[Estudo Bíblico] A celebração da primeira Páscoa

LEITURA BÍBLICA

Êxodo 3:19,20

Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.
Porque eu estenderei a minha mão, e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois vos deixará ir.

Êxodo 7:4,5

Faraó, pois, não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei meus exércitos, meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes juízos.
Então os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.

Êxodo 8:8,25

E Faraó chamou a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao Senhor que tire as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao Senhor.
Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.

Êxodo 10:8,11,24

Então Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao Senhor vosso Deus. Quais são os que hão de ir?
Não será assim; agora ide vós, homens, e servi ao Senhor; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó.
Então Faraó chamou a Moisés, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.

INTRODUÇÃO

A Páscoa foi instituída pelo Senhor para que os israelitas celebrassem a noite em que Deus poupou da morte todos os primogênitos hebreus. É uma festa repleta de significados tanto para os Judeus quanto para os cristãos. Os judeus deveriam comemorar a Páscoa no mês de Abib (corresponde à parte de março e parte de abril em nosso calendário), cujo significado são as “espigas verdes”. Hoje estudaremos a respeito desta festa sagrada e o seu significado para nós, Cristãos.

I- A PÁSCOA

  1. Para os egípcios.

Para os egípcios a Páscoa significou o juízo divino final sobre o Egito, Faraó e todos os deuses cultuados ali. O Senhor havia enviado várias pragas e concedido tempo suficiente para que Faraó se rendesse, deixando o povo partir. Deus é misericordioso, longânimo e deseja que todos se salvem (2 Pe 3. 9b). Porém, Ele é também um juiz justo que se ira contra o pecado “Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias” (Sl 7. 1 1 ). O pecado, a idolatria e as injustiças sociais suscitam a ira do Pai. O povo hebreu estava sendo massacrado pelos egípcios e o Senhor queria libertá-lo. Restava uma última praga. Então o Senhor falou a Moisés: “À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito: e todo primogênito na terra do Egito morrerá”(Êx 11. 4, 5). Foi uma noite pavorosa para os egípcios e inesquecível para os israelitas.

  1. Para Israel.

Era a saida, a passagem para a liberdade, para uma vida vitoriosa e abundante. Foi para isto que Cristo veio ao mundo, morreu e ressuscitou ao terceiro dia, para nos libertar do jugo do pecado e nos dar uma vida cristã abundante (Jo 10. 10). Enquanto havia choro nas casas egípcias, nas casas dos judeus havia alegria e esperança. O Egito, a escravidão e Faraó ficariam para trás. Os israelitas teriam sua própria terra e não seriam escravos de ninguém.

  1. Para nós.

Como pecadores também estávamos destinados a experimentar a ira de Deus, mas Cristo, o nosso Cordeiro Pascal, morreu em nosso lugar e com o seu sangue nos redimiu dos nossos pecados (1 Co 5. 7).

Para nós, cristãos, a páscoa é a passagem da morte dos nossos pecados para a vida de santidade em Cristo. No Egito um cordeiro foi imolado para cada família. Na cruz morreu o Filho de Deus pelo mundo inteiro (Jo 3.16).

II- OS ELEMENTOS DA PÁSCOA

  1. O pão.

Deveria ser assado sem fermento, pois não havia tempo para que o pão pudesse crescer (Êx 12. 8, 11, 34-36). A saída do Egito deveria ser rápida. A falta de fermento também representa a purificação, a libertação do fermento do mundo. Em o Novo Testamento vemos que Jesus utilizou o fermento para ilustrar o falso ensino dos Fariseus (Mt 16.6, 11, 12; Lc 12.1). O pão também simboliza vida. Jesus se identificou aos seus discípulos como “o pão da vida” (Jo 6. 35). Toda vez que o pão é partido na celebração da Ceia do Senhor, traz à nossa memória o sacrifício vicário de Cristo, através do qual Ele entregou a sua vida em resgate da humanidade caída e escravizada pelo Diabo.

  1. As ervas amargas (Êx 12. 8).

Simbolizavam toda a amargura e aflição enfrentadas no cativeiro. Foram 430 anos de opressão, dor, angústia, quando os hebreus eram cativos do Egito.

  1. O cordeiro (Êx 12. 3-7).

Um cordeiro sem defeito deveria ser morto e o sangue derramado nos umbrais das portas das casas. O sangue era uma proteção e um símbolo da obediência. A desobediência seria paga com a morte. O cordeiro da Páscoa judaica era uma representação do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1. 29). O sangue de Cristo foi vertido na cruz para redimir todos os filhos de Adão (1 Pe 1. 18, 19). Aquele sangue que foi derramado no Egito, e aspergido nos umbrais das portas, aponta para o sangue de Cristo que foi oferecido por Ele como sacrifício expiatório para nos redimir dos nossos pecados.

