[Estudo Bíblico] Os Dons Espirituais

DONS ESPIRITUAIS

 

LEITURA BÍBLICA

Romanos 12. 3-8

3- Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vos que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

4- Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação,

5- assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.

6- De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé;

7- se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;

8- ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.

Coríntios 12. 4-7

4- Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

5- E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

6- E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

7- Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.

INTRODUÇÃO

A Bíblia de Estudo Pentecostal define “dons” como “manifestações sobrenaturais concedidas da parte do Espírito Santo, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum”.

Neste estudo analisaremos os dons de Deus dispensados à Igreja para que, com graça e poder, ela proclame o Evangelho de Jesus a toda criatura. Além de auxiliar o Corpo de Cristo no exercício da Grande Comissão, os dons divinos subsidiam os santos para que cheguem à unidade da fé (Ef 4. 12, 13).

I – OS DONS NA BÍBLIA

1. No Antigo Testamento.

O Dicionário Bíblico Wycliffe mostra que há várias palavras hebraicas que significam “dádiva”. A origem dessas palavras está na raiz hebraica nathan, que significa “dar”. Por isso, podemos afirmar que no Antigo Testamento há vislumbres dos dons divinos concedidos a pessoas peculiares como reis, sacerdotes, profetas e outros. Todavia, os dons divinos não estavam acessíveis ao povo de Deus da Antiga Aliança como observamos no regime da Nova Aliança.

2. No Novo Testamento.

O mesmo dicionário informa ainda que ao longo do Novo Testamento a palavra “dom” aparece com diferentes significados, que se relacionam ao verbo grego didomi. Este verbo representa o sentido ativo da palavra “dar” em Filipenses 4. 15. Na Nova Aliança, os dons de Deus estão disponíveis para que a Igreja, em nome de jesus, promova a libertação dos cativos, ministre a cura aos doentes e proclame a salvação do homem para a glória de Deus. O Novo Testamento também deixa claro que todos os crentes têm acesso direto a Deus através de Cristo Jesus e, por isso, podem receber os dons do Espirito.

3. Uma dádiva para a Igreja.

A fim de sermos mais didáticos e eficientes no estudo a respeito dos dons, dividiremos este assunto em três categorias principais: Dons de Serviço, Dons Espirituais e Dons Ministeriais. Esta divisão acompanha a classificação dos dons conforme se encontra nas epístolas paulinas aos Romanos, Coríntios e Efésios, respectivamente. Insistimos, porém, que esta classificação é apenas um recurso didático, pois quando o apóstolo expõe o assunto em suas cartas, ele não parece querer exaurir os dons em uma lista, antes, preocupa-se em exortar os irmãos a buscá-los e usá-los para encorajar, confortar e edificar a Igreja de Cristo, bem como glorificar a Deus e evangelizar o mundo.

II-OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS

1. Dons relacionados ao serviço cristão.

Em Romanos 12 o apóstolo Paulo admoesta a igreja, lembrando-a de que o membro do Corpo de Cristo não pode se achar autossuficiente. Assim como um membro do corpo humano depende dos outros para exercer a sua função, na igreja necessitamos uns dos outros para o fortalecimento da nossa vida espiritual e comunhão em Cristo.

Por isso, a categoria de dons apresentada em Romanos 12 traz a ideia da manutenção dessa comunhão dos santos, pois ao falarmos de serviços, subentende-se que quem serve está prestando um serviço para alguém. Observe os dons de serviço listados por Paulo em Romanos: Ministério (ofício diaconal), exortação (encorajamento), repartir, presidir e exercer misericórdia. Note que esses dons estão relacionados com uma ação em prol do outro, do próximo. Portanto, se você tem um dom, deve usá-lo em benefício da Igreja de Cristo na Terra.

2. Conhecendo os dons espirituais.

“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes”(1 Co 12. 1).

Os dons listados em 1 Coríntios 12 são: palavra da sabedoria; palavra da ciência; ; curas; operação de maravilhas; profecia; discernimento de espíritos; variedades de línguas; interpretação de línguas.

Apesar de as manifestações sobrenaturais pertencerem ao mundo espiritual, isto é, a uma categoria particular da experiência religiosa do crente, o apóstolo Paulo desejava que as igrejas, e em especial a de Corinto, conhecessem algumas considerações importantes sobre os dons espirituais. Uma característica predominante em Corinto, segundo o Comentário Bíblico Beacon (CPAD), era a vida pregressa dos membros envolvidos com idolatria. Muitas manifestações espirituais na Igreja lembravam a experiência mística das religiões de mistérios. Os coríntios precisavam ser ensinados de forma correta sobre a existência dos dons e de sua utilização dentro do culto e fora dele. Por isso, à luz da Palavra de Deus, devemos ensinar a respeito dos dons espirituais para que a igreja seja edificada. A Bíblia traz os ensinos corretos sobre o uso dos dons, e se há distorções nessa esfera, estas acontecem por algumas igrejas não ensinarem de forma correta o que a Bíblia diz, e isso contribui para o surgimento do fanatismo religioso, da corrupção doutrinária dos movimentos estranhos e de muitas heresias. Portanto, o ensino correto das Escrituras nos orienta sobre a forma adequada da utilização dos dons e previne o surgimento de práticas condenáveis no culto.

