[Exortação] “Mamãe devia ter me ensinado a ser uma Boa Dona de Casa” por Ana Carolina Oliveira

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Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência. 1 Timóteo 5.14 (grifo meu)

Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada. Tito 2. 3 – 5 (grifo meu)

Destas claras passagens sobre a missão da mulher casada, certamente, a função de dona de casa é a menos desejada ou mais polêmica em nossos dias de supervalorização à carreira da mulher fora do lar, renegando-se o trabalho dentro dele, como Deus graciosamente ordenou às mulheres.

Como todos os textos da série “Mamãe devia ter me ensinado”, este não é dirigido apenas às solteiras ou recém-casadas. Mas, também pode trazer instruções àquelas que já são donas de casa há anos ou às que se tornaram de fato há pouco tempo, por exemplo, após deixar a carreira fora e ter passado a se dedicar ao lar.

Foco errado na instrução às jovens

Com o total distanciamento da sociedade dos padrões estabelecidos pela Palavra do Senhor e o triunfo do feminismo em nossos tempos, infelizmente, é possível notar, que de poucas gerações pra cá, tem sido cada vez mais raro ver mães conscientemente engajadas em instruir suas filhas para que sejam boas donas de casa. Sem mencionar as outras instruções indicadas em Tito 2 que devem ser passadas de uma mãe cristã às suas filhas ou por uma irmã em Cristo mais velha e piedosa às jovens que discipula.

Desde muito novinhas, as meninas recebem orientações diretas ou indiretas a valorizarem e buscarem com empenho uma formação e uma carreira fora de casa. Eu cresci num lar onde minha mãe era dona de casa, mas eu fui incentivada a me dedicar integralmente aos estudos para “ser alguém na vida”. Claro, que me responsabilizo também por não ter aproveitado oportunidades de aprender com minha mãe. Meu foco realmente era outro!

Algumas mães acham que é melhor poupar a filha de trabalhos que um dia ela terá que lidar inevitavelmente, porém este é um pensamento nocivo para o desempenho de parte da responsabilidade da mãe e para o futuro da moça.

Quando mãe e filha entendem o chamado de Deus para a mulher casada de dedicar-se ao lar, a caminhada de ambas juntas será mais proveitosa e abençoadora. A mãe intencionalmente ensinará à filha serviços domésticos com os quais ela lidará com frequência ao se casar. A filha aproveitará os ensinos, certa de que um dia lhes serão muito úteis. Não há nada melhor do que aprender com alguém que está com você todos os dias e te ensinará com doçura, sabendo que isto faz parte de sua missão de instruir a filha.

Desafios enfrentados: 

  • Motivação correta

Se não compreendermos que ser dona de casa é a vontade de Deus para as mulheres casadas, não enxergaremos nossa função do dia-a-dia como algo digno, não veremos significado para nossas tarefas. Você certamente enfrentará mais dificuldades do que imaginava… Ao lidar consigo mesma! Tudo o que fazemos sem propósito não “gera combustível” o suficiente para irmos adiante, levantando a cada manhã para desempenhar nossas atividades com contentamento e excelência.

E o essencial: Só com o entendimento correto, a decisão de dedicar-se integralmente à família e ao lar será tomada com a motivação que glorifica a Deus. Parar de trabalhar fora, por exemplo, por qualquer outro motivo que não centrado na obediência à Palavra, não chegará como aroma suave de adoração ao nosso Deus (Cl. 3: 23 e 24). Todo o nosso empenho será em vão. Você pode focalizar em outros motivos para fazer tudo o que faz, mas se não for primeiramente por amor e temor ao Senhor, você não estará cumprindo o principal fim de todo ser humano que é glorificar a Deus e satisfazer-se plenamente nEle.

Ideologia feminista

Com o coração enganoso e corrupto que temos (Jr. 17:9), todo cristão fiel trava batalhas interiores e contra as ideologias mundanas que nos rodeiam e atacam sem dó nem piedade. Certamente, um grande desafio de toda mulher cristã é o feminismo que está impregnado em nossa sociedade e, infelizmente, não passamos ilesas. Se não tomarmos os devidos cuidados, nos surpreenderemos com tantos pensamentos e sentimentos nocivos que cultivamos e, dentre eles, os advindos do feminismo.