III- CRISTO, NOSSA PÁSCOA

  1. Jesus, o Pão da Vida (Jo 6. 35, 48, 51).

Comemos pão para saciar a nossa fome, porém, a fome da salvação da nossa alma somente pode ser saciada por Jesus. Certa vez, Ele afirmou “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome” (Jo 6. 35). Apenas Ele pode saciar a necessidade espiritual da humanidade. Nada pode substituí-lo. Necessitamos deste pão divino diariamente. Sem Ele não é possível a nossa reconciliação com Deus (2 Co 5. 1 9).

  1. 0 sangue de Cristo (1 Co 5. 7; Rm 5. 8, 9).

No Egito, o sangue do cordeiro morto só protegeu os hebreus, mas o sangue de Jesus derramado na cruz proveu a salvação não apenas dos judeus, mas também dos gentios. O cordeiro pascal substituía o primogênito. O sacrifício de Cristo substituiu a humanidade desviada de Deus (Rm 3. 12, 23). Fomos redimidos por seu sangue e salvos da morte eterna pela graça de Deus em seu Cordeiro Pascal, Jesus Cristo.

  1. A Santa Ceia.

A Ceia do Senhor não é um mero símbolo; é um memorial da morte redentora de Cristo por nós e um alerta quanto à sua vinda: “Em memória de mim”( I Co 11. 24, 25). É um memorial da morte do Cordeiro de Deus em nosso lugar. O crente deve se assentar à mesa do Senhor com reverência, discernimento, temor de Deus e humildade, pois está diante do sublime memorial da paixão e morte do Senhor Jesus Cristo em nosso favor. Caso contrário, se tornará réu diante de Deus (I Co 11.27-32).

CONCLUSÃO

Deus queria que o seu povo Israel nunca se esquecesse da Páscoa, por isso a data foi santificada. A Páscoa era uma oportunidade para os israelitas descansarem, festejarem e adorarem a Deus por tão grande livramento, que foi a sua libertação e saída do Egito. Hoje o nosso Cordeiro Pascal é Cristo. Ele morreu para trazer redenção aos judeus e gentios. Cristo nos livrou da escravidão do pecado e sua condenação eterna. Exaltemos ao Senhor diariamente por tão grande salvação.

Fonte: CPAD
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[Estudo Bíblico] Um Libertador para Israel

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LEITURA BÍBLICA

E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.
E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima.
E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui.
E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.
Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.
Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu.
E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.
Êxodo 3:1-9

INTRODUÇÃO

Um líder cristão não é feito da noite para o dia. Ê preciso que sua liderança seja amadurecida pelo tempo. Na lição de hoje, veremos que Moisés foi preparado lentamente pelo Senhor ao longo dos anos até que se tornasse o libertador do seu povo. Moisés era um homem manso e ao que parece não era muito eloquente, porém Deus viu que ele seria obediente e capaz de libertar o seu povo da escravidão egípcia.

I-MOISÉS-SUA CHAMADA E SEU PREPARO (Êx 3. 1-17)

1.Deus chama o seu escolhido.

Quando o Senhor escolheu e chamou Moisés para libertar seu povo, ele estava pastoreando ovelhas-um excelente aprendizado para quem mais tarde iria ser o pastor do povo de Deus, Israel (Sl 77. 20). É Deus que chama e separa aqueles que vão dirigir seu rebanho, e Ele continua vocacionando e capacitando para o santo ministério. O Senhor chama, mas cabe ao homem cuidar do seu preparo para ser útil a Deus.

O que multo nos edifica no versículo seis é Deus identificar-se não somente como “o Deus de Abraão e o Deus de Isaque”, mas igualmente como “o Deus de Jacó”, Ele é, portanto, o Deus de toda graça, compaixão e paciência, uma vez que Jacó teve sérios incidentes negativos na sua vida em geral (1 Pe 5. 10 ; Jo 1. 14,16).

2.O preparo de Moisés (Êx 3. 10-15).

Moisés foi chamado e recebeu treinamento da parte de Deus para que cumprisse sua missão com êxito. Deus ainda chama e prepara seus servos. Talvez Ele o esteja chamando para a realização de uma obra. Qual será sua resposta?

Moisés experimentou o silêncio e a solidão do deserto em Midiã (Ê× 3.1). Em sua primeira etapa de 40 anos de vida viveu no palácio real e frequentou as mais renomadas universidades, o conhecimento adquirido por Moisés e empregado com sabedoria, foi-lhe multo útil em sua missão de libertador; condutor, escritor e legislador na longa jornada conduzindo Israel no deserto.

3.O objetivo da chamada divina (Êx 3. 10).

