[Estudo Bíblico] Autolatria – A iniquidade do Diabo

“O orgulho é a origem de todos os pecados. É a iniqüidade que precede todas as iniqüidades. O orgulho leva o homem a adorar a si próprio e a desprezar a Deus.”

Ezequiel 28.11 –  Veio mais a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
12 Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.
13 Estavas no Éden, jardim de Deus; toda pedra preciosa era a tua cobertura: a sardônia, o topázio, o diamante, a turqueza, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.
14 Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.
15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.
16 Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas.
17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.”

A pior idolatria é quando o homem, esquecendo-se de que é criatura, exalta-se acima do Criador. Haja vista o rei de Babilônia. Engrandeceu-se Nabucodonosor de tal maneira, que veio a concluir ser mais poderoso do que o próprio Todo-Poderoso. E o que dizer daquele Herodes aclamado como deus? Em conseqüência de sua altivez, foram ambos abatidos. Se o primeiro viu-se constrangido a alimentar-se da comida dos bichos, o segundo, dos bichos, virou comida.

Se a autolatria no passado era doença, é epidemia no presente. Nunca o homem exaltou-se tanto. Infelizmente, essa moléstia vai ganhando terreno até entre os que se dizem povo de Deus e seguidores do humilde Nazareno.

I. O QUE É A AUTOLATRIA

A palavra autolatria é formada por dois vocábulos gregos: autos, a si mesmo + latria, adoração. Autolatria, por conseguinte, é a adoração de si próprio.

É conhecida também como egolatria. Ou seja: o endeusamento do ego.

II. A ORIGEM DA AUTOLATRIA

É nas páginas do Antigo Testamento que encontraremos a origem da autolatria. Vê-la-emos no ungido querubim que, devido a sua formosura e elevada posição, exaltou-se, rebelando-se contra o Senhor. E o que diremos de nossos primeiros pais que, seduzidos com a possibilidade de serem iguais a Deus, comeram do fruto proibido? Em conseqüência, foram Adão e Eva expulsos do Jardim do Éden, trazendo a maldição sobre todos os seus descendentes.

1. O querubim ungido.

Os profetas Isaías e Ezequiel, utilizando-se de tipos humanos, mostram como a autolatria, com todos os seus males, foi introduzida no Universo.

Isaías apresenta o príncipe babilônico como um dos mais perfeitos tipos do magistral ente celeste que, embora criado para a glória de Deus, resolveu roubar-lha para si (Is 14.12-19). Aliás, queria ele uma glória superior a de Deus. O profeta destaca-o também como a estrela dalva de tão perfeito que era. Lendo esta passagem, não há como evitar a pergunta: “Pode a perfeição gerar a imperfeição?” Foi o que aconteceu a esse trágico personagem. Somente a perfeição de Deus é sumamente perfeita.

Ezequiel introduz o ungido querubim, tipificando-o a partir do rei de Tiro. Leia com atenção o capítulo 28 desse profeta, e veja quão glorioso e magnífico era aquele anjo. Sua formosura era tanta que o levou à soberba, e a soberba, à ruína. O anjo que tanto poder detinha, viu-se transformado num ser que tem as trevas como símbolo.

2. Adão e Eva.

Embora criados segundo a imagem e semelhança de Deus, nossos primeiros pais não o glorificaram como o seu Criador e Senhor Supremo. Eram criaturas, e disto se esqueceram. E quando confrontados pelo maligno, deixaram-se iludir pela possibilidade de serem iguais a Deus (Gn 3.5). Adão e Eva exaltaram-se, ignoraram o mandamento divino, comeram do fruto proibido e caíram em transgressão, comprometendo toda a sua descendência.

Como o santíssimo Deus não tolerava (e não tolera!) a iniqüidade, expulsou-os do Éden. Cumpria-se, assim, na vida de Adão e Eva a inexorável sentença: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). O desejo de querer ser como Deus só lhes trouxe dissabores, tristezas e maldições.

3. A autolatria no ministério cristão.

Paulo tinha em vista a queda de Satanás ao endereçar a Timóteo a seguinte recomendação: “não seja (o bispo) neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo” (1 Tm 3.6). O que isso significa? O obreiro não experimentado facilmente orgulha-se do que não lhe pertence, e corre o risco de ter o seu castiçal removido (Ap 2.5). Conscientizemo-nos disto:

Se estamos no ministério é porque Deus, em sua infinita misericórdia, nos chamou. Cumpramos, pois, fielmente o nosso mandato, e roguemos ao Senhor nos guarde da soberba.