Quando uma mulher corajosamente decide ser dona de casa, terá que lidar com acusações interiores e de outras pessoas, tais como de que ser dona de casa é algo indigno, que você é uma inútil e seus dias devem ser ociosos e sem sentido. Como se a verdadeira realização da mulher estivesse à parte da vontade de Deus, estivesse numa carreira bem longe do lar e marcado pela sua ausência na família.

Mas, louvado seja o nosso Deus providente que nos concede armas para lutarmos esta guerra: vigiar, orar e nos alimentarmos constantemente da Palavra. Não temos recursos em nós mesmas, não temos outro refúgio e fortaleza que não seja Cristo. Se nos distanciarmos dEle um instante sequer, poderemos sucumbir nas ideologias mundanas.

Dificuldades com atividades específicas

Depois de cinco anos de casada, foi que me tornei de fato uma dona de casa. Até então, não tinha tempo, nem energia, nem vontade de me responsabilizar pelos cuidados com o lar. Cuidados estes que devem estar focados em servir às pessoas que nele vivem. Limpar e organizar a casa, a roupa, cozinhar, não são fins em si mesmos. Todas as atividades de uma esposa e mãe dedicada devem ser voltadas para o bem-estar de sua família. Temos um grande exemplo em Provérbios 31: 10-31, com a mulher virtuosa que lidava com maestria com todas as tarefas voltadas principalmente aos seus. E sua competência e energia eram tantas que ainda conseguia ajudar ao próximo de fora dos limites de seu lar.

Mas, assim como eu, você pode ainda não ter alcançado o “nível” da mulher virtuosa. Faltam-lhe habilidade suficiente e satisfação em executar algumas das atividades no lar. Podem ser dificuldades em tarefas específicas, como por exemplo: Como deixar as roupas cheirosas, macias e sem manchas? Qual produto usar para cada tipo de superfície ou material? Nunca fritei um ovo sequer… Como farei para cozinhar diariamente? Como lavar bem um banheiro? Como conciliar as tarefas do lar e as atividades com os filhos? Como organizar meus horários e atividades de forma eficiente e eficaz? Como sentir-se realizada ao executar minhas tarefas diárias? Etc, etc…

Não me proponho a responder neste texto a cada uma dessas possíveis dúvidas pontualmente. Mas, gostaria de compartilhar algumas dicas práticas que me ajudaram muito na minha adaptação como dona de casa e ainda têm me ajudado.

Dicas práticas

Quando se tem uma carreira profissional ascendente é comum que se procure as melhores instituições e outros profissionais gabaritados da área, de know how, para aprendermos com eles, nem que seja simplesmente para ter seus nomes no currículo. Por que para a “formação” de uma boa dona de casa não podemos buscar aprender com as “melhores na área”, mulheres experientes e excelentes no que fazem? Claro que se você é uma jovem e ainda mora com sua mãe e esta se dedica ao lar, certamente poderá aprender a maioria das coisas com ela. Mas, nada impede que você aprenda coisas diferentes com diferentes mulheres, já que cada uma acaba tendo mais aptidão para algumas atividades do que para outras.

Quando mudei de carreira, deixando o trabalho no escritório para administrar melhor meu lar, fui até a casa de mulheres mais experientes e fiz várias ligações a elas. Por exemplo, minha mãe é exímia cozinheira – peguei várias receitas com ela, ligava muitas vezes fazendo perguntas elementares e, surpreendentemente, lembrei-me de como ela fazia muitas coisas na época que ainda morava com ela. Sem mencionar as diversas receitas que troco frequentemente com amigas. Não deixo passar um prato gostoso sem pedir a receita; Minha sogra lava uma roupa como ninguém, então corri na casa dela para aprender a lavá-las da melhor maneira possível; Sobre faxina, sempre estou perguntando para irmãs mais velhas como fazer isso e aquilo. Quem tem o privilégio de contar com uma faxineira ou uma diarista de confiança, também não pode perder a oportunidade de aprender várias coisas com ela – veja como ela faz, pergunte, ajude-a nas atividades. É importante que você saiba como faz tudo numa casa, mesmo tendo uma grande ajudante!

Sobre organização de tempo, devemos considerar nossas prioridades. O tempo é escasso para todos. Quando deixei meu emprego, imaginava que teria tempo de sobra para fazer diversas coisas, algumas vezes até temi ficar ociosa… Ledo engano! Uma dona de casa e mãe nunca terá tempo para pensar “Hum… O que tenho para fazer agora?!”. Mulheres cristãs, então, têm ainda mais atividades! Além dos constantes esforços para cuidar bem de nosso lar, ainda existem tantas coisas boas para ler, tanto trabalho a ser feito na obra do Senhor, muitas lições a ensinar aos nossos filhos e atividades para realizar com eles. E a noite, devemos estar dispostas e tranquilas para receber bem ao nosso marido e desfrutar de momentos valiosos com ele.

