[Estudo Bíblico] A Importância da Oração na Vida do Crente

LEITURA BÍBLICA

Filipenses 4:4-9

Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.

Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.

INTRODUÇÃO

A oração é um meio que Deus utiliza para desenvolver a comu­nhão do crente com Ele. Falar com Deus é uma preciosa e indivisível dádiva do cristão. Desperdiçar a oportunidade de falar com Deus e ouvi-lo, quando estamos em ora­ção, é um atestado de enfermidade espiritual, cujo trata­mento requer urgência (Is 55.6; Jr 29.13).

I. RECONHECEN­DO O VALOR DA ORAÇÃO

1. A oração es­treita a comunhão com Deus.

Por meio da oração, o crente estabelece e desenvolve um rela­cionamento mais profundo com Deus. O Senhor é onisciente! To­davia, o cristão deve ser explícito e detalhado em suas orações:

“[…] as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de gra­ças” (Fp 4.6b)

Através da oração, o crente coloca aos pés do Senhor suas fragilidades, dores, tristezas e ansiedades. Saiba que Deus deseja ouvi-lo, a fim de agir em seu favor (Sl 72.12).

2. A oração com ação de graças.

A ação de graças é uma forma de celebrarmos a bondade divina, que expressa gratidão (Sl 69.30). Esta oração, segundo o exemplo de Jesus, agrada ao céu (Mt 11.25). Uma vida de constante oração associada ao conhecimento e à observância das San­tas Escrituras, conduz o crente a um viver de gozo, gratidão e cons­tantes descobertas das grandezas e riquezas de Deus (1 Ts 5.17,18; Rm 11.33-36).

3. Jesus desta­ca o valor da oração.

O valor da oração está em sua prática constante como elemento vital e imprescindível à nossa vida espiritual. Lembremo-nos de que a oração “no Espírito” é parte da armadura de Deus para o cristão na sua luta contra o Diabo (Ef 6.11,12, 18).

O crente deve estar consciente da proximidade de um Deus, que é pessoal e al­meja se comunicar com os seus filhos. Às vésperas de sua morte no Calvário, Jesus confortou e revigorou seus discípulos com a promessa de que suas orações se­riam respondidas se direcionadas ao Pai em seu nome (Jo 14.14).

O Senhor Jesus, em seu ministério terreno, tinha a necessidade de orar porque reconhecia a importância da vida de oração. Os seus discípulos, ao verem tal exemplo, sentiram a mesma necessidade:

“Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11.1).

Após a morte e ascensão de Cristo, os discípulos passariam a contar com a ajuda do Espírito Santo (Jo 14.16,17) e poderiam desfrutar da doce e permanente paz de Jesus (Co 14.27). Essas são as bênçãos que se alcançam do Pai celestial quando se chega a Ele em oração e com plena certeza de fé no Filho de Deus.

II. A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO DO CRENTE

1. O Espírito Santo é intercessor.

O filho de Deus nunca está sozinho quando ora. Há alguém nomeado pelo Senhor para ajudá-lo: O Espírito Santo (Jo 14.16). A maior segurança que o crente possui é saber que a sua oração é orietitada na dependência do Santo Espírito. O Divino Consolador nos ajuda a orar!

2. O Espírito Santo nos socorre na oração

Ele Junta -se a nòs em nossas intercessões, a fim de moldar a oração que não pode ser compreendida pelo entendimento humano. Da mesma maneira que Jesus Cristo intercede por nós no céu (Rm 8.34), 0 Eípírito Santo, que conhece todas as nossas necessidades,intercede ao Senhor pelos salvos(Rm 8:27)

3. O Espírito Santo habita n0 crente.

Ser habitação do Espífïto significa que Deus está presente na vida do cristão, mantendo uma relação pessoal com ele. Nós somos o templo do seu Espfrito Santo (1 Co 6.19). Nesse sentido, o Consolador torna a oração adequada à vontade de Deus. Ele conhece todas as nossas necessidades, anseios, pensamentos, falhas, sentimentos, desafios, frustrações e intenções. O Espírito Santo geme pelo crente com gemidos inexprimíveis diante de Deus (Rm 8.26,27).