3. Acerca dos dons ministeriais.

A Epístola de Paulo aos Efésios classifica os dons ministeriais assim: Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (4. 11). Os propósitos de o Senhor concedê-los à Igreja, segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, são, em primeiro lugar, capacitar o povo de Deus para o serviço cristão; em segundo, promover o crescimento da igreja local: terceiro, desenvolver a vida espiritual dos discípulos de Jesus (4. 12-16). O Senhor deu a sua Igreja ministros para servi-la com zelo e amor (1 Pe 5. 2, 3). O ensino do Novo Testamento acerca do exercício ministerial está ligado a concepção evangélica de serviço (Mt 20. 20-28; Jo 13. 1-11), jamais à perspectiva centralizadora e sacerdotal do Antigo Testamento.

REFLEXÃO

Nenhum membro do corpo de Cristo é autossuficiente, dependemos de Cristo, assim como dependemos uns dos outros. Para que a Igreja, o corpo de Cristo, seja edificada pelos dons ministeriais é necessário que eles sejam utilizados para o benefício de todos.

III-CORINTO : UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12. 1-II)

1. Os dons são importantes.

Um argumento utilizado pelos cessacionistas (pessoas que defendem a errônea ideia de que os dons espirituais cessaram no primeiro século), é que os crentes pentecostais tendem a se achar superiores uns aos outros por terem algum dom. Lamentavelmente, isto é verdade em muitos lugares. Entretanto, o apóstolo Paulo faz questão de tratar desse assunto com os crentes de Corinto que estavam supervalorizando alguns dons em detrimento de outros. Precisamos resgatar a noção de serviço que Jesus Cristo ensinou nos Evangelhos, pois todos os dons vêm diretamente de Deus para melhor servirmos à igreja de Cristo.

2. Diversidade dos dons.

O que mais nos chama a atenção na lista de dons apresentada por Paulo em 1 Coríntios 12 não são os nove dons, mas a diversidade deles. Isto denota a unidade da Igreja de Cristo, mas simultaneamente a sua multiplicidade. O Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento tem razão quando fala que “talvez Paulo tenha selecionado estes noves dons por serem adequados à situação que havia em Corinto”, pois se compararmos a lista de Coríntios com Romanos e também Efésios, veremos que outros dons são relacionados de acordo com as necessidades de cada igreja local.

3. Autossuficiência e humildade.

Os dons espirituais são concedidos aos crentes pela graça de Deus, e não por méritos pessoais (Rm 12. 6; 1 Pe 4. 10). Não podemos orgulhar-nos e portar-nos de modo arrogante e autoritário no exercício dos dons, mas com humildade e temor a Deus.

Portanto, não use o dom que Deu lhe deu com orgulho, visando exaltação pessoal. Isto é pecado contra o Senhor e contra a Igreja!

Use-o com um coração sincero e transbordante de amor pelo próximo (1 Co 13). Não foi por acaso que o capítulo 13 (Amor) de Coríntios foi colocado entre o 12 (Dons) e o 14 (Línguas e Profecia).

CONCLUSÃO

O estudo dos dons de Deus aos homens é amplo e nos apresenta recursos pelos quais podemos servir ao Senhor e à sua Igreja. Esses dons são para os nossos dias, pois não há na Bíblia nenhum versículo que diga que os dons espirituais deixaram de existir com a morte do último apóstolo. Portanto, busquemos os dons do Espírito Santo, pois estão à nossa disposição. Eles são um exemplo da multiforme graça de Deus em dispensar instrumentos espirituais para a Igreja na história.

SUPLEMENTO 1

Subsidio Teológico [Dons espirituais]

Os dons espirituais, que são pela graça, mediante a fé, encontra-se na palavra grega mais usada para descrevê-los: charismata, ‘dons livre e graciosamente concedidos’, palavra esta que se deriva de charis, graça, o imerecido favor divino. Os carismas são dons que merecemos sem os merecermos. Dão testemunho da bondade de Deus, e não da virtude de quem os receberam.

Uma das falácias que frequentemente engana as pessoas é a ideia de como Deus abençoa ou usa alguém; isso significa que Ele aprova tudo o que a pessoa faz ou ensina. Mesmo quando parece haver uma ‘unção’, não há garantia disso. Quando Apolo chegou a Efeso pela primeira vez, não somente era eloquente em sua pregação: era também ‘fervoroso de espírito’. Tinha o fogo. Mas Priscila e Áquila perceberam que faltava algo. Logo, o levaram (provavelmente, para casa, afim de participar de uma refeição), e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus (At 18. 25, 26).