O proposito divino era a saída do povo de Israel do Egito liderada por Moisés. Deus pode, segundo o seu querer, agir diretamente. Contudo, o seu método é usar homens e mulheres junto aos seus semelhantes. Hoje, em relação a muitas igrejas, Deus está dizendo a seus dirigentes: ”Tira o ‘Egito’ de dentro do meu povo”. É o mundanismo entre os crentes, na teoria e na prática; no viver e no agir, enfraquecendo e contaminando igreja. É Israel querendo voltar para o Egito (Êx 16. 3; 17.3). Deus com mão poderosa tirou Israel do Egito, mas não tirou o ‘Egito’ de dentro deles, porque isso é um ato voluntário de cada crente que, quebrantado e consagrado, recorre ao Espirito Santo.

“Certamente eu serei contigo”(V. 12). Isso era tudo o que Moisés precisava como líder espiritual do povo de Deus. Hoje, muitos já perderam essa divina presença em sua vida e em seu ministério, por acharem que são alguma coisa em si mesmos, dai, a operação do Espírito Santo cessar em sua vida. Paulo exclamou: “Nada sou”(2 Co 12. 11). Tudo que temos ou somos na obra de Deus vem dEle (I Co 3. 7).

II- AS DESCULPAS DE MOISÉS E A SUA VOLTA PARA O EGITO

1.O receio de Moisés e suas desculpas.

O Moisés impulsivo, que matou o egípcio e o enterrou na areia, já não existia mais. Ele havia sido mudado e moldado pelo Senhor, e agora precisava crer não no seu potencial, mas no Senhor que o chamara. Ao ser chamado pelo Senhor para ser o libertador dos hebreus, Moisés apresentou algumas desculpas: “eles não vão crer que o Senhor me enviou”; “não sou eloquente”. Quantas desculpas também não damos quando Deus nos chama para um trabalho específico? As escusas de Moisés, assim como as nossas, nunca são aceitas pelo Senhor, pois Ele conhece o mais profundo do nosso ser. Se o Senhor está chamando você para uma obra, não tenha e não perca tempo com desculpas.

Confie no Senhor e não queira acender a ira divina como fez Moisés, que tentou protelar sua chamada dando uma série de desculpas a Deus (Êx 4. 14).

2.Deus concede poderes a Moisés. 

A fim de encorajar Moisés e confirmar o seu chamado, O Senhor realiza alguns sinais (Êx 4. 1-9). Da mesma forma Deus ainda demonstra sinais para nos mostrar o seu poder e a sua vontade.

3.O retorno de Moisés.

Moisés não revelou ao seu sogro Jetro o que ele faria no Egito. Ainda não era a hora certa para isso. O líder precisa saber o momento adequado para revelar seus projetos. Entretanto, Moisés não poderia partir sem o consentimento de sua família. Assim ele disse a Jetro que iria ao Egito rever seus irmãos: “Eu irei agora e tornarei a meus Irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem”(Êx 4. 18). Jetro prontamente liberou Moisés dizendo: “Vai em paz”. Moisés não saiu sem a bênção dos seus parentes. Para realizar a obra de Deus o líder precisa ter o apoio e cooperação da sua família. Se você ainda não o tem, ore a Deus nesse sentido.

III- MOISÉS SE APRESENTA A FARAÓ (Êx 5. 1-5)

1.Moisés diante de Faraó.

Chegando ao Egito, Moisés e seu irmão Arão procuraram Faraó para comunicar-lhe a vontade de Deus para o povo de Israel. Quão difícil e arriscada era a tarefa de Moisés.

Após o encontro que tivera com Deus, ele estava preparado para apresentar-se ao rei do Egito. Faraó recusou de imediato o pedido de Moisés. Além de recusar deixar o povo ir embora, Faraó agora aumenta o volume de trabalho do povo (Êx 5. 8,9), Moisés fez tudo como Deus lhe ordenara, porem a sua obediência não Impediu que ele e seu povo sofressem.

Talvez você esteja realizando alguma obra em obediência ao Senhor, mas isso não vai impedir que surjam dificuldades, problemas e aflições. Esteja preparado. Não podemos nos esquecer de que “por multas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (At 14. 22). Enquanto estivermos neste mundo, estamos sujeitos às dificuldades (Jo 16. 33).

2.A queixa dos Israelitas (Êx 5. 20, 21).

O povo hebreu fica descontente com Moisés e Arão e logo começam a murmurar. Certamente todos esperavam que a saída do Egito fosse imediata. Mas este não era o plano de Deus. Moisés, aflito com a piora da situação, busca o Senhor e faz várias indagações. Quem de nós em semelhantes situações, estando em obediência a Deus, na vida cristã e no trabalho, já não indagou: “Por que Senhor?”. Moisés não conseguia entender tudo o que estava ocorrendo, mas Deus estava no controle. Às vezes não conseguimos entender o motivo de certas dificuldades. Mas não podemos deixar de crer que Deus está no comando de tudo.

3.Deus promete livrar seu povo (Ê× 6. 1).