III. COMO DEVE O CRENTE CHECAR-SE A DEUS EM ORAÇÃO

1. Reverentemente.

É ne­cessário o crente dirigir-se a Deus de modo respeitoso, agraciado, confiante e obediente. Só Deus é digno de toda a honra, glória e louvor. Ele é Único, Eterno, Supre­mo, Majestoso, Todo-Poderoso, Santo, Justo e Amoroso. A reve­rência voluntária a Deus e o seu santo temor em nós sufocam o orgulho, que é tão comum no homem e muitas vezes encontra-se disfarçado externamente nele, mas latente em seu interior.

2. Honestamente.

Quando o crente, convicto pelo Espírito Santo e segundo a Palavra de Deus, arrependido confessa seus pecados, erros, faltas e fraquezas, os impedimentos são removidos para Deus agir em seu favor.

Ele torna-se alvo das misericórdias divinas (Pv 28.13). O crente deve fazer constantes avaliações em sua obediência à vontade de Deus. Dessa atitude, dependem as respostas de suas orações (1Jo3.19-22;Jo 15.7; Sl 139.24).

3. Confiantemente.

Todo crente necessita aproximar-se com fé do altar da oração e crer que Deus é galardoador dos que O buscam (Hb 11.6). Orar com fé consiste em apresentar suas ne­cessidades ao Pai celestial e des­cansar em suas promessas. Assim, demonstramos estar convictos do que Jesus disse quanto ao que pedimos ao Pai em Seu nome:

“Se pedires alguma coisa em meu nome, eu o farei”. (Jo 14.14)

En­tretanto, todo crente deve ter em mente que Deus é soberano e age como quer, concedendo ou não o que Lhe pedimos. Ele conhece os seus filhos e sabe o que é melhor para nós (Jo 10.14,1 5).

CONCLUSÃO

A gratidão, a segurança, a firmeza, a sabedoria e a confiança do crente aumentam à medida que este estabelece uma vida de cons­tante oração. Qualquer aspecto ou expressão da vida cristã que não passe pelo altar da oração, requer providência do crente. Tudo na vida do crente deve estar sob o controle e providência de Deus. Cheguemos, então, com confiança ao trono da graça (Hb 4.16).

Fonte: CPAD/2010

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[Estudo Bíblico] O que é Oração?

LEITURA BÍBLICA

1 Crônicas 16

8 – Louvai ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos entre os povos os seus feitos.

10 – Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR.

11 – Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face conti­nuamente.

12 – Lembrai-vos das suas maravilhas que tem feito, dos seus prodígios, e dos juízos da sua boca.

13 – Vós, semente de Israel, seus servos, vós, filhos dejacó, seus eleitos.

14 – Ele é o SENHOR, nosso Deus; em toda a terra estão os seus juízos.

15 – Lembrai-vos perpetua­mente do seu concerto e da palavra que prescreveu para mil gerações;

16 – do concerto que fez com Abraão e do seu juramento a Isaque;

17 – o qual também a Jacó ratificou por estatuto, e a Israel por concerto eterno,

João 15

16 – Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.

INTRODUÇÃO

A oração é o meio que Deus proveu ao homem, a fim de que este viesse a estabelecer um relacionamento de comunhão contínua com Ele.

Tanto mais o cristão ora com fé em Deus, mais desenvolve sua comunhão e sub­missão com o seu Criador, Pai, Senhor, Intercessor e Conselheiro, manifes­tando, assim, o se­nhorio de Cristo Jesus em sua vida, por amor e devoção.