Era, pois o caminho de Deus a respeito dos dons espirituais, que Paulo, como um pai, desejava explicar com mais exatidão aos coríntios.

A esses dons ele dá o nome de ‘espirituais’ em 1 Coríntios 12. 1 (a palavra dom não se encontra no grego). A palavra, por si mesma, inclui algo dirigido pelo Espírito Santo [… ]”

(HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espirito Santo no Amigo e Novo Testamento. 12. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, P. 225).

SUPLEMENTO 2

Subsidio Teológico

“Os dons são dados, de fato, com a intenção divina de que todos recebam proveito deles (1 Co 12. 7). Isso não significa que todos têm um dom específico, mas há dons (manifestações, revelações, meios pelos quais o Espírito se torna conhecido) que são dados (continuamente) para o que for útil (proveitoso, para crescimento).

‘Útil’ significa algo que ajuda, especialmente na edificação da Igreja, tanto espiritualmente como em número de membros. (0 Livro de Atos tem um tema de crescimento numérico e geográfico. Deus quer que o Evangelho seja divulgado em todo o mundo). Pode ser ilustrado pelo mandamento do Senhor: ‘Negociai até que eu venha’ (Lc 19. 13). Ao partirmos para o ministério dos seus dons, Ele nos ajuda a crescer na eficiência e na eficácia, assim como fizeram os que usaram devidamente o que o Senhor lhes deu, na Parábola das Dez Minas (Lc 19. 1 5-19)” (HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espirito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12. Ed. Rio de Janeiro : CPAD, 2012, PP. 229, 30).

Fonte: CPAD

[e-News] Série de TV mostra o surgimento do Anticristo

trailer

Em 2015 estreou a primeira temporada do seriado “The Messengers”, que mostrava um grupo de humanos transformados sobrenaturalmente em anjos que deveriam impedir o surgimento do Anticristo (que no caso era uma menina de 8 anos).

Não por coincidência, no início de 2016 a TV aberta americana passou a exibir o seriado “Lucifer”, que mostra como o demônio cansou do inferno e decidiu morar em Los Angeles. Embora Deus não tenha gostado da ideia, não é capaz de fazer nada.

Na mesma época, um seriado produzido na Inglaterra chamado You, Me and the Apocalypse [Você, eu e o Apocalipse] foi ao ar pela NBC, emissora com as maiores audiência nos Estados Unidos.

A história mostra uma versão cômica do que seria o Apocalipse nos dias de hoje, com o mundo todo se preparando para morrer enquanto o Vaticano se esforça por achar o novo Messias. Para muitos teólogos o apoio de grupos religiosos será uma das marcas do Anticristo.

Esta semana, estrou no canal A&E a série “Demien”, que deveria ser uma espécie de continuação de A Profecia, filme de terror lançado em 1976. O roteiro, 40 anos depois, mostra um fotógrafo que descobre quem é o Anticristo. A partir daí, ele começar a lembrar de coisas terríveis do seu passado e a perspectiva de ter de cumprir um destino que ele não sabe se deseja.

Ele acaba de completar 30 anos e descobre sobre sua nova condição enquanto cobre a guerra na Síria. De repente, uma mulher que aparenta estar endemoninhada o pega pelo rosto e diz a frase mais famosa do filme original: “É tudo por você!”.

Damien (interpretado por Bradley James) acaba encontrando Ann (Barbara Hersey), uma aliada misteriosa, e um detetive (David Meunier) que começa a conectar todas as mortes e problemas que aconteceram das pessoas que se aproximarem desse homem aparentemente comum. Uma exorcista do Vaticano (Robin Weigert) recebe ordens de apenas coletar dados sobre ele, mostrando a complacência da igreja.

Curiosamente, ele parece não desejar iniciar o apocalipse sobre a terra. Não faz deliberadamente coisas terríveis, mas elas acontecem mesmo assim. Ele parece mais uma vítima de uma força maligna que alguém com poderes sobre ela. Em determinado momento, entra em uma igreja, se ajoelha diante de uma imagem de Jesus e questiona: “O que eu fiz para isso me acontecer?”.

Embora esteja cedo para saber que tipo de sucesso o programa terá, a campanha de lançamento chamou atenção da mídia. Na sua página oficial, os espectadores são convidados a enviar selfies. Elas recebem um tratamento fotográfico instantânea, que lhes confere a imagem de um demônio. Essas imagens são chamadas de #Hellfies (selfies do inferno).

Filmes de terror tem seu público e continuam sendo lançados com frequência. Contudo, chama atenção que a popularização da imagem do Anticristo e de Satanás parece ser algo crescente e não causa nenhum estranhamento.

Fonte: GospelPