deus para a família é santo e é a expressão da sua santa vontade. Não podemos achar que a nossa experiência dolorosa tem mais valor que uma ordenança do Altíssimo. Será que vamos fazer coro com este mundo que jaz no maligno, e dizer que o casamento é uma instituição falida? Será que decidiremos ter apenas um filho, porque a economia não está estável e emprego anda difícil? Será que vamos nos preparar com antecedência para um divórcio, já que mais cedo ou mais tarde nosso marido pode nos trocar por uma mulher mais jovem? Como viveremos nossas vidas? Pautadas no que este mundo perverso vive ou no padrão santo, estabelecido pelo Deus Santo, que revelou como nossas famílias deveriam andar e viver?

Meu pedido a você, amada irmã, é que se despoje dos conceitos mundanos e feministas, deixe um pouco de lado a dor causada por seu pai ou seu marido, e caminhe comigo, tentando descobrir o modo como DEUS deseja que você viva em dependência. Ele é o nosso padrão, a sua Palavra é a nossa regra de fé (aquilo que cremos) e de prática (como gerimos nossa vida). Você está pronta para abandonar suas idéias de liberdade e autonomia e se submeter à norma estabelecida pelo criador para suas criaturas? Então, no próximo texto falaremos sobre três aspectos em que somos chamadas a depender dos nossos maridos: Dependência emocional, espiritual e financeira. Até lá!

Fonte: http://www.mulherespiedosas.com.br/

SUPLEMENTO

Paul Washer – Recuperando a feminilidade bíblica

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[Exortação] Feminilidade, a Glória do Homem e a Glória de Deus!

virtuosa

“O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem.” 1 Coríntios 11:7

“Qual é o fim supremo e principal do homem?
O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.” (Cat. Maior, Pg. 1)

Uma das marcas distintivas de um crente reformado é saber de cor essa e outras perguntas do Catecismo. Conta-se que em determinado lugar onde a influência da Reforma era grande, dois homens se cruzaram enquanto caminhavam, e um desconfiou que o transeunte que passava por ele era um reformado,  e enquanto ainda caminhava perguntou: Qual é o fim principal do homem… e ele voltando-se respondeu: Glorificar a Deus e gozá-lo para sempre…voltaram e se cumprimentaram! Sendo assim, será prioridade no coração de todos os reformados glorificar a Deus. Nós O glorificamos quando nos adequamos, com contentamento, à forma como Ele nos criou para glorificá-lo. O homem glorifica a Deus sendo homem com toda a sua virilidade e a mulher O glorifica sendo mulher em toda a sua graça, modéstia, feminilidade e submissão diante do seu marido.

Talvez surja a pergunta, por que apenas o homem é a glória de Deus? A mulher também não foi criada à Sua imagem? É verdade, a mulher foi criada igualmente à imagem e semelhança de Deus, mas, glorificará muito mais a Deus, quando por Sua providência, se casa e passa a ser a glória do homem! A mulher foi criada prioritariamente para ser esposa auxiliadora, mãe e a glória do homem, sendo assim, glorificará a Deus cumprindo o Seu propósito na criação. As solteiras, segundo a vontade de Deus, por outro lado, O glorificam de uma forma mais específica e excepcional, porém não estão excluídas no contexto da submissão aos homens. Dessa forma, a mulher que quer glorificar a Deus terá imenso prazer em sua feminilidade, graça e modéstia e em submissão ser a glória do homem, pois foi para isso que Deus a criou.

No seu comentário de 1Cor. 11, Calvino mostra em que sentido o homem glorifica a Cristo seu cabeça “… é dito que ele tem o primeiro lugar no governo de sua casa. Portanto, a glória de Deus brilha nele em consequência da autoridade com que ele foi investido…  se o homem não preserva seu status, se ele não está sujeito a Cristo na forma como preside sua família com toda autoridade, ele obscurece a glória de Cristo, que brilha de maneira correta como foi regulado o casamento.”  Mas a mulher, no propósito de Deus, foi criada para ser ornamento, auxiliadora e glória do homem. Calvino prossegue:  ”Não há dúvida que a mulher é um distinto ornamento para o homem; pois é uma grande honra que Deus a designou para ser companheira de sua vida, e auxiliadora para ele, e a fez sujeita a ele como o corpo está sujeito à cabeça. Pois o que Salomão afirma sobre a mulher virtuosa em Prov. 12:4 é verdadeiro: ‘A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos’.”

