[Maná] Temos grande valor

“Que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim” (Gálatas 2:20).

Tente, agora mesmo, imaginar a figura de Jesus com as mãos estendidas. Imagine aqueles pregos cruéis, enferrujados e rombudos sendo cravados em Sua tenra carne. Imagine os nervos e tendões esticados sobre a cruz. Imagine a dor atroz que se alastra pelos Seus braços e pernas ao Ele ser suspenso entre o céu e a terra. Imagine a coroa de espinhos empurrada sobre Sua cabeça e o sangue espesso brotando de Sua testa e correndo pela Sua barba. Veja os Seus olhos cheios de agonia. Ouça o Seu grito de aflição. Escute suas palavras de pesar. Sinta a dor que atravessa todo o Seu corpo.

Apesar de tudo isso, o Seu sofrimento físico, por mais doloroso que fosse, constitui apenas uma fração do Seu real sofrimento. A culpa do mundo, a qual Ele levou, O separa do Seu amoroso Pai. Ele é julgado como um pecador – desprezado, condenado e acusado. Na cruz, Ele está sozinho. Ele sente Sua própria alma sendo dilacerada. Separado do Pai, Ele pende na cruz, agonizante. Por que sofreu assim?

Ele experimentou a dor que os pecadores sentirão no fim do tempo, ao estarem totalmente separados de Deus. Ele sente o que é estar perdido. Naquelas horas agonizantes na cruz, Ele absorve em Si mesmo toda a vergonha e degradação do pecado.

Naquele momento tenebroso, Jesus não Se vê atravessando a porta do sepulcro. Ele vê apenas a escuridão da sepultura e os horrores da morte. Mas Ele está disposto a passar por tudo isso por você e por mim. O Calvário brada para nós: “Vocês têm valor! Vocês são Meus por Eu tê-los criado. Eu os fiz. Eu os moldei. Vocês são Meus por meio da redenção. Vocês são mais do que pele cobrindo ossos.”

O Calvário revela a imensidão do amor de Deus. Gosto da maneira como o poeta Frederick William Faber se expressa:

“O amor de Deus é mais vasto
Que a medida da mente do homem.
O coração do Eterno é o mais maravilhoso e bondoso.”

O Seu cálido coração quebranta o meu frio coração de pedra, e eu ajoelho-me diante dEle em louvor.

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[Maná] Perguntas de Deus

“Que falta os seus antepassados encontraram em Mim, para que Me deixassem e se afastassem de Mim?” (Jeremias 2:5).

Desde a antiguidade, as perguntas têm feito parte do repertório humano de comunicação e aprendizado. Por exemplo, o método socrático era baseado em perguntas e respostas para estimular o pensamento e iluminar as ideias. A política e a literatura registram perguntas famosas como: “Até tu, Brutus?” (Júlio César) e “Ser ou não ser” (Shakespeare).

A capacidade de fazer perguntas é tão importante que o etnomusicólogo Joseph Jordania sugeriu que esse é um aspecto essencial da habilidade cognitiva do ser humano e aquilo que o distingue dos animais. Estudos mostram que alguns macacos aculturados e bem treinados conseguem dar respostas por meio de gestos, mas não conseguem formular perguntas.

O objetivo das perguntas varia de acordo com as circunstâncias. Podemos perguntar para obter informação, motivar a reflexão ou levar a pessoa a repensar suas atitudes. As respostas, igualmente, variam conforme as perguntas. Podemos responder com o silêncio, com “sim” ou “não”, com outra pergunta, com um discurso analítico ou com a mudança de vida.

Na Bíblia há muitas perguntas. As interrogações fazem parte da teologia. Desde que a serpente perguntou a Eva “Foi isto mesmo que Deus disse?” e Deus perguntou a Adão “Onde está você?”, as perguntas têm acompanhado o ser humano. Se o jornalismo trabalha com as seis perguntas básicas da informação (o que, quem, quando, onde, como e por que), os autores bíblicos procuram ir mais fundo em seus questionamentos. As perguntas divinas, assim como as perguntas retóricas, nem sempre pedem respostas, mas sempre exigem reflexão.

