[Exortação] Como identificar se o seu pastor está pregando uma heresia?

heresia

Os nossos dias tem sido marcados pela multiplicação de heresias. Na verdade, existe um número significativo de líderes que por questões espúrias tem fabricado as mais variadas distorções teológicas.  Nessa perspectiva torna-se fundamental que o crente em Jesus aprenda a diagnosticar se o ensino defendido pelos seus pastores de fato é um ensino bíblico. Pensando nisso resolvi elencar sete questões que se observadas poderão auxiliar o cristão a discernir se o ensino pregado é uma heresia ou não.
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1- Aquilo que o seu pastor está pregando tem base bíblica ou ele está anunciando aquilo que acredita ser uma revelação espirital? Lembre-se nenhuma revelação pode sobrepujar os ensinamentos das Escrituras. A Bíblia deve ser a nossa única e exclusiva regra de fé e nada absolutamente nada pode se sobrepor a ela.
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2- O texto usado pelo seu pastor está dentro do contexto?  Cuidado com interpretações doutrinárias fundamentadas em versos isolados. Heresias costumam surgir em interpretações individualizadas e departamentalizadas das Escrituras.
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3- O seu pastor tem usado textos do Antigo Testamento de forma alegórica? Cuidado! Interpretar as Escrituras alegoricamente é extremamente perigoso. Muitas das heresias disseminadas ao longo dos séculos se deveu ao fato de que alguns alegorizaram as Escrituras.
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4- A fundamentação doutrinária usada pelo seu pastor está de acordo com o ensino geral das Escrituras? Cuidado com ensinos específicos que ferem a Palavra de Deus como um todo.
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5- O seu pastor se considera um profeta ou apóstolo cuja palavra ou revelação está acima das Escrituras?
Se a sua resposta for sim, lamento lhe informar, mas provavelmente o seu líder espiritual é um falso profeta.
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6- O seu pastor tem colocado técnicas de autoajuda ou conceitos da psicologia ou psicanálise acima das Escrituras? Cuidado, nenhum ensino, método ou doutrina humana pode prevalecer sobre as Escrituras.
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7- A mensagem que o seu pastor costuma pregar visa a glória de Deus ou não? Ela é humanista, ensimesmada, e centrada no homem ou focada em Cristo? Lembre-se falsas doutrinas jamais glorificam a Deus e sim aos seus propaladores.
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Caro leitor, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de  não sabermos identificar heresias. Acredito também que isso se deva ao fato de nos últimos anos termos abandonado as Escrituras.
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O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.
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Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.
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Pense nisso!
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[Análise e Exortação] Além de Heresias, o Padre Paulo Ricardo disse que Protestantes são Otários!!

padre paulo

A Paz reine em todos os corações!!

Depois de assistir o vídeo do Pe. Paulo, resolvi fazer algumas ponderações à respeito daquilo que ele falou. Usando como base para argumentação a Bíblia Sagrada.

Desde já lhes informo que podem usar qualquer edição bíblica. Aconselho, aos amados Católicos, seguirem a argumentação, aqui exposta, em suas próprias Bíblias. Está escrito:

A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva.”
Isaías 8:20
“Onde não há Profecia, o povo se desvia; mas como é feliz quem obedece à lei“!
Provérbios 29:18

Jesus disse:

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”
João 5:39
“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
João 8:31-32

As palavras: “Lei”, “Profecia”, “Escritura” e “Palavra” referem-se à Bíblia, i.e., à Palavra de Deus. Jesus nos exorta a estudá-la, praticá-la, pois por meio dela seremos Salvos ao conhecer a Verdade. Ele disse:

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.”
Mateus 7:24-27

Os que estudam e praticam são prudentes. Irão receber a vida eterna. Serão salvos no Juízo. Jesus chega enfatizar que apenas os que praticam a Palavra é que são verdadeiramente membros de sua Família. Está escrito:

“Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam.”
Lucas 8:21

Portanto há necessidade de aprendermos a Palavra, pois ela é que nos guiará à Verdade. Ela é a bússola para nos mostrar onde seguir. Os que não a conhecem são facilmente presos por vãs filosofias, ensinos… Está escrito:

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.”
Sl 119:105

Feito esta breve introdução para ratificação do valor inerente da Palavra, vamos à análise da pregação do Pe. Paulo. Assista ao vídeo abaixo:

Como eu faço o download do vídeo? Siga os passos abaixo!

1) Inicialmente, clique no vídeo para dar incício.

2) Você verá, no canto superior esquerdo, a palavra “Share“. Clique nela.

3) Surgirá uma pequena Janela com 4 Botões. Clique em “Download Vídeo“.

4) Outra janela surgirá com as opções “Abrir com” e “Download“. Selecione “Download“, caso já não o esteja. E clique em “Ok“. Pronto! Agora é só esperar!


No tempo 1:12, ele diz:

Ela(maria) só irá modelar em mim o que Deus quer

Primeiro, tanto Maria quantos os demais irmãos, que são reverenciados pelos católicos, estão MORTOS. Portanto inconscientes. Assim, não há possibilidade de qualquer tipo de intercessão. Vejam um Estudo Bíblico à respeito do que acontece na Morte aqui!

Segundo, a Bíblia não afirma em lugar algum que Maria participa de nosso aperfeiçoamento espiritual. Quem faz isso é Deus, usando seu Santo Espírto através de sua Palavra. Está escrito:

“Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.”
Sl 119:9
“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.”
João 17:17
“Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade(i.e. à Palavra)”
1 Pedro 1:22
“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.”
1 Pedro 1:23

Pelos versos acima, percebemos que a transformação ocorre à medida que vamos praticando a Palavra. Isso ocorre pela capacitação de Deus através seu Santo Espírito que nos foi outorgado. Está escrito:

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”
Filipenses 2:13

No tempo 1:32/2:35, ele diz:

“É o princípio Protestante. É o princípio do Orgulho./ É soberbo.”

Ele estava se referindo ao fato dos protestantes dizerem que têm livre acesso ao Pai, por meio de Jesus, sem a necessidade de Maria e dos Santos.

Ele frisa que isso é um DOGMA PROTESTANTE. O que demonstra falta de conhecimento bíblico, pois se trata de um PRINCÍPIO BÍBLICO. Está escrito:

“Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”
Hebreus 4:14-16

Cheguemos com confiança ao Trono! Isso significa diante de Deus com Jesus como nosso intercessor. Noutra parte dessa mesma carta, está escrito:

“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus,Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus,Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé,”
Hebreus 10:19-22

Isso não é SOBERBIA ou ORGULHO! É mandamento bíblico!

No tempo 2:48, ele diz:

“E se Deus quer que você use outros? As criaturas humanas frágeis? O que você faz , oh otário?”

Tudo que Deus quer que façamos está escrito em sua Palavra. E nela não há qualquer mandamento para buscarmos qualquer outra fonte de intercessão que não seja o próprio Jesus. Ele é o nosso único Mediador( I Tm 2:5) e Advogado( I Jo 2:1).

A Bíblia também pede para que não saia palavra torpe de nossa boca, pois o que sai de nossa boca procede do coração. Está escrito:

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.”
Efésios 4:29
“Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.”
Mateus 12:36-37
“Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.São estas coisas que contaminam o homem”
Mateus 15:18-20

Jesus disse que pelos frutos conheceremos a árvore!

