[Exortação] “Mamãe Devia Ter Me Ensinado a Depender Financeiramente do Meu Marido – Parte 1″ por Simone Quaresma

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“Depender emocionalmente e espiritualmente de meu marido já é difícil. Depender financeiramente já é demais!!” “Pedir dinheiro ao meu marido até para comprar um batom?? Nem pensar.” “E se acontecer alguma coisa de ruim? Se ele ficar doente, me abandonar ou morrer?” Estas e dezenas de outras perguntas povoam a mente das mulheres cristãs de nossos dias, quando descobrem que sua missão de mãe e de esposa não são compatíveis com prover financeiramente para uma família. Neste momento, quando ela se dá conta de que o trabalho que a aguarda é tão gigantesco que tomará praticamente todo seu tempo, as dúvidas sobre como sobreviverá sem seu próprio dinheiro e a possibilidade de depender exclusivamente do salário do marido as atormentam. Como viver apenas com um salário? Como poderemos tirar férias sem o meu 13º? E o planejamento da compra da casa própria, que eu pagaria mais da metade da prestação? Como trocaremos de carro? Como?! Só o salário dele não é suficiente!

Em Gênesis, quando a primeira família é formada, Deus dá a cada um, homem e mulher, suas principais funções. O homem é o líder, o que recebe a Lei de Deus e aquele que protege e cultiva o jardim. Ao homem cabia plantar e colher, prover o sustento de sua família (Gn 2.15). Mais tarde, depois da queda, vemos a reafirmação dos papéis de cada um. A maldição por causa do pecado que atinge a cada um, homem e mulher, são lançadas sobre sua esfera de ação, naquilo que o Senhor havia designado para que fizessem, nos mandatos que o Senhor fixou a cada um deles.

“E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido e ele te governará”(Gn 3.16). E a Adão disse: …maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias da tua vida. Ela produzirá cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão.” (Gn 3.17-18).

Neste texto, percebemos claramente que a maldição recaiu sobre a mulher no seu principal papel, o de mãe e esposa, e sobre o homem, no papel de provedor.

Também percebemos a mesma descrição dos papéis lá no Salmo 128.1,2 e 3:

“Bem aventurado o homem que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos”. Como se organiza a vida familiar deste homem que ama ao Senhor e quer pautar sua vida pelas ordens dadas por Deus? “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera…”

Percebem a disposição das coisas? Percebem que cada um está atacando uma área? Percebem que eles são uma equipe?

O que tem acontecido nos dias de hoje é que os dois estão saindo para obter o pão (o pão ou o luxo??), e ninguém fica “no interior da tua casa”. Marido e mulher têm corrido para fora de casa, ambos para cumprirem o papel de provedor que Deus deu ao homem, e o papel de mãe e esposa fica para ser ‘cumprido’ por empregadas, babás, sogras e creches. Todo mundo sai de casa, todo mundo desempenha o mesmo papel e deixa um rombo, naquilo que o Senhor ordenou para a família.

Numa empresa, por exemplo, se todos resolverem trabalhar na mesma função, como ficarão as outras? Como gerir um negócio que tem dez sócios que desempenham o mesmo papel? Esta empresa está fadada ao fracasso. Não é diferente com nossas famílias. Cada um tem sua área de ação, cada um tem responsabilidades que foram dadas por Deus e serão cobradas.

Não quero dizer com isso que mulheres casadas não possam gerar renda. Há muitos modos de fazê-lo. Conheço mulheres que vendem produtos de beleza, outras que revisam textos para editoras em casa. Eu mesma fiz e vendi bijuterias durante vários anos. A questão que estamos abordando aqui é quando a mulher delega suas responsabilidades com a casa, o marido e os filhos, para ganhar dinheiro, dentro ou fora de casa. Quando ela se sente responsável por prover a família, ou quando seu marido exige que ela contribua com o orçamento da casa, negando-se a ser o provedor de sua família, aí temos um problema instalado!

Mas o que será que leva as mulheres cristãs de hoje a abandonarem seus postos como cuidadoras de suas família e abraçarem com tanto afinco o papel de provedor dado por Deus ao homem? Gostaria de compartilhar com vocês algumas prováveis situações que as levam a isso, mostrar onde estão erradas e qual a solução para cada caso.