A saída de Israel do Egito seria algo sobrenatural e esta promessa foi totalmente cumprida quando Israel, finalmente, saiu do Egito. Deus, nos seus atributos e prerrogativas. Ia agora redimir o povo de Israel (V. 6), adotá-lo como seu povo (V. 7), e introduzi-lo na Terra Prometida. Todo o Israel, assim como os egípcios, teriam a oportunidade de ver o poder de Deus.

CONCLUSÃO

Na lição de hoje aprendemos como o grande “Eu Sou” escolheu e preparou Moisés para que ele libertasse seu povo da escravidão egípcia. Deus continua a levantar e preparar homens para a sua obra. Você está disposto a ser usado pelo Senhor? Moisés apresentou algumas desculpas, mas não foram aceitas. Não perca tempo com Justificativas, mas diga “sim” ao chamado de Deus.

Fonte: CPAD

[Estudo Bíblico] O Livro de Êxodo e o Cativieiro de Israel no Egito

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LEITURA BÍBLICA

Êxodo 1. 1-14

Estes pois são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa:
Rúben, Simeão, Levi, e Judá;
Issacar, Zebulom, e Benjamim;
Dã e Naftali, Gade e Aser.
Todas as almas, pois, que procederam dos lombos de Jacó, foram setenta almas; José, porém, estava no Egito.
Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.
E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.
E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José;
O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós.
Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra.
E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés.
Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.
E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;
Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza.

INTRODUÇÃO

Estudaremos o segundo livro das Escrituras Sagradas. Êxodo. Destacamos a aflição pela qual o povo hebreu passou no Egito por 430 anos. O povo escolhido do Senhor foi cruelmente oprimido por Faraó.

Porém. Deus Jamais se esquece das suas promessas. Ele vela por sua Palavra. Diante das atrocidades cometidas por Faraó, os israelitas clamaram a Deus. O Senhor ouviu a aflição do seu povo e enviou um libertador para redimi-los. Veremos ao longo do estudo que o livro de Êxodo é a livro da redenção efetuada pelo Senhor.

I- O LIVRO DE ÊXODO

1. Seu propósito.

O vocábulo êxodo significa saída. O livro de Êxodo foi escrito por Moisés e, segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, foi “escrito para que tivéssemos um registro permanente dos atos históricos e redentores de Deus, pelos quais Israel foi liberto do Egito”.

Este livro figura a redenção. Segundo o Dicionário Wycliffe, “o conceito de libertação da morte, da escravidão e da Idolatria é encontrado ao longo de todo o livro”.

2. A escravidão.

O livro de Êxodo foi escrito entre 1450 e 1410 a.C. Nesse livro vemos como os hebreus foram duramente afligidos por Faraó (Ex 1.14). Como escapar de tão grande opressão?

Para os israelitas seria impossível. Somente Deus poderia resgatá-los e libertá-los do jugo do inimigo. Somente o Pai também poderia ter nos resgatado do pecado e do mundo. Cristo morreu na cruz para nos libertar do poder do pecado. Ele morreu em nosso lugar.

3.Clamor por libertação.

O povo hebreu, ao ser cruelmente oprimido pelos egípcios, em grande angústia clamou ao Senhor, e a Palavra de Deus nos diz que ouviu o Senhor o gemido do seu povo (Ex 2.24). Não desanime! O Senhor ouve suas súplicas e está atento às suas dores, Deus já estava providenciando um libertador para o seu povo.

“Os propósitos de Deus são imutáveis e se cumprirão no tempo determinado por Ele”.

II- O NASCIMENTO DE MOISÉS

1. Os israelitas no Egito.

Eles “frutificaram, aumentaram multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente, e a terra se encheu deles”. Estas mesmas bênçãos Deus têm hoje para a sua igreja. Observe com atenção as seguintes palavras do texto bíblico de Êxodo 7 :

a) “Frutificaram, aumentaram muito, multiplicaram-se” (At 9. 31; Lc 14. 22, 23).

Este foi um crescimento vertiginoso. Que Deus nos faça crescer na igreja em quantidade e qualidade.

b) “Fortalecidos grandemente”.

Na esfera espiritual, uma Igreja deve sempre fortalecer-se em Cristo (I Pe 5.10; Fp 4. 13). Lembremo-nos sempre de que a nossa fonte suprema e abundante de poder é o Espirito Santo (Ef 3. I 6; Zc 4. 6).

c) “A terra se encheu deles”.

A igreja precisa se encher não só em determinado distrito. Municipio, estado, região, pais e continente, mas em todo o mundo (Mc 16. 15 : At I. 8).

2. Um bebê salvo da morte.

Preocupado com o crescimento dos hebreus. Faraó deu uma ordem às parteiras no Egito para que todos os meninos israelitas recém-nascidos fossem mortos. Porém. As parteiras eram tementes a Deus e não mataram as crianças (Ex 1.17,21). Então, Faraó voltou à cena macabra, ordenando aos egípcios que todos os meninos dos hebreus fossem lançados no rio Nilo (afim de que se afogassem ou que fossem devorados por crocodilos) (Ex 1. 22).