Em termos práticos, aconselho o uso de agenda, quadro de anotações, check-list ou coisa semelhante. Nem que seja simplesmente uma montagem mental do seu roteiro diário. Uma dona de casa não pode comer o pão da preguiça (Pv. 31: 27) e não deve começar um dia sem planejá-lo antes. Organize todas as atividades de forma que os de casa não sejam prejudicados, ou melhor, sejam os primeiros a serem beneficiados pelas obras de suas mãos. Estabeleça horários aproximados de início e término de cada atividade. Sempre que possível, procure também tirar um cochilo a tarde. Isso ajudará a repor suas energias e estar bem para a noite conversar e namorar com seu esposo.

Claro que imprevistos acontecem, mas quando você é organizada, certamente, estará mais preparada para manobras de última hora. Quem se organiza, consegue ser mais produtivo.

Mamães ensinem estes princípios de organização aos seus filhos – sejam meninas ou meninos: a priorizar atividades, organizar seu tempo, guardar seus brinquedos, atribua a eles responsabilidades no lar conforme a idade de cada um. Além de contribuir para manter sua casa organizada, você estará forjando futuras esposas e donas de casa dedicadas e bons maridos que sabem viver a vida comum do lar (1 Pe. 3:7).

E por último, gostaria de deixar uma palavra de encorajamento. Como ter contentamento ao ser dona de casa? Isto está inteiramente ligado à motivação correta como vimos anteriormente. Um puritano chamado William Perkins fez uma citação bem interessante: “Há uma diferença entre lavar louças e pregar a Palavra de Deus; mas no tocante a agradar a Deus, nenhuma em absoluto.”

A vocação dada por Deus às mulheres casadas é servir à sua família, sendo as principais responsáveis por propiciar um ambiente agradável, confortável, acolhedor e piedoso. Cuidar do lar é uma forma prática, evidente e constante do nosso serviço amoroso para com a nossa família e de obediência a Deus.

O chamado para que sejamos boas donas de casa também é para que a Palavra de Deus não seja difamada (Tt. 2:5) e para não dar ao adversário ocasião favorável de maledicência (1 Tm. 5.14). Ter uma casa organizada e limpa e, uma família bem cuidada é ser mulher sábia que edifica sua casa (Pv. 14:1) e traz glórias ao nome do Senhor. É testificar com nossas vidas sobre o Deus ordeiro, cuidador e perfeito a quem servimos!

Mulheres Piedosas

SUPLEMENTO

Paul Washer – Recuperando a feminilidade bíblica

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[Estudo Bíblico] Os Efeitos do Mundanismo na Família

LEITURA BÍBLICA

Gênesis 2.18, 21-24.

18 – E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.

21 – Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.

22 – E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.

23 – f disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

24 – Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

INTRODUÇÃO

O Diabo sempre intentou des­truir a família (1 Pe 5.8). Entretanto, Deus tem colocado à disposição do crente um verdadeiro arsenal do Es­pírito Santo através da Bíblia Sagra­da: a oração, o jejum, a leitura bíbli­ca, o poder do sangue de Cristo e a comunhão com o Espírito Santo; são armas poderosas que devemos utili­zar para combater o Maligno em sua fúria contra a família (2 Co 10.4,5; Ap 12.11; 2Ts 3.3; 1 Jo 2. 13,14).

Nesta lição, apresentaremos al­gumas maneiras pelas quais pode­mos vencer esta luta.

I. O CASAMENTO, O LAR E A FAMÍLIA

1. Origem do casamento.

Deus viu que a solidão não seria boa para o homem (Sl 68.6; l l 3.9). Por isso, fez-lhe uma adjutora para vi­ver em sua companhia (Gn 2.1 8, 21-23). Deus uniu o homem à sua mu­lher, a fim de serem “uma só carne” (Gn 2.24). Portanto, a união conju­gal tem de ser monogâmica, heterossexual e indissolúvel. Ou seja: o casamento bíblico é a união de um homem com uma mulher até que a morte os separe. Fora disso, qual­quer tipo de união conjugal é “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13; Rm 1.27; I Co 6.10).