Cuidado! A autolatria é uma praga; não pode ser acalentada. Somente Cristo haverá de ser exaltado na Igreja de Deus.

III. ATITUDES QUE LEVAM A AUTOLATRIA

Acha-se o presente século contagiado por posturas e atitudes que, cruel e implacavelmente, impelem a humanidade a uma virulenta autolatria.

Infelizmente, esta não se tem limitado aos círculos mundanos; jaz-se bem agasalhada em muitos homens e mulheres que professam o nome do Senhor, mas o negam com o seu testemunho. Urge identificar as atitudes e posturas que levam à autolatria, a fim de que possamos livrar-nos delas.

1. A soberba espiritual.

Esta é uma das mais nocivas autolatrias; engana, se possível, até os escolhidos. Jeremias, por exemplo, teve muitas
dificuldades com as pessoas contaminadas por este vírus. Enquanto o atalaia de Jeová proclamava a Palavra de Deus, vinham os falsos profetas e, atrevida e soberbamente, alegavam que a mensagem de Jeová estava com eles e não com Jeremias (Jr 23.1-40).

Quem eram esses sujeitos? Homens corruptos e corrompidos que, assalariados pelo governo de Judá, tinham como tarefa enganar o povo e apregoar uma paz que não existia e uma abundância que não passava de miséria. Assemelhavam-se eles aos falazes teólogos da prosperidade e aos insolentes criadores da confissão positiva.

2. Espírito altivo.

Certa vez um líder neopentecostal afirmou que não concordava com a assertiva bíblica de que os filhos de Deus devemos ser pobres de espírito. Desmerecia ele, assim, a primeira bem-aventurança de Nosso Senhor pronunciada no Sermão do Monte. Segundo o tal líder, temos de ser ricos de espírito. Teria ele se esquecido do complemento da bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus” (Mt 5.3)?

Antes de dizermos tais asneiras, atenhamo-nos ao que a Bíblia realmente diz. Ser pobre de espírito significa:
  • depender única e exclusivamente de Deus;
  • colocar nEle toda a nossa suficiência;
  • e agir segundo a sua soberana vontade.

“Aos pobres de espírito atenta o Senhor; quanto aos exaltados, Ele os despreza” (Sl 51.17). Eis chegado o momento de contristarmos nossas almas. Caso contrário: não ouvirá o Senhor a nossa oração. O pobre de espírito jamais cairá no pecado da autolatria.

3. O desprezo pela vontade de Deus.

Um ousado discípulo da confissão positiva disse, certa ocasião, discordar do estribilho do hino 127 da Harpa Cristã (hinário da Assembleia de Deus). Ao invés de cantar: “Sim, alegre, atendo ao Teu mandar”, punha-se ele a cantarolar irreverentemente: “Sim, alegre, Ele atende ao meu mandar”. (Misericóoooordiaa!!!)

Somente um consumado autólatra poderia dizer, ou melhor, entoar tais sandices. Cumpre anunciarmos ao mundo todo o senhorio de Cristo através de atos e palavras. Ele é o Senhor; nós os seus servos. Que esta seja a nossa oração: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mt 6.9,10; Rm 14.9; Fp 2.10).

Quer evitar a autolatria? Deseja subjugar o orgulho?

Coloque a vontade de Deus acima de todas as coisas. Os que se recusam a fazê-lo, agem como aqueles trágicos e desprezados personagens dos Salmos: “Disseram os néscios no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém quem faça o bem” (Sl 14.1).

Desprezar a vontade de Deus não é apenas tolice; é também o passo inicial para se cair no abismo onde se encontra o Diabo e seus anjos.

CONCLUSÃO

O orgulho é o pior dos pecados; é a mais louca das iniqüidades. Na gênese de todas as impiedades, encontra-se a soberba. Fuja deste pecado!

Consagre toda a sua vida ao Senhor Jesus. Afinal, deixou Ele o exemplo dos exemplos. Embora fosse Deus, esvaziou-se o Cristo de todas as suas prerrogativas e glórias, a fim de morrer em nosso lugar (Fp 2.1-11). Se Ele que era Deus fez-se servo, o que não devemos fazer nós que não passamos de servos vis e inúteis?