Quando o apóstolo Paulo escreve, inspirado pelo Espírito Santo, que “conservem-se as mulheres caladas na Igreja, porque não lhes é permitido falar, mas estejam submissas como a lei o determina”(1Cor.14:34) ou como em outro lugar, “…não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja porém em silêncio” (1Tm 2:12), os defensores do feminismo dizem que ele estava falando em um contexto cultural machista e tão somente procurava se contextualizar, mas veja o que diz o Rev. Ludgero Bonilha de Moraes em seu artigo (BP, julho/2012), “Penso que, quando Paulo determinou em 1Cor.14:34 que as mulheres, por ordem imperativa (pois o verbo vem no imperativo) deveriam se conservar “caladas nas Igrejas, porque não lhes é permitido falar…”, certamente criou uma grande celeuma. O fato é que era parte daquela cultura que as mulheres exercessem liderança espiritual sobre os homens. Veja o grito das mulheres no boicote ao véu ali na Igreja de Corinto. As sacerdotisas nos templos pagãos eram obviamente mulheres, as divindades adoradas eram mulheres, como a “deusa Diana dos efésios” e tantas outras. Grande parte dos crentes da Igreja de Corinto, como de outras na Ásia Menor, eram egressos do paganismo. Paulo falava num contexto cultural pagão e sua ordem não foi uma adaptação cultural, pelo contrario, ele levantou-se contra uma cultura vigente. O cristianismo e o judaísmo levantaram-se contra uma cultura feminista pagã. Além do mais, sua argumentação é toda bíblica e teológica.

Algumas mulheres cristãs, não se conformam de não poderem ensinar aos homens. E arrazoam: Porque então Deus me deu tanta inteligência e sabedoria? A minha resposta é: você pode usar isso para ajudar seu marido, ensinar as mulheres mais jovens (1Tim 2:4,5), crianças e adolescentes, ou derramar diante do Senhor como libação. Mas não ensine a outros homens. Você poderá até constatar que eles aprenderam, ficaram encantados com a sua sabedoria; mas eles nunca honrarão o seu marido quando assentarem com ele à porta, e Deus não será glorificado.

Tudo obedece a uma estrutura que Deus mesmo criou com o propósito de ser glorificado, e qualquer coisa contrária a isto será desonra. Quando a feminilidade, graça e modéstia é desprezada ou subvertida, a glória de Deus é comprometida. Uma mulher que não aceita a proposta de Deus para ela, mas prefere as propostas do mundo, segue a moda indecente e provocante, reivindica seus “direitos” de igualdade, despreza sua missão de mãe, preferindo disputar o mercado de trabalho com os homens e, ainda assim, insiste em dizer que é crente e que quer glorificar a Deus, na verdade está tornando sua glória em vexame, escandalizando os anjos (Sl 4:2; 1Cor. 11).

Se alguém pensa que isto só diz respeito às mulheres casadas, está muito enganado. Calvino também trata disso dizendo que quando Paulo, o apóstolo, usa o argumento da natureza, dizendo que é vergonhoso para as mulheres rasparem a cabeça e não usar o véu em sinal de submissão, fica claro que isto se aplica também às virgens. Desta forma, quando uma mulher, ou uma jovem, que ama ao Senhor, se pergunta como pode agradar a Deus e glorificá-lo, a resposta fica clara: cumprindo em toda sua plenitude o propósito para o qual Deus a criou, sendo piedosa, graciosa, modesta, feminina, meiga e submissa. Se for casada, que reverencie seu marido, respeitando-o, preservando a sua dignidade, ocultando os seus defeitos, preservando a sua imagem e tendo prazer e grande satisfação por ser a sua glória, de forma que ele possa se assentar com orgulho entre “os anciões da terra” (Ef. 5:33; Prov. 31:23). Se alguma esposa tem o temperamento mais voluntarioso, deve orar para que seja mortificada em sua natureza terrena, gênio impulsivo e desejo de liderar e ensinar, pois todas essas coisas atentam contra a sua feminilidade e graça e comprometem a glória de Deus. Cristo tem todos os recursos para ajudar, e isso é o que Ele mais deseja fazer pelo poder de Sua Obra na Cruz.