Talvez nenhum autor da Bíblia tenha feito tantas perguntas quanto Jeremias. O livro que leva seu nome tem muitas perguntas, como: “Se você correu com homens e eles o cansaram, como poderá competir com os cavalos?” (12:5) e “Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas?” (13:23). Porém, uma de suas perguntas mais importantes é a que se encontra no verso de hoje. É, na verdade, uma pergunta de Deus.

Será que o Senhor foi infiel ao concerto para que os israelitas o trocassem por ídolos inúteis e se tornassem eles mesmos inúteis? Por que trocar a Glória (2:11) por nulidade? Essa pergunta é feita a você e a mim.

O que responderemos?

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[Maná] Direção divina

“Pela fé, Abraão obedeceu quando foi chamado para ir à outra terra que ele receberia como herança. Ele partiu sem saber para onde ia” (Hebreus 11:8).

Para viver na vontade do Senhor é preciso caminhar com Ele passo a passo, fazendo o que você sabe ser a vontade dEle a cada dia. Por exemplo, é sempre da vontade de Deus que o adoremos, que oremos sem cessar, estudemos Sua Palavra e Lhe rendamos graças. É sempre da vontade de Deus que vivamos no temor do Senhor e sejamos encorajados pelo Espírito Santo (At 9:31).

Se você deseja descobrir os planos de Deus para seu futuro, escute atentamente a orientação do Espírito à medida que caminha com Ele. Quando você conta com o Espírito para cada passo, Ele o conduz até onde precisa ir a fim de avançar para o futuro que Ele lhe reservou. Não conhecemos todos os detalhes do porvir. No entanto, sabemos que o futuro que Deus tem para nós é muito melhor que qualquer um de nossos planos.

Abraão não sabia para onde estava indo quando saiu na jornada para a qual Deus o chamou. Mas Ele sabia que seguir a direção de Deus e fazer a vontade dEle era a única forma de viver. Sua vida se tornou uma das histórias de maior sucesso de todos os tempos. E tudo que Abraão fez foi seguir fielmente a direção do Senhor.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Senhor, quero estar aberto para receber Tua direção e seguir Teus planos, um passo de cada vez. Preciso de Teu auxílio para discernir Tua vontade e cumpri-la com um coração obediente. Por favor. Em nome de Jesus, amém!

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[Maná] Final grandioso

“Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? É como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra” (Marcos 4:30, 31).

Telêmaco era um eremita. Mas um dia algo lhe disse que ele devia ir a Roma. Ele saiu do deserto e foi. Embora Roma fosse uma cidade nominalmente cristã, havia jogos em que os gladiadores lutavam até que um deles morresse. A multidão vibrava, com sede de sangue.

Telêmaco foi assistir a uma dessas lutas. Oitenta mil pessoas estavam no estádio. Ele ficou horrorizado. Os gladiadores que estavam se matando também não eram filhos de Deus? Ele saltou da arquibancada para dentro da arena e se colocou entre os gladiadores. Foi empurrado para o lado, mas voltou. A multidão ficou irada e começou a apedrejá-lo. Mas ele continuou se interpondo entre os lutadores.

Então o prefeito de Roma emitiu uma ordem e uma espada resplandeceu ao Sol. Num instante, Telêmaco estava morto. Os espectadores silenciaram. De repente a multidão entendeu o que havia acontecido: um homem santo havia morrido. Algo extraordinário ocorreu naquele dia em Roma: as lutas entre gladiadores foram suspensas. Através de sua morte um homem deu início a um movimento que extirpou do império uma prática criminosa.

Grandes realizações começam com uma ideia. Uma reforma começa com um homem. A parábola do grão de mostarda nos ensina que o reino de Deus começa pequeno, mas terminará como uma árvore frondosa que abriga muitas nações. No Antigo Testamento, uma das figuras mais comuns para representar um grande império é a de uma grande árvore, e as nações súditas como aves que se aninham nos seus ramos (Ez 31:3, 6).

