[Maná] Obedecendo a voz de Deus

Às vezes precisamos tirar um dia da semana para esperar em Deus, podemos não ter uma ideia do que irá acontecer. Sem agenda, sem lista de oração, às vezes, apenas começando em ler a Bíblia, mas no final do dia estamos completos, porque o Espírito Santo nos conduziu.

Quando aprendermos a esperar em Deus, ele irá mostrar-nos obstáculos em nossos relacionamentos com ele, para que possamos estar livres deles, a fim de amá-lo e servi-lo melhor.

Muitos de vocês não estão onde deveriam estar com Deus agora. Meu o objetivo não é acusar ou condenar, mas ajudar. Quando não permitimos que o Espírito Santo nos guie, não podemos ouvir as palavras de conforto, direção e sabedoria que ele quer nos dar.

Uma das maiores necessidades em nossas vidas é ter tempo com Deus, mas a maioria dos cristãos não dá muito tempo a Ele! Uma condição para a qual muitos de nós precisa se arrepender.

Reconhecendo o Senhorio de Jesus

Hoje no corpo de cristo algo está fora do lugar que precisa ser corrigido. Então o que está fora do lugar? Bem, não estamos reconhecendo a liderança de cristo em nossas vidas. Paulo escreveu:

“Deus submeteu todas as coisas à autoridade de Cristo e o fez cabeça de tudo, para o bem da igreja.

E a igreja é seu corpo; ela é preenchida e completada por Cristo, que enche consigo mesmo todas as coisas em toda parte”. Efésios 1:22,23

A linguagem de escolha usada por Paulo é interessante. Deus colocou todas as coisas sob a autoridade de Jesus. Elas foram submetidas a ele, mas Ele também deu Jesus para a igreja. Ter Jesus, como cabeça, é algo muito precioso e abençoador para o corpo, além disso Jesus é cabeça sobre todas as coisas, não sobre algumas coisas, não sobre quase todas as coisas.

Você pode dizer honestamente na presença de Deus que Jesus está dominando tudo na sua vida? Que não há nada que esteja fora do controle dele? Nada que esteja fora da expressão de sua vontade determinada para você?

Em Efésios, Paulo escreveu:

“Em vez disso, falaremos a verdade em amor, tornando-nos, em todos os aspectos, cada vez mais parecidos com Cristo, que é a cabeça.

Ele faz que todo o corpo se encaixe perfeitamente. E cada parte, ao cumprir sua função específica, ajuda as demais a crescer, para que todo o corpo se desenvolva e seja saudável em amor”. Efésios 4:15,16

Todo o corpo depende da cabeça. É apenas através do relacionamento do corpo com a cabeça que ele obtém alimento, pode crescer e funcionar efetivamente. Se a conexão com a cabeça for impedida toda a vida do corpo é instantaneamente prejudicada.

Paulo disse que “ninguém te engane por sua recompensa”. Colossenses 2:18

Não deixe ninguém te desqualificar. Seria melhor expressar o que Paulo estava dizendo aqui. Não deixe essa pessoa te enganar a ponto de removê-lo de herdar o que Deus tem para você.

Esse tipo de pessoa tem prazer e falsa humildade. Inutilmente inflado por sua mente carnuda. Tal pessoa afirma ser super espiritual, mas é muito carnal, ele ensoberbeceu a mente de tal modo que ele não se consegue apegar à cabeça de quem todo o corpo nutrido e unido por articulações e ligamentos cresce com o aumento que vem de Deus(v.19).

A nova versão internacional diz que ele perdeu a conexão com a cabeça. Assim que isso acontece, corremos o risco de cometer erros, participarmos de alguma forma de engano e algum tipo de falso ensino. Algo que está fora de linha com a verdade de Deus.

A única condição de segurança para o corpo e para cada crente é estar corretamente relacionado com a cabeça. Todo crente verdadeiro tem uma conexão direta divinamente preparada com Jesus Cristo que você não deve deixar ninguém interferir.

Os pastores são pessoas adoráveis, mas eles não podem tomar o lugar de Jesus. A função de um pastor não é ser a sua cabeça, mas para ajudá-lo a cultivar seu relacionamento com aquele que é a tua cabeça. Eles não são responsáveis por dar todas as respostas para todos os seus problemas, mas para mostrar como encontrar as respostas de Jesus para vocês.

Algumas pessoas são preguiçosas e só querem que um ser humano resolva todos seus problemas. Não funciona assim. Também alguns líderes são autoritários e querem controlar as pessoas.

Você tem que ter seu próprio relacionamento pessoal com Jesus. Você tem que ser capaz de ouvi-lo falar com você. Tem que ser capaz de ser dirigido por ele. Tem que ter algo dentro de si que indica quando o Senhor está satisfeito ou não com você. Tem que ser sensível a Cabeça.

