[Maná] Os desejos do coração

“Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá aos desejos do seu coração” (Salmo 37:4).

O coração humano é uma fábrica de desejos. Nem sempre discernido, o desejo é um poder que motiva, uma força que leva à ação, uma imã que atrai; é o que eu quero ter, fazer e experimentar. Janela da alma, o desejo mostra para onde você está indo e qual será seu destino. Obsessão por objetos, coisas e pessoas, o desejo é a tentativa de conseguir algo para preencher um vazio na vida.

Segundo os psicólogos, os desejos não devem ser confundidos com as emoções, nem as emoções com os sentimentos, que estão para elas assim como as ondas para o oceano. Enquanto a emoção nasce na mente, o desejo está enraizado na estrutura corporal. Por isso, os romancistas e roteiristas o exploram em profusão, e os publicitários elaboram estratégias para criar um senso de necessidade e seduzir os consumidores. Em geral, a publicidade associa algo ou alguém com atributos desejáveis ao produto. Não é por acaso que tantas celebridades aparecem nas propagandas.

Procurar satisfazer os desejos do coração não é errado, pois essa é uma necessidade universal. O problema é se contentar com superficialidades. Dinheiro, sexo, comida, conhecimento, popularidade, status, poder, esporte, influência, carros, aparelhos e milhares de itens nesse nível não satisfazem realmente o coração. Hoje, as pessoas buscam cada vez mais prazeres, mas continuam infelizes. Tudo o que é finito traz satisfação temporária. Não devemos negar os desejos, mas avalia-los, hierarquizá-los e aprofundá-los.

Nosso maior desejo é por Deus, cuja ausência na vida jamais poderá ser compensada por substitutos. À primeira vista, no verso de hoje, parece que o salmista está dizendo que Deus nos dará coisas para satisfazer nosso coração. Mas, na verdade, quem enche nossa vida de alegria, felicidade e empolgação é o próprio Deus, que é o fim de toda a procura. Deus não promete gratificar os apetites pecaminosos do corpo, mas satisfazer os desejos santificados da alma. Para isso, precisamos conhecer a Deus pessoalmente, amá-Lo apaixonadamente, servi-Lo alegremente e obedecer-lhe completamente. Se você entregar-lhe seus caminhos, Ele colocará você na estrada da felicidade. Deus transforma o coração para que ele tenha o desejo correto.

Deleitar-se em Deus, mais do que um privilégio ou mandamento, é a maior alegria da vida. Para quem busca o Senhor, a satisfação vem como bônus. Qual é o grande desejo do seu coração? Nada o satisfará da maneira que você sonha, trazendo paz para sua alma, a menos que você encontre prazer em Deus. Assim como as células precisam de oxigênio, o girassol precisa do astro-rei e os pássaros precisam do céu, você precisa de Deus. Deleite-se nEle e você será deleitado.

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[Maná] Deus provê

“A terra e tudo o que nela há são do Senhor; o mundo e todos os seus habitantes Lhe pertencem” (Salmo 24:1).

Deus criou todas as coisas. Ele é o dono de tudo, e isso é mais que suficiente para suprir aquilo de que precisamos. Tudo em nosso mundo pertence a Deus, inclusive nós mesmos. Deus mostrou Seu amor quando nos deu a terra. No entanto, Ele quer que O busquemos como nosso Provedor.

Ele conhece todas as suas necessidades e é plenamente capaz de suprir todas elas, mas Ele quer que você se aproxime dEle em oração e peça. O Criador do Universo deseja muito ter um relacionamento com você. Não está interessado em ser um Papai Noel ou um simples benfeitor. Deus ouve suas orações e atende a elas quando você ora com um coração sincero, que o ama.

Quando não conhecemos bem a Deus, dificilmente entendemos Suas respostas. Pensamos que, se Ele não respondeu como pedimos ao orar, foi porque não ouviu. A oração não determina o que Deus deve fazer. A oração é uma parceria com Deus em todos os aspectos de nossa vida.

Se vivêssemos sempre nos caminhos de Deus em vez de pensar que sabemos mais que Eke, não teríamos falta de nada. Não permita que o medo de não ter o suficiente o faça duvidar de que Deus suprirá suas necessidades. Continue a pedir. Ele é seu provedor e tem tudo aquilo que você necessita.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

“Muito obrigado, Senhor, por Tua generosidade. Desenvolve em mim confiança cada vez mais firme em Tua provisão. Entrego a Ti todas as minhas ansiedades e preocupações, certo de que Tu agirás conforme Teus bons propósitos. Em nome de Jesus, amém!”