No tempo 4:34, ele diz:

O único Mediador é Jesus Cristo inteiro: A IGREJA

Ele faz uma confusão buscando justificar a mediação de Maria e dos Santos, pois todos fazem parte de Corpo Espiritual de Cristo.

Além dos Mortos estarem inconscientes (vide estudo aqui), o verso que diz respeito à mediação de Cristo é bem claro em afirmar a individualidade dEle nesse processo. Está escrito:

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.”
1 Timóteo 2:5

Está se referindo a Jesus como ser humano, como aquele que sozinho pagou o que devíamos, e não como o Deus, cabeça da Igreja!

No tempo 6:40, ele diz:

A Virgem Maria, como a Igreja inteira. Ela age na SALVAÇÃO do mundo

Meu Deus! Misericórdia….

Já sabemos que Maria não é Virgem, pois, além do nascimento de Cristo, ela teve outros filhos! (Ver outro estudo aqui)

Não há, em nenhum lugar da Bíblia, qualquer referência a co-participação de Maria, ou outro Santo, senão única e exclusivamente Jesus, na nossa SALVAÇÃO. Isso é HERESIA! Está escrito:

“Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina.E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”
Atos 4:10-12

Por fim, mais uma incoerência com as Sagradas Escrituras. No tempo 7:10, ele diz:

Esse corpo de Cristo, que é a Igreja, é GERADO por uma Mulher que se chama Maria

Fico preocupado, pois a grande maioria dos cristãos não lêem a Bíblia, então aceitam tudo que lhes é dito ou ensinado. Está escrito:

“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.”
1 Coríntios 12:13

A Bíblia ensina que é a presença do Espírito Santo em nós que dá origem ao corpo onde Cristo é a Cabeça.

Amados… fiz essa análise para ajudar os que ainda estão confusos! Meu conselho é que leiam a Bíblia em espírito de oração e com jejum se possível. Peça a Deus sabedoria do alto que Ele concederá!

Para os que quiserem argumentar, peço que usem a Bíblia como fundamento!

Não expressei aqui minha idéias ou conjecturas. Vejam que o fundamento de toda essa análise está na Palavra de Deus que deveria ser o Manual de Regra e Fé de todos que se dizem Cristãos.

Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
João 8:31-32

Paz…
Arauto de Cristo

[Estudo Bíblico] Seitas Orientais

LEITURA BÍBLICA

“Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” Romanos 1:21-25

PRELÚDIO

Entre as quatro seitas orientais tratadas na lição (Hare krishna, Igreja Messiânica Mundial, Seicho-No-lê e Meditação Transcendental), poderíamos acrescentar o hinduísmo, o confucionismo, o taoísmo, o xintoísmo, entre outras. Essas sei­tas invadem o Ocidente, por meio de uma outra manifestação religi­osa – A Nova Era. Esta, assemelha-se a grande meretriz de Apocalipse 17, e, traz como rótulo: “A Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra” (Ap 17.5b). Sob a égide des­se movimento religioso, todas as religiões, seitas e filosofias orien­tais são congregadas e dissemina­das no Brasil e no mundo ociden­tal. Há manifestações específicas de cada uma dessas correntes, seja na televisão ou nos órgãos de difusão particulares. Contudo, a difusão massificada e a roupagem filosófi­ca, dá-se mediante o sincretismo da Nova Era. O movimento retira a parte exótica e pagã da religião,empacota a filosofia e vende ao homem moderno a custo da vida eterna do indivíduo – preço muito maior do que vale qualquer um desses seguimentos.

INTRODUÇÃO

As seitas orientais são proveni­entes das religiões universalistas do Extremo Oriente. Mas quem são elas? Qual a resposta bíblica a tais crenças e práticas? Nesta lição res­ponderemos a essas e outras intri­gantes perguntas relacionadas aos Hare Krishna, à Igreja Messiânica Mundial, à Seicho-No-Iê e à Medi­tação Transcendental.

I.QUEM SÃO?          .

1.O Movimento Hare Krish­na.

Krishna é um personagem mi­tológico da índia que, a princípio, apresentava-se como a encarnação de Vishnu. No entanto, os seus se­guidores afirmam o contrário: Vishnu é a encarnação de Krishna. A Sociedade Internacional para a Consciência Krishna, conhecida popularmente como Movimento Hare Krishna, é uma ramificação do tron­co religioso hindu. Sri Chaitanya Mahaprabhu (1485-1533), seu fun­dador, ensinou que Krishna é o se­nhor supremo sobre todas as outras divindades.

2. Igreja Messiânia Mundi­al.

Foi fundada em 1935 no Japão por Mokiti Okada, chamado por seus adeptos de Meishu-Sama — “Senhor da Luz”. A oficialização da Igreja Messiânica Mundial deu-se apenas em 1947. Okada declarou ter recebido, entre 1926 e 1935, uma série de revelações sobre Deus, o homem e o mundo. As supostas revelações teriam mostrado a po­breza e a miséria como consequên­cias dos males espirituais do ho­mem. Como solução, apresentava a prática da johrei, “purificação do espírito”, para tornar o homem vir­tuoso, feliz e digno.

3. Seicho-No-Iê.

Movimento religioso fundado no Japão por Masaharo Taniguchi em 1930. O nome “Seicho-No-Iê” significa “lar do progredir infinito”. Sua doutri­na é baseada em três princípios: negar a existência da matéria, do mal e do pecado. O movimento che­gou ao Brasil em 1952. Distribuem gratuitamente a revista Acendedor, hoje chamada Fonte de Luz, com um calendário contendo mensa­gens de auto-ajuda. Eles mantêm programas de rádio e televisão em muitos estados do Brasil.

4. Meditação Transcenden­tal.

O movimento, fundado na ín­dia em 1958 por Mahesh Brasad Warma, é uma ramificação do hinduísmo. Todavia, somente veio a ser conhecido a partir de 1965. Maharishi, como passou a ser cha­mado seu fundador, tornou-se ere­mita e foi viver numa caverna do Himalaia. Antes de se transferir para os Estados Unidos em 1958, ele fundou seu Movimento de Re­generação Espiritual na índia, co­nhecido hoje como Meditação Transcendental.

SUPLEMENTO

Novas Seitas Bizarras Pro­liferam

1. Urinaterspistas e hinduísmo.

Você já ouviu falar de urinaterapia e útero mágico? Essas são alguma das mais bizarras crenças que es­tão conquistando mentes frágeis pelo mundo afora. Elas se apresen­tam como ciências e novidades, quando, na verdade, não são nem uma nem outra coisa. A primeira se refere à prática de beber a própria urina para tratamento de do­enças, com base em doutrinas ori­entais, e a segunda, à feitiçaria sul-americana. Por incrível que pare­ça, a urinaterapia tem ganhado se­guidores em todo o mundo. Os urinaterapistas ensinam que a urina é um produto puro do sangue, um maravilhoso medicamento natural produzido gratuitamente pelo nos­so organismo. Segundo seus segui­dores, a composição urinária seria o melhor remédio contra alergias, micoses e distúrbios renais e gas­trointestinais. A ciência, obviamen­te, rebate todas essas afirmações. A medicina afirma que a urina ser­ve para expelir substâncias tóxicas e que, por isso, se a pessoa não uri­nar, morre; a urina é composta de 95% de água e o resto de excretOs, tais como urÉia, cloreto de sódio e ácido úrico.