Funções da cabeça

Agora vamos discutir cerca de quatro funções de nossas cabeças físicas e como elas se relacionam com a liderança de Jesus.

Esta não é uma lição competente em autonomia. Elas são apenas simples perspectivas práticas. Enquanto revisamos esses quatro, quero que você considere seu relacionamento com jesus e o relacionamento da igreja hoje com sua Cabeça.

Parece que nossas cabeças têm quatro funções principais:

1) Receber informações: todas as partes do corpo se comunicam com a cabeça e ela obtém informações de todas as partes do corpo;

2) Tomar decisões: a cabeça decide o que o corpo deve fazer;

3) Iniciar uma ação: a palavra-chave é iniciar porque aquele que leva a iniciativa é a cabeça;

4) Coordenar a atividade de outros membros do corpo.

O Espírito é o meio pelo qual Jesus, enquanto Cabeça, comunica-se com o corpo, dirige-o, controla-o e o preserva. Então estamos falando sobre um relacionamento com jesus e um relacionamento com o Espírito Santo. Jesus disse:

“Quando o espírito da verdade vier, Ele irá guiá-los em toda a verdade”. João 16:13

Lembre-se que Jesus disse isso a seus discípulos, quando estava prestes a deixá-los. Indicando na realidade que Ele não iria dizer tudo que eles precisavam saber no momento, mas isso não importava porque o Espírito de verdade, isto é, o Espírito Santo iria vir e guiá-los em toda a verdade.

Jesus estava dizendo que, daquele tempo em diante, seu relacionamento conosco seria efetuado através do Espírito Santo.

Ele continuou a dizer que o Espírito Santo não iria falar de si, mas iria dizer o que ouvir. Ele falará sobre o futuro (João 16:13).

Eu acredito que a igreja deveria ter direção sobre o futuro, orientação divina vinda do Espírito Santo. Não sobre tudo, mas para certas coisas que precisamos saber. Dada a situação mundial, a igreja ir para o futuro sem a orientação do Espírito Santo significa ir em direção ao desastre.

Temos apenas vislumbres dos problemas e as pressões que estão vindo em todo o mundo e Vamos precisar do Espírito Santo para nos avisar o que irá acontecer, a fim de não estarmos no lugar errado no momento errado.

Uma das orações que devemos orar regularmente é estar sempre no lugar certo e na hora certa. Apenas o Espírito Santo pode tornar isso possível. Jesus disse:

“Ele me trará glória” João 16:14

Vale a pena mencionar isso novamente em conexão com ser capaz de ouvir o que Deus está dizendo para nós, glorificar a Jesus é uma marca distintiva do Espírito Santo.

Hoje muitas coisas que dizem ser a obra do Espírito Santo falta a marca de glorificar Jesus. Qualquer coisa que exalte uma personalidade humana não é do Espírito Santo.

Pode até ter aparência de algo espiritual, mas não é do Espírito Santo. Tudo que o espírito faz é sempre para glorificar Jesus. Se Jesus não for o centro das atenções, o contorno não é do Espírito Santo.

Cedendo à escolha de Deus

Embora as funções da cabeça sejam essenciais, vamos brevemente concentrar-nos na quarta função coordenar a atividade de outros membros do corpo. Concernente ao nosso relacionamento com cristo isto lida com a questão da iniciativa. Jesus disse aos seus discípulos:

“Vocês não me escolheram; eu os escolhi. Eu os chamei para irem e produzirem frutos duradouros, para que o Pai lhes dê tudo que pedirem em meu nome”. João 15:16

Esta afirmação é inequívoca, não há dúvida sobre isso, ele disse que nos escolheu. E os frutos são duradouros, pois procedem da escolha de Deus.

Você pode ter todos os tipos de programas e atividades religiosas na igreja, mas se Deus não os iniciou não haverá fruto permanente. Jesus também disse que o Pai vai te dar o que você pedir usando o nome dele (João 15:16).

Você entende que a capacidade de orar efetivamente para o Pai procede da vontade de Deus? Podemos orar todos os tipos de orações, mas se elas não são segundo a Deus não teremos nenhuma garantia de que Ele irá respondê-las. Deus está realmente envolvido com aqueles que ele escolheu.

Sempre que tomarmos a iniciativa das mãos de Deus, nós desligamos o Senhorio de Jesus. Um excelente exemplo de dependência da escolha de Deus está no livro de Atos. Está escrito:

“Entre os profetas e mestres da igreja de Antioquia da Síria estavam Barnabé e Simeão, chamado Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que tinha sido criado com o rei Herodes Antipas, e Saulo.

Certo dia, enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separem Barnabé e Saulo para realizarem o trabalho para o qual os chamei”. Atos 13:1,2

A nova versão internacional diz enquanto eles estavam adorando o senhor em jejum. Enquanto eles estavam esperando no Senhor sem nenhuma agenda própria, o Espírito Santo disse com efeito qual era a agenda dEle.

