[Estudo Bíblico] O consolo de Deus em meio a aflição

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INTRODUÇÃO

A Segunda Epístola aos Coríntios foi escrita quase um ano depois da primeira carta, e contém a apologética mais uniforme da autoridade apostólica de Paulo. O apóstolo achava-se contristado por causa da oposição que the moviam os falsos irmãos. Afinal, aquela igreja era fruto do seu trabalho missionário (1 Co 4. 14, 15 ; 2 Co 10. 13, 14). A carta também inclui alguns temas doutrinários, como é o caso da morte e ressurreição do crente (2 Co 5. 1-10). Neste texto, o apóstolo expõe o seu coração; revela de forma vivida, os sentimentos que envolviam sua alma e sua fé. Ele confronta as calúnias e a deslealdade dos falsos irmãos, refutando suas atitudes carnais; bem como enfrenta os falsos apóstolos, que tinham por objetivo corromper a verdade do evangelho de Cristo, a qual o apóstolo pregava com toda sinceridade e dedicação.

I. UMA SAUDAÇÃO ESPECIAL E INSPIRADORA (1. 1, 2)

1. Sua identificação pessoal e os destinatários (1, 1).

O apóstolo dos gentios, como de praxe, inicia o texto com o seu primeiro nome, Paulo, seguindo uma forma predominante na época em que aparecia o nome do autor, o nome do destinatário e, finalmente, a saudação.

Em seguida, Paulo destaca o seu apostolado, através do seu poderoso e frutífero ministério no seio da igreja, como alguém que fora chamado e autorizado a ser portador do evangelho pelo próprio Jesus (At 9. 15). Já no versículo primeiro ele enfatiza o fato de o seu apostolado ser um chamamento divino (v. 1).

Nesta sua saudação à igreja de Corinto, Paulo inclui Timóteo, que cooperava com ele em suas atividades missionárias. Ele, um jovem obreiro, foi um companheiro leal de Paulo durante todo o seu ministério (At 16. 1-3 ; 17. 14, 15; 1 Co 4. 17). No texto de Atos 18. 5 vemos que Timóteo e Silas foram enviados a Corinto para servir a igreja. Posteriormente, Paulo enviou o jovem pastor de Éfeso a Corinto (1 Co 4. 17 ; 16. 10).

A despeito dos problemas que essa igreja possuía, é digno de menção a forma utilizada por Paulo ao dirigir esta sua nova carta à Corinto:

a) “À igreja de Deus que está em Corinto”(v. 1).

Apesar dos falatórios dos rebeldes da igreja de Corinto contra o apóstolo, ele tratou a igreja como um todo, como parte da Igreja universal. Por isso, a denomina “igreja de Deus”. Não havia templos construídos naqueles primeiros tempos do cristianismo; a igreja reunia-se em casas particulares ou ao ar livre. Note que Paulo não está se dirigindo a uma casa, mas “à igreja de Deus que está em Corinto”.

b) “[…] Todos os santos que estão em toda a Acaia” (v. 1).

Os romanos haviam dividido a Grécia em duas grandes províncias; ao sul, Acaia e, ao norte, Macedônia. Corinto era a capital da Acaia ao sul, onde residia o procônsul romano.

O apóstolo acrescenta à sua saudação um apêndice tipicamente neotestamentário: “os santos que estão em toda a Acaia”. Os crentes são tratados como “santos” porque, independentemente da sua estatura espiritual, haviam sido separados da vida mundana para formar o povo de Deus, a Igreja.

2. 0 apostolado paulino e a vontade de Deus (1. 1).

Àqueles rebeldes que incitavam os cristãos de Corinto contra seu apostolado, Paulo não receou identificar-se como tal, porque esse título não resultou de uma autoatribuição ou autonomeação, mas foi-lhe outorgado pela vontade de Deus, que sabia quem era Paulo e, por meio de sua soberania, chamou-o e o comissionou para essa obra.

No autêntico e bíblico ministério cristão, só há lugar para os que são chamados literalmente pelo Senhor. Paulo explica seu apostolado da parte de Jesus Cristo usando a expressão “pela vontade de Deus”, justamente para enfatizar a origem de sua vocação e de sua posição de apóstolo (Gl 1. 15).