“Jesus não poderia ter escolhido uma figura melhor do que o insignificante grão de mostarda para ilustrar a maneira como o reino de Deus opera na mente de pessoas não regeneradas. Os líderes judaicos olhavam com desprezo para a multidão heterogênea que ouvia Jesus, especialmente os poucos pescadores e camponeses iletrados que se assentavam ao Seu lado. Eles concluíram que Jesus não podia ser o Messias, e que o ‘reino’ que Ele proclamava nunca daria em nada” (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 409).

Mas eles se enganaram, pois o reino de Deus cresceu e continuará crescendo até atingir o mundo todo.

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[Maná] Por favor, não desista.

“Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil” (I Coríntios 15:58).

Você está prestes a desistir? Por favor, não faça isso. Está desanimado como pai? Aguente firme. Está cansado de fazer o bem? Apenas faça um pouco mais. Você é pessimista em relação ao seu trabalho? Arregace as mangas e encare-o novamente. Nenhuma comunicação em seu casamento? Faça mais uma tentativa. Não consegue resistir à tentação? Aceite o perdão de Deus e vá lutar mais um round. Seu dia está repleto de tristeza e desapontamento? Seus amanhãs estão se transformando em nuncas? Esperança é uma palavra esquecida?

Lembre-se: aquele que termina não o faz sem feridas ou cansaço. Muito pelo contrário; tal como o boxeador, está cheio de cicatrizes e sangue. Atribui-se a Madre Teresa a seguinte frase: “Deus não nos chama para sermos bem-sucedidos, mas apenas fiéis”. O lutador, tal como nosso Mestre, está trespassado e cheio de dor. Ele, tal como Paulo, pode até mesmo estar cansado e ferido. Mas continua.

A terra da promessa, avisa Jesus, aguarda aqueles que permanecerem (Mt 10:22).

Não é apenas para aqueles que dão a volta da vitória ou bebem ou champanhe. Não senhor. A terra da promessa é para aqueles que simplesmente resistem até o final.

Vamos resistir?

Ore comigo agora: “Senhor Jesus, quando a estrada parecer longa demais, os fardos muito pesados, a dor muito grande, dá-me a força para seguir em frente. Nos dias que forem cheios de tristeza e desapontamento, enche meu coração de esperança. Que eu possa resistir com um espírito de vitória e triunfo, por amor ao Teu reino. Em Teu nome, em nome de Jesus, amém!”

 

[Maná] O poder do pouco a pouco

“Eu os expulsarei aos poucos, até que vocês sejam numerosos o suficiente para tomarem posse da terra” (Êxodo 23:30).

Você já pediu a Deus que fizesse algo importante e sentiu-se desapontado diante da ação paulatina dEle, quando você esperava tudo de uma só vez?

É possível que você tenha um hábito que sabe não ser saudável. Já pediu a Deus que o eliminasse, mas desanima quando o progresso parece pouco significativo. Ou talvez, como os israelitas, se veja diante de ataques de adversários que parecem concentrar-se em sua destruição pessoal ou profissional. Por que Deus não nos concede vitória imediata ou aniquila os que tanto nos prejudicam?

Não há resposta simples. Essa passagem, porém, oferece uma pista sobre a natureza da atividade de Deus: Ele age de acordo com o próprio cronograma. A vontade divina é determinada pelo que é melhor para nós. As Escrituras dizem que “para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não demora em cumprir a SUA promessa, como julgam alguns. Ao contrário, Ele é paciente com vocês” (2 Pe 3:8,9). Nosso Pai trabalha para o nosso bem eterno, mas cumpre Seu propósito a Seu modo e em Seu tempo.

Anime-se quando suas orações revelam progresso, mesmo que pareça mínimo. Deus está operando em sua vida e na dos que a rodeiam. Não demorará muito para que importantes transformações ocorram.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Deus, ajuda-me a ter paciência para esperar em Ti. Confesso que gostaria que todas as respostas surgissem agora, mas sei que o Teu tempo é perfeito. Capacita-me a perceber cada passo do progresso que está acontecendo. Em nome de Jesus, amém!”

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