Isso mostra o quanto esse rei era cruel e maligno. Atualmente essa atrocidade está generalizada. Muitas crianças estão sendo mortas, vítimas do aborto. É o infanticídio generalizado e legalizado pelas autoridades. O bebê Moisés foi salvo da morte porque seus pais eram tementes a Deus. Precisamos de pais verdadeiramente cristãos para que possam zelar pela vida de seus filhos, como Moisés foi preservado da morte. Os pais de Moisés, pela fé em Deus, descumpriram as ordens do rei e esconderam o bebê em casa (Hb 11. 23). Por mais um milagre de Deus, O nenê Moisés continuou sendo criado pela própria mãe (Ex 2. 3-10).

3. A mãe de Moises (Ex 6. 20). 

Joquebede aproveitou cada minuto que passou ao lado do seu filho para ensiná-lo acerca de Deus, da sua Palavra, do seu povo, do pecado. Das promessas divinas e da fé no Criador. Sem dúvida, é um exemplo a ser seguido.

4. A Filha de Faraó (Ex 2. 5-6).

A filha de Faraó desceu para se banhar no rio Nilo e teve uma grande surpresa – havia ali um cesto com um bebê. Não sabemos como. Mas Deus tocou no coração da filha de Faraó para que adotasse o menino hebreu.

Certamente a princesa sabia das ordens do seu pai contra os israelitas. Porém, operando o Senhor, quem impedirá? (ls 43. 13). Deus, em sua bondade. Usou a filha de Faraó para que encontrasse alguém, afim de criar o bebe Moisés. Tal pessoa foi justamente Joquebede, a mãe de Moisés (Ex 2. 9). Há uma recompensa para os pais piedosos e obedientes. Você tem ensinado a Palavra de Deus aos seus filhos? Então persevere em conduzi-los no caminho Correto (Pv 22.6).

III-O ZELO PRECIPITADO DE MOISÉS E SUA FUGA (Êx 2. 11-22)

1. Moisés é levado ao Palácio (Ex 2. 10).

Apesar de ter sido adotado pela filha de Faraó. Moisés foi criado por sua mãe. Não sabemos quanto tempo ele ficou na casa dos seus pais, porém, em determinado tempo o menino foi levado para o palácio. Deus cuidou de Moisés em cada etapa de sua vida. Ele também tem cuidado de você. Todos os acontecimentos em sua vida são parte do plano do Senhor. Não desanime! Deve ter sido difícil para Moisés deixar a casa dos seus pals. Entretanto, no tempo certo, ele o fez.

2. O preparo de Moisés (Ex 3. 9, 10).

Moisés passou sua juventude no palácio real como filho de uma princesa egípcia, ele frequentou as mais renomadas universidades egípcias, inclusive a de Om (At 7. 22 ; Gn 41.45). O Egito era então uma potência mundial. Na educação superior egípcia constavam, conforme a História e as descobertas arqueológicas, administração, arquitetura, matemática, astronomia, engenharia, etc. Esse conhecimento adquirido por Moisés, e empregado com sabedoria, foi-lhe muito útil em sua missão posterior de libertador, condutor, escritor e legislador na longa jornada conduzindo Israel no deserto para a terra de Canaã. Deus pode utilizar nossas habilidades adquiridas em benefício de sua obra.

3. A fuga de Moisés (Ex 2. 1 1-22).

Moisés foi criado como egípcio, porém, ele sabia que era hebreu. Estava no Egito, mas não pertencia àquele lugar. Certo dia, ao ver um egípcio maltratando um israelita Moisés tomou as dores do seu povo e resolveu defender um de seus irmãos. Moisés acabou matando um homem e enterrando o corpo na areia. Ele queria libertar seu povo pela força humana, mas a libertação viria pelo poder divino e sobrenatural, para que ninguém dissesse: “Nós fizemos. Nós conseguimos.” Moisés, assim como os demais hebreus, precisava ver e saber que fora o Senhor que os libertara. Quem nos libertou da escravidão do pecado? Deus.

Somente Ele poderia quebrar o terrível jugo do pecado que estava sobre nós. Não demorou muito para Faraó descobrir que Moisés matara um egípcio. Ele deveria ser preso e morto. Então, com medo, fugiu para Midiã (Ex 2. 15). Ali foi convidado para casa de Jetro, um sacerdote. Moisés casou-se com uma das filhas de Jetro e constituiu uma família, longe da casa dos seus pais e do seu povo.

Teve que ir para um lugar desconhecido e tornou-se um estrangeiro, mas tudo fazia parte do plano de Deus. Em Midiã, Moisés pode comprovar o cuidado providente do Senhor por ele. Talvez você tenha que ir também para um lugar distante. Todavia, não tenha medo, Deus está com você. Pode ser parte do treinamento do Senhor em sua vida.