Na verdade, a urinaterapia é ba­seada na filosofia e religião hindu. No Damar Tantra, constituído de 107 versos, é dito que, à medida que se bebe a própria urina – um rigor denominado shivambukalpa – vai-se adquirindo qualidades ‘místicas, tais como força física e espiritual’. Era só o que faltava. As pessoas estão tão suscetíveis ao engano que já estão bebendo uri­na para crescer física e espiritual­mente! Uma outra prática mencio­nada no texto hindu é o ato de co­mer as próprias fezes (sic). Será que daqui há pouco vão iniciar tal prá­tica no Ocidente? Está mais do que claro que a uniterapia é mais um fruto da aceitação de práticas místicas orientais. A tentativa de en­contrar base para ela nas Escritu­ras é para ocidentalizar esse costu­me bizarro e confundir as mentes. O texto a que aludem trata-se de João 4.10,11:

 ‘Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Disse-lhe a mu­lher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?’

Nessa passagem, Jesus se reporta, claramente, ao que Ele proporciona na vida daque­les que o aceitam como Senhor e Salvador: a saciação da sede da alma, a satisfação plena em Deus. A declaração urinaterapista é um ultraje, um profundo desrespeito à Palavra de Deus. No Brasil, a urina­terapia é praticada pelo padre ir­landês Joseph Dilon, e nos últimos anos tem sido matéria de revistas (Istoé) e reportagens televisivas (SBTRepórter).

(NOVAS SEITAS BI­ZARRAS PROLIFERAM. Revista Res­posta Fiel, Rio de Janeiro, Ano l, n” 3, p. 25-6, mar.2002.)”

II. QUAIS SUAS CRENÇAS E PRATICAS?

1. Fontes de autoridade.

Suas crenças e práticas estão fun­damentadas na filosofia oriental registradas em seus livros sagrados (ver Rm 1.21,22).

a) Hare Krishna. Seu livro sagra­do é o Bhagavad Gita, parte dos Vedas hindus. Eles dizem acreditar também na Bíblia, quando acham que certas passagens apoiam suas crenças e práticas, o mesmo é dito a respeito do Alcorão.

b) Igreja Messiânica Mundial. Seus escritos sagrados são as obras de Meishu-Sama e de sua esposa. À semelhança do Movimento Hare Krishna, afirmam aceitar a Bíblia, supondo que ela, de alguma forma, apoiará suas crenças.

c) Seicho-No-Iê. Seus escritos sa­grados são os mesmos do xintoísmo: Kijiki e o Nihongi; do budismo: a Tripitaka; e, até mesmo, a Bíblia. Mas a obra padrão deles são os escritos de Taniguchi como Verdade e Vida (40 volumes) e a Sutra Sagrada.

d) Meditação Transcendental. Seus escritos sagrados são as inter­pretações que Maharishi fez dos Vedas, principalmente o Bhagavad Gita, livros sagrados do hinduísmo.

2 . Deus.

O conceito de Deus, no hinduísmo, pode ser politeísta suas divindades principais. Adoram a inúmeros deuses semelhantes a homens e animais (v. 23). Buda ne­gou a existência de Deus, e Confúcio não agiu diferente (Rm 1.19,20). Os xintoístas são politeístas e adoram a natureza.

a) Hare Krishna. Assim como o hinduísmo, defende o monismo panteísta. Acreditam que todos os deuses são formas, ou expansões, do Ser Absoluto — Krishna. Negam a di­vindade de Jesus e a sua missão como Salvador da humanidade. Para eles, o Senhor Jesus não passa de um mero guia espiritual e uma das inú­meras encarnações de Krishna.

b) Igreja Messiânica Mundial. Não possuem um conceito defini­do sobre Deus e seus atributos. Deus, para eles, ora é pessoal e monoteísta; ora é panteísta. Na ver­dade, podem ser classificados como deístas. Os messiânicos exaltam mais a Meishu-Sama do que a Deus (v. 25). Negam a divindade, a mor­te e a ressurreição de Jesus. Afir­mam não ser Jesus o Salvador; con­sideram-no, apenas, como alguém que encontrou a felicidade.

c) Seicho-No-Iê. Seu conceito a respeito de Deus é muito confuso: panteísta, pessoal; mas, às vezes, apresentam-no como uma energia vital e impessoal. Como negam a existência do mal, logo, Jesus não teria sofrido; negam sua divindade e ressurreição corporal.

d) Meditação Transcendental. Seu conceito sobre Deus é prove­niente do monismo panteísta da re­ligião hindu.

3. Salvação.

As seitas orien­tais manifestam o pensamento das religiões panteístas do Extremo Ori­ente.

a) Hare Krishna. A salvação é pelas obras, pelo próprio esforço e desapego as coisas materiais e pela recitação do mantra: repetição constante do nome Krishna. São ve­getarianos. Acreditam na transmi­gração da alma humana para seres inferiores. Por isso, não matam insetos, pois estariam, dessa forma, correndo o risco de matar um de seus antepassados. Veja o que diz, a Bíblia em I Tm4.1-5:

Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;
Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;
Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;
Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças.
Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada. 1 Timóteo 4:1-5

b) Igreja Messiâniça Mundial. Para eles, o salvador é MeishuSama,e a salvação é mediante o johrei, prática de imposição de mãos, que, segundo eles, transmi­te energia, ou uma luz, canalizada, por meio de um amuleto sagrado.

c) Seicho-No-Iê. Ensinam que todos os homens são filhos de Deus, mesmo os incrédulos e assassinos, e que o homem torna-se deus quan­do se liberta da consciência do pecado. A isso chamam salvação.

d) Meditação Transcendental. Além de acreditarem na reencarnação, consideram que a salvação é efetivada pela meditação transcendental — exercícios mentais com recitação de mantra.

III. RESPOSTA RÍBLICA

As crenças e práticas dessas sei­tas são condenadas pela Bíblia Sa­grada. Seus adeptos valorizam a palavra de seus líderes e gurus; acreditam em pensamentos e máximas humanas. Justamente o que apóstolo Paulo condena no texto da leitura bíblica desse estudo.

1. Sobre a Bíblia.

A Bíblia Sagrada é a única revelação escrita de Deus à humanidade. Sua inspi­ração divina, autenticidade e auto­ridade podem ser constatadas no seu próprio conteúdo (Is 8.20; 34.16; 2 Tm 3.16). Os livros sagra­dos das seitas e religiões, por ou­tro lado, não apresentam provas de sua inspiração e autoridade; pelo contrário, revelam inúmeras con­tradições.

2.Sobre Deus.

A Bíblia con­dena o politeísmo e a idolatria (Êx 20.3-5). O panteísmo ensina que “tudo é Deus”; e o monismo, que “Deus e a natureza dissolvem-se em uma só realidade impessoal”. O Deus revelado na Bíblia possui atri­butos pessoais: inteligência, vonta­de e emoção (Jó 23.13; Mt 6.10). É, portanto, um Ser pessoal. Trans­cendente e Criador de tudo quan­to existe, não se confunde com a criação (SI 19.1; 90.2). Os adeptos das seitas, que ora estudamos, ser­vem e honram mais a criatura do que ao Criador (v. 25).