Medo de ter que pedir dinheiro até para um batom

Este é um medo clássico que brota no coração de mulheres imersas numa cultura feminista. Como será a minha vida se eu tiver que pedir dinheiro ao meu marido para minhas necessidades mais básicas? Seria muita humilhação!

Na verdade, pensar assim é ignorar por completo a forma como Deus designou que uma família funcionasse. Este pensamento provém de uma distorção dos padrões familiares instituídos por Deus. Isto é compartimentar a família, é não entender que os dois são um, que tudo que pertence a um, pertence ao outro, que todos os ganhos são destinados ao bem comum. O casamento não é uma união onde duas pessoas têm vidas paralelas, cuidam das próprias necessidades e apenas se encontram para jantar e dormir. O casamento é uma associação que visa o bem estar e o crescimento mútuo, onde tudo gira em torno do bem comum. E na área das finanças do casamento não poderia ser diferente!

Ouço muitas mulheres dizerem que se sentem humilhadas por não terem seu ‘próprio dinheiro’, por não ganharem um salário! Ora, o salário de seu marido é o seu salário! Ele foi constituído provedor exatamente para te sustentar! Isto não é um favor, é uma obrigação! Você foi constituída auxiliadora idônea justamente para dar a ele condições, ao ficar na retaguarda, para que ele vá o mais longe possível no trabalho e nos estudos, sem preocupação alguma, pois tem alguém de confiança cuidando de sua casa e dos seus filhos. Ele está livre para ganhar o sustento da família! Você está ali para suprir a casa enquanto ele está nas ruas! Não é esta a descrição da mulher virtuosa de Provérbios 31? Lá está aquela mulher trabalhadora, que levanta ainda noite para cuidar da casa, fazer roupas, vender o que sobra aos mercadores. Ali está ela, no interior de seu lar, dando ordens às criadas, atendendo ao bom andamento de sua casa e falando e instruindo com sabedoria. Ela cuida até dos necessitados ao redor. O coração do seu marido confia nela! Ele está livre para se assentar com os anciãos da terra e cumprir com seus deveres na sociedade. Ele tem toda a logística da casa funcionando bem! Ele é estimado entre os juízes que reconhecem como sua vida familiar é bem ordenada. Eles são um time!

Esta mulher parece se sentir humilhada por não estar, ela mesma, assentada entre os anciãos da terra? De forma alguma! Ela é, isso sim, louvada por seus filhos que a chamam ditosa, e por seu marido que reconhece seu magnífico trabalho na manutenção da boa ordem do lar e diz: “muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.”

Outro texto que nos trás à lembrança a justiça feita para com os que ficam na retaguarda é I Samuel 30. Naquela ocasião, Davi, fugitivo pelos desertos com seus homens, teve suas mulheres e crianças levados cativos pelos amalequitas. Na estratégia de recuperá-los, Davi ordenou que parte do grupo, que estava mais cansado, ficasse guardando a bagagem de todos. O restante partiu para a peleja e recuperaram as mulheres, crianças, gado e absolutamente tudo que os amalequitas haviam levado. Quando chegaram de volta, homens maus, chamados de filhos de Belial, sugeriram a Davi que desse aos homens que tinham ficado com a bagagem, apenas suas mulheres e crianças. Eles acharam que estes não tinham direito aos despojos. Mas Davi não concordou com esta injustiça: “Quem vos daria ouvidos nisso? Porque qual é a parte dos que desceram à peleja, tal será a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais. E assim, desde aquele dia em diante, foi isso estabelecido por estatuto e direito em Israel, até ao dia de hoje.” O princípio de justiça estabelecido aqui é o mesmo! Eles formavam uma equipe e, cada um cumpria a sua parte para que o alvo fosse alcançado e o ‘despojo’ era de todos, igualmente de todos!

Portanto, minha irmã, o dinheiro ‘do seu marido’ não é dele, é da família! E sendo dinheiro da família precisa ser usado para o bem comum, designado para as necessidades de todos e usado com o consentimento de ambos para suprir o todo! Não sinta vergonha de viver da forma como Deus ordenou.

