[Maná] A Dádiva da Amizade

“O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” (Provérbios 17:17).

Nós os conhecemos muito bem. Entram numa roda e puxam conversa, cumprimentam. Soltam piadas. Brincam com os outros e logo estão num grupo rodeados de amigos. O que as pessoas que conquistam amigos costumam fazer? Que qualidades surgem em sua mente quando você ouve a palavra “amigo”? Aqui estão algumas ideias de como atrair amizades:

Seja amigo. Diga: “Oi, bom-dia, tudo bem?” Mostre interesse naquilo que a pessoa está fazendo, torne-se disponível para ajudar no que for preciso.

Seja o primeiro a sorrir. Não espere que o outro sorria primeiro. Mostre um sorriso genuíno, espontâneo, sincero que venha de dentro do coração. Quando você sorri, está dizendo para o outro: venho na qualidade de amigo. Mesmo que esteja sem jeito de dizer alguma coisa no grupo, sorria.

Escute. Faça perguntas e espere respostas. Demonstre que está interessado e comente aquilo que a outra pessoa disse. Ao escutar, você está dizendo: “Aceito você e valorizo sua opinião.”

Diga uma palavra de apreciação, um elogio. As pessoas gostam de elogios sinceros. Por que não deixar que seu amigo saiba dos talentos e virtudes que ele tem? Descubra alguma coisa boa para dizer para seu amigo e diga: “Você está com uma camisa bonita!”, “Mudou de penteado, hein?”, “Que jogada de craque aquela que você fez!” Jesus foi especialista nisso. Ele disse à samaritana: “Você falou a verdade.” Da mulher que o ungiu, Ele disse: “Ela fez o que pôde.” Quantas vezes uma palavra de apreciação nos tirou do fundo do poço.

Dê liberdade aos seus amigos. Não procure controlá-los. Não seja ciumento nem possessivo. Eles precisam de tempo para os hobbies deles, para os estudos e para ficar sozinhos.

Torne tangível sua amizade. Um bilhetinho, o empréstimo de um livro de que você gostou, um e-mail quando estiver de férias e no aniversário do amigo, um cartão de Natal – todas essas coisas, em maior ou menor grau, vão dizer: “Gosto de você.”

Ore pelos seus amigos. Alguns deles ficam sem jeito de pedir que oremos por eles, mas sabemos, pelo que estão passando, que necessitam da ajuda e da bênção de Deus. Ore por eles, e faça-os saber disso.

Hoje, ao se encontrar com um amigo, demonstre de alguma maneira que você o aprecia.

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[Maná] Cristo é tudo

“Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (I Coríntios 2:2).

Quando o apóstolo Paulo pregou em Atenas, empolgou-se com sua habilidade de usar o dom da palavra, pois se achava perante uma plateia de pessoas que amavam a cultura e a retórica. Mas os resultados não foram tão compensadores quanto ele esperava. O apóstolo perdeu muito por não ter colocado Cristo como o centro de sua pregação, e assim deixou escapar uma grande oportunidade de exaltá-Lo como o Salvador da humanidade. Mais tarde, ao escrever aos coríntios, confessou: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”.

Homem culto, Paulo estava familiarizado com doutores e filósofos, mas, dali em diante, ninguém neste mundo suplantaria a glória e majestade do Filho de Deus. É claro que, desde sua conversão, na estrada de Damasco, ele estava convicto desta verdade, mas, em Atenas, equivocou-se ao pensar que uma abordagem intelectual seria mais apropriada.

Arturo Toscanini estava em Londres regente a Nona Sinfonia de Beethoven. Sua regência foi tão convincente que, ao final da apresentação, a plateia o aplaudiu demoradamente. Enquanto isso, o primeiro violinista cochichou aos ouvidos de um colega: “Se, desta vez, Toscanini nos criticar, vou empurrá-lo na direção do poço”. Ele disse isso porque sabia que Toscanini era perfeccionista e muito exigente. Para a sua surpresa, porém, o regente permaneceu em seu lugar, humildemente, tocado pela inspiração da maravilhosa música. Finalmente, voltou-se para a orquestra e disse: “Toscanini não é ninguém. Não sou nada. Vocês também não são nada. A orquestra não é nada”. E, após uma pausa, levantou as mãos acima da cabeça e, apontando para o alto, exclamou: “Beethoven! Beethoven! Ele é tudo!”

O apóstolo Paulo, ao ter uma visão de Cristo, comprometeu-se a exaltá-Lo não só por palavras, mas, acima de tudo, pelo exemplo. Sua identificação com Cristo foi tão grande que chegou a dizer aos membros da igreja de Corinto: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co 11:1).