Com que frequência a igreja vem a Deus com sua própria agenda e nunca perguntam a Ele qual é a sua vontade. Você não pode tomar suas decisões, escrevê-las e, em seguida, aplicar o nome de Deus como um selo, porque Deus não é um selo. Ele é o Deus Todo-poderoso!

A passagem da escritura continua, então depois de mais jejum e oração os homens colocaram as mãos sobre eles e os enviaram (Atos 13:3). De onde veio a decisão de enviar Paulo e Barnabé? Veio de Deus pelo Espírito Santo.

Antes que esses homens fossem enviados pelo Espírito Santo, eles eram profetas e professores. Em seguida se tornaram apóstolos. Note que eles são chamados de apóstolos duas vezes, mas o povo da cidade estava dividido na opinião sobre eles. Alguns ficaram do lado dos judeus e outros com os apóstolos (Atos 14:4). Um apóstolo é aquele que é enviado, então qualquer um que não foi enviado não pode ser um apóstolo.

Surpreendentemente, embora a iniciativa tenha procedido de Deus o Pai por meio de Jesus Cristo o Filho através do Espírito Santo, eles não foram chamados apóstolos antes da igreja os enviar.

Deus não contorna a igreja na nomeação de ministérios. Quando Paulo e Barnabé acabaram com essa atribuição particular de ministério finalmente voltaram de navio para Antioquia da Síria, onde sua jornada havia começado. Os crentes de lá os haviam confiado a graça de Deus para fazer o trabalho que agora estava completo (Atos 14:26).

Quantos de nós na igreja hoje podemos dizer que executamos o trabalho que nos foi atribuído e não apenas fizemos parte dele, mas completamos todo o trabalho?

A explicação para o cumprimento da tarefa deles é que a iniciativa partiu de Deus. Os líderes da igreja em Antioquia ouviram e seguiram Sua escolha. Qualquer outra coisa não produziria os mesmos resultados.

[Estudo Bíblico] A Importância da Oração na Vida do Crente

LEITURA BÍBLICA

Filipenses 4:4-9

Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.

Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.

INTRODUÇÃO

A oração é um meio que Deus utiliza para desenvolver a comu­nhão do crente com Ele. Falar com Deus é uma preciosa e indivisível dádiva do cristão. Desperdiçar a oportunidade de falar com Deus e ouvi-lo, quando estamos em ora­ção, é um atestado de enfermidade espiritual, cujo trata­mento requer urgência (Is 55.6; Jr 29.13).

I. RECONHECEN­DO O VALOR DA ORAÇÃO

1. A oração es­treita a comunhão com Deus.

Por meio da oração, o crente estabelece e desenvolve um rela­cionamento mais profundo com Deus. O Senhor é onisciente! To­davia, o cristão deve ser explícito e detalhado em suas orações:

“[…] as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de gra­ças” (Fp 4.6b)

Através da oração, o crente coloca aos pés do Senhor suas fragilidades, dores, tristezas e ansiedades. Saiba que Deus deseja ouvi-lo, a fim de agir em seu favor (Sl 72.12).

2. A oração com ação de graças.

A ação de graças é uma forma de celebrarmos a bondade divina, que expressa gratidão (Sl 69.30). Esta oração, segundo o exemplo de Jesus, agrada ao céu (Mt 11.25). Uma vida de constante oração associada ao conhecimento e à observância das San­tas Escrituras, conduz o crente a um viver de gozo, gratidão e cons­tantes descobertas das grandezas e riquezas de Deus (1 Ts 5.17,18; Rm 11.33-36).

3. Jesus desta­ca o valor da oração.

O valor da oração está em sua prática constante como elemento vital e imprescindível à nossa vida espiritual. Lembremo-nos de que a oração “no Espírito” é parte da armadura de Deus para o cristão na sua luta contra o Diabo (Ef 6.11,12, 18).

O crente deve estar consciente da proximidade de um Deus, que é pessoal e al­meja se comunicar com os seus filhos. Às vésperas de sua morte no Calvário, Jesus confortou e revigorou seus discípulos com a promessa de que suas orações se­riam respondidas se direcionadas ao Pai em seu nome (Jo 14.14).

O Senhor Jesus, em seu ministério terreno, tinha a necessidade de orar porque reconhecia a importância da vida de oração. Os seus discípulos, ao verem tal exemplo, sentiram a mesma necessidade:

“Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11.1).

Após a morte e ascensão de Cristo, os discípulos passariam a contar com a ajuda do Espírito Santo (Jo 14.16,17) e poderiam desfrutar da doce e permanente paz de Jesus (Co 14.27). Essas são as bênçãos que se alcançam do Pai celestial quando se chega a Ele em oração e com plena certeza de fé no Filho de Deus.