2. Origem da família.

Antes de estabelecer a Igreja, Deus criou a família e determinou regras para o seu desenvolvimento. Embora o Criador haja destinado apenas uma mulher para o homem, o pecado levou o ser humano à poligamia, à fornicação e ao adultério, ignoran­do o padrão da vida conjugal esta­belecido por Deus (Gn 2.24; 4.1).

3. Origem do lar.

O primeiro lar foi formado por Deus. Neste lar havia amor, paz, saúde e alegria (Gn 2.25). Até o trabalho era realizado sem estresse (Gn 2.5,1 5). O mais im­portante, porém, era a presença de Deus (Gn 3.8a). Sendo esta também indispensável ao lar cristão, deve ser buscada e cultivada por todos os membros da família.

II. OS ATAQUES CONTRA O CASAMENTO

1. O ataque no Éden.

O pri­meiro ataque ao casamento ocorreu no Éden. Daquele episódio, surgiu a inclinação inata do ser humano para pecar, trazendo como conseqüência a iniqüidade, as doenças, o envelhecimento e a morte  física e espiritual

2. Formas iníquas de união.

Nestes dias trabalhosos e difíceis, os ataques (e como sempre disfar­çados e “justificados”) contra o ca­samento são os mais diversos. O que dizer do divórcio? Ou do casamento homossexual (Lv 18.22; 20.13; 1 Co 6.9-10, 1 Tm 1.10). Quem assim procede, sofrerá o juízo divino (Gn 19,5,24; l Rs 14.24; Rm 1.26; Hb 13.4; Jd v.7; Cl 6.7). O homossexualismo é um ataque fron­tal ao casamento.

A Igreja do Senhor Jesus, como “coluna e firmeza da verdade” (l Tm 3.1 5), não pode deixar de protestar contra tais coisas. O matrimônio deve ser valorizado conforme reco­menda a Palavra de Deus (Hb 13.4a).

III. OS ATAQUES CONTRA A FAMÍLIA

1. O primeiro ataque da serpente à instituição familiar

No Éden, o Diabo atacou frontalmente o casamento e a família. Por causa do pecado, o primeiro casal foi expulso do jardim (Gn 3.23,24), geran­do uma série de males entre os quais o assassinato de Abel (Gn 4.2-8). O pecado transtornou, profanou e per­verteu o ser humano (Rm 7.8-24).

2. Ataques à família.

Ao lon­go dos tempos, o inimigo vem ata­cando continuamente à família de diversas maneiras:

a) Infidelidade conjugal.

A von­tade de Deus é que os cônjuges se amem mutuamente (Ef 5.25; Tt 2.4). Temos de fugir da infidelidade (1 Co 6. 1 8a). O começo pode ser um olhar, uma conversa, levando em seguida à consumação do pecado. Para evi­tar a infidelidade conjugal, os côn­juges podem adotar medidas sim­ples, mas eficazes, sempre com a graça de Deus:

  • Buscara Deus em oração – orando juntos, diária e constantemente, o casal fortalece os laços espiritu­ais e conjugais (Mt 26.41);
  • Ler a Bíblia diariamente – é indispensável ao casal ler a Bíblia  todos os dias. Alguns dizem que não há tempo, mas a verdade inconteste é que “há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1);
  • O esposo deve dar prioridade a sua esposa – volte a cultivar o cari­nho, o afeto, e a expressão do amor conjugal para com a mulher de sua mocidade (Ef 5.25-28).
  • A esposa deve dar prioridade a sua esposo (Ef 5.33) A mulher cristã, com prudência e amor, torna-se um esteio contra a infidelidade con­jugal. Buscando a sabedoria divina, ela haverá de preencher as necessi­dades emocionais e afetivas de seu cônjuge.

b) A ausência de Deus no lar.

Nada pode preencher a falta de Deus no lar, a não ser o próprio Deus. A ausência de Deus no lar é a causa de alguns problemas que afetam o casamento e a família como um todo. Como vencer esse terrível ini­migo?

  • Cada membro da família, a par­tir do casal, deve tomar a decisão de servirão Senhor, sem nunca descuidar-se do culto doméstico. Faça como Josué: “Eu e minha casa servi­remos ao Senhor” (Js 24.15). Além disso, freqüente a igreja juntamen­te com o seu cônjuge e filhos.
  • Levar a família a valorizar a igreja local (Sl 122.1; 27.4; 84.10; Ec 5.1). É importante que os pais dêem exemplo aos filhos, não ape­nas mandando-os para a igreja, mas indo com eles à casa do Senhor. In­centive-os a tomar parte nas atividades da igreja local.