Hoje em dia, vemos uma deturpação total da ordem estabelecida por Deus desde a Criação. As mulheres que aderiram ao movimento feminista não estão preocupadas em saber se o que reivindicam glorifica ou não a Deus. Pelo interesse da subversão, se for necessário, propõem até mesmo que se troque o Deus masculino da Bíblia por uma deusa feminina, ou que não haja deus algum. O Rev. Ludgero, ainda em seu artigo, cita a feminista Naomi R. Goldenberg em suas conclusões sobre a sorte de Deus e do Cristianismo no seu livro,  Changing of the Gods: Feminism & the End of Traditional Religions (A troca dos deuses: Feminismo e o fim das religiões tradicionais). Veja o que ele diz:

“É de grande importância para compreendermos até onde se pode chegar. No primeiro capítulo do seu livro intitulado, ‘The End and the Biginning’ (O fim e o começo), responde ela a uma pergunta: ‘O que acontecerá a Deus?’, a revolução feminista não deixará a religião intocada. Eventualmente, todas as hierarquias religiosas serão povoadas de mulheres. Eu imaginei mulheres funcionando como rabinas, sacerdotisas e ministras. Eu imaginei mulheres usando vestes clericais e realizando deveres clericais e de repente eu vi um problema. ‘Como as mulheres poderiam representar um deus masculino? Porque não chama-Lo de Mãe, ao invés de Pai?’”.

Deus é Espírito, é verdade, não tem gênero, mas Ele mesmo quis ser representado pelo sexo masculino, são símbolos e imagens estabelecidos pelo Espírito Santo nas Escrituras que nos fazem compreender antropomorficamente seus dons e benefícios para com o Seu povo; Deus é descrito no VT como marido do seu povo. É assim que Ele ama, protege, sustenta e sente ciúmes quando é traído por Israel. O amor de Cristo para com a Igreja é tipificado na figura do Noivo e sua noiva, base sólida para interpretarmos o maravilhoso livro de Cântico dos Cânticos que trata do amor de Cristo para com sua amada e dela para com Ele. Inverter isso é zombar de Deus e de Sua sabedoria, é não se importar com Sua glória, é ímpio, vergonhoso, é se associar ao inferno e ao Diabo, é comer outra vez o fruto e desejar glória pra si mesmo.

Vez por outra, ouço o argumento de que quando Cristo veio, mudou a condição da mulher anulando aqueles castigos dados por Deus na queda; mas isso não corresponde à verdade, pois a mulher continua a ter dores na hora do parto. O que Cristo muda quanto à condição das mulheres é o que Ele faz na vida dos maridos. Lembrem-se que a sentença foi: “o teu desejo será para o teu marido e este te governará” (Gen. 3:16). Quando uma mulher é entregue ao governo de um homem pecador corrompido, egoísta, orgulhoso, impiedoso e mal, a submissão, antes um fardo, fica mais leve quando esse marido é verdadeiramente convertido, unido a Cristo, morrendo para sí mesmo, para o mundo e para o pecado e passando a amar sua esposa como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef. 5:25). Com a mente de Cristo, esse marido regenerado, passa a “viver com discernimento a vida comum do lar, tendo consideração para com sua mulher como parte mais frágil” (1Ped 3:7).

A fragilidade tem tudo a ver com a feminilidade! Desta forma, quando surgir uma discussão entre marido e esposa, a mulher deve se lembrar de que são mais frágeis, não devem discutir com seu marido, dizendo impropérios, aumentando o tom de voz, enfrentando o marido em pé de igualdade, antes, deve chorar, ficar calada e indefesa. Isso constrangerá o marido em sua aspereza e, se ele for crente, certamente se envergonhará e pedirá perdão por não estar amando como Cristo amou, tendo em vista que aproveitar-se da feminilidade e fraqueza da mulher para levar vantagem é exorbitar às suas funções e execrar a Cristo ao qual representa.

Sim, Cristo faz toda diferença! O que seria das mulheres sem Cristo! Ele as amou ternamente durante o tempo que aqui passou em seu ministério terreno: aceitou o serviço delas quando elas não lhe deixaram faltar nada, assistindo-o até o fim; repreendeu os homens de sua época que concebiam uma opinião absurda e injusta com relação a um tipo de  divórcio que contemplava exclusivamente ao homem; conversava publicamente com elas, como fez com a mulher do poço; foi perdoador e amoroso com a mulher surpreendida em adultério livrando-a da morte e instruindo-a a que não pecasse mais; deu às mulheres o privilégio de serem as primeiras a vê-lo ressuscitado antes mesmo de quaisquer de seus discípulos, etc.

As mulheres, que foram tão beneficiadas por Cristo, devem em gratidão, amá-lo de todo coração, desejando honrar e glorificar ao seu Salvador ao viver sua feminilidade intensamente, afinal ela é um dom de Deus, e não há forma de exaltá-lo mais senão sendo a glória de seus maridos, para que eles, por sua vez, glorifiquem a Cristo, como cabeça de seu lar.

Fonte: Mulheres Piedosas
Autor: Josafá Vasconcelos