3. Sobre Jesus.

O Senhor Je­sus é o Deus verdadeiro que se fez homem (Jo 1.14). Somente Ele pode salvar o ser humano (Jo 14.6), pois é o incomparável Salvador (Ef l.21). Substituir o Senhor Jesus e seu evan­gelho pelos gurus das seitas orien­tais e suas divagações metafísicas que ninguém pode compreender, só mesmo para os que preferem as tre­vas à luz (2 Co 4.4).

4. Sobre a salvação.

Não há vínculo algum entre a salvação bí­blica com aquilo que é chamado de salvação pelos movimentos sectá­rios. Em outras palavras, as seitas negam a doutrina da salvação pela graça mediante a fé (Ef 2.8, 9; Tt 3.5) por acreditarem apenas no es­forço humano para obter aquilo que chamam de salvação e na reencarnação (SI 78.39; Hb 9.27).

CONCLUSÃO

O que faz as seitas rejeitarem o autêntico cristianismo? Vamos ade­quar nossos métodos de evange-lismo e missões a fim de ganhar, para Cristo, os que seguem tais sei­tas. Por falta da Palavra de Deus, tais pessoas estão perecendo sem quaisquer esperanças de ver Deus. Mostremos-lhes, pois, que o Senhor Jesus é a única solução. Você está disposto e preparado para ganhá-las para Cristo? O momento é che­gado.

Fonte: CPAD/2006

[Estudo Bíblico] Teologia da Prosperidade

LEITURA BÍBLICA

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.

Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.

Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.

Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” Mt 7:15-23

“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,

É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,

Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.” I Tm 6:3-5

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.

E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” 2 Pe 2:1-3

ORIGEM

O Movimento da Fé ou Movimento da Confissão Positiva, como atualmente conhecemos, surgiu na dé­cada de 40 nos Estados Unidos. A ori­gem moderna do movimento remon­ta a Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon foi pastor de diver­sas igrejas na Nova Inglaterra e fun­dador do Instituto Bíblico de Dudíey, Massachusetts. Em 1923, fundou a Figueroa Independent Baptist Church (Igreja Batista Independen­te de Figueroa) em Los Angeles. Além de escritor, Kenyon atuou como evangelista, sendo um dos pioneiros do evangelismo radiofônico. A teo­logia de Kenyon tem sua origem nas seitas metafísicas do Novo Pensa­mento (New Thought) e da Ciência Cristã. Os adeptos do Novo Pensa­mento, crêem que o pensamento cria e modifica a nossa experiência no mundo – razão pela qual enfatizam o pensamento positivo, a auto-afirmação, a oração e a meditação.

 O principal divulgador da teo­logia e pensamento de Kenyon é o pastor Kenneth Hagin, fundador do Centro Rhema de adestramento Bíblico, em Oklahoma.

INTRODUÇÃO

A Confissão Positiva não é uma denominação ou seita, mas um mo­vimento introduzido sutilmente en­tre as Igrejas pentecostais, enfatizan­do o poder do crente em adquirir tudo o que quiser. É conhecida tam­bém como “Teologia da Prosperida­de”, “Palavra da Fé” ou “Movimento da Pé”. As crenças e práticas desse movimento são aberrações carrega­das de perigosas heresias.

I. HISTÓRICO

l- Sua origem.

A Confissão Positiva é uma adaptação, com roupagem cristã, das idéias do hipnotizador e curandeiro Finéias Parkhurst Quimby (1802-1866). Os quimbistas criam no poder da mente, e nega­vam a existência da matéria, do so­frimento, do pecado e da enfermi­dade. Deles surgiram vários movi­mentos ocultistas como o Novo Pen­samento, as seitas Ciência da Mente e Ciência Cristã, de Mary Baker Eddy. Seus promotores procuram se pas­sar por cristãos evangélicos (v. 15).

2. Principal fundador: Essek W. Kenyon.

O movimento surgiu de forma gradual por meio de Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon, aproveitando-se dos concei­tos de Mary B. Eddy, empenhou-se em pregar a salvação e a cura em Jesus Cristo. Dava ênfase aos textos bíbli­cos que falam de saúde e prosperida­de, além de aplicar a técnica do po­der do pensamento positivo. Kenyon, que pastoreou várias igrejas e fundou outras, não era pentecostal. Ele foi in­fluenciado pelas seitas Ciência da Mente, Ciência Cristã e a Metafísica do Novo Pensamento. Hoje, é reconheci­do como o Pai do movimento Confis­são Positiva, tendo exercido forte in­fluência sobre Kenneth Hagin.

3.  Principal divulgador: Kenneth Hagin.

Nasceu em 1917 com problema de coração e ficou inválido durante 15 anos. Em 1933, converteu-se ao evangelho e, no ano seguinte, o Senhor Jesus o cu­rou. A partir de então, começou a pregar. Ele recebeu o batismo no Espírito Santo em 1937. Estudan­do os escritos de Kenyon, divulgou-os em livros, cassetes e seminários, dando sempre ênfase à confissão positiva. Em 1974, fundou o Cen­tro Rhema de Adestramento Bíbli­co, em Oklahoma.

ASSISTA O VÍDEO ABAIXO DEMONDTRANDO MAIS UMA DE SUAS ANOMALIAS MINISTERIAISA UNÇÃO DO RISO. PERCEBA QUE ELE USA PALAVRAS DESCONEXAS, COMO ENCANTAMENTO, SOBRE AS PESSOAS ANTES DELAS CAÍREM. EM NENHUM MOMENTO OUVIMOS O NOME DE JESUS.

 

Triste!!

II. FONTES DE AUTORIDADE

1. Revelação ou inspiração de seus líderes.

 Hagin f azia dife­rença entre as palavras gregas rhëma e logos, pois ambas signifi­cam “palavra”. Ainda hoje, os segui­dores dessa crença afirmam que logos é a palavra de Deus escrita, a Bíblia; e rhëma, a palavra falada por Deus em revelação ou inspiração a uma pessoa em qualquer época. Desse modo, o crente pode repetir com fé qualquer promessa bíblica, aplicando a sua necessidade pesso­al e exigir o seu cumprimento.

2. Confissão positiva do crente.

Os adeptos da Confissão Po­sitiva crêem ser a Bíblia a inerrante e inspirada Palavra de Deus, mas não a única, pois admitem que a palavra do crente tem a mesma autoridade. Para eles, as fontes de autoridade são: a Bíblia, as revelações de seus líderes e a palavra da fé. O crente deve declarar que já tem o que Deus prometeu nos textos bíblicos e, tal confissão, confirmar-se-á. A confissão negativa é reconhecer a presença das condições indesejáveis. Basta negar a existência da enfermidade e ela simplesmente deixará de existir. É a doutrina de Quimby, da Ciência Cristã e do Movimento Nova Era.

SUPLEMENTO

A Fórmula da Fé

Na Teologia da Fé, a fé é uma for­ça. Ela é a substância da qual o Uni­verso foi feito e também a força que faz funcionar as leis do mundo espi­ritual. Mas como fazer que essas leis funcionem para você? Por meio de fórmulas que, segundo eles, não so­mente fazem funcionar as leis do mundo espiritual, mas também ser­ve de causa à ação do Espírito Santo em favor do indivíduo. Isto significa que Deus é deslocado para uma po­sição de mero mensageiro que res­ponde cegamente ao aceno e à cha­mada de fórmulas proferidas pêlos fiéis.

a) As fórmulas de fé.