3. Sua saudação especial (V. 2).

O apóstolo utiliza a palavra “paz”, típica nas saudações dos judeus (hb. shalôm), e a acrescenta à graça que é charis, em grego. A “graça” é a demonstração do favor soberano de Deus mediante o ato salvífico de Jesus no Calvário. Essa graça especial promoveu a paz que não havia entre Deus e o homem (Rm 5. 1; Ef 2. 14-17). Por isso, a Igreja é o conjunto universal de judeus e gentios, redimidos pelo sangue de Jesus, onde não pode haver discriminação alguma. Graça e paz são dádivas, tanto do Pai como do Filho.

II. AFLIÇÃO E CONSOLO (1. 3-7)

1. Paulo, sua fé e gratidão.

A seguir, o apóstolo agradece a Deus usando a seguinte expressão: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Tal forma de expressar-se fala de sua gratidão a Deus e também comunica uma riqueza doutrinária. Deus é aqui revelado como “O Pai das misericórdias”, indicando que esse Deus Todo-Poderoso é aquEle que nos perdoa. Suas misericórdias são expressões do seu caráter justo e santo, que pune o erro, mas compadece do pecador arrependido.

2. O consolo divino e o consolo comunitário.

Deus Pai não é apenas um Deus que se compadece de nós em nossas tribulações, mas aquEle que alivia nossos sofrimentos com o bálsamo da consolação do seu Espírito (At 9. 31), pois é o “Deus de toda consolação”(2 Co 1. 3). A força da palavra “consolação” (gr. paraklêsis), neste versículo, está no termo grego paraklêtos (“advogado”, “consolador”), utilizado no Novo Testamento em relação à Pessoa do Espírito Santo como “0 outro consolador”, prometido por Jesus antes de ascender aos céus (Jo 14. 16; 16.13-14).

No versículo 4, Paulo dá testemunho do consolo divino, afirmando que Deus “nos consola em toda a nossa tributação”, em uma clara referência às suas várias lutas vividas naqueles dias ante as perseguições e calúnias que sofrera.

Na sequência, O apóstolo esclarece que o consolo que recebemos de Deus, em meio aos sofrimentos, serve de bênçãos para nós mesmos e para os outros, uma vez que aprendemos a lidar com as circunstâncias e nos tornamos canais de consolo divino para os outros.

Na verdade, a Bíblia fala-nos aqui da responsabilidade do crente em relação aos seus irmãos em Cristo, quando enfrentam tribulações, lutas, sofrimentos e dificuldades.

3. A aflição na experiência cristã (vv. 5, 6).

Aflição é uma palavra bíblica que anula o falso conceito da Teologia da Prosperidade, segundo a qual o crente santo e fiel não passa por dificuldades (Jo 16. 33). Os sofrimentos e provações que enfrentamos produzem perseverança e esperança (Rm 5. 3, 4). As aflições são inevitáveis em nossa vida, porém, o consolo divino – bem como o apoio dos nossos irmãos – vem como um rio caudaloso trazendo refrigério e descanso.

III. AMARGURA E LIBERTAÇÃO (1. 8-1 1)

1. Paulo enfrenta uma terrível tributação (V. 8).

O apóstolo passou por uma tributação esmagadora na Ásia; talvez em Éfeso, a capital da Província (At 19. 22-28). Nenhum servo de Deus está livre dessas experiências. Ameaças de morte não faltaram em todo o ministério paulino. O que chama a atenção no texto é que a aflição sofrida foi tão forte que Paulo a considerou algo superior às suas forças.

A despeito da tenacidade desse homem, sua estrutura emocional era humana e limitada, e ele parecia não encontrar saída para escaparao problema. Entretanto, Paulo entendeu que essa ra uma prova em que ele deveria confiar, não em suas próprias forças, mas em Deus que “ressuscita os mortos”(v. 9).