IV. FORTALECENDO O LAR CONTRA OS ATAQUES DO MAL

1. Os ataques modernos à família e como vencê-los.

Confor­me já dissemos, são muitos os ata­ques à família nos dias atuais.

a) A inversão de valores.

A fa­mília está sendo destruída por no­velas iníquas, escritas e produzidas por pessoas distanciadas dos valo­res legitimamente cristãos, e pelas publicações que zombam da Pala­vra de Deus (Is 5.20).

b) A tecnologia como instrumento do mal. 

A televisão e a internet, por exemplo, vêm sendo traiçoeira­mente usados pelo Diabo para con­taminar preciosas vidas. A Igreja do Senhor Jesus precisa, no poder do Es­pírito Santo, reagir contra o uso ina­dequado e pecaminoso desses mei­os de comunicação em massa. Se não reagirmos, a família cristã sofrerá pe­sadas conseqüências.

2. É necessário tomar posição

Josué afirmou: “… porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 15). A maior parte dos ataques contra a família tem sucesso, por­que os responsáveis pelos lares cris­tãos não tomam diante de Deus, uma posição firme e corajosa con­tra essa perversa inversão de valo­res (Ef 6.4b; Dt 22.8).

3. É necessário temer Deus e andar nos seus caminhos.

“Bem-aventurado aquele que teme ao Se­nhor e anda nos seus caminhos!” (Sl 128. l). As promessas de que trata q salmo são bênçãos extraordinárias sobre a família, incluindo o líder, a esposa, os filhos e os filhos destes conforme promete Deus. Mas há um preço a pagar: Deus exige santidade no lar de quem lhe professa o nome (Hb 12.14; l Pe 1.15).

4. É necessário edificar a casa sobre a Rocha (Mt 7.24; Sl 127.1).

Edificar a casa “sobre a ro­cha” é edificar o casamento, o lar e a família, sobre Cristo Jesus, que é a “a pedra”, ou a rocha dos séculos (Mt 21.42; Lc 20.17; 1 Pe 2.7). Mui­tos crentes edificam sua casa sobre a areia (Mt 7.27), e amargam as conseqüências. Como está você construindo o seu lar?

CONCLUSÃO

Hoje, mais do que nunca, é necessário manter a família nos padrões estabelecidos por Cristo. Quando tomamos uma firme posição de manter o nosso lar na Palavra de Deus, como o fez Josué(24.15) certamente levaremos a nossa família a entrar na Arca, que é Cristo(Gn7).

[Estudo Bíblico] O Obreiro e sua Família

O OBREIRO E SUA FAMÍLIA


Pr. Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

INTRODUÇÃO

Ser obreiro do Senhor é a tarefa mais gloriosa na face da Terra. Além dos galardões a que todo crente tem direito, é previsto um, específico para o obreiro: A coroa de glória (1 Pe 5.2-4). Por outro lado, é a tarefa mais pesada, mais incompreendida e a que exige mais responsabilidade diante de Deus. Ele precisa ser exemplo do rebanho (1 Pe 5.3), exemplo dos fiéis (1 Tm 4.12).

I – O OBREIRO: UM CONTRADITADO

Perante as pessoas, mesmo na igreja, é difícil ser obreiro. Certo artigo, de autoria desconhecida diz: “Se o pastor é ativo, é ambicioso; se é calmo, é preguiçoso; se o pastor é exigente, é intolerante. Se não exige, é displiscente. Se fica com os jovens, é imaturo. Se fica com os adultos, é atiquado. Se procura atualizar-se, é mundano. Se não se atualiza, é de mente fechada. Se prega muito, é prolixo, cansativo. Se prega pouco, é que não tem mensagem. Se se veste bem, é vaidoso. Se se veste mal, é relaxado. Se o pastor sorri, é irreverente. Se não sorri, é cara dura”. O que o pastor fizer, alguém pensa que faria melhor.