Nós também devemos fazer de Cristo o centro de todas as nossas ações. Nossa linguagem, nossos motivos, alvos e aspirações – tudo deve girar em torno dEle.

Hoje em dia, mais do que no passado, as pessoas se identificam com personagens famosos. E até copiam algumas de suas maneiras. Cristo, porém, não tem rival. Seu poder e a beleza de Seu caráter O colocam acima de tudo e de todos. Ele é digno de louvor e adoração.

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[Maná] Jesus vê os que são bons

“Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas” (Apocalipse 3:4).

O verso de hoje traz uma palavra de ânimo às pessoas de Sardes.. Mesmo em um grupo que parece morto, Jesus pode ver pessoas que estão de pé. “Não contaminaram as suas vestiduras” foi uma maneira de dizer que elas não condescenderam nem desistiram da fé.

Jesus focalizou-Se nessas pessoas boas. E, então, prometeu grandes coisas para todos os que a Ele se juntassem. Jesus queria confessar seus nomes, dizer coisas boas sobre eles diante do Pai celestial. Este é o plano do Grande Médico. Ele promete criar uma maravilhosa comunidade com aqueles poucos que permanecerem de pé. Ele é o Deus dos novos começos.

Deus criou um novo começo em um ponto crucial da história. A igreja de Sardes também representa a igreja durante a Reforma. Passaram-se séculos após séculos e a verdade de Deus foi reprimida, homens e mulheres de Deus apresentaram-se para defender Sua causa. A verdade, havia muito perdida de vista, voltaria a brilhar outra vez. Deus ergueu-Se pelos reformadores. Os valdenses copiaram a Bíblia a mão. De seus esconderijos nas montanhas do norte da Itália e sul da França, eles enviaram rapazes e moças por toda a Europa para falarem da Palavra de Deus. Na Boêmia, João Huss, junto com seu amigo Jerônimo, fez da obediência a Deus o seu lema. O reformador alemão Martinho Lutero recuperou a verdade da “salvação somente pela graça”. João e Carlos Wesley iniciaram um poderoso reavivamento na Inglaterra, enfatizando a santidade e o crescimento na graça.

O período de Sardes da reforma, nos anos 1500 e 1600, trouxe à baila muitas verdades bíblicas negligenciadas. Importantes doutrinas como o batismo por imersão, a segunda vinda de Cristo e a obediência à lei de Deus foram abraçadas por cristãos em todos os lugares.

Deus soprou nova vida sobre Sua igreja, e ela viveu. Ele pode fazer o mesmo por você. Sua vida espiritual se desvaneceu? Permita que Deus faça Sua obra maravilhosa em você ainda hoje. Ele trará uma nova vibração à sua experiência cristã. Ele assim fez para um grupo de crentes fiéis em Sardes, e o fará para você.

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[Maná] A Graça tem um custo!

“Não deixem que fique sem proveito a graça de Deus, a qual vocês receberam” (II Coríntios 6:1, NTLH).

Quem ainda não comprou nelas, sabe ao menos onde estão. São as lojas de desconto, que fazem liquidação o ano todo. Locais aonde você vai para comprar por menos, barganhar e pechinchar. Talvez você conheça a Feira do Paraguai e a 25 de Março, em São Paulo. Cada cidade grande tem setores em que você pode encontrar produtos “importados”, imitações perfeitas a preços tentadores. São locais de muito movimento, onde se ouvem as vozes dos vendedores ambulantes disputando compradores. A intenção é atrair grande número de clientes, oferecendo, pelo menor preço, uma imitação do produto verdadeiro.

Foi perguntado o preço de um Rolex a um vendedor ambulante em Ciudad Del Leste: 40 dólares. O relógio era igualzinho ao original, com fundo azul ou prateado. Mas o verdadeiro naquele modelo custa quase três mil dólares, com desconto.

Há uma expressão colocada em uso pelo jovem teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer: “Graça barata”. Ele diz:

“Graça barata significa justificação do pecado, não do pecador. Graça barata é a pregação do perdão sem o arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a ceia do Senhor sem a confissão dos pecados. Graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado”.

No texto de hoje, Paulo escreve para pessoas que aceitaram e receberam a graça de Deus. Alguns deles eram seus colaboradores: “Lembrem-se do que falei, escrevi e ensinei. É bem capaz que para alguns de vocês a quem falei a graça tenha se tornado sem nenhum propósito. Cuidado! Não permitam que Ela tenha sido em vão para vocês”. Será que não podemos cair no perigo de receber a graça de Deus e continuar os mesmos?