2. Paulo confia em Deus para sua libertação (V. 10).

O texto diz: “O qual nos livrou de tão grande morte e livrará; em quem esperamos que também nos livrará ainda”. A expressão “tão grande morte” indica que o seu fim lhe parecia inevitável, mas Deus o livrara.

A experiência dava-lhe consolo e ânimo para, em todas as situações, crer e esperar em um Deus que é também o nosso Pai amoroso.

3. Paulo confiou em Deus e foi liberto (V. 11).

O apóstolo agradece a Deus pelo livramento e apela à igreja de Corinto que ore e interceda pelos seus ministros. Assim, ela também terá motivos para glorificar ao Senhor pelo livramento que dará aos seus servos. Não existem limites para o poder da oração intercessória em nome de Jesus.

CONCLUSÃO

Nesta lição, aprendemos que o cristão passa por muitas aflições, mas o Senhor sempre o ajuda a enfrentá-las. Ele está conosco, antes, durante e após as provações. O Senhor Jesus Cristo não nos desampara nunca (Mt 28. 20).

[Assunto Polêmico] Por que o Natal é uma celebração cristã e bíblica

Natal

Muitos cristãos — talvez por falta de conhecimento — têm dito que o Natal é uma festa pagã, em razão de o catolicismo romano ter oficializado o dia 25 de dezembro como data de celebração do nascimento do Senhor, a fim de agradar grupos pagãos, no século IV. Ademais, eles afirmam que não há registro nas Escrituras de que o aniversário de Jesus tenha sido celebrado após o seu nascimento. E que, por isso, devemos celebrar apenas a morte do Senhor, obedecendo ao que está escrito em 1 Coríntios 11.23-34.

Em primeiro lugar, em 1 Timóteo 3.16 está escrito: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória”. Neste versículo se exalta a obra redentora do Senhor Jesus como um todo, mostrando que devemos glorificá-lo por seu glorioso nascimento (ou encarnação), por sua morte expiatória e por sua ressurreição para a nossa justificação.

Não há dúvida nenhuma, à luz da Bíblia, de que o Natal é uma celebração genuinamente cristã, que transcende o paganismo. Ela não foi inventada pela Igreja Católica Apostólica Romana, como muitos têm dito, erroneamente. Essa grande festa de louvor a Jesus Cristo, com ênfase ao seu glorioso nascimento, tem, sim, o abono das Escrituras. E estas nos apresentam pelo menos duas celebrações do Natal de Cristo, em momentos distintos.

Em Lucas 2.8-20 vemos a primeira celebração do Natal de Cristo, que ocorreu na noite do seu nascimento. Anjos glorificaram a Deus pela encarnação do Verbo (Jo 1.1-14), e pastores que estavam no campo, ao receberem dos anjos “novas de grande alegria”, celebraram o Natal juntamente com o Menino Jesus, que ainda estava numa manjedoura.

Quando Jesus possivelmente completou dois anos de idade — ou seja, em um momento diferente do seu nascimento —, o Natal de Cristo também foi celebrado, desta vez com a presença dos magos do Oriente. Estes, diferentemente dos pastores, não visitaram o Menino quando Ele era um recém-nascido, como vemos nos presépios feitos pelo catolicismo romano, e sim quando Ele estava em uma casa.

Em Mateus 2.11 está escrito: “E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra”. Ao visitarem o Menino, aqueles estudiosos dos astros sabiam que Ele já tinha em torno de dois anos de idade, pois Herodes Magno, depois de chamá-los e inquirir “exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera” (v. 7), “mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos” (v. 16).

Diante do exposto, que não nos esqueçamos de que a obra redentora realizada pelo Senhor Jesus Cristo não se restringe à sua morte. Ela, na verdade, está em um tripé: encarnação, crucificação e ressurreição. Se Cristo não tivesse nascido para revelar a glória do Pai (Jo 1.14), não teria morrido para nos resgatar de nossa vã maneira de viver (1 Pe 1.18,19). E, se não tivesse morrido, não teria ressuscitado para a nossa justificação (Rm 4.25). Preguemos o Evangelho de Cristo, celebremo-lo por seu Natal, glorfiquemos o seu nome, independemente da data! Aproveitemos, pois, esse período do ano para apresentar ao mundo o verdadeiro sentido do Natal! Lembremos de que o apóstolo Paulo, em Atenas, aproveitou-se do altar erigido ao “DEUS DESCONHECIDO” para falar do verdadeiro Deus (At 17.22-31).