Quando isso ocorre, o homem passa a ter sua vida espiritual e emocional estáveis e sua pers­pectiva,além dos objetivos,  naturalmente mudam. A oração quando asso­ciada à obediência dos preceitos das Santas Escrituras e à vigilância espiritual é também um meio de vitória sobre o pecado (cf. Mc 11.24-26; Mt 26.41).

I. A QUEM ORAR E QUANDO ORAR?

1. Devemos orar a Deus.

São muitos os textos bíblicos que lembram, ensinam, advertem e estimulam o homem a buscar a Deus, em oração em todo o tempo (Dt 4.29,30; l Cr 16.4; SI 119.2; Jr29.13; Ef 6.18).

A Bíblia ensina que devemos orar somente a Deus e a ninguém mais, pois não há ne­nhum outro deus além do nosso, que possa ouvir e responder às nossas orações.

Aliás, a Palavra de Deus condena a adoração e a oração a qualquer outro ser que não seja o Deus Eterno, Criador, Sustentador do universo e Re­dentor da humanidade (Êx 20.3; Dt 6.4; Is 44.8-20). Tudo isso, já representa um bom e grande motivo para o crente orar ( Lc2.37,38).

2. Quando tudo está bem.

Não há dúvida de que devemos orar em todo tempo e em qualquer circunstância (Ef 6.18; 1 Tm 2.1-3; Sl 118.5). Jesus ensinou essa ver­dade dando seu exem­plo aos discípulos (Mc 6.45-48; Lc 22.39-46).

Entretanto, parece que descuidamos da prática da oração quando as coisas estão indo bem. Ainda que tudo pareça tranquilo, o crente deve estar vigilante, cons­ciente de suas fragilidades e na presença do Senhor, em constante oração, pois, entre as muitas bên­çãos da oração, destaca-se o fato de que ela preserva-nos do mal (Mt 26.41).

Sansão, por exemplo, não é alguém para ser imitado (Jz 14-16). Ele só clamava ao Senhor quando estava em grandes apuros (Jz 15.18; 16.28). Para muitos, a oração só deve ser feita quando alguém se acha enfermo, desem­pregado, sofrendo algum tipo de problema no seu trabalho, quando seus bens são subtraídos ou quan­do desaparece um membro da fa­mília e coisas semelhantes aconte­cem. Atitudes como essas privam o crente das bênçãos divinas através da oração preventiva (Mt 26.36; Lc 21.36;Rm 15.30,31).

3. No dia da angústia e da adversidade.

O verdadeiro discí­pulo do Senhor enfrenta nesta vida,lutas, provas e aflições, e Jesus mes­mo afirmou que não seria diferente (Jo 16.33). Os discípulos, inclusive, eram conscientes desse fato (1 Pe 4.12-16; Rm 5.3).

O apóstolo Paulo dá-nos a receita bíblica para vencermos no dia da adversidade: perseverar na oração (Rm 12.12).

A comunhão com o Senhor, cultivada através da oração, muda no crente sua visão acerca das coisas que o cercam. Os problemas e as circuns­tâncias contrárias não abatem a sua fé em Deus e a sua confiança firme de que Ele é poderoso para que, caso não o livre, o fará, da situação problemática, vencedor ou tornará o mal em bem (Rm 8.28; Gn 50.20).

Nossa oração deve ser para que o Senhor nos abra os olhos, para que possamos ver o invisível e assim, pela fé descansar nEle, sabendo que todas as coisas estão sob seu domínio.

II. COMO ORAR?

1. Com reverência.

Todo crente deve saber que não se pode chegar à presença de Deus sem reverência, sem fé, e sem santo temor. Quando o homem foi criado, Deus já era adorado e reverenciado pelos anjos.

A reverência para com Deus é um princípio bíblico (Sl 96.9; 132.7; Mt4.10; 1 Tm 1.17). Todo o relacionamento do homem com o Senhor deve levar em considera­ção a reverência que lhe é devida, inclusive não somente na oração, mas também no seu serviço (Hb 12.28).