SUPLEMENTO

Passei por uma experiência semelhante à Moisés, afim de encontrar-me com Deus e ser treinado por Ele. Confira no Testemunho abaixo:

CONCLUSÃO

Ao estudar os primeiros anos da vida de Moisés, vemos que o Senhor tem um plano definido para cada filho seu. É nosso dever obedecer a Deus, mesmo com nossas Imperfeições, assim como fez Moisés. Conseguimos fazer Isso pela poderosa presença, em nós, do Espirito Santo que Deus dá àqueles que lhe obedecem (At 5. 32).

Fonte: CPAD 2014

[e-News] Genesis 3D será lançado em 2014! Veja o Trailer! Surpreendente!

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Reunir Jurassic Park e Avatar em um único filme parece ser uma receita de sucesso dos estúdios de cinema de Hollywood. Mas essa é a pretensão de um ministério cristão que deseja produzir em 3D a narrativa literal do primeiro capítulo de Gênesis.

Mesmo antes de seu lançamento oficial, previsto para 2014, já reiniciou o debate de evolucionistas e criacionistas. Os produtores do filme “Genesis 3D” já divulgaram abertamente seu desejo de expor a “mentira da evolução”, ao mostrar visualmente o relato da Bíblia sobre a criação da vida no planeta.

O criador do filme, Eric Hovind, já conseguiu filmar parte da narrativa usando a melhor tecnologia de animação em 3D disponível, mas ainda faltam cerca de US$ 150.000 para concluir o projeto. Para isso, lançou uma campanha de angariação de fundos pela internet, tendo arrecadado quase US$ 120.000 em apenas 10 dias.

Hovind está chamando o filme de “declaração ousada de fé”, dizendo acreditar que os espectadores poderão experimentar a história da criação de uma forma muito pessoal. Essa ideia de imersão na narrativa foi determinante para o uso de efeitos em 3D.

Sua ambição é clara: “Genesis 3D trará à vida o relato de Gênesis como nunca foi feito antes. Não apenas com grandes efeitos visuais, mas também usando a investigação acadêmica e relatos de alguns dos principais cientistas e teólogos do movimento Criação”.

“Ministérios de renome como Answers in Genesis e o Institute for Creation Research manifestaram o seu entusiasmo e ofereceram consultoria de PhDs para o roteiro de Genesis 3D”, comemora. Para Hovind existe muito material científico para apoiar a verdade que está enraizada na mensagem criacionista.

Para ele, o filme será uma grande barreira para os evolucionistas, pois “confronta diretamente a mentira da evolução que está tão impregnada na nossa cultura… Nós queremos mostrar às    pessoas como a ciência e a Bíblia se encaixam perfeitamente… Será uma ferramenta evangelística fenomenal”.

Assim que a produção do filme começou a ser comentada pela mídia, grupos ateus mostraram sua indignação. David Silverman, presidente do American Atheists, condenou o projeto em um comunicado de imprensa.

Seu ataque se concentrou na iniciativa de arrecadação de fundos para completar a obra. “Como temos visto em quase todas as religiões na história do mundo, as vítimas doutrinadas pela religião farão qualquer coisa, inclusive pagar grandes somas de dinheiro, para ter suas crenças antiquadas de imortalidade validadas. Filmes chamativos podem fazer cristãos sentirem que existe validade no mito de que são imortais, encobrindo o conhecido e a verdade através de efeitos especiais.”

Do outro lado, dezenas de pastores, evangelistas, líderes cristãos e igrejas já endossaram o projeto e pedem para que as pessoas que creem na Bíblia orem por isso e divulguem o filme “Genesis 3D”.

Hovind explica que seu objetivo é fazer com que o filme chegue nos cinemas em primeiro lugar e, em seguida, para o 3D Blu-ray e DVD, preferencialmente dublado em várias línguas. “Este projeto tem sido um passo de fé desde o início. É incrível ver Deus provendo de diferentes maneiras, exatamente o que precisamos”.

Ralph Strean, da produtora Sevenfold Films é o diretor do filme de animação. Para ele “Algumas pessoas não conseguirão se abrir para o Evangelho até que entendam que Gênesis é histórico e cientificamente correto. Queremos apresentar a verdade da maneira mais excelente possível”.

O processo de captação de recursos de Genesis 3D utiliza o sistema do crowdfunding, onde as pessoas podem dar livremente quantias de dinheiro para ajudar na concretização de uma ideia. O valor mínimo é US$ 10 e através do site Indiegogo é possível ver como está o projeto.

Dependendo da quantia doada, as pessoas ganham ingressos para assistir o filme nos cinemas, ou cópias do futuro lançamento em DVD/BluRay e até convites para a cerimônia de lançamento seguida de um jantar com os produtores.