Continua…

Mulheres Piedosas

[Exortação] Feminilidade, a Glória do Homem e a Glória de Deus!

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“O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem.” 1 Coríntios 11:7

“Qual é o fim supremo e principal do homem?
O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.” (Cat. Maior, Pg. 1)

Uma das marcas distintivas de um crente reformado é saber de cor essa e outras perguntas do Catecismo. Conta-se que em determinado lugar onde a influência da Reforma era grande, dois homens se cruzaram enquanto caminhavam, e um desconfiou que o transeunte que passava por ele era um reformado,  e enquanto ainda caminhava perguntou: Qual é o fim principal do homem… e ele voltando-se respondeu: Glorificar a Deus e gozá-lo para sempre…voltaram e se cumprimentaram! Sendo assim, será prioridade no coração de todos os reformados glorificar a Deus. Nós O glorificamos quando nos adequamos, com contentamento, à forma como Ele nos criou para glorificá-lo. O homem glorifica a Deus sendo homem com toda a sua virilidade e a mulher O glorifica sendo mulher em toda a sua graça, modéstia, feminilidade e submissão diante do seu marido.

Talvez surja a pergunta, por que apenas o homem é a glória de Deus? A mulher também não foi criada à Sua imagem? É verdade, a mulher foi criada igualmente à imagem e semelhança de Deus, mas, glorificará muito mais a Deus, quando por Sua providência, se casa e passa a ser a glória do homem! A mulher foi criada prioritariamente para ser esposa auxiliadora, mãe e a glória do homem, sendo assim, glorificará a Deus cumprindo o Seu propósito na criação. As solteiras, segundo a vontade de Deus, por outro lado, O glorificam de uma forma mais específica e excepcional, porém não estão excluídas no contexto da submissão aos homens. Dessa forma, a mulher que quer glorificar a Deus terá imenso prazer em sua feminilidade, graça e modéstia e em submissão ser a glória do homem, pois foi para isso que Deus a criou.

No seu comentário de 1Cor. 11, Calvino mostra em que sentido o homem glorifica a Cristo seu cabeça “… é dito que ele tem o primeiro lugar no governo de sua casa. Portanto, a glória de Deus brilha nele em consequência da autoridade com que ele foi investido…  se o homem não preserva seu status, se ele não está sujeito a Cristo na forma como preside sua família com toda autoridade, ele obscurece a glória de Cristo, que brilha de maneira correta como foi regulado o casamento.”  Mas a mulher, no propósito de Deus, foi criada para ser ornamento, auxiliadora e glória do homem. Calvino prossegue:  ”Não há dúvida que a mulher é um distinto ornamento para o homem; pois é uma grande honra que Deus a designou para ser companheira de sua vida, e auxiliadora para ele, e a fez sujeita a ele como o corpo está sujeito à cabeça. Pois o que Salomão afirma sobre a mulher virtuosa em Prov. 12:4 é verdadeiro: ‘A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos’.”

Quando o apóstolo Paulo escreve, inspirado pelo Espírito Santo, que “conservem-se as mulheres caladas na Igreja, porque não lhes é permitido falar, mas estejam submissas como a lei o determina”(1Cor.14:34) ou como em outro lugar, “…não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja porém em silêncio” (1Tm 2:12), os defensores do feminismo dizem que ele estava falando em um contexto cultural machista e tão somente procurava se contextualizar, mas veja o que diz o Rev. Ludgero Bonilha de Moraes em seu artigo (BP, julho/2012), “Penso que, quando Paulo determinou em 1Cor.14:34 que as mulheres, por ordem imperativa (pois o verbo vem no imperativo) deveriam se conservar “caladas nas Igrejas, porque não lhes é permitido falar…”, certamente criou uma grande celeuma. O fato é que era parte daquela cultura que as mulheres exercessem liderança espiritual sobre os homens. Veja o grito das mulheres no boicote ao véu ali na Igreja de Corinto. As sacerdotisas nos templos pagãos eram obviamente mulheres, as divindades adoradas eram mulheres, como a “deusa Diana dos efésios” e tantas outras. Grande parte dos crentes da Igreja de Corinto, como de outras na Ásia Menor, eram egressos do paganismo. Paulo falava num contexto cultural pagão e sua ordem não foi uma adaptação cultural, pelo contrario, ele levantou-se contra uma cultura vigente. O cristianismo e o judaísmo levantaram-se contra uma cultura feminista pagã. Além do mais, sua argumentação é toda bíblica e teológica.