Ciro Sanches Zibordi

[Apostasia] “Maconheiros de Jesus” usam droga para estudar a Bíblia

maconha

Um grupo de cristãos da cidade Centennial, Colorado (EUA), está chamando atenção por defender que a maconha os aproxima de Deus. Como o nome de “Stoner Jesus”, algo como “Maconheiros de Jesus”, convida “os estudantes da Palavra” para usar marijuana como uma maneira de lhes ajudar a entender os textos bíblicos.

Tudo começou quando Deb Button, 40 anos, casada e com dois filhos, precisou lidar com o divórcio. Ela diz que nunca havia usado drogas, mas aceitou o convite de um amigo. No Colorado, a venda do entorpecente é legalizada.

“Quando eu comecei a fumar me senti tão ligado a Deus”, conta ela. Entusiasmada, começou a divulgar os encontros do grupo na internet e rapidamente atraiu interessados. Aos poucos, a ideia foi se espalhando e hoje reúne além de evangélicos, mórmons, católicos, um ortodoxo grego e até um ateu! “Acho que essa planta é sagrada”, dispara Joye.

Os outros participantes têm suas próprias experiências. “Quando eu estou drogado, não consigo ler rápido, então olho para cada palavra”, disse Cindy Joye, uma das participantes.

“Penso no que cada uma delas significa”, explica. “Jesus não saia com os fariseus, mas com pecadores”, insiste Joye. “Se alguém lhe oferecesse um baseado, ele não diria que não.”

Já Mia Williams, que também participa dos encontros, faz uma defesa enfática.

“A Bíblia não diz que você não pode fumar maconha”, dispara. Ela afirma que foi criada em uma igreja batista conservadora, mas hoje não vê problema no consumo da droga. Cita Gênesis 1:29: “Eis que dou a vocês todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes’”, convenientemente deixado de fora a parte do versículo que explica que eram para alimento, não para fumo.

O que chama mais atenção nessa situação é o destaque que a mídia deu ao caso, celebrando como se fosse uma espécie de evolução ou tendência entre os jovens.

Nos Estados Unidos já existe até uma igreja que tem como sacramento a maconha. A Primeira Igreja dos Cannabis, no estado de Indiana é reconhecida pelo governo, mas não se define como uma igreja cristã, tendo sua própria filosofia.

Embora a Bíblia de fato não fale sobre a maconha ou outras drogas de maneira específica, existem muitas recomendações no Novo Testamento sobre a suficiência em Jesus. Ou seja, qual benefício uma droga que altera os sentidos poderia trazer a vida de uma pessoa?

A colunista Jennifer Leclaire, da revista Charisma, comentou a situação esta semana. Ela lembra que em contraponto aos frutos do Espírito Santo, as Escrituras falam sobre os frutos da carne: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são […] feitiçaria” (Gl 5.19-20).

O termo grego que aparece como “feitiçaria” na maioria das traduções, no original grego épharmakeia e pode significa “o uso de drogas de envenenamento ou intoxicação, feitiçaria, artes mágicas”. É a mesma raiz da palavra “farmácia” também chamada de “drogaria”.

Obviamente os tempos são outros e existem muitos medicamentos benéficos, mas o uso de substâncias que alteram a consciência na busca do sagrado tem suas origens em cultos pagãos antigos.

Uma olhada rápida nas ferramentas de busca na internet mostra que existem vários sites brasileiros lidando com a questão se é permitido um evangélico fumar maconha.

Embora o foco da política atual seja a possibilidade de impeachment da presidente Dilma, o Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a descriminalizar o consumo de drogas no Brasil.

Assim como ocorreu com o casamento homossexual, uma eventual aprovação do STF fará com que a questão das drogas seja imposta sobre a sociedade como o “natural” e a igreja precisará lidar com isso.