A parte mais custosa é a do lançamento e promoção do filme, que terá um custo aproximado de 800 mil dólares. Os produtores não têm dúvida do sucesso de seu empreendimento e farão uma nova campanha na internet. Em se confirmando suas expectativas, nos próximos anos eles filmarão os outros capítulos de Gênesis. Com informações The Blaze, WND e Christian News Service.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/genesis-3d-trailer-dublado/

Veja o Trailer abaixo:

Enquanto o Filme não chega aos cinemas, contente-se com o documentário Evolução Vs Deus abaixo:

[Maná Celestial] Examinais as Escrituras…

biblia

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.”João 5.39

Existem pessoas que dizem: “Eu vou à igreja, isso me basta!” Quem fala assim? Em geral são aqueles que estão satisfeitos com a pregação do domingo. Em cristãos desse tipo se faz a triste constatação de que seus interesses, exceto uma certa religiosidade, estão voltados para outras coisas. A pessoa que não tem fome pela Palavra de Deus, mesmo se chamando cristã, deve se perguntar se é renascida.

Pessoas assim gostariam muito de apagar a divisa entre o mundo e o discipulado de Jesus. Neste instante pode surgir a pergunta: mas não se pode mais gozar a vida? Não se pode ir ao cinema, ver um bom filme, não se pode mais dançar? Simplesmente vá tantas vezes quantas seu coração tem fome disso. Mas saiba que este é justamente o termômetro que mostra até que ponto você tem a Jesus de verdade. Aquele que de fato é renascido não pode mais correr atrás do mundo. Estamos no mundo, mas não somos mais do mundo. Jesus Cristo se tornou o conteúdo e alvo de toda a nossa vida. Por isso, Ele nos separa de tudo que possa nos impedir de seguir em direção a esse alvo.

Pense nisso! E assista ao vídeo abaixo:

Autor: Dirley Volcov

 

[Estudo Bíblico] A Leitura Devocional da Bíblia

LEITURA BÍBLICA 

2 Pedro 1.16-21.

16 – Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas arti­ficialmente compostas, mas nós mes­mos vimos a sua majestade,

17 – porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da mag­nífica glória lhe foi dirigida a seguin­te voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.

18 – E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.

19 – E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração,

20 – sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação;

21 – porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem al­gum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

INTRODUÇÃO

Neste domingo, veremos por que a leitura da Bíblia é-nos tão im­prescindível e vital. Aliás, mais im­prescindível do que o ar que respi­ramos e mais vital do que o pão que nos sustenta (Dt 8.3). Tem você a necessária disciplina para ler e estu­dar a Bíblia? Faz-se a Palavra de Deus parte de seu cotidiano? (Sl 119.97). Ou ela já se perdeu entre os livros de sua estante?

I. O QUE É A BÍBLIA

1. Definição.

A definição mais simples, porém direta e forte, que en­contramos das Escrituras Sagradas é esta: A Bíblia é a inspirada e inerrante Palavra de Deus. Infelizmente, nem todos os teólogos aceitam a ortodo­xia deste conceito; alegam que, nes­te, há um desconcertante simplismo. Todavia, encontra-se esta definição isenta do erro dos liberais e livres das sutilezas dos neo-ortodoxos.

2. A posição liberal.

Os libe­rais sustentam que a Bíblia apenas contém palavras de Deus, mas não é  a Palavra de Deus. Outros liberais vão mais longe: asseveram que a Bíblia não é nem contém a Palavra de Deus; não passa de um livro qualquer.

3. A posição neo-ortodoxa.

Já os neo-ortodoxos lecionam: a Bíblia torna-se a Palavra de Deus à medida que, alguém, ao lê-la, tem um encon­tro experimental com o Senhor Je­sus. Todavia, quer o leitor da Bíblia curve-se quer não se curve ante os arcanos divinos, continuará a Bíblia a ser a Palavra de Deus.

4. A posição ortodoxa.

Os ortodoxos, porém, com base nas Sagradas Escrituras, asseveramos que a Bíblia é, de fato, a Palavra de Deus. Ela não se limita a conter a Palavra de Deus; ela é a Palavra de Deus. Ela também não se torna a Palavra de Deus; ela é e sempre será a Palavra de Deus (2 Tm 3.16).

II. AS GRANDES REIVINDICAÇÕES DA BÍBLIA

É de fundamental importância tenhamos sempre, no coração, as grandes reivindicações da Bíblia Sagrada: sua inspiração, inerrância, in­falibilidade, soberania e completude.

1. A inspiração da Bíblia.

 Já que a Bíblia é a Palavra de Deus, sua inspiração não é comum nem vulgar; é singular e única, porquanto inspi­rada pelo Espírito Santo. As Escritu­ras mesmas reconhecem sua divina inspiração (2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21).

2. A inerrância da Bíblia.

Ins­pirada divinamente, há que se con­cluir: a Bíblia acha-se, em termos absolutos e infinitos, isenta de er­ros. Nela, não encontramos a míni­ma inexatidão quer histórica, quer geográfica, seja teológica seja dou­trinária (Sl 19.7;119.140).