Algumas mulheres cristãs, não se conformam de não poderem ensinar aos homens. E arrazoam: Porque então Deus me deu tanta inteligência e sabedoria? A minha resposta é: você pode usar isso para ajudar seu marido, ensinar as mulheres mais jovens (1Tim 2:4,5), crianças e adolescentes, ou derramar diante do Senhor como libação. Mas não ensine a outros homens. Você poderá até constatar que eles aprenderam, ficaram encantados com a sua sabedoria; mas eles nunca honrarão o seu marido quando assentarem com ele à porta, e Deus não será glorificado.

Tudo obedece a uma estrutura que Deus mesmo criou com o propósito de ser glorificado, e qualquer coisa contrária a isto será desonra. Quando a feminilidade, graça e modéstia é desprezada ou subvertida, a glória de Deus é comprometida. Uma mulher que não aceita a proposta de Deus para ela, mas prefere as propostas do mundo, segue a moda indecente e provocante, reivindica seus “direitos” de igualdade, despreza sua missão de mãe, preferindo disputar o mercado de trabalho com os homens e, ainda assim, insiste em dizer que é crente e que quer glorificar a Deus, na verdade está tornando sua glória em vexame, escandalizando os anjos (Sl 4:2; 1Cor. 11).

Se alguém pensa que isto só diz respeito às mulheres casadas, está muito enganado. Calvino também trata disso dizendo que quando Paulo, o apóstolo, usa o argumento da natureza, dizendo que é vergonhoso para as mulheres rasparem a cabeça e não usar o véu em sinal de submissão, fica claro que isto se aplica também às virgens. Desta forma, quando uma mulher, ou uma jovem, que ama ao Senhor, se pergunta como pode agradar a Deus e glorificá-lo, a resposta fica clara: cumprindo em toda sua plenitude o propósito para o qual Deus a criou, sendo piedosa, graciosa, modesta, feminina, meiga e submissa. Se for casada, que reverencie seu marido, respeitando-o, preservando a sua dignidade, ocultando os seus defeitos, preservando a sua imagem e tendo prazer e grande satisfação por ser a sua glória, de forma que ele possa se assentar com orgulho entre “os anciões da terra” (Ef. 5:33; Prov. 31:23). Se alguma esposa tem o temperamento mais voluntarioso, deve orar para que seja mortificada em sua natureza terrena, gênio impulsivo e desejo de liderar e ensinar, pois todas essas coisas atentam contra a sua feminilidade e graça e comprometem a glória de Deus. Cristo tem todos os recursos para ajudar, e isso é o que Ele mais deseja fazer pelo poder de Sua Obra na Cruz.

Hoje em dia, vemos uma deturpação total da ordem estabelecida por Deus desde a Criação. As mulheres que aderiram ao movimento feminista não estão preocupadas em saber se o que reivindicam glorifica ou não a Deus. Pelo interesse da subversão, se for necessário, propõem até mesmo que se troque o Deus masculino da Bíblia por uma deusa feminina, ou que não haja deus algum. O Rev. Ludgero, ainda em seu artigo, cita a feminista Naomi R. Goldenberg em suas conclusões sobre a sorte de Deus e do Cristianismo no seu livro,  Changing of the Gods: Feminism & the End of Traditional Religions (A troca dos deuses: Feminismo e o fim das religiões tradicionais). Veja o que ele diz:

“É de grande importância para compreendermos até onde se pode chegar. No primeiro capítulo do seu livro intitulado, ‘The End and the Biginning’ (O fim e o começo), responde ela a uma pergunta: ‘O que acontecerá a Deus?’, a revolução feminista não deixará a religião intocada. Eventualmente, todas as hierarquias religiosas serão povoadas de mulheres. Eu imaginei mulheres funcionando como rabinas, sacerdotisas e ministras. Eu imaginei mulheres usando vestes clericais e realizando deveres clericais e de repente eu vi um problema. ‘Como as mulheres poderiam representar um deus masculino? Porque não chama-Lo de Mãe, ao invés de Pai?’”.