Não é por acaso que a maioria dos centros de tratamento de usuários de droga é mantido por igrejas. Segundo diferentes pesquisas, o uso da maconha é geralmente um primeiro passo, que conduz ao uso de substâncias cada vez mais fortes, como cocaína ou crack.

Fonte: GospelPrime

[Exortação] ROMANOS 13.1-7 IMPEDE QUE CRISTÃOS PROTESTEM CONTRA O GOVERNO?

 

protesto

Romanos 13.1-7 é um texto bíblico usado e abusado para justificar o silêncio e a omissão por parte dos cristãos, mesmo diante de governos autoritários ou totalitários. Está escrito:

“Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.
Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela.
Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.
Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.
Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.
Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”

Romanos 13:1-7

Mas deve-se levar em conta os seguintes pontos:

1. Na Epístola aos Romanos o poder pertence exclusivamente a Deus. As “autoridades do governo” nunca são chamadas de “poder” ou “poderes”, como se convencionou chamar na linguagem política contemporânea. Na Epístola, o único que tem poder é Deus, que vem a nós através do evangelho, que é Jesus Cristo, o único Senhor, e Senhor de todos.

2. A “autoridade” em Romanos 13.1-7 pode e deve ser interpretada como a estrutura de governo (no caso romano, o senado, que detinha as prerrogativas legislativa, judicial e eleitoral, e o imperador, o supremo comandante militar – pelo menos tecnicamente dois poderes co-iguais de governo, no século I d.C.). O apóstolo, em momento algum, personaliza a autoridade, nomeando-a: César, Augusto, etc.

3. Romanos 13.1-7 trata da autoridade legítima ideal e a define: esta é serva (a palavra usada é “diakonos”, que pode ser traduzida como ministro, administrador ou empregado) de Deus para o bem dos cidadãos; recompensa o bem que é feito pelos que estão sob o seu governo; e detém o poder da espada, sendo agente de punição contra quem pratica o mal – e por cumprir tais prerrogativas ordenadas por Deus, os cristãos se sujeitam “por causa da consciência” a tal autoridade e pagam impostos.

4. Quando as autoridades deixam de servir aos cidadãos, louvar o bem e punir o mal, DEIXAM DE SER AUTORIDADE LEGÍTIMA.

5. Logo, não são mais ordenadas por Deus. Se tornam a besta que surge do mar (Ap 13.1-10), tentando ser o idolátrico “Estado total”, que exige culto e submissão. E devem ser resistidas de toda forma legítima pelos cristãos, inclusive por meio da desobediência (como os apóstolos e cristãos mártires fizeram a partir do último quarto do século I d.C.).

Portanto, Romanos 13.1-7 não deve ser usado para justificar passividade ou omissão diante daqueles que traíram seu chamado e perderam a legitimidade de fazer parte da autoridade e ordem que vem de Deus.

Em países em que estes pontos foram compreendidos nunca houve ditaduras: Suíça, Holanda, Inglaterra, Escócia e Estados Unidos.

Por Franklin Ferreira

[Artigo] A Jovem Puritana: Cortejando Pr. David Lipsy

mulherpuritana

Ao preparar-se para pensar em casamento, era típico ser dito à jovem puritana que afeição estável de ambos os lados em um relacionamento era geralmente um sinal de apoio divino ao casamento. Todavia, ela não devia necessariamente procurar por alguém a quem ela amasse naquele exato momento, mas por alguém a quem ela poderia amar de forma permanente. Esta é uma importante distinção (expandir-emoção vs. critério).

A moça puritana era ensinada que o amor pelo Senhor devia vir primeiro e o amor humano devia alimentar esse amor e não desviá-la dele. Contudo, o amor marital, uma vez que o homem e a mulher estivessem unidos, devia ser igual ao da igreja por Cristo, embora subserviente ao amor dela pelo Senhor.