REFLEXÃO

“A Escritura é uma revelação e proclama­ção de vida, mas quando é rejeitada é uma proclamação de morte (Dt 30.15;2 Co 2.16).”

(John R. Higgins)

3. A infalibilidade da Bíblia.

A Bíblia não é apenas inerrante; é também infalível. Tudo o que o Se­nhor prometeu-nos, em sua Palavra, cumpre-se absolutamente. Entretan­to, há teólogos que alegam defen­der a infalibilidade da Bíblia, mas lhe rejeitam a inerrância. Ora, como podemos considerar algo infalível se é errante? Sua errância, por acaso, não virá a contraditar-lhe, inevitavel­mente, a infalibilidade?

Quanto a nós, reafirmamos: tan­to a inerrância quanto a infalibilida­de da Bíblia são incontestáveis (Dt 18.22;1 Sm 3.19; Mc 13.31; At 1.3).

4. A soberania da Bíblia.

Evan­gélicos e herdeiros da Reforma Pro­testante, confessamos ser a Bíblia a autoridade suprema em matéria de fé e prática (Is 8.20; 30.21; 1 Co 14.37). Isto significa que encontra-se a Bíblia acima das tradições e primados hu­manos; ela é a inquestionável e abso­luta Palavra de Deus.

5. Completude da Bíblia.

O Apocalipse encerrou, definitiva e irrecorrivelmente, o cânon da Bíblia Sagrada; nenhuma subtração, ou adi­ção, está autorizada à Palavra de Deus (Ap 22.18-21). Portanto, não se ad­mite quaisquer escrituras, profecias, sonhos ou visões que, arrogando-se palavra de Deus, reivindique autori­dade semelhante ou superiora Bíblia.

III. COMO LER A BÍBLIA

Afirmou com muita precisão o teólogo Martin Anstey: “A qualifica­ção mais importante exigida do lei­tor da Bíblia não é a erudição, mas sim a rendição; não a perícia, mas a disposição de ser guiado pelo Espírito de Deus”. Estudemos, pois, a Palavra de Deus, conscientes de que o Senhor continua a falar-nos hoje como outrora falava a Israel e à Igreja Pri­mitiva. Devemos, por conseguinte:

1. Amar a Bíblia.

Nossa pri­meira atitude em relação à Bíblia é amá-la como a inspirada Palavra de Deus. Declara o salmista todo o seu amor às Escrituras: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia” (Sl 119.97).

2. Ter fome da Bíblia.

Se ti­vermos fome pela Bíblia, haveremos de lê-la todos os dias. Se é penoso passar sem o pão de cada dia, como privar-se do alimento que nos vem diretamente do Espírito de Deus as Sagradas Escrituras? O profeta Ezequiel, tão logo encontra a Pala­vra de Deus, come-a (Ez 3.3).

3. Guardar a Bíblia no cora­ção.

Ao cantar as belezas da Pala­vra de Deus, o salmista confessa ternamente:

“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl 119.11).

Os leitores periféricos da Bíblia lêem-na, mas dela se esquecem. Não assim o sua­ve cantor de Israel; mesmo fechan­do-a depois de seu devocional, abria-a em seu coração.

4. Falar continuamente das grandezas singulares da Bíblia.

Eis o que Moisés prescreve aos filhos de Israel, a fim de que estes jamais venham a se esquecer dos manda­mentos do Senhor:

“Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás ateus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as ata­rás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”

(Dt 6.6-9)

IV. OS EFEITOS DA BÍBLIA EM NOSSA VIDA

Quanto mais lermos a Bíblia, mais sábios nos tornaremos. Ela orienta-nos em todos os nossos caminhos; conso­la-nos quando nenhum consolo huma­no é possível; mostra-nos a estrada do Calvário e leva-nos ao lar celestial.

1. A Bíblia dá-nos sabedoria.

“Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque, aqueles, eu os tenho sem­pre comigo” (Sl 11 9.98 – ARA).

2. A Bíblia dá-nos a orienta­ção segura.

 “Tu és a minha rocha e a minha fortaleza; … guia-me e encaminha-me” (Sl 31.3).

3. A Bíblia dá-nos o neces­sário consolo.

 “Isto é a minha con­solação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou” (Sl 119.50).

4. A Bíblia dá-nos a provisão de salvação.

“Desfalece-me a alma, aguardando a tua salvação; porém espero na tua palavra” (Sl 119.81 -ARA).

5. A Bíblia leva-nos ao lar celeste.

No encerramento do cânon sagrado, somos revigorados com a viva esperança de, um dia, virmos a tomar posse da Cidade Santa (Ap 22.18-20).

CONCLUSÃO

Tem você lido regularmente a Bí­blia? Ela é o seu consolo? Ou não pas­sa a Palavra de Deus de um simples acessório em sua estante? É hora de nos voltarmos, com mais empenho e amorosa dedicação, ao Livro de Deus.