A graça concessiva (ou barata) fará com que tenhamos um pé nas trevas e outro na luz. Vai sussurrar que podemos fazer o que quisermos, ou pior, recusar fazer o que Deus deseja que façamos – e mesmo assim Ele nos salvará. Não podemos usar a graça como desculpa para a autoindulgência. Não passemos por alto o fato de que a graça que produz frutos é bíblica. Ela nos impulsionará a maior devoção e mudança no estilo de vida.

Aceitar a graça de Deus é aceitar Suas expectativas para nossa vida e crer em Seu poder transformador.

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[Maná] Clame ao Senhor!

“Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas tribulações” (Salmo 34:17).

Não conheço cristão que não enfrente dificuldades nesta vida. Você conhece algum? O verso de hoje nos ensina como enfrentar tribulações e sair vitoriosos. O verso apresenta três verbos: clamar, escutar e livrar. O primeiro deles expressa a responsabilidade humana: clamar. Deus não pode fazer nada por quem acha que não precisa de ajuda. Aqui está o perigo de pensar que você é a fonte de energia interior ou que a solução está dentro de você. Essa é a ideia que o humanismo ensina.

Milhares de pessoas passam a vida tentando achar “luz”, “aura”, “energia”. Mas descobrem estarem vazias e derrotadas.

A promessa do salmista é para os que clamam, porque reconhecem que precisam de ajuda. A atitude divina é dupla: primeiro escutar, depois livrar.

Quantos problemas humanos são resolvidos pelo simples fato de a pessoa ser escutada. Existem profissionais que fazem dinheiro, só porque conhecem a arte de ouvir. Quantos jovens passam a ser vítimas das drogas, só porque ninguém os ouve.

Você está ouvindo o seu filho ou o seu cônjuge? Muitos problemas poderiam ser evitados se aprendêssemos a ouvir uns aos outros. Aprenda a ouvir. O melhor órgão de comunicação não é a língua, e sim o ouvido. Deus está sempre pronto a escutá-lo. Porém, vai mais longe. Ele livra você das tribulações. Às vezes, pelo simples fato de escutá-lo. Quando você fala com Ele através da oração e depois fica em silêncio tentando ouvir Sua voz, o Senhor vai colocando seus pensamentos e sentimentos em ordem. Então você se levanta dos momentos de meditação com a decisão certa para as circunstâncias confusas que está vivendo.

“Clamam os justos.” Não basta clamar, é preciso ser justo. E, para ser justo, tudo que você precisa fazer é abrir o coração a Jesus e dizer: “Senhor, aqui estou. Nada sou, nada tenho. Sou apenas barro. Podes fazer alguma coisa deste simples barro?”

Não tenha medo diante da montanha de dificuldades que se apresentam na sua frente. Se Deus tirou Davi da cova de Adulão, onde estava escondido com medo dos seus inimigos, certamente conduzirá você também para a vitória. Não se esqueça de que: “Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas tribulações”.

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[Maná] A grande descida de Deus

Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. 1 Pedro 3. 18

Por milhares de anos, Deus nos deu sua voz. Antes de Belém, ele nos deu seus mensageiros, seus mestres, suas palavras. Na manjedoura, porém, Deus nos deu de si mesmo.

O cristianismo celebra a grande descida de Deus. Sua natureza não o prende no céu, mas o leva à terra. No grande evangelho de Deus, ele não apenas envia, mas se torna; ele não apenas olha para baixo, mas vive aqui; ele não apenas conversa, mas vive conosco como um de nós.

Ele conhece a dor. Seus irmãos o chamaram de louco. Ele conhece a fome. Ele fez uma refeição com grãos de trigo. Ele conhece o cansaço. De tão cansado, cochilou num barco abatido por uma tempestade. Ele conhece a traição. Ele deu a Judas três anos de amor. Judas, por sua vez, deu a Jesus o beijo de um traidor.

Acima de tudo ele conhece o pecado. Não o pecado dele próprio, é claro. Mas ele conhece o seu.

As promessas que você não cumpriu. As virtudes que você abandonou. As oportunidades que você desperdiçou.

Todo ato que você cometeu contra Deus – pois todo pecado é contra Deus-Jesus conhece. Ele os conhece melhor que você. Ele sabe o preço deles. Pois ele o pagou.

***

Senhor Deus, obrigado por deixar o esplendor e a santidade do céu viverem aqui na terra. Tu caminhaste pelas estradas terrenas, choraste lágrimas humanas e sofreste dor desumana. E fizeste tudo isso por amor a nós. É um presente que não merecemos. Um dom que não podemos conquistar. Mas um presente que recebemos com alegria.