As fórmulas de fé são o nome do jogo. Esse é o motivo pelo qual o Movimento da Fé também tem sido chamado de Movimento da Confissão Positiva. A doutrina da Fé ensina que as confissões servem para dar efeito à fórmula fé, fazendo com que a lei espiritual funcione em favor de quem as pre­nuncia. As confissões positivas ativam o lado positivo da força; e as confis­sões negativas ativam o seu lado ne­gativo. A partir de uma perspectiva prática, pode-se dizer que a lei espi­ritual (que rege todas as coisas na esfera da eternidade) é a força der­radeira do Universo. No livro chama­do Two Kinds of Faith (Dois Tipos de Fé), E. W. Kenyon insiste que ‘é a nos­sa confissão que nos governa’.

b) A fórmula.

[…] A fórmula é simples:

1°) ‘Diga a coisa. Positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. De acordo com o que o indivíduo disser é que ele rece­berá’.

2°) ‘Faça a coisa. Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória’.

3°) ‘Receba a coisa. Compete a nós a conexão com o ‘dínamo do céu’. A fé é o pino da tomada – basta conectá-lo’.

4°) ‘Conte a coisa a fim de que outros também possam crer’.”

(HANEGRAAFF, Hank. Cris­tianismo em crise. 4.ed., Rio de Ja­neiro: CPAD, 2004, p.79, 81.)

3. A autoridade para a vida do cristão.

Atribuir tanta autori­dade assim às palavras de uma pes­soa extrapola os limites bíblicos. A emoção também caiu com a nature­za humana e, por isso, a fé não pode ser fundamentada em experiências (Jr 17.9). As experiências pessoais são marcas importantes na vida dos pentecostais. Cremos em um Deus que se comunica com os seus filhos por sonhos, visões e profecias (At 2.17,18), mas essas experiências são para a edificação pessoal e não para estabelecer doutrinas. O cristianismo autêntico não deve ir além das Es­crituras Sagradas (Is 8.20; l Co 4.6). A Bíblia é a única autoridade para a vida do cristão.

III. RHEMA E LOGOS

1. Termos sinônimos.

O vo­cábulo Rhema aparece 68 vez.es e, logos, 330 no texto grego do Novo Testamento. Como não existem sinô­nimos perfeitos, exatamente iguais, aqui também não é diferente. O ter­mo rhema significa “palavra, coisa”; enquanto em logos, os léxicos apre­sentam uma extensa variedade de significados como: “palavra, discurso, pregação, relato, etc”. Mas ambos os termos coincidem-se (Lc 9:44-45). O conceito de rhêma e de logos, in­ventado por Hagin, não resiste à exegese bíblica. Não é verdade que haja a tal diferença entre as referi­das palavras.

2. Termos usados para de­signar as Escrituras.

Ambos os termos são igualmente usados para identificar as Escrituras Sagradas. Encontramos no texto grego do An­tigo Testamento (Septuaginta) a ex­pressão rhema tou theou, “palavra de Deus” em Isaías 40.8. Nas pági­nas do Novo Testamento, a mesma passagem é citada pelo apóstolo Pedro (l Pe 1.25). Mas, encontramos também, logon tou theou, “palavra de Deus”, com o mesmo significado (Mc 7.13). Esses exemplos provam, por si só, que o conceito de Hagin é falacioso, sem base bíblica.

3. Falácias da Confissão Positiva.

O conceito de confissão positiva e negativa é falso; não se confirma na Bíblia ou na prática da vida cristã. Deus é soberano; nós, os seus servos. Jesus ensinou-nos: “Seja feita a tua vontade, tanto na Vterra como no céu” (Mt 6.10), Bas­ta tão-somente esse versículo para reduzir a cinzas a insolência dos promotores da Confissão Positiva. A Bíblia ensina, ainda, que devemos confessar nossas culpas para ser­mos sarados (Tg 5.16), e isso, não parece ser confissão positiva.

IV. CRENÇAS E PRÁTICAS

l. Teologia.

De maneira gené­rica, os adeptos da Confissão Posi­tiva seguem uma linha ortodoxa no que tange aos pontos cardeais da fé cristã. Não se trata de uma seita, mas de um movimento que permeia as igrejas; daí a diversidade de en­sinos entre seus adeptos. Sobre Deus, uns são unicistas; outros deificam o homem. Essa falta de padrão doutrinário existe, sobretudo, a res­peito do Senhor Jesus e de sua obra. Os ensinos da Confissão Positiva, por conseguinte, são um desvio das doutrinas bíblicas apesar de sua aparência ortodoxa.

2. Sua marca.

As marcas distintivas do movimento são: a pros­peridade e a pregação restrita aos pobres e enfermos, oferecendo-lhes riquezas e saúde. No entanto, dei­xa de lado o essencial: a salvação. A mensagem dos profetas da pros­peridade pode fazer sentido nos países ricos onde as oportunidades são mais amplas, mas, nas regiões pobres do planeta, são irrelevantes.  Isso é mais uma prova de que se trata de um evangelho humano, contrário à Bíblia, pois o evange­lho de Jesus Cristo é para todos os seres humanos em todas as épocas. (Mt 28.19, 20; Tt 2.11).

3 – A salvação.

Em vez de tra­zer riquezas materiais aos pobres e saúde aos enfermos, o propósito prin­cipal da vinda de Jesus ao mundo foi salvar os pecadores (l Tm 1.15),muito embora o seu ministério tenha sido coroado de êxito no campo da cura divina e da libertação (At 10.38). O que esses pregadores fazem não passa de espetáculo, contrariando o verdadeiro propósito do evangelho. Não foi essa a mensagem pregada pelos apóstolos. Paulo afirma haver se contentado com a abundância e com a escassez (Fp 4.11-13).

CONCLUSÃO

Devemos combater os abusos e aberrações doutrinárias desses prega­dores. Tomemos cuidado, porém, para não sermos levados ao ceticismo e ao indiferentismo religioso. Re­ligião sem o sobrenatural é mera fi­losofia. Temos promessas de Deus. Aliás, a história, desde os tempos bí­blicos, registra inúmeros testemunhos sobre sinais, prodígios e maravilhas (Mc l6.20). Mas os tais pregadores, a começar pela origem de sua teologia, estão fora do padrão bíblico.

[Estudo Bíblico] Mariolatria – É bíblica a veneração à Maria? Ela é mesmo a Rainha do Céu e a Mãe de Deus?

Mariolatria


LEITURA BÍBLICA

“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,

A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.

E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.

Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.

E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus.

E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?

E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

Porque para Deus nada é impossível.

Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.” Lucas 1:26-31,34-35, 37-38

ORIGEM

As primeiras ornamentações e pinturas nos templos cristãos sur­giram a partir do século III, a fim de representar o cenário e os fatos do texto bíblico. Já no século V, as imagens foram inseridas no contex­to das gravuras existentes e come­çaram a ser usadas como meio de instrução aos analfabetos, uma vez que muitos frequentadores dos cul­tos não tinham acesso a educação formal.

Entretanto, no Concílio de Nicéia (787 d.C.) foi oficializado a veneração às imagens e relíquias sagradas. Quase cem anos depois, em 880, a igreja estabeleceu a canonização dos santos. Desde en­tão, a Igreja Católica Romana ensi­na que para cada ocasião e dia da semana há um “santo protetor”. Em 1125, surgiram os primeiros ven­tos doutrinários concernentes a imaculada conceição de Maria – dogma definido em 1854(Vide Quadro 1). Em 1311, estabeleceu-se a oração da Ave-Maria e, somente em 1950, a assunção de Maria é transformada em artigo de fé.