Considerando que o Senhor é Deus, Ele próprio espera esse tipo de atitude do homem (Ec 3.14). Orar a Deus com fé, reverência e temor é falar com Ele pelo novo e vivo caminho provido por Jesus (Hb 10.20-22) e ajudado pelo Espírito Santo (Rm 8.26,27).

2. Com fé e humildade.

É uma contradição um crente entrar na presença de Deus em oração, duvidando do seu poder, da sua graça e das suas promessas. De um crente se espera entrar na presença de Deus crendo que Ele é poderoso para fazer tudo, muito mais, além daquilo que pedimos ou pensamos, pelo seu poder que opera em nós, a nossa fé (Ef 3.20; Tg 1.6).

Deve o crente re­conhecer a sua insignificância em si mesmo, suas tendências, suas fragilidades, necessidades e estar disposto a confessar seus pecados e deixá-los, e buscar fazer a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para a sua vida (Lc 18.1 3,14; Rm 12.1,2).

3. Priorizando o Reino de Deus e seus valores eternos.

De todo o cristão espera-se que quando se encontrar no altar do Senhor em oração, dê prioridade ao Reino de Deus e aos valores eternos que o constitui (Lc 11.2; Mt 6.19-21). Primeiro, porque isso deve fazer parte do caráter cristão; segundo, porque com esta atitude aquelas coisas essenciais que foram pronunciadas por Jesus Cristo serão acrescentadas à sua vida (Mt 6.33).

III. ONDE ORAR E POR QUEM ORAR?

1. O lugar da oração.

É uma necessidade o crente ter um lugar próprio e adequado para fazer as suas orações devocionais diárias (Mt 6.6; Mc 1.35; At 10.9). O ho­mem que assim faz é tido como bem-aventurado (Pv 8.34,35).

O crente também precisa sempre estar na casa do Pai para a oração congregacional, considerando o que disse o próprio Deus a res­peito (quando da consagração do Templo construído por Salomão):

“Agora, estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar” (2 Cr 7.1 5).

Próximo do momento de sua cru­cificação, Jesus entrou no Templo e, repreendendo os vendilhões que ali estavam, referiu-se ao tex­to de Isaías 56.7:

“A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21. 13).

O Espírito Santo desceu no cenáculo onde estavam os discípu­los em oração há dias. Foi assim que a Igreja teve o seu início (At 1.12-14). Os crentes do primeiro século oravam juntos regularmen­te no Templo (At 3.1).

No altar da oração devemos ter em mente ao menos três pro­pósitos: adorar a Deus, agradecer-lhe e pedir algo para nós ou para outrem (intercessão). Ao pedir, o crente deve:

a) Orar por si próprio.

Nin­guém melhor do que o próprio crente para conhecer as suas ne­cessidades espirituais, sociais, afetivas, familiares, económicas e físi­cas. Há necessidades que, por sua natureza e estratégias espirituais, não podem ser do conhecimento de mais ninguém, devendo o crente, orar ao Senhor no seu íntimo.

b) Pelos amigos.

Nem todo crente se comporta como Jó, que estando sob severo sofrimento e com necessidades múltiplas, dedicava um tempo em suas ora­ções para orar pêlos seus amigos (Jó 42.10).

c) Orar pelos inimigos.

Esta é uma tarefa que demanda muito amor, renúncia, e propósito de agra­dar a Deus, obedecer a sua Palavra e dominar seu próprio coração (Mt 5.44; Rm 12.14). Nesse aspecto Je­sus também deixou o seu exemplo (Lc23.34; 1 Pe 2.23).

2. Orar pela igreja de Deus.

O profeta Samuel orou pelo povo de Deus (1 Sm 7.5-14). Em o Novo Testamento, vemos em Paulo um intercessor exemplar à medida que ora pelas diferentes igrejas, apresentando as suas necessida­des específicas (Fp 1.1-7, 9; Rm 1.8-12; Ef 1.16).