Packer nos fala que o homem puritano típico oraria muito e pensaria bastante sobre uma companheira em potencial. Que ela fosse uma cristã séria era uma condição. (Faça uma pausa e considere isto.) Beleza de mente e caráter era enfatizado bem mais que beleza externa. Uma avaliação completa do caráter da moça precederia a corte. Como isso era feito? Ele tentaria descobrir sua reputação, observar como ela costumava agir na convivência com outras pessoas, como ela se vestia e conversava, e a quem ela selecionava para seus amigos. O puritano Robert Cleaver escreveu:

“Escolhe uma companheira para tua vida como antes escolhestes companhias iguais a ti”.

Os puritanos Dod e Cleaver em seu A Godly Form of Household Government (Uma Forma Piedosa de Governar a Família):

“Vejam um ao outro comendo e acordando, trabalhando e brincando, conversando, rindo e desaprovando também; ou, caso contrário, pode ser que se tenha um para com o outro menos do que se procurava, ou mais do que desejassem”.

Os puritanos usavam o modelo de cortejar bíblico, experimentado e verdadeiro, em preferência ao moderno, em preferência às práticas mundanas de namoro de hoje. Eles tinham pouca esperança para com aqueles casais cujas afeições se sobrepunham à razão. De forma típica, a razão era empregada em primeiro lugar na procura de um parceiro e as afeições deveriam segui-la obedientemente. Talvez seja uma surpresa para nós, mas eles freqüentemente conseguiam.

Quando um certo Michael Wigglesworth desejou persuadir uma mulher piedosa a casar-se com ele, ele escreveu-lhe, não proclamando um amor violento por ela, mas, em vez disso, fez cuidadosamente uma lista de dez razões pelas quais ela deveria casar com ele e depois respondeu a duas objeções à união deles levantadas por ela. Embora a primeira das razões dele se assemelhe ao amor romântico com que todos nós estamos muito familiarizados – “meus pensamentos e coração têm sido somente por você desde nosso primeiro encontro” – as outras razões não foram produtos de paixão, mas de piedade. Na razão dois nós lemos que “mesmo buscando a Deus de forma séria, fervorosa e freqüente por orientação e direção em uma questão tão séria, meus pensamentos ainda têm sido determinados e fixos em você como a pessoa mais adequada para mim”. Razão três: “A isso eu não tenho sido levado por fantasias (como muitos são em casos assim), mas por um raciocínio e julgamento saudável, principalmente amando e desejando você por aqueles dons e graças que Deus lhe deu, e visando a glória de Deus, a beleza e promoção do evangelho.O bem espiritual, bem como o bem exterior de mim mesmo e de minha família, juntamente com o seu bem e de seus filhos, como meus objetivos, induzem-me a isso”. Para encurtar a história: a senhora casou com Wigglesworth.

Que pai hoje não invejaria tal pretendente para sua filha? Nossa forma de aproximarmos uma relação em nossos dias atuais não está talvez nos afastando desta preparação séria para o casamento? Uma conclusão errada à qual não queremos que se chegue é dizer que os sentimentos do amor não são importantes. Os puritanos apenas não os consideravam de todo-importante. O amor tinha que ser precedido e temperado com considerações sérias, espirituais.

Fonte: Mulheres Piedosas


*Este post é parte da Palestra “A Mulher Puritana” proferida na “Conferência da Mulher – HNRC” no ano de 1998 pelo Pr. David Lipsy. Traduzido e publicado em português originalmente na ”Revista Os Puritanos” (Ano XII, nº 02:2004), re-publicado com permissão do Projeto Os Puritanos e do autor. *O Rev. David Lipsy é pastor da Grace Reformed Christian Church, Arkansas, USA. É casado com Ruth desde 1981 e são abençoados com oito filhos e dois netos. Depois de participar de Rutgers College of Pharmacy por quatro anos, completou a licenciatura em Educação em Lakeland College e serviu 14 anos como professor da escola cristã em Wisconsin. Cursou o M. Div. no Puritan Reformed Theological Seminary (PRTS) em Grand Rapids, MI e completou programas de certificação introdutória e avançada em Aconselhamento Bíblico no “Aconselhamento Cristão e Fundação Educacional” de Glenside, PA. Ele está próximo de completar o Doutorado do programa no Ministério Aconselhamento Pastoral de Westminster Seminary, na Filadélfia. Atua no Conselho de Administração do PRTS bem como no Covenant College, na Zâmbia, na África. Periodicamente ensina em ambas as instituições. Pastoreou a Congregação Reformada Heritage of New Jersey 1999- 2008.