INTRODUÇÃO

O culto a Maria é o divisor de águas entre católicos romanos e evangélicos. O clero romano con­fere a Maria a honra e a glória que pertencem exclusivamente ao Se­nhor Jesus. Essa substituição é con­denada nas Escrituras Sagradas e, como resultado, conduz o povo à idolatria. Reconhecemos o honro­so papel de Maria na Bíblia, como mãe de nosso Salvador, mas a Pa­lavra de Deus deixa claro que ela não é co-autora da salvação e mui­to menos divina. É, portanto, peca­do orar em seu nome, colocá-la como mediadora, dirigir a ela cânticos de louvor.

I.  O QUE É MARIOLATRIA? 

1. Idolatria.

O termo vem de duas palavras gregas: eidõlon, “ído­lo, imagem de uma divindade, di­vindade pagã” e latreia, “serviço sagrado, culto”. A idolatria é a for­nia pagã de adoração. Adorar e ser­vir a outros deuses são práticas condenadas pela Bíblia, no Decálo­go (Êx 20.3-5), e, também nas pá­ginas do Novo Testamento: “por­tanto, meus amados, fugi da idola­tria” (l Co 10.14).

 2. Adoração.

Os dois principais verbos gregos para “adorar”, no Novo Testamento, são proskynêo, que sig­nifica “adorar” no sentido de pros­trar-se; e latreuõ, que significa “ser­vir” a Deus. À luz da Bíblia, podemos definir adoração como serviço sagra­do, culto ou reverência a Deus por suas obras. Os principais elementos de um culto são: oração (Gn 12.8), louvor (SI 66.4), leitura bíblica (Lc 4.16,17), pregação ou testemunho (At 20.9) e oferta (Dt 26.10).

 3. O culto a Maria.

O termo “mariolatria” vem de Maria, forma grega do nome hebraico Miriã, e de latreia. A mariolatria é o culto ou a adoração a Maria estabelecidos pelo Catolicismo Romano ao longo dos séculos(Vide Quadro 1).

Quadro 1

A Bíblia ensina que é so­mente a Deus que devemos adorar (Mt 4.10; Ap 19.10; 22.8,9). Maria foi salva porque creu em Jesus e não meramente por ser a mãe do Messi­as (Lc 11.27,28). Somente a Deus devemos cultuar. “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás cul­to” (Mt 4. l O – Almeida Atualizada). Os romanistas ajoelham-se diante da imagem de Maria e dirigem a ela orações e cânticos.

 II. AS GLÓRIAS DE MARIA

 1. Maria no Catolicismo Romano.

O clero romano vai além do que está escrito em relação à Virgem Maria. No livro As Glórias de Maria, de Alfonso Liguori, cano­nizado pelo papa, Jesus ficou pequenino diante de Maria. Segun­do Liguori:Nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por Jesus … A Santa Igreja ordena um culto peculiar à Maria. Essas são algumas declarações de suas cren­ças mariolátricas. O que se vê, hoje, é a manifestação ostensiva e orgu­lhosa da mariolatria nos adesivos usados nos automóveis. Para os romanistas, Maria é mais importan­te do que o próprio Jesus(apesar de muitos não o perceberem ou admitirem).

 2. A posição oficial do Vaticano.

O clero romano nega terminantemente que os católicos adoram a Maria, o que é oficialmen­te confirmado pelo Vaticano. Todavia, é muito comum o tradicional trocadilho católico: adoração e ve­neração. Mas, as declarações de Liguori e as práticas dos católicos não ajudam a corroborar a afirmação dos romanistas. Uma análise honesta do correto conceito da pa­lavra adoração, conferindo com o marianismo dos católicos romanos, prova de maneira irrefutável que se trata de adoração.

III. MARIA NA LITURGIA DO CATOLICISMO

 1. As contradições de Roma.

O Catolicismo Romano ja­mais admitirá que prega a divinda­de de Maria, da mesma forma que nega a adoração a ela. Entretanto, os fatos falam por si só e provam o contrário. Ela é também chamada de Rainha do Céu, o mesmo nome de uma divindade pagã da Assíria (Jr 7.18; 44.17-25); é parte de sua liturgia a reza Salve-rainha.

2. Orações a Maria.

A Bíblia expressa ser somente Deus onipotente, onipresente e onisciente (Jr 10.6; 23.23,24; l Rs 8.39). Se Maria pode ouvir os católicos, que hoje são mais de um bilhão em toda a Terra, como pode responder às orações de todos eles ao mesmo tempo? Ou ela é deusa, ou os católicos estão numa fila interminável, aguardando a vez de suas orações serem atendidas.

3. Distorção litúrgica.

A oração litúrgica dedicada a Maria e desenvolvida pela Igreja Católica Romana evoca: “Ave-maria cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de seu ventre. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, os pe­cadores, agora e na hora de nossa morte. Amém”. Essas palavras são tiradas de Lucas 1.28, 42, mas a parte final não é bíblica, foi acres­centada em 1508. Essa oração é uma abominação aos olhos de Deus, pois não é dirigida a quem de direito (l Tm 2.5).

4. Mãe de Deus?

A palavra gre­ga usada para “mãe de Deus” originalmente significa “portadora de Deus”. A expressão “mãe de Deus” foi usada em razão das controvér­sias cristológicas da época para dar ênfase à divindade de Jesus. A Bíblia diz que Deus é eterno (Sl 90.2, Is 40.28), e, como tal, não tem co­meço. Como pode Deus ter mãe?

Há contra-senso teológico nessa decla­ração. A mãe é antes do filho, isso pressupõe a divindade de Maria, que seria antes de Deus, mas Ele existe por si mesmo (Êx 3.14). O Concílio de Calcedônia, em 351, declarou o termo “como mãe do Jesus humano”. A Bíblia es­clarece que Maria é mãe do Jesus ho­mem e nunca mãe de Deus (At 1.14).

IV. OUTRAS TENTATIVAS DE DIVINIZAR MARIA

1. “Cheia de graça” ou “agraciada” (v.28)?

A forma gre­ga da expressão “cheia de graça” procede de um verbo grego que sig­nifica “outorgar ou mostrar graça”. Sua tradução correta é “agraciada, favorecida”, e não “cheia de graça”, como aparece nas versões católicas da Bíblia. A tradução “cheia de gra­ça” não resiste à exegese séria da Bí­blia sendo contrária ao contexto bí­blico e teológico. Mais uma vez, re­vela-se a tentativa de divinizar Ma­ria. Há diferença abissal entre Jesus e Maria. Dele afirma a Bíblia: “e vi­mos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14), pois Jesus é Deus (Jo 1.1).

 2. O Dogma da Imaculada Conceição.

Essa é outra tentativa de endeusar Maria, propondo que ela, por um milagre especial de Deus, nasceu isenta do pecado original. Essa declaração foi proferida pelo papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1854, portanto, é antibíblica. A teo­logia cristã afirma que “todos peca­ram” (Rm 3.23; 5.12). A Bíblia mos­tra o reconhecimento da própria Maria em relação a isso (Lc 1.46,47). O milagre especial de Deus aconte­ceu na concepção virginal de Jesus, que foi gerado por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1.34,35). Jesus nasceu e viveu sem pecado, embora tentado, nunca pecou (Hb 4.15).