II. A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO DO CRENTE

1. O Espírito Santo é intercessor.

O filho de Deus nunca está sozinho quando ora. Há alguém nomeado pelo Senhor para ajudá-lo: O Espírito Santo (Jo 14.16). A maior segurança que o crente possui é saber que a sua oração é orietitada na dependência do Santo Espírito. O Divino Consolador nos ajuda a orar!

2. O Espírito Santo nos socorre na oração

Ele Junta -se a nòs em nossas intercessões, a fim de moldar a oração que não pode ser compreendida pelo entendimento humano. Da mesma maneira que Jesus Cristo intercede por nós no céu (Rm 8.34), 0 Eípírito Santo, que conhece todas as nossas necessidades,intercede ao Senhor pelos salvos(Rm 8:27)

3. O Espírito Santo habita n0 crente.

Ser habitação do Espífïto significa que Deus está presente na vida do cristão, mantendo uma relação pessoal com ele. Nós somos o templo do seu Espfrito Santo (1 Co 6.19). Nesse sentido, o Consolador torna a oração adequada à vontade de Deus. Ele conhece todas as nossas necessidades, anseios, pensamentos, falhas, sentimentos, desafios, frustrações e intenções. O Espírito Santo geme pelo crente com gemidos inexprimíveis diante de Deus (Rm 8.26,27).

III. COMO DEVE O CRENTE CHECAR-SE A DEUS EM ORAÇÃO

1. Reverentemente.

É ne­cessário o crente dirigir-se a Deus de modo respeitoso, agraciado, confiante e obediente. Só Deus é digno de toda a honra, glória e louvor. Ele é Único, Eterno, Supre­mo, Majestoso, Todo-Poderoso, Santo, Justo e Amoroso. A reve­rência voluntária a Deus e o seu santo temor em nós sufocam o orgulho, que é tão comum no homem e muitas vezes encontra-se disfarçado externamente nele, mas latente em seu interior.

2. Honestamente.

Quando o crente, convicto pelo Espírito Santo e segundo a Palavra de Deus, arrependido confessa seus pecados, erros, faltas e fraquezas, os impedimentos são removidos para Deus agir em seu favor.

Ele torna-se alvo das misericórdias divinas (Pv 28.13). O crente deve fazer constantes avaliações em sua obediência à vontade de Deus. Dessa atitude, dependem as respostas de suas orações (1Jo3.19-22;Jo 15.7; Sl 139.24).

3. Confiantemente.

Todo crente necessita aproximar-se com fé do altar da oração e crer que Deus é galardoador dos que O buscam (Hb 11.6). Orar com fé consiste em apresentar suas ne­cessidades ao Pai celestial e des­cansar em suas promessas. Assim, demonstramos estar convictos do que Jesus disse quanto ao que pedimos ao Pai em Seu nome:

“Se pedires alguma coisa em meu nome, eu o farei”. (Jo 14.14)

En­tretanto, todo crente deve ter em mente que Deus é soberano e age como quer, concedendo ou não o que Lhe pedimos. Ele conhece os seus filhos e sabe o que é melhor para nós (Jo 10.14,1 5).

CONCLUSÃO

A gratidão, a segurança, a firmeza, a sabedoria e a confiança do crente aumentam à medida que este estabelece uma vida de cons­tante oração. Qualquer aspecto ou expressão da vida cristã que não passe pelo altar da oração, requer providência do crente. Tudo na vida do crente deve estar sob o controle e providência de Deus. Cheguemos, então, com confiança ao trono da graça (Hb 4.16).

Fonte: CPAD/2010

[Estudo Bíblico] O que é Oração?

LEITURA BÍBLICA

1 Crônicas 16

8 – Louvai ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos entre os povos os seus feitos.

10 – Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR.

11 – Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face conti­nuamente.

12 – Lembrai-vos das suas maravilhas que tem feito, dos seus prodígios, e dos juízos da sua boca.

13 – Vós, semente de Israel, seus servos, vós, filhos dejacó, seus eleitos.

14 – Ele é o SENHOR, nosso Deus; em toda a terra estão os seus juízos.

15 – Lembrai-vos perpetua­mente do seu concerto e da palavra que prescreveu para mil gerações;

16 – do concerto que fez com Abraão e do seu juramento a Isaque;

17 – o qual também a Jacó ratificou por estatuto, e a Israel por concerto eterno,

João 15

16 – Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.

INTRODUÇÃO

A oração é o meio que Deus proveu ao homem, a fim de que este viesse a estabelecer um relacionamento de comunhão contínua com Ele.

Tanto mais o cristão ora com fé em Deus, mais desenvolve sua comunhão e sub­missão com o seu Criador, Pai, Senhor, Intercessor e Conselheiro, manifes­tando, assim, o se­nhorio de Cristo Jesus em sua vida, por amor e devoção.

Quando isso ocorre, o homem passa a ter sua vida espiritual e emocional estáveis e sua pers­pectiva,além dos objetivos,  naturalmente mudam. A oração quando asso­ciada à obediência dos preceitos das Santas Escrituras e à vigilância espiritual é também um meio de vitória sobre o pecado (cf. Mc 11.24-26; Mt 26.41).

I. A QUEM ORAR E QUANDO ORAR?

1. Devemos orar a Deus.

São muitos os textos bíblicos que lembram, ensinam, advertem e estimulam o homem a buscar a Deus, em oração em todo o tempo (Dt 4.29,30; l Cr 16.4; SI 119.2; Jr29.13; Ef 6.18).

A Bíblia ensina que devemos orar somente a Deus e a ninguém mais, pois não há ne­nhum outro deus além do nosso, que possa ouvir e responder às nossas orações.

Aliás, a Palavra de Deus condena a adoração e a oração a qualquer outro ser que não seja o Deus Eterno, Criador, Sustentador do universo e Re­dentor da humanidade (Êx 20.3; Dt 6.4; Is 44.8-20). Tudo isso, já representa um bom e grande motivo para o crente orar ( Lc2.37,38).

2. Quando tudo está bem.

Não há dúvida de que devemos orar em todo tempo e em qualquer circunstância (Ef 6.18; 1 Tm 2.1-3; Sl 118.5). Jesus ensinou essa ver­dade dando seu exem­plo aos discípulos (Mc 6.45-48; Lc 22.39-46).

Entretanto, parece que descuidamos da prática da oração quando as coisas estão indo bem. Ainda que tudo pareça tranquilo, o crente deve estar vigilante, cons­ciente de suas fragilidades e na presença do Senhor, em constante oração, pois, entre as muitas bên­çãos da oração, destaca-se o fato de que ela preserva-nos do mal (Mt 26.41).

Sansão, por exemplo, não é alguém para ser imitado (Jz 14-16). Ele só clamava ao Senhor quando estava em grandes apuros (Jz 15.18; 16.28). Para muitos, a oração só deve ser feita quando alguém se acha enfermo, desem­pregado, sofrendo algum tipo de problema no seu trabalho, quando seus bens são subtraídos ou quan­do desaparece um membro da fa­mília e coisas semelhantes aconte­cem. Atitudes como essas privam o crente das bênçãos divinas através da oração preventiva (Mt 26.36; Lc 21.36;Rm 15.30,31).

3. No dia da angústia e da adversidade.

O verdadeiro discí­pulo do Senhor enfrenta nesta vida,lutas, provas e aflições, e Jesus mes­mo afirmou que não seria diferente (Jo 16.33). Os discípulos, inclusive, eram conscientes desse fato (1 Pe 4.12-16; Rm 5.3).

O apóstolo Paulo dá-nos a receita bíblica para vencermos no dia da adversidade: perseverar na oração (Rm 12.12).

A comunhão com o Senhor, cultivada através da oração, muda no crente sua visão acerca das coisas que o cercam. Os problemas e as circuns­tâncias contrárias não abatem a sua fé em Deus e a sua confiança firme de que Ele é poderoso para que, caso não o livre, o fará, da situação problemática, vencedor ou tornará o mal em bem (Rm 8.28; Gn 50.20).

Nossa oração deve ser para que o Senhor nos abra os olhos, para que possamos ver o invisível e assim, pela fé descansar nEle, sabendo que todas as coisas estão sob seu domínio.

II. COMO ORAR?

1. Com reverência.

Todo crente deve saber que não se pode chegar à presença de Deus sem reverência, sem fé, e sem santo temor. Quando o homem foi criado, Deus já era adorado e reverenciado pelos anjos.

A reverência para com Deus é um princípio bíblico (Sl 96.9; 132.7; Mt4.10; 1 Tm 1.17). Todo o relacionamento do homem com o Senhor deve levar em considera­ção a reverência que lhe é devida, inclusive não somente na oração, mas também no seu serviço (Hb 12.28).

Considerando que o Senhor é Deus, Ele próprio espera esse tipo de atitude do homem (Ec 3.14). Orar a Deus com fé, reverência e temor é falar com Ele pelo novo e vivo caminho provido por Jesus (Hb 10.20-22) e ajudado pelo Espírito Santo (Rm 8.26,27).

2. Com fé e humildade.

É uma contradição um crente entrar na presença de Deus em oração, duvidando do seu poder, da sua graça e das suas promessas. De um crente se espera entrar na presença de Deus crendo que Ele é poderoso para fazer tudo, muito mais, além daquilo que pedimos ou pensamos, pelo seu poder que opera em nós, a nossa fé (Ef 3.20; Tg 1.6).

Deve o crente re­conhecer a sua insignificância em si mesmo, suas tendências, suas fragilidades, necessidades e estar disposto a confessar seus pecados e deixá-los, e buscar fazer a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para a sua vida (Lc 18.1 3,14; Rm 12.1,2).

3. Priorizando o Reino de Deus e seus valores eternos.

De todo o cristão espera-se que quando se encontrar no altar do Senhor em oração, dê prioridade ao Reino de Deus e aos valores eternos que o constitui (Lc 11.2; Mt 6.19-21). Primeiro, porque isso deve fazer parte do caráter cristão; segundo, porque com esta atitude aquelas coisas essenciais que foram pronunciadas por Jesus Cristo serão acrescentadas à sua vida (Mt 6.33).

III. ONDE ORAR E POR QUEM ORAR?

1. O lugar da oração.

É uma necessidade o crente ter um lugar próprio e adequado para fazer as suas orações devocionais diárias (Mt 6.6; Mc 1.35; At 10.9). O ho­mem que assim faz é tido como bem-aventurado (Pv 8.34,35).

O crente também precisa sempre estar na casa do Pai para a oração congregacional, considerando o que disse o próprio Deus a res­peito (quando da consagração do Templo construído por Salomão):

“Agora, estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar” (2 Cr 7.1 5).

Próximo do momento de sua cru­cificação, Jesus entrou no Templo e, repreendendo os vendilhões que ali estavam, referiu-se ao tex­to de Isaías 56.7:

“A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21. 13).

O Espírito Santo desceu no cenáculo onde estavam os discípu­los em oração há dias. Foi assim que a Igreja teve o seu início (At 1.12-14). Os crentes do primeiro século oravam juntos regularmen­te no Templo (At 3.1).

No altar da oração devemos ter em mente ao menos três pro­pósitos: adorar a Deus, agradecer-lhe e pedir algo para nós ou para outrem (intercessão). Ao pedir, o crente deve:

a) Orar por si próprio.

Nin­guém melhor do que o próprio crente para conhecer as suas ne­cessidades espirituais, sociais, afetivas, familiares, económicas e físi­cas. Há necessidades que, por sua natureza e estratégias espirituais, não podem ser do conhecimento de mais ninguém, devendo o crente, orar ao Senhor no seu íntimo.

b) Pelos amigos.

Nem todo crente se comporta como Jó, que estando sob severo sofrimento e com necessidades múltiplas, dedicava um tempo em suas ora­ções para orar pêlos seus amigos (Jó 42.10).

c) Orar pelos inimigos.

Esta é uma tarefa que demanda muito amor, renúncia, e propósito de agra­dar a Deus, obedecer a sua Palavra e dominar seu próprio coração (Mt 5.44; Rm 12.14). Nesse aspecto Je­sus também deixou o seu exemplo (Lc23.34; 1 Pe 2.23).

2. Orar pela igreja de Deus.

O profeta Samuel orou pelo povo de Deus (1 Sm 7.5-14). Em o Novo Testamento, vemos em Paulo um intercessor exemplar à medida que ora pelas diferentes igrejas, apresentando as suas necessida­des específicas (Fp 1.1-7, 9; Rm 1.8-12; Ef 1.16).

3. Orar por todos os ho­mens e pelas autoridades constituídas (1 Tm 2.1,2).

A vida de oração torna o crente sensível às necessidades dos que lhe rodeiam e dos que estão dis­tantes, sejam eles conhecidos ou não e em qualquer esfera social, como, por exemplo, o profeta Eliseu (2 Rs 4.1 2-36).

SUPLEMENTO

Objetivos da oração

“[…] Todos já nos sentimos impulsionados a orar com mais in­tensidade nos momentos de decisão e de angústias; não podemos viver distanciados da presença divina.

1. Buscar a presença de Deus.

‘Quando tu disseste: Buscai o meu rosto, o meu coração te disse a ti: O teu rosto Senhor, buscarei’ (Sl 27.8).

Seja nos primeiros alvores do dia, seja nas últimas trevas da noite, o salmista jamais deixava de ouvir o chamado de Deus para contemplar-lhe a face. Tem você suspirado pelo Senhor? Ou já não consegue ouvi-Lo? O sorriso de Deus é tudo o que você precisa para vencer as insídias humanas.

2. Agradecê-lo pêlos imere­cidos favores.

Se nos limitarmos às petições, nossa oração jamais nos enlevará ao coração do Pai. Mas se, em tudo, lhe dermos graças, até mesmo pelas tribulações que nos sitiam a alma, haveremos de ser, a cada ma­nhã, surpreendidos pêlos cuidados divinos. J. Blanchard é mui categórico: ‘nenhum homem pode orar biblica­mente, se orar egoisticamente’.

3. Interceder pelo avanço do Reino de Deus.

Na Oração Dominical, insta-nos o Senhor Jesus a orar: ‘

Venha teu Reino’ (Mt 6.10).

No Antigo Testa­mento, os judeus rogavam a Deus que jamais permitisse que suas possessões viessem a cair em mãos gentias. Basta ler o Salmo136 para se enternecer com o cuidado dos israelitas por sua herança espiritual e territorial”

(AN­DRADE, Claudionor. As Disciplinas da vida Cristã. Como alcançar a verdadeira espiritualidade. Rio de Janeiro, CPAD, 2008, pp. 36-8).

CONCLUSÃO

Não há limite para o crente viver uma vida de constante e crescente oração. Um alerta final da Bíblia para todos nós sobre a oração temos em 1 Pedro 4.7. A Palavra de Deus admoesta-nos a orar sem cessar (1 Ts 5.1 7), sem prejuízo de nossas atividades diárias, tendo em vista que são muitas as formas de orar. Você já orou hoje?

Fonte: CPAD – 2010

[Estudo Bíblico] A Comunhão com Deus

LEITURA BÍBLICA

Salmos 42.1-5.

l – Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus.

2- A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?

3 – As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquan­to me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?

4 – Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão; fui com eles à Casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava.

5 – Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença.

REFLEXÃO

“Certo é que não podes fruir duas alegrias: deleitar-te neste mundo e depois reinar com Cristo.

Logo tudo é vaidade, exceto amar a Deus e só a Ele servir.”

(Tomás de Kempis)

INTRODUÇÃO

Norman Snaith, comentando o Salmo 42, realça quão inefável é a co­munhão que desfrutamos com o Se­nhor: “O homem que já experimentou a alegria da comunhão com Deus, não estará apático quanto às oportunida­des de renovar, com Ele, a sua intimi­dade, quer em suas devoções particu­lares, quer nas adorações públicas. Esse homem simplesmente não consegue ficar longe de Deus. Sua alma sedenta, haverá de o impelir sempre à presença do Pai Celeste“.

Assim também diria William Bates, escritor puritano do século XVII. Ao dis­correr sobre a intimidade entre a nos­sa alma e o Supremo Ser, descreve ele a alegria que lhe ia na alma: “A comu­nhão com Deus é o princípio do céu“.

I – O QUE É A COMUNHÃO COM DEUS

Tem você sede de Deus? Anela por sua presença? Suspira por seus átrios? Anseia aprofundar com Ele a sua co­munhão? Aliás, sabe você o que é, re­almente, a comunhão com Deus?

l. Definição.

A comunhão com Deus é a intimidade que o crente, me­diante a obra redentora de Cristo e por intermédio da ação do Espírito Santo, desfruta com o Pai Celeste, e que o leva a usufruir de uma vida espiritual plena e abundante (Rm 5. 1; 2 Co 13. 13).

Andar com Deus é o mais perfei­to sinônimo de comunhão com o Pai Celeste. Tão profunda era a comunhão de Enoque com o Senhor, que o mes­mo Senhor, um dia, o tomou para si (Gn 5.24). Andar com Deus significa, ainda, ter uma vida como a de Eliseu que, por onde quer que fosse, era de imediato reconhecido como homem de Deus (2 Rs 4.9). Comunhão com Deus é ser chamado de amigo pelo próprio Deus (Is 41.8).

2. A comunhão com Deus é uma disciplina consoladora.

Ape­sar de seus grandes e lancinantes so­frimentos, Jó sempre refugiava-se na comunhão com o seu Deus (Jó 19.25). Suas perdas eram grandes; aos olhos humanos, irreparáveis. Todavia, confi­ava ele nas providências de um Deus de quem era íntimo. Até parece que Willard Cantelon, autor de imortais devoções, inspirou-se na experiência de Jó, quando escreveu: “Posso suportar a perda de todas as coisas, exceto do m toque de Deus na minha vida“.

II. A ALMA HUMANA ANSEIA PELOS ÁTRIOS DE DEUS

O ser humano não é o resultado de um processo evolutivo; é a plenitu­de de um ato criativo de Deus (Gn 1 .26). Se fomos criados por Deus, nossa alma, logicamente, aflige-se por Deus; anseia por seus átrios. E só haveremos de descansar, quando em Deus repousarmos (Sl 42.11). E se nos alongarmos do Criador? O vazio passa a ser a única realidade de nosso ser.

1. O vazio  humano. 

Billy Graham visitava, certa vez, uma universidade norte-americana, quando perguntou ao reitor: “Qual o maior pro­blema que o senhor enfrenta com os seus alunos“. O educador respondeu-lhe: “Vazio. Há um vazio muito grande de Deus em seus corações“. Como preencher este vazio?

Buscando preencher o vazio de sua alma, vagueia o homem pelo álcool, transita pelas drogas e erra pêlos devaneios da carne. Depois de toda essa busca, conclui: “Não tenho neles prazer” (Ec 12.1 -ARA). Mas o que acei­ta a Cristo, esse experimenta uma vida abundante e inefável (Jo 4.14).

2. A plenitude da comunhão divina.

Sabia o salmista que somen­te em Deus encontramos a razão de nossa existência e a satisfação plena de nossa alma. Eis por que deixa ema­nar de seus lábios este lamento:

“Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Es­pera em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face e Deus meu” (Sl 43.5).

John Bunyan, em O Peregrino, descreve a angústia da alma em sua jornada à Jerusalém Celeste. Quanto mais caminha, mais falta do Senhor vai sentindo até que, ao longe, avista a ditosa cidade, onde se encontra o amante de sua alma – Jesus Cristo.

III. O DEUS DE NOSSA COMUNHÃO

Afinal, por qual Deus anseia a nossa alma? Pelo Deus teologicamente correio que se acomoda a todas as religiões e credos? Ou pelo Deus úni­co e verdadeiro que se revelou a si mesmo por intermédio de nosso Se­nhor?

1. O Deus onipotente.

O Deus pelo qual suspira a nossa alma pode todas as coisas; para Ele inexiste o impossível (Gn 17.1; Lc 1.37). Entre­tanto, há um grupo de teólogos mo­dernos que, menosprezando as Sa­gradas Escrituras, ensinam: Deus na verdade é poderoso, mas não pode ser considerado Todo-Poderoso. As­sim eles argumentam: “Fora Ele realmente poderoso e tudo soubesse, certamente evitaria as tragédias que tanto infelicitam a humanidade“.

Será que esses falsos doutores desconhe­cem a soberania de Deus? Se Ele per­mite determinados males, não nos cabe questionar-lhe as razões. De uma coisa, porém, estou certo: to­dos os seus atos são movidos pelo mais puro, elevado e sublime amor.

2. O Deus onisciente.

O Deus, a quem tanto amamos, sabe todas as coisas; tudo lhe é patente. No Salmo 139, o salmista canta-lhe a onisciência, declarando que Ele nos conhece profundamente; esquadrinha nossos mais íntimos pensamentos, e não se surpreende com nenhuma de nossas ações.

Lecionam, porém, alguns dos sectários do Teísmo Aberto: “Deus, às vezes, é incapaz de penetrar nos recônditos de nosso livre-arbítrio por ser-lhe este um mistério“. Ora, se por um lado aceitamos o livre-ar­bítrio; por outro, cremos na sobera­nia divina; esta é inquestionável. E não será nenhuma “liberdade libertária” que haverá de impedir o nosso Deus de sondar as mentes e corações (Ap 2.23).

3. O Deus de amor.

Se Deus é amor, porque nos sobrevêm aflições, dores e perdas? Ainda que não tivés­semos resposta alguma a essa per­gunta, de uma coisa teríamos convic­ção: Ele é amor! Somente um Deus que é o mesmo amor, poderia enviar o seu Unigênito para redimir-nos de nossos pecados (Jo 3.16;1 Jo 4.8). É por esse Deus que almejamos.

Quando aceitamos a Cristo, cientifica-nos Ele: a jornada ser-nos-á pontilhada de lutas e aflições, mas conosco estará até à consumação dos séculos (Jo 16.33). O Filho de Deus é bem claro quanto às aflições que nos aguardam:

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9.23)

Se Ele nos amou com um amor eterno e sacrificai, por que deixaría­mos nós de amá-lo? Oremos: “Cristo, tu sabes que, apesar de nossas im­perfeições e falhas, nós te amamos“. Leia o Salmo 34, e repouse em cada promessa que você encontrar.

4. O Deus soberano.

No epí­logo de suas provações, confessa Jó:

“Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido” (Jó 42.2)

Implicitamente, estava ele almejando aprofundar a sua comunhão com um Deus, cuja soberania é inquestionável. Este é o nosso Deus; por Ele nos desfalece a alma.

Por conseguinte, não podemos aceitar os falsos mestres e teólogos que, torcendo as Escrituras Sagradas, emprestam a Satanás uma soberania que pertence exclusivamente a Deus.

Refiro-me àqueles que dizem, por exemplo, que, para Cristo salvar um pecador, é-lhe necessária a permis­são do Diabo. Ora, Cristo jamais foi constrangido a negociar com Sata­nás; sua missão é clara. Veio Ele para destruir as obras do Maligno, e foi exatamente isso que fez na cruz do Calvário (1 Jo 3.8). Nada devemos ao Adversário. Adoremos, pois a Cristo. Mantenhamos com Ele a mais doce e meiga das comunhões. Por esse Deus maravilhoso, anseia a nos­sa alma.

CONCLUSÃO

Em suas Confissões, demonstra Agostinho um profundo e incontido anseio por Deus. Abrindo o coração, suspira: “Quem me dera descansar em ti! Quem me dera viesses ao meu cora­ção e que o embriagasses, para que eu me esqueça de minhas maldades e me abrace contigo, meu único bem“. O que evidencia esse anelo? Fomos criados por Deus, e por Deus ansiamos.

Sua alma tem sede de Deus? Se não o amarmos de todo o coração, ja­mais poderemos ser contados entre os seus filhos. Amar a Deus é a essência de nossa vida devocional.