II – AS QUALIDADES DO OBREIRO E A FAMÍLIA

Na lista de nada menos de 16 qualificações que se exigem para um obreiro (Bispo, Pastor, Presbítero), conforme 1 Tm 3.1-7, temos destaque para o relacionamento familiar: “marido de uma mulher…que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia; porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?”. Nas qualificações previstas para o presbítero, temos igual referência(Tt 1.6). Se ponderarmos, veremos que há um peso muito forte das qualidades familiares no meio das listas de qualificações para ser obreiro.

III – O OBREIRO E O RELACIONAMENTO FAMILIAR

1. O OBREIRO COMO ESPOSO

O ministério não dispensa o obreiro dos deveres de esposo. Como tal, ele deve agir da melhor maneira possível. Nenhuma outra atividade exige da família identificação com o trabalho do esposo como a atividade de obreiro.

Como o obreiro pode (e deve) comportar-se como esposo?

1) Amando a esposa. (Ef 5.25-29).

Isso exige demonstrações práticas de carinho, de afeto. (Pv 31.29; Ct 4.1; 1.16), através de palavras, gestos (cf. 1 Jo 3.18). Para muitos, as expressões “eu te amo”, “gosto de você” e outras são coisas do passado. Sem essas pequenas coisas, o casamento do obreiro torna-se azedo, sem graça, e pode abrir brecha para a ação do inimigo.

2)Comunicando-se com a esposa.

a) TEMPO PARA A ESPOSA. O obreiro precisa dar tempo para conversar com a esposa; ter diálogo com ela: saber ouvir (Tg 1.19; Pv 18.23).
b) Pensar antes de falar (Pv 21.23). Só falar a verdade (Ef 4.15,25).
c) Desenvolver a Comunicação Significativa. Evitar a comunicação rotineira. Não responder com raiva (Pv 14.29). Não dá silêncio como resposta: é pirraça; não é para crente. Evitar aborrecer(Pv 10.19).
d) Quando errar, PEDIR PERDÃO.(Tg 5.16). PERDOAR (Cl 3.13; 1 Pe 4.8). Não discutir em público. Não discutir diante dos filhos.

3) Zelando pela esposa (Ef 5.29)

Há obreiros que só querem zelo para si..

4) União com a esposa (1 Co 1.10)

5) Cuidar da parte sexual ( 1 Co 7.3,5).

É importante para o equilíbrio espiritual, emocional e físico do obreiro e sua esposa. Quando o casal não vive bem nessa parte, o diabo procura prejudicar o relacionamento, a fim de destruir o ministério e a família.

6) Honrando a esposa (1 Pe 3.7)

Há obreiros que se envergonham de suas esposas. Isso não é de Deus.

7) Compreendendo seu papel de líder no lar. (Ef 5.22; 1 Co 11.3)

É a liderança fundada no amor, “NO SENHOR”, e não no autoritarismo. Deve ser exemplo para os lares.

2. O OBREIRO E SEUS FILHOS

1) Vantagens de ser filho de obreiro:

Estão debaixo das bênçãos do ministério do pai. É preciso, no entando, que os pais ensinem que os filhos dos pastores não devem ter privilégios na igreja. Há jovens que se prevalecem da condição de filhos de pastor para cometerem abusos, irreverência. Por vezes, o pai “passa a mão por cima”. Isso é ruim.

2) Desvantagens de ser fiho de obreiro:

Dos filhos do obreiro se exige mais do que dos filhos dos outros; são muito olhados; parece que são mais tentados! Daí, a importância da atenção aos filhos.

3) Ataques do inimigo:

a) Comportamento dúbio do pai:
Na igreja é um santo; em casa, neurastênico, violento, sem amor. Isso destrói o lar. Exemplo da família do pastor que quis mudar-se para a igreja.

b) Escândalos na vida do obreiro:
Assassina a confiança dos filhos.

c) Escândalos na vida dos crentes:
Os filhos duvidam da fé, da igreja.

d) Ingratidão da igreja:
Tratamento injusto ao obreiro; mau salário; humilhações.

3. PRIORIDADES NA VIDA DO OBREIRO E A FAMÍLIA

O obreiro precisa ter visão correta das prioridades do seu ministério. É saber definir o que deve ser feito primeiro numa série de atitudes ou comportamentos. É uma questão de ordem nas coisas.