SUPLEMENTO

[Artigo] “Como Se Tornar Uma Garota Piedosa” por Kristen Clark

casamento

Eu estava em um casamento recentemente e percebi o quão bonito o bolo de casamento da noiva era. Ele não só parecia bom, mas o gosto era muito bom também. Mas o bolo não foi dessa forma desde o início.

Um dia antes do casamento não era nada mais do que uma pilha de farinha, açúcar, ovos, manteiga, etc. A fim de obter o resultado final surpreendente que foi exibido na recepção do casamento, alguém tinha de seguir cuidadosamente as instruções da receita.

Se alguma coisa fosse deixada de fora, ou se muito de um ingrediente fosse adicionado, o bolo teria sido um desastre.
A vida real funciona da mesma maneira. Como uma jovem cristã, você está colocando determinados ingredientes em sua vida diariamente. Você vê as mulheres piedosas mais velhas e espera que se torne como elas um dia.

Mas você está usando os ingredientes certos para chegar lá? Você está seguindo a receita de Deus para uma menina piedosa e bem sucedida? Ou, você está enchendo o seu coração e mente com ingredientes do mundo?

Quando eu era jovem, uma senhora disse à minha mãe que desejava que sua filha viesse a ser como eu, algum dia. Conforme os anos passaram, sua filha tomou um caminho muito diferente do que a mãe esperava. O que aconteceu? A filha não estava colocando os ingredientes certos em sua vida quando ela era jovem, para obter o resultado de uma mulher de Deus quando ela fosse mais velha. Tornar-se uma menina piedosa não vai acontecer por padrão. A fim de colher os resultados certos, você tem que usar intencionalmente os ingredientes certos. E isso começa agora. Talvez você esteja animada sobre como usar os ingredientes certos para tornar-se uma menina piedosa, mas não tem certeza por onde começar.

Aqui está uma lista de 5 ótimos pontos de partida:

  1. Conheça o seu Salvador.
    Faça um cronograma e reserve um tempo especial a cada dia para estudar a Bíblia e falar com Deus. O livro de Provérbios é um ótimo lugar para começar, porque há um capítulo para cada dia do mês.
  2. Sirva sua família.
    Jesus foi o maior exemplo de um servo e Ele nos chama para nos tornarmos como Ele. Procure maneiras de servir seus pais e irmãos a cada dia.
  3. Encha sua mente com a verdade.
    A maioria dos principais meios de comunicação não promove a verdade bíblica. Escolha substituir suas escolhas de mídia secular por escolhas cristãs que honrem a Deus. A frase “você é o que você come” é realmente verdade em um sentido espiritual, quando se trata do que você coloca em sua mente.
  4. Leia livros desafiadores.
    Crie uma lista de livros e comprometa-se a ler várias páginas por dia de um livro cristão sólido. Para começar, há várias ótimas opções na página de recursos MulheresPiedosas.com.br
  5. Evite autopromoção.
    Vivemos em uma cultura que incentiva uma mentalidade do tipo “tudo sobre mim, selfie”. Evite o estilo de vida “selfie” e foque a sua atenção na construção de relações profundas e significativas com a sua família e amigos.

Como Donald Whitney diz: “Nós não vamos crescer muito em piedade, se não sabemos muito sobre o que significa ser piedoso.”

Aqui estão algumas perguntas de “verificações da realidade” para refletir:

Que ingredientes (filmes, música, livros, revistas, amizades, etc) que você está colocando em sua vida agora? Eles estão ajudando ou dificultando sua caminhada cristã? Em cinco anos, vai ser uma garota mais piedosa por causa do que você está fazendo em sua vida hoje, ou você vai lentamente derivar fora do caminho? Anote os cinco pontos acima em um pedaço de papel. Eu desafio você a aplicar essas cinco verdades à sua vida hoje.

Fonte: Mulheres Piedosas

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