Que o meigo e doce Jesus seja sempre exaltado em nossa vida, por nossa vida e através de nossa vida! Somente Ele merece toda a glória, toda a honra, todo o poder e todas as ações de graças.

Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Aleluia!

Fonte: Lições Bíblicas CPAD 2.º Trimestre de 2000

[Estudo Bíblico] Satanás e seus demônios

Houve Batalha no Céu

E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. Ap. 12:9

Estudar as crenças (ou doutrinas) essenciais do Cristianismo implica em também estudar sobre Satanás e o mal. Embora muitos pensem que ele não exista – o que produz um ambiente ‘perfeito’ para a sua estratégia de atuação – a existência de Satanás é ensinada em sete livros do A.T. e por todos os autores do N.T. O próprio Cristo ensinou a sua existência (Mt.13:39, Lc.10:18,11:18).

1.    Satanás

Satanás é o chefe dos anjos decaídos, uma criatura sobre-humana (Ez.28:12-15), porém, não divino; é um ser espiritual (Ef.6:11-12) que pertence à ordem angelical dos querubins (Ez.28:14); era a mais exaltada das criaturas angelicais (Ez.28:12), cuja personalidade possui intelecto (2 Co.11:3) e sente emoções (Ap.12:17), tem vontade (2 Tm.2:26), e é tratado como ser moralmente responsável (Mt.25:41).

Seu nome significa “adversário” – o que faz oposição a Deus e a seu povo (I Cr.21:1; Jó 1:2; Zc.3:1-2). O N.T. também lhe dá o nome de “Diabo” (Acusador, Difamador), além de apresentar títulos como: Maligno (I Jo.5:19), Tentador (I Ts.3:5), Príncipe deste mundo (Jo. 12:31), Deus deste século (2 Co.4:4), Príncipe da Potestade do Ar (Ef.2:2), e Acusador dos nossos irmãos (Ap.12:10). Na Bíblia, há registros dele através de algumas representações, tais como: Serpente (Ap.12:9), Dragão (Ap.12:3), e Anjo de Luz (2Co.11:14). O seu retrato é de malícia, fúria e crueldade dirigidas contra Deus, contra a verdade de Deus e contra aqueles a quem Deus ama. Além de sua esperteza enganadora apresentando o mal como bem e realçada por Paulo no último texto lido, sua ferocidade destrutiva aparece na descrição dele como um leão que ruge e devora (I Pe.5:8). Como ele foi adversário declarado de Cristo (Mt.4:1-11; 16:23; Lc.4:13; 22:3) do mesmo modo, agora ele se opõe aos cristãos, explorando as fraquezas, orientando mal as forças e minando a fé, a esperança e o amor (Lc.22:32; 2 Co.2:11;11:3-15; Ef.6:16).

A malícia e a astúcia de Satanás devem ser levadas em conta seriamente, porém o cristão não precisa ficar tomado de terror servil por causa dele, porquanto ele é um inimigo derrotado. Satanás é mais forte do que os seres humanos, mas Cristo triunfou sobre ele (Mt.12:29) e os cristãos também o farão, resistindo às suas investidas com as armas que Cristo nos proporciona (Ef.6:10-18; Tg.4:7; I Pe.5:9-10), “porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (I Jo4:4).

Reconhecer a realidade de Satanás, levar a sério a sua oposição, ficar atento à sua estratégia, levar em conta a guerra contínua com ele não é cair num conceito dualista de dois deuses, um bom e outro mau, guerreando um contra o outro. Satanás é uma criatura sobre-humana, mas não é divino; ele tem muito conhecimento e poder, mas não é onisciente, nem onipotente, e nem onipresente; ele é um rebelde derrotado e não tem mais poder do que aquele que Deus lhe permite exercer, e está destinado ao lago de fogo (Ap.20:10).

2.    Os Demônios

Muito se pensa a respeito dos demônios. Num ponto de vista pagão grego, são almas dos homens maus já mortos. Há quem diga que sua origem é de espíritos desencarnados de uma raça pré-adâmica (que a Bíblia nunca mencionou).

Ao contrário, a Bíblia nos ensina que os demônios são anjos maus, que um dia foram como os bons, mas pecaram e perderam o privilégio de servir a Deus. Assim como os anjos, os demônios são seres criados, dotados de discernimento moral e elevada inteligência, e desprovidos de corpos físicos. A seu respeito, Wayne Grudem apresenta a seguinte definição: “demônios são anjos maus que pecaram contra Deus e hoje continuamente praticam o mal no mundo”.