3.1. Visão equivocada. Normalmente, há muitos obreiros que colocam suas atenções na seguinte ordem:

1)DEUS, 2) IGREJA, 3) OBREIRO, 4) ESPOSA, 5) FILHOS.
Qual o equívoco nessa ordem de coisas? A Bíblia não diz “…em primeiro lugar o reino de Deus?”(Mt 6.33). É verdade. Mas é necessário entender o que deve em primeiro lugar, em segundo, etc., não em importância, mas na ordem das coisas.
O Pastor Paul Yong Cho, de Seul, na Coréia do Sul, teve uma experiência com Deus muito séria nesse assunto. Numa vida de viagens e campanhas evangelísticas, mal tinha tempo para conversar com a esposa. Quase desfaz o seu lar. Orou a Deus e o Senhor disse que ele estava errado e sua esposa estava certa, quando reclamava sua maneira de tratá-la: “Se perderes tua mulher, ninguém mais dará ouvidos ao que disseres. Podes construir uma grande igreja, mas se o teu lar se despedaçar, perderás o teu ministério…a igreja depende de tua vida familiar. Trarás mais desgraça ao ministério com teu divórcio do que todos os outros benefícios…ademais, todos os crentes estão olhando para teus filhos….teu ministério primário deve ser teus filhos. Eles devem ser os membros principais de tua igreja. Então, juntos, tu, tua esposa e teus filhos edificareis a igreja. CONSIDERA TUA ESPOSA COMO PARTE MUITO IMPORTANTE DO TEU MINISTÉRIO E ALIMENTA TEU RELACIONAMENTO COM ELA”. O Pr. Cho reformulou sua vida. Tirou UM DIA para estar só voltado para sua esposa (àquele tempo não tinha filhos). Passou a ORAR JUNTO COM ELA, planejar junto com ela. Os resultados, segundo ele, foram excelentes. O ministério progrediu mais ainda.
Deve ter acontecido o que S. Pedro recomenda em 1 Pe 3.7. 3.2.

Visão correta:

1) DEUS, 2) OBREIRO, 3) ESPOSA, 4) FILHOS, 5)IGREJA.
A igreja por último? Exatamente. Ela é MUITO IMPORTANTE. Para cuidar dela, é necessário:

Primeiro: buscar a Deus (Mt 6.33); Isso é indiscutível.

Segundo: cuidar da própria vida de obreiro(1 Tm 4.16) para ser exemplo (1 Tm 4.12b; Tg 2.12);

Terceiro: cuidar da esposa(1 Tm 3.2a; Tt 1.5,6a; 1 Tm 3.12); A falta desse cuidado tem dado brecha para o Diabo destruir muitos ministérios, outrora tão promissores.

Quarto: cuidar dos seus próprios filhos (antes de cuidar dos filhos dos outros)(1 Tm 3.4-5;5.8). É triste procurar ganhar os filhos dos outros e perder toda a família.

Quinto: CUIDAR DA IGREJA. Ela é o alvo mais importante. Sem as pré-condições, há muito insucesso. No Brasil, já se conhecem diversos casos de obreiros que perderam seu ministério de prestígio nacional e internacional por não entenderem esse assunto. Que Deus nos ajude a compreendê-lo bem e colocar em prática a orientação baseada na Bíblia.

4) RELACIONAMENTO COM OS FILHOS:

Deve ser o que de todo pai cristão.(Ao lado da esposa).

a) Afeto. (Fp 2.1,2; Sl 2.12; Os 11.1a,4a);
b) Cuidados espirituais. (Dt 11.18-21; Ef 6.4). O culto doméstico é indispensável.
c)Cuidados gerais: Alimento, educação, saúde e demais necesidades.
d) Comunicação: É preciso dar tempo para conversar com os filhos. Não provocá-los à ira (Ef 6.4); não irritá-los (Cl 3.21). PEDIR PERDÃO, quando errar.
e) Disciplina (Hb 12.7; Pv 19.18). Ver Jr 31.20.

CONCLUSÃO

Esperamos que Deus, o criador da Família, antes mesmo de criar a Igreja ou o Ministério, nos faça entender pelo Espírito Santo, o Professor Excelente, que Ele fez tudo a seu tempo (prioridade) e há tempo para todo o propósito debaixo do céu (oportunidade) e mais ainda que a família tem um importante lugar nas prioridades de Deus. Ela não pode nem deve ser negligenciada. É alto o preço a pagar por aqueles que, em nome da Obra ou da Igreja, não levam em conta o valor da esposa, dos filhos ou da família. Que Deus nos ajude a entender que o primeiro púlpito deve ser o do Culto Doméstico; que as primeiras almas que temos o dever de ganhar para Jesus são nossos queridos familiares.

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