Deus é Espírito, é verdade, não tem gênero, mas Ele mesmo quis ser representado pelo sexo masculino, são símbolos e imagens estabelecidos pelo Espírito Santo nas Escrituras que nos fazem compreender antropomorficamente seus dons e benefícios para com o Seu povo; Deus é descrito no VT como marido do seu povo. É assim que Ele ama, protege, sustenta e sente ciúmes quando é traído por Israel. O amor de Cristo para com a Igreja é tipificado na figura do Noivo e sua noiva, base sólida para interpretarmos o maravilhoso livro de Cântico dos Cânticos que trata do amor de Cristo para com sua amada e dela para com Ele. Inverter isso é zombar de Deus e de Sua sabedoria, é não se importar com Sua glória, é ímpio, vergonhoso, é se associar ao inferno e ao Diabo, é comer outra vez o fruto e desejar glória pra si mesmo.

Vez por outra, ouço o argumento de que quando Cristo veio, mudou a condição da mulher anulando aqueles castigos dados por Deus na queda; mas isso não corresponde à verdade, pois a mulher continua a ter dores na hora do parto. O que Cristo muda quanto à condição das mulheres é o que Ele faz na vida dos maridos. Lembrem-se que a sentença foi: “o teu desejo será para o teu marido e este te governará” (Gen. 3:16). Quando uma mulher é entregue ao governo de um homem pecador corrompido, egoísta, orgulhoso, impiedoso e mal, a submissão, antes um fardo, fica mais leve quando esse marido é verdadeiramente convertido, unido a Cristo, morrendo para sí mesmo, para o mundo e para o pecado e passando a amar sua esposa como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef. 5:25). Com a mente de Cristo, esse marido regenerado, passa a “viver com discernimento a vida comum do lar, tendo consideração para com sua mulher como parte mais frágil” (1Ped 3:7).

A fragilidade tem tudo a ver com a feminilidade! Desta forma, quando surgir uma discussão entre marido e esposa, a mulher deve se lembrar de que são mais frágeis, não devem discutir com seu marido, dizendo impropérios, aumentando o tom de voz, enfrentando o marido em pé de igualdade, antes, deve chorar, ficar calada e indefesa. Isso constrangerá o marido em sua aspereza e, se ele for crente, certamente se envergonhará e pedirá perdão por não estar amando como Cristo amou, tendo em vista que aproveitar-se da feminilidade e fraqueza da mulher para levar vantagem é exorbitar às suas funções e execrar a Cristo ao qual representa.

Sim, Cristo faz toda diferença! O que seria das mulheres sem Cristo! Ele as amou ternamente durante o tempo que aqui passou em seu ministério terreno: aceitou o serviço delas quando elas não lhe deixaram faltar nada, assistindo-o até o fim; repreendeu os homens de sua época que concebiam uma opinião absurda e injusta com relação a um tipo de  divórcio que contemplava exclusivamente ao homem; conversava publicamente com elas, como fez com a mulher do poço; foi perdoador e amoroso com a mulher surpreendida em adultério livrando-a da morte e instruindo-a a que não pecasse mais; deu às mulheres o privilégio de serem as primeiras a vê-lo ressuscitado antes mesmo de quaisquer de seus discípulos, etc.

As mulheres, que foram tão beneficiadas por Cristo, devem em gratidão, amá-lo de todo coração, desejando honrar e glorificar ao seu Salvador ao viver sua feminilidade intensamente, afinal ela é um dom de Deus, e não há forma de exaltá-lo mais senão sendo a glória de seus maridos, para que eles, por sua vez, glorifiquem a Cristo, como cabeça de seu lar.

Fonte: Mulheres Piedosas
Autor: Josafá Vasconcelos