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[Maná] Ser amigo é melhor

“O olhar de amigo alegra o coração” (Provérbios 15:30).

Embora seja muito importante pertencer a uma família, ser amigo é melhor do que ser membro de uma família. Porque um amigo se pode escolher. Mas não se pode escolher irmãos, pais, primos, tios e outros parentes. Além disso, irmãos e irmãs, pais e filhos, às vezes discutem, brigam e até se agridem. E não há nada pior do que briga em família.

Vejam o que aconteceu com Caim e Abel. As relações entre os dois se deterioraram a tal ponto que Caim matou o próprio irmão. E o matou por motivo fútil, o que hoje seria considerado homicídio qualificado. O noticiário moderno tem veiculado inúmeros casos de filhos que planejaram a morte dos próprios pais.

Ser amigo também é melhor do que ser namorado. Porque namorados que não são amigos logo se separam. A verdadeira amizade se confunde com o amor verdadeiro. E há um texto bíblico que revela até que ponto pode chegar esse sentimento:

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15:13).

Ter amizade cristã é interessar-se o suficiente pelos outros a ponto de tirar tempo para eles. Tirar tempo para ajudar o vizinho. Para visitar um doente. Para socorrer alguém com o carro quebrado à beira da estrada.

A amizade cristã nunca admite que haja na congregação uma única pessoa prestando seu culto a Deus em solidão. E há entre nós rostos solitários, no meio da multidão, que vieram a nós não tanto em busca da doutrina correta, da igreja assinalada pela profecia, mas em busca de uma palavra de carinho, de afeto, de solidariedade, de compreensão, de amizade, de amor. E quando as pessoas não encontram em nosso meio o carinho de que precisam, elas, muitas vezes, vão embora para outra igreja, que poderá oferecer menos doutrina, porém mais amor. Daí muitos irmãos se admiram dizendo: “Como é que pode? Trocou a verdade pelo erro!” O fato é que elas não trocaram a verdade pelo erro. Trocaram a frieza pelo amor.

Quando Deus perguntou a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?”, Caim procurou fugir à sua responsabilidade, dizendo:

“Sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4:9, ARC).

Mas a resposta de Deus a Caim, e a cada um de nós, não deixa dúvida: “Sim, você é guardador do seu irmão“!

O mundo acredita no evangelho do egoísmo, em que cada um deve cuidar de si mesmo. Mas Deus diz:

“Levai as cargas uns dos outros” (Gl 6:2).

Ele diz que você deve se importar com seu irmão, porque este é o verdadeiro evangelho: o evangelho do amor.

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[Maná] O Convite para a festa

“Vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem” (Mateus 22:9).

Jesus contou a história do rei que enviou convites para uma festa de casamento. Imagine quem seriam as pessoas convidadas por um rei para um casamento: celebridades, gente da nobreza, da alta corte, estrelas do cinema e da TV. Gente que chega em limusines, Rolls Royces, Mercedes-Benz, BMWs, Ferraris, etc. Com trajes e vestidos de grife dos últimos lançamentos das coleções mais famosas do mundo.

Ele a princípio convidou pessoas que fariam a festa parecer mais importante. Não era uma festinha de fundo de quintal para algumas dezenas de pessoas. Ele queria milhares de pessoas.

Mas, diante da recusa de alguns ao seu convite, o rei mandou que os servos saíssem e convidassem a todos, bons e maus. Muitas dessas pessoas você não recomendaria: bêbados, prostitutas, catadores de lixo. Como essas pessoas naturalmente não tinham um melhor traje, o rei colocou à disposição deles o guarda-roupa real com grifes que deixariam qualquer outra em complexo de inferioridade.

No meio da festa, o rei saiu para cumprimentar os convidados e encontrou no meio deles alguém que, pela maneira de vestir, destoava completamente do restante do grupo. Era o tipo de pessoa que, pelas muitas boas obras que havia praticado, cria que poderia comprar o direito ao banquete.

Quem sabe usasse sapato esporte, calça jeans e um casaco.

A primeira reação do rei foi: “Como é que ele entrou assim nesta festa?” E em seguida falou: “Amigo, você não está usando o traje que eu providenciei?”

Nessas circunstâncias, depois de tudo ter sido providenciado, já imaginou o que seria apresentar-se diante do rei sem as vestes de casamento?