 3. O Dogma da Perpétua Virgindade de Maria.

O clero romano defende a doutrina da per­pétua virgindade de Maria, pois conclui que ela não gerou mais fi­lhos além de Jesus. Sua preocupa­ção é com a deificação de Maria, visto que não há desonra alguma em uma mulher casada ser mãe de filhos, antes, o contrário, à luz da Bíblia, isso lhe é honroso (Gn 24.60; Sl 113.9).

 4. A família de Jesus.

A Bí­blia declara com todas as letras que José não a conheceu até o nasci­mento de Jesus (Mt 1.25). Os ir­mãos e irmãs de Jesus são mencio­nados nos evangelhos, alguns são chamados por seus nomes: Tiago, José, Símão e Judas (Mt 13.55; Mc 6.3). Veja, ainda, Mateus 12.47 e João 7.3-5. Afirmar que “irmãos”, aqui, significa “primos” é uma exegese ruim e contraria todo o pensamento bíblico.

SUPLEMENTO

 “Mariolatria.”

O teólogo católico romano Ludwig Ott, defendendo a doutri­na espúria da veneração a Maria, mãe de Jesus, em sua obra Funda­mentals of Catholic Dogma (Funda­mentos do Dogma Católico), afir­ma: ‘À Maria, a mãe de Deus, con­fere-se o direito de receber o culto de hiperdulia‘. Em outras palavras, segundo o catolicismo romano, ‘Maria deve ser venerada e honra­da em um nível muito mais alto do que o de outras criaturas, sejam anjos ou santos. Contudo, essa ve­neração a Maria é substancialmen­te menor do que a cultus latriae (adoração) que é devida somente a Deus, no entanto, maior do que a cultus diliae (veneração) devida a anjos e aos outros santos’.

Essa doutrina católica romana é uma das mais frágeis em argumen­tação, uma vez que cria uma con­fusão terminológica em torno dos termos adoração e veneração, além de defender pontos sem respaldo bíblico. Veneração significa ‘render culto‘, ‘adoração‘, sendo condena­da pela Bíblia, seja em relação a anjos ou a santos (Ap 22.9), exceto a Deus. Além disso, em nenhum momento a Bíblia fala que Maria é superior a qualquer outra criatura e que deva receber orações ou mes­mo veneração.

Outra amostra do subterfúgio sem nexo do catolicismo romano está no fato de que a adoração a Maria (que por si só já é absurda) não está acima da adoração a Deus. Todavia, em suas orações, como na Novena de orações em honra a Nos­sa Mãe do Perpétuo Auxílio, decla­ra-se, sem censura, que Maria é su­perior a Jesus: ‘Porque se me protegeres, querida Mãe, nada temerei daquilo que me possa sobrevir: nem mesmo dos meus pecados pois obterás para mim o perdão dos mesmos (a Bíblia diz que só há perdão através de Jesus At 4.12; l Tm 2.5; l Jo 1.7); nem mesmo da parte dos demónios, porque és mais poderosa do que o inferno junto ( Bíblia diz que somente Jesus despojou os principados e potestade: e só podemos expulsar demônio: por Jesus – Cl 2.15; Mc 16.17); nem mesmo de Jesus, o meu juiz, pois através de uma oração tua Ele será apaziguado (Maria seria a advoga­da e Jesus, o juiz, mas a Bíblia diz que hoje Jesus é o nosso advogado – l Jo 2.1).”

(MARIOLATRIA. Revis­ta Resposta Fiel, Rio de Janeiro, Ano 4, n° 12, p. 6, jun.-ago.2004.)

CONCLUSÃO

As tentativas inglórias de fun­damentar o marianismo na Bíblia fracassaram. As expressões: “O Se­nhor é contigo”; “bendita és tu en­tre as mulheres” (v. 28) e “bendito o fruto do teu ventre” (v. 42), não são a mesma coisa que: “bendita és tu acima das mulheres“. Devemos esclarecer esses pontos aos católi­cos, com respeito e amor, mas dis­cordando de suas crenças, com base na Palavra de Deus. Muitos são sinceros e pensam estar fazendo a vontade de Deus, mas infelizmnte não conhecem a Bíblia e, portanto, respeitam mais a Tradição da Igreja. Está escrito:

“O meu povo foi destruído porque lhe faltou conhecimento…” Os 4:6

Ao católico que porventura tenha conseguido ler todo esse estudo bíblico (pois não o é fácil, já que a Palavra é como espada de dois gumes. Ela corta, onde há erro a ser consertado), peço que examine a Bíblia, pois Jesus mesmo ordenou:

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”  Jo 5:39

SUPLEMENTO

Veja a opinião do Padre Fabio de Melo sobre esse assunto! Ele foi bíblico!

 

[Estudo Bíblico] Espiritismo – A Reencarnação

LEITURA BÍBLICA

“Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;

Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio;

De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,

Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” Hb 9:24-28

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;

Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;” I Tm 4:1-2

FUNDAÇÃO

A difusão moderna da reencarna­ção no Brasil, deve-se, principalmen­te, a propagação das obras de Hippolyte Leon Denizard Rivail, co­nhecido por Aílan Kardec, pseudôni­mo adotado em 18 de abril de 1857. Kardec nasceu em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804 e faleceu com a idade de 65 anos. Na lápide tumular consta a síntese de sua cren­ça reencarnacionista: “Nascer, morrer, renascer é progredir sempre, esta é a lei”.

H. L Denizard Rivail era um ho­mem erudito, mas que se deixou fis­gar em 1855 por fenômenos sobrena­turais. Desde então, passou a ser gui­ado por um “espírito” que lhe infor­mou ter sido seu amigo em uma re­encarnação anterior, período em que seu nome era Allan Kardec, razão pela qual adotou o novo nome.

Desde en­tão, dedicou-se exclusivamente a dou­trina espírita. Escreveu várias obras que codificam o espiritismo e a dou­trina reencarnacionista. Entre elas des­tacam-se: O livro dos Espíritos (1857) e O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864).

INTRODUÇÃO

A doutrina da reencarnação é tão antiga quanto a humanidade. É ori­ginária do hinduísmo, mas está pre­sente no budismo, no jainismo e no sikhismo. É defendida pêlos hare krishnas, kardecistas e muitos outros grupos na atualidade. Tem fortes vín­culos com a prática da necromancia e está no bojo do Movimento Nova Era. A reencarnação é uma falsa cren­ça inspirada por Satanás para levar o homem à perdição eterna.

I. SEU SIGNIFICADO

1. Conceito.

Reencarnação não é o mesmo que encarnação. A Bíblia fala da encarnação do Verbo para enfatizar que Deus fez-se homem (Jo 1.14; l Tm 3.16), pois Jesus veio em carne (l Jo 4.1,2). A reencarnação é uma crença defendida por quase to­das as religiões derivadas do hinduísmo. O termo significa “voltar na carne”, pois seus adeptos acre­ditam que, na morte física, a alma não entra num estágio final, mas volta ao ciclo de renascimentos. É chamada também de transmigração da alma e metempsicose.