3. Orar por todos os ho­mens e pelas autoridades constituídas (1 Tm 2.1,2).

A vida de oração torna o crente sensível às necessidades dos que lhe rodeiam e dos que estão dis­tantes, sejam eles conhecidos ou não e em qualquer esfera social, como, por exemplo, o profeta Eliseu (2 Rs 4.1 2-36).

SUPLEMENTO

Objetivos da oração

“[…] Todos já nos sentimos impulsionados a orar com mais in­tensidade nos momentos de decisão e de angústias; não podemos viver distanciados da presença divina.

1. Buscar a presença de Deus.

‘Quando tu disseste: Buscai o meu rosto, o meu coração te disse a ti: O teu rosto Senhor, buscarei’ (Sl 27.8).

Seja nos primeiros alvores do dia, seja nas últimas trevas da noite, o salmista jamais deixava de ouvir o chamado de Deus para contemplar-lhe a face. Tem você suspirado pelo Senhor? Ou já não consegue ouvi-Lo? O sorriso de Deus é tudo o que você precisa para vencer as insídias humanas.

2. Agradecê-lo pêlos imere­cidos favores.

Se nos limitarmos às petições, nossa oração jamais nos enlevará ao coração do Pai. Mas se, em tudo, lhe dermos graças, até mesmo pelas tribulações que nos sitiam a alma, haveremos de ser, a cada ma­nhã, surpreendidos pêlos cuidados divinos. J. Blanchard é mui categórico: ‘nenhum homem pode orar biblica­mente, se orar egoisticamente’.

3. Interceder pelo avanço do Reino de Deus.

Na Oração Dominical, insta-nos o Senhor Jesus a orar: ‘

Venha teu Reino’ (Mt 6.10).

No Antigo Testa­mento, os judeus rogavam a Deus que jamais permitisse que suas possessões viessem a cair em mãos gentias. Basta ler o Salmo136 para se enternecer com o cuidado dos israelitas por sua herança espiritual e territorial”

(AN­DRADE, Claudionor. As Disciplinas da vida Cristã. Como alcançar a verdadeira espiritualidade. Rio de Janeiro, CPAD, 2008, pp. 36-8).

CONCLUSÃO

Não há limite para o crente viver uma vida de constante e crescente oração. Um alerta final da Bíblia para todos nós sobre a oração temos em 1 Pedro 4.7. A Palavra de Deus admoesta-nos a orar sem cessar (1 Ts 5.1 7), sem prejuízo de nossas atividades diárias, tendo em vista que são muitas as formas de orar. Você já orou hoje?

Fonte: CPAD – 2010

[Estudo Bíblico] A Comunhão com Deus

LEITURA BÍBLICA

Salmos 42.1-5.

l – Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus.

2- A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?

3 – As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquan­to me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?

4 – Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão; fui com eles à Casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava.

5 – Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença.

REFLEXÃO

“Certo é que não podes fruir duas alegrias: deleitar-te neste mundo e depois reinar com Cristo.

Logo tudo é vaidade, exceto amar a Deus e só a Ele servir.”

(Tomás de Kempis)

INTRODUÇÃO

Norman Snaith, comentando o Salmo 42, realça quão inefável é a co­munhão que desfrutamos com o Se­nhor: “O homem que já experimentou a alegria da comunhão com Deus, não estará apático quanto às oportunida­des de renovar, com Ele, a sua intimi­dade, quer em suas devoções particu­lares, quer nas adorações públicas. Esse homem simplesmente não consegue ficar longe de Deus. Sua alma sedenta, haverá de o impelir sempre à presença do Pai Celeste“.

Assim também diria William Bates, escritor puritano do século XVII. Ao dis­correr sobre a intimidade entre a nos­sa alma e o Supremo Ser, descreve ele a alegria que lhe ia na alma: “A comu­nhão com Deus é o princípio do céu“.

I – O QUE É A COMUNHÃO COM DEUS

Tem você sede de Deus? Anela por sua presença? Suspira por seus átrios? Anseia aprofundar com Ele a sua co­munhão? Aliás, sabe você o que é, re­almente, a comunhão com Deus?

l. Definição.

A comunhão com Deus é a intimidade que o crente, me­diante a obra redentora de Cristo e por intermédio da ação do Espírito Santo, desfruta com o Pai Celeste, e que o leva a usufruir de uma vida espiritual plena e abundante (Rm 5. 1; 2 Co 13. 13).

Andar com Deus é o mais perfei­to sinônimo de comunhão com o Pai Celeste. Tão profunda era a comunhão de Enoque com o Senhor, que o mes­mo Senhor, um dia, o tomou para si (Gn 5.24). Andar com Deus significa, ainda, ter uma vida como a de Eliseu que, por onde quer que fosse, era de imediato reconhecido como homem de Deus (2 Rs 4.9). Comunhão com Deus é ser chamado de amigo pelo próprio Deus (Is 41.8).

2. A comunhão com Deus é uma disciplina consoladora.

Ape­sar de seus grandes e lancinantes so­frimentos, Jó sempre refugiava-se na comunhão com o seu Deus (Jó 19.25). Suas perdas eram grandes; aos olhos humanos, irreparáveis. Todavia, confi­ava ele nas providências de um Deus de quem era íntimo. Até parece que Willard Cantelon, autor de imortais devoções, inspirou-se na experiência de Jó, quando escreveu: “Posso suportar a perda de todas as coisas, exceto do m toque de Deus na minha vida“.

II. A ALMA HUMANA ANSEIA PELOS ÁTRIOS DE DEUS

O ser humano não é o resultado de um processo evolutivo; é a plenitu­de de um ato criativo de Deus (Gn 1 .26). Se fomos criados por Deus, nossa alma, logicamente, aflige-se por Deus; anseia por seus átrios. E só haveremos de descansar, quando em Deus repousarmos (Sl 42.11). E se nos alongarmos do Criador? O vazio passa a ser a única realidade de nosso ser.

1. O vazio  humano. 

Billy Graham visitava, certa vez, uma universidade norte-americana, quando perguntou ao reitor: “Qual o maior pro­blema que o senhor enfrenta com os seus alunos“. O educador respondeu-lhe: “Vazio. Há um vazio muito grande de Deus em seus corações“. Como preencher este vazio?

Buscando preencher o vazio de sua alma, vagueia o homem pelo álcool, transita pelas drogas e erra pêlos devaneios da carne. Depois de toda essa busca, conclui: “Não tenho neles prazer” (Ec 12.1 -ARA). Mas o que acei­ta a Cristo, esse experimenta uma vida abundante e inefável (Jo 4.14).

2. A plenitude da comunhão divina.

Sabia o salmista que somen­te em Deus encontramos a razão de nossa existência e a satisfação plena de nossa alma. Eis por que deixa ema­nar de seus lábios este lamento:

“Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Es­pera em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face e Deus meu” (Sl 43.5).

John Bunyan, em O Peregrino, descreve a angústia da alma em sua jornada à Jerusalém Celeste. Quanto mais caminha, mais falta do Senhor vai sentindo até que, ao longe, avista a ditosa cidade, onde se encontra o amante de sua alma – Jesus Cristo.

III. O DEUS DE NOSSA COMUNHÃO

Afinal, por qual Deus anseia a nossa alma? Pelo Deus teologicamente correio que se acomoda a todas as religiões e credos? Ou pelo Deus úni­co e verdadeiro que se revelou a si mesmo por intermédio de nosso Se­nhor?

1. O Deus onipotente.

O Deus pelo qual suspira a nossa alma pode todas as coisas; para Ele inexiste o impossível (Gn 17.1; Lc 1.37). Entre­tanto, há um grupo de teólogos mo­dernos que, menosprezando as Sa­gradas Escrituras, ensinam: Deus na verdade é poderoso, mas não pode ser considerado Todo-Poderoso. As­sim eles argumentam: “Fora Ele realmente poderoso e tudo soubesse, certamente evitaria as tragédias que tanto infelicitam a humanidade“.