Em algum momento entre Gn.1:31, que relata que Deus, ao criar o mundo “viu tudo o que fizera, e eis que era muito bom”, e o texto de Gn.3:1-5 (em que vemos Satanás, na forma de serpente, tentando a Eva para pecar) houve uma rebelião no mundo angelical(não se há certeza se aconteceu antes, ou depois, da criação do homem), na qual vários anjos se voltaram contra Deus e se tornaram maus. O Novo Testamento é claro ao mencionar tais fatos e suas consequências em dois textos: 2 Pe.2:4 e Jd.6. Em ambos, encontramos que anjos se rebelaram contra Deus e se tornaram hostis adversários da Sua palavra. Seu pecado, aparentemente, foi o orgulho – a recusa de aceitar o lugar que lhes foi reservado, pois “não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio” (Jd.6).

Satanás, líder de tal rebelião, é chamado de “príncipe dos demônios” (Mt.12:24) e tem uma hierarquia bem organizada de anjos (Ef.6:11-12); é razoável supor que esses sejam demônios. Alguns demônios já estão presos (2 Pe. 2:4; Jd. 6) – mas não ainda no inferno – e alguns estão à solta, cumprindo ordens de Satanás.

Suas Características: Além de serem seres espirituais (Mt.17:18 com Mc.9:25; Ef.6:12), eles possuem intelecto, pois conhecem a Jesus (Mc.1:24); seu próprio destino final (Mt.8:29); o plano de salvação (Tg.2:19), e têm seu próprio sistema doutrinário bem desenvolvido (1Tm.4:1-3). No que diz respeito a sua moralidade, são chamados de espíritos imundos, e sua doutrina leva a uma conduta imoral (1Tim.4:1-2).

Em geral, os demônios tentam subverter o propósito de Deus (Dn.10:10-14; Ap.16:13-16); tentam estender a autoridade de Satanás, cumprindo a sua vontade (Ef.6:11-12) e podem ser usados por Deus na realização dos Seus próprios propósitos (1 Sm.16:14; 2Co.12:7).

Em particular, demônios podem causar doenças (Mt.9:33, Lc.13:11,16) possuir homens (Mt.4:24), animais (Mc.5:13), se opõem ao crescimento dos filhos de Deus (Ef.6:12), e disseminam doutrinas falsas (1Tm.4:1).

POSSESSÃO DEMONÍACA – É a habitação de um demônio numa pessoa, exercendo controle e influência diretos sobre ela, com certo prejuízo para as funções mentais e/ou físicas. A possessão demoníaca deve ser distinguida da influência demoníaca ou atividade demoníaca contra uma pessoa. Nestas duas últimas formas de atuação, o demônio atua de fora para dentro; na possessão, ele opera dentro da própria pessoa. Por esta definição, um crente não pode ser possuído por um demônio já que é habitado pelo Espírito Santo. O crente pode, contudo, ser alvo de opressão demoníaca a tal ponto de dar a impressão de estar possuído.

Efeitos da Possessão Demoníaca

  • 1. Ocasionalmente, doença física (Mt.9:32-33). Porém, a doença e a possessão são distinguidas uma da outra nas Escrituras (At.5:16).
  • 2. Distúrbios mentais são ocasionalmente causados por possessão demoníaca (Mt.17:15), mas não sempre (Dn.4).

Extensão da Possessão Demoníaca

  • 1. Quanto a pessoas: Somente descrentes em Cristo podem ser possessos. Ao tempo de Cristo, a maioria das ocorrências de possessão demoníaca deu-se entre gentios.
  • 2. Quanto ao tempo: Geralmente há um surto de atividade demoníaca quando a luz e a verdade se manifestam mais fortemente.

O Destino dos demônios – todos os demônios serão lançados juntamente com Satanás para dentro do lago de fogo (inferno) depois do retorno de Cristo à terra, no fim da história (Mt.25:41).

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Fonte: http://doutrinasessenciais.wordpress.com

Fontes de Estudo:

  1. Anotações da Bíblia Anotada – Charles Caldwell Ryrie – Editora Mundo Cristão
  2. Anotações da Bíblia de Estudo Genebra – R. C. Sproul – SBB
  3. Grudem, Wayne A – Teologia Sistemática – Editora Vida Nova