2. No Oriente.

As reencarnações nas religiões acima menciona­das não são exatamente iguais. No hinduísmo, o “eu” sobrevive à morte e torna a reencarnar. No budismo não existe o “eu”, porquanto não há alma para migrar, não é necessariamente o morto que volta para reencarnar, mas outra pessoa. Os adeptos do hare khrishna acreditam que a alma de quem morre pode reencarnar em se­res inferiores, nos animais e até nos insetos. A reencarnação tornou-se muito popular nos diversos ramos do Movimento Nova Era, no espiritismo, etc.

II. SEUS OBJETIVOS

1. Busca da perfeição ou da salvação.

Os adeptos dessa doutri­na buscam a perfeição por meio de um processo evolutivo até que os ci­clos da roda de reencarnações parem de girar. Rejeitando a salvação em Je­sus, acreditam na doutrina do carma: lei que determina o lugar de um in­divíduo na reencarnação, ou seja, a pessoa vai colher o que semeou na suposta encarnação anterior; é o princípio hindu de causa e efeito. Nem todos os reencarnacionistas acreditam na garantia da salvação fi­nal de todos. No entanto, a crença mais comum é que apenas um perí­odo de vida não é suficiente para os seres humanos aperfeiçoarem-se.

2. Reencarnação e cristia­nismo.

Essas crenças são contrá­rias à teologia bíblica, pois nelas não há espaço para a doutrina da ressurreição dos mortos, da reden­ção pela fé no sacrifício de Jesus no Calvário, do julgamento divino sobre os infiéis, do inferno arden­te. Ensinando a salvação pelo esfor­ço humano, colocam-se em aberta oposição à Bíblia Sagrada.

3. Reencarnação à luz da Bíblia.

A Bíblia afirma queaos ho­mens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo (Hb 9.27). Essa declaração resume o en­sino bíblico sobre o destino do ho­mem após a morte, constituindo-se num golpe mortal contra a doutrina da reencarnação com todas as suas ramificações. Nós vivemos apenas uma vez, e depois da morte, segue-se o juízo. A reencarnação, portan­to, não existe (Jo 9.1-3).

4. Não há salvação sem Je­sus.

O Senhor Jesus levou sobre o madeiro todos os nossos pecados (l Pe 2.24); este é o único meio de sal­vação. Jesus é o único Salvador! (At 4.12). Ele mesmo há de julgar os vi­vos e os mortos (At 17:31; 2 Tm 4. l).

II. SUAS DISTORÇÕES

1. Fonte da teologia cristã.

As doutrinas cristãs não podem ser fundamentadas em experiências pessoais, pois os sentimentos humanos acham-se comprometidos em conse­quência da Queda do homem no Éden (Jr 17.9 cf. Gn 3.1-24). Por isso, Deus revelou-se a si mesmo através da sua Palavra, a Bíblia Sagrada. De onde, pois, vem a doutrina da reen­carnação? Dos espíritos malignos manifestos nos médiuns. Está escrito:

“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.”  I Jo 4:1

2. Distorção científica.

Mui­tas pesquisas são feitas inutilmente com o intuito de procurar os funda­mentos científicos da reencarnação. Por outro lado, a ciência confirma o que a Bíblia sempre ensinou: é na concepção que começa uma nova vida — um ser humano individual e único (Sl 139.15, 16; Zc 12.1). Por­tanto, afirmar que a reencarnação é comprovada cientificamente, como fazem os seus apologistas, é uma distorção da verdade.

3. Distorção bíblica.

Os defen­sores da reencarnação usam passa­gens bíblicas para fundamentar suas crenças. Embora rejeitem a Bíblia, re­conhecem o respeito que o povo, de modo geral, tem pela Palavra de Deus. Por essa razão, sempre que possível, usam passagens das Escrituras, arran­cadas violentamente de seu contex­to, para dar roupagem bíblica àquilo em que acreditam. E, assim, conse­guem persuadir os incautos.

a) Novo nascimento não é reencarnação.

O novo nascimento a que Jesus se referiu no diálogo com Nicodemos nada tem a ver com a reencarnação. Jesus está falando da regeneração, do nascer da água e do Espírito (Jo 3.3-5). Disse Ele ainda: “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espí­rito” (Jo 3.6). Nas “reencarnações”, a pessoa nasceria sempre da carne.

SUPLEMENTO

Jesus, Nicodemos e o Novo Nascimento.

O diálogo entre Jesus e Nicode­mos, registrado em João 3.1-21, é frequentemente usado pêlos espíri­tas como prova de que Jesus, ao di­zer a Nicodemos que lhe era neces­sário nascer de novo, estava pre­gando a reencarnação. Ora, só aque­les que ignoram o significado da pa­lavra grega anõthen – traduzida no v. 3 por ‘nascer de novo’ – é que fa­zem uso de tal argumento. Porém, o significado literal desse vocábulo é nascer do alto, nascer de cima, nas­cer de Deus. Portanto, não se refere a um nascimento após um processo biológico, intra-uterino, e sim, por meio da operação do Espírito de Deus no interior do homem. Isto nada tem haver com a reencarnação.

Se a doutrina reencarnacionista fizesse parte dos ensinamentos de Je­sus, a grande oportunidade de di­vulgá-la e confirmá-la seria durante a memorável conversa daquele que era mestre em Israel com Aquele que é o Mestre dos mestres. A pergunta de Nicodemos: ‘Como pode um ho­mem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre mater­no e nascer segunda vez?’ não pode­ria ter sido respondida, caso Jesus fosse reencarnacionista, da seguin­te maneira: ‘Isto é possível, Nicode­mos. Basta você reencarnar?’ Mas a resposta de Cristo foi: ‘Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus’.

(COSTA, J. Magno. Porque Deus condena o es­piritismo. 12. ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 156.)

b) João Batista não é Elias reencarnado.

A crença de que João Ba­tista era a reencarnação de Elias é inconsistente, pois Elias não morreu; logo, não se desencarnou (2 Rs 2.11). A expressão “no espírito e virtude de Elias” (Lc 1.17) não é o mesmo que reencarnação. O próprio João afirmou que não era Elias (Jo 1.21). O que temos aqui são carac­terísticas pessoais e ministeriais co­muns a ambos os profetas. Por isso é que os discípulos entenderam que Jesus falara de João Batista quando disse: “Elias já veio” (Mt 17.12,13).

IV. SUA POPULARIDADE

1. Aceitação na sociedade.

A reencarnação tornou-se comum na vida dos que não conhecem a Deus e a sua Palavra. Políticos, cientistas, empresários e artistas de Hollywood são, hoje, os principais promotores dessa doutrina. Isso mostra que a única maneira de o homem prote­ger-se do erro é pelo conhecimento da Palavra de Deus (Ef 6.10-18).

2. Razão do seu crescimen­to.

A popularidade da reencarnação é o resultado da tendência humana de procurar escapar do inferno sem a ajuda de Deus. A Bíblia afirma que o “deus deste século cegou o enten­dimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evan­gelho” (2 Co 4.4). Nessa cegueira espiritual, diz-lhe Satanás que não há mais solução, porque o homem está simplesmente colhendo o que semeou na suposta encarnação an­terior.

CONCLUSÃO

Os adeptos da reencarnação es­tão preparados para defender suas crenças em qualquer foro. Todavia, nós estamos com a verdade, e Deus é conosco. Por isso devemos lutar pela salvação deles, pois fazem par­te do grupo não alcançado pelo evan­gelho. Esse desafio é tarefa da Igreja, Jesus ordenou-nos pregar o evange­lho a toda criatura (Mc 16.15).