Será que esses falsos doutores desconhe­cem a soberania de Deus? Se Ele per­mite determinados males, não nos cabe questionar-lhe as razões. De uma coisa, porém, estou certo: to­dos os seus atos são movidos pelo mais puro, elevado e sublime amor.

2. O Deus onisciente.

O Deus, a quem tanto amamos, sabe todas as coisas; tudo lhe é patente. No Salmo 139, o salmista canta-lhe a onisciência, declarando que Ele nos conhece profundamente; esquadrinha nossos mais íntimos pensamentos, e não se surpreende com nenhuma de nossas ações.

Lecionam, porém, alguns dos sectários do Teísmo Aberto: “Deus, às vezes, é incapaz de penetrar nos recônditos de nosso livre-arbítrio por ser-lhe este um mistério“. Ora, se por um lado aceitamos o livre-ar­bítrio; por outro, cremos na sobera­nia divina; esta é inquestionável. E não será nenhuma “liberdade libertária” que haverá de impedir o nosso Deus de sondar as mentes e corações (Ap 2.23).

3. O Deus de amor.

Se Deus é amor, porque nos sobrevêm aflições, dores e perdas? Ainda que não tivés­semos resposta alguma a essa per­gunta, de uma coisa teríamos convic­ção: Ele é amor! Somente um Deus que é o mesmo amor, poderia enviar o seu Unigênito para redimir-nos de nossos pecados (Jo 3.16;1 Jo 4.8). É por esse Deus que almejamos.

Quando aceitamos a Cristo, cientifica-nos Ele: a jornada ser-nos-á pontilhada de lutas e aflições, mas conosco estará até à consumação dos séculos (Jo 16.33). O Filho de Deus é bem claro quanto às aflições que nos aguardam:

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9.23)

Se Ele nos amou com um amor eterno e sacrificai, por que deixaría­mos nós de amá-lo? Oremos: “Cristo, tu sabes que, apesar de nossas im­perfeições e falhas, nós te amamos“. Leia o Salmo 34, e repouse em cada promessa que você encontrar.

4. O Deus soberano.

No epí­logo de suas provações, confessa Jó:

“Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido” (Jó 42.2)

Implicitamente, estava ele almejando aprofundar a sua comunhão com um Deus, cuja soberania é inquestionável. Este é o nosso Deus; por Ele nos desfalece a alma.

Por conseguinte, não podemos aceitar os falsos mestres e teólogos que, torcendo as Escrituras Sagradas, emprestam a Satanás uma soberania que pertence exclusivamente a Deus.

Refiro-me àqueles que dizem, por exemplo, que, para Cristo salvar um pecador, é-lhe necessária a permis­são do Diabo. Ora, Cristo jamais foi constrangido a negociar com Sata­nás; sua missão é clara. Veio Ele para destruir as obras do Maligno, e foi exatamente isso que fez na cruz do Calvário (1 Jo 3.8). Nada devemos ao Adversário. Adoremos, pois a Cristo. Mantenhamos com Ele a mais doce e meiga das comunhões. Por esse Deus maravilhoso, anseia a nos­sa alma.

CONCLUSÃO

Em suas Confissões, demonstra Agostinho um profundo e incontido anseio por Deus. Abrindo o coração, suspira: “Quem me dera descansar em ti! Quem me dera viesses ao meu cora­ção e que o embriagasses, para que eu me esqueça de minhas maldades e me abrace contigo, meu único bem“. O que evidencia esse anelo? Fomos criados por Deus, e por Deus ansiamos.

Sua alma tem sede de Deus? Se não o amarmos de todo o coração, ja­mais poderemos ser contados entre os seus filhos. Amar a Deus é a essência de nossa vida devocional.