O convite de Deus para participar no banquete não está baseado em nosso passado. Algumas pessoas podem dizer: “É tarde demais. Ele não pode fazer mais nada por mim.” Mas o fato é que Deus envia o convite para todos. Se você se sente impuro e indigno, Ele o tornará digno. Ele vai abrir o guarda-roupa de Sua graça, cheio de vestes fabricadas nos teares do Céu, sem um fio de origem humana.

Lembre-se: “Ninguém é tão pecaminoso que não possa encontrar força, pureza e justiça em Jesus, que por ele morreu. Cristo está desejoso de tirar-lhes as vestes manchadas e poluídas pelo pecado, e vestir-lhes os trajes brancos da justiça; Ele lhes ordena viver, e não morrer”.

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[Maná] O nevoeiro do coração abatido

“O Senhor protege os simples; quando eu já estava sem forças, Ele me salvou. Retorne aos seu descanso, ó minha alma, porque o Senhor tem sido bom para você” (Salmo 116:6-7).

É um nevoeiro espesso que, em silêncio, aprisiona a alma e recusa-se a dissipar-se facilmente. Depressão, desânimo, desapontamento, dúvida. Todos são companheiros dessa presença temida.

Se você já foi traído por um amigo, sabe o que quero dizer. Se foi rejeitado pelo cônjuge ou abandonado por pai ou mãe, é certo que já viu esse nevoeiro. Se ficou de vigília ao lado da cama de uma pessoa amada, então também reconhece essa nuvem. Se está nesse nevoeiro agora, pode ter certeza de uma coisa: Jesus o entende perfeitamente e está caminhando com você nessa neblina silenciosa.

Quando Marcos descreve a cena do Getsêmani depois da última ceia, mostra um Jesus agonizante, tenso, angustiado. “Um homem de dores” (Is 53:3). Um homem que luta contra o medo, debate-se com seu próprio compromisso e anseia por alívio.

Encontraremos aqui a prova de que os momentos de tristeza, angústia e dúvida não são, obrigatoriamente, sinais de espiritualidade fraca, fé vacilante, falta de oração.

Faremos bem em nos lembrar disso quando ouvirmos sussurros de culpa em meio à depressão ou condenarmos outros por não saírem sozinhos do fundo do poço.

Em sua compaixão, o Mestre compreende, e nos guia (ou nos carrega!) até a névoa dissipar.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Senhor, anda comigo quando eu atravessar o nevoeiro do coração abatido. Tu sabes o caminho, pois já passaste por ele. Por favor. Em nome de Jesus, amém!

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[Maná] Paizinho

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se com Ele sofremos, também com Ele seremos glorificados” (Romanos 8:15-17).

Mateus 6:26 nos diz que Deus é Pai, “vosso Pai Celestial”. Isto é emocionante. A realidade de Deus ser Pai de cada cristão é um dos grandes e recorrentes temas do Sermão do Monte.

Todos quantos nasceram de novo foram adotados na família de Deus. Essas pessoas renunciaram a seu antigo pai e a seus hábitos pecaminosos e aceitaram a Deus como Pai. Passaram a fazer parte da grande família dos redimidos. Estão, portanto, em condições de chamar Deus de “Aba, Pai”. Aqueles que ainda têm o diabo como pai não podem fazer isso. “Aba” é um termo carinhoso, como a palavra “papai” em português. Que maravilha! O Deus do Universo é meu Papai. Não admira que eu não precise me preocupar. Não admira que eu não tenha temor. Deus é Aba para mim. Esse fato fornece a base da confiança.

Contudo, Deus não tem apenas a proximidade de um papai; Ele também possui o poder de um Criador. Foi Ele quem trouxe os mundos à existência. “Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles” (Sl 33:6). “Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir” (Verso 9). Nosso Aba também é o poderoso Criador das aves e das flores.

Essa é a razão por que não devo me preocupar. Ele tem a proximidade de um papai e o poder de um Deus galáctico. Que Senhor!

Mas isso não é tudo. Nosso Aba Criador também tem o coração de um redentor. Ele nos amou tanto que deu Seu Filho para morrer em nosso lugar, a fim de que tivéssemos vida eterna.

Este é o Deus a quem servimos. Ele é Papai, Criador e Redentor, tudo de uma vez. Seu cuidado por nós não se limita apenas à esfera espiritual; abrange também nosso vestuário e sustento de cada dia. Quem pode ficar ansioso tendo tal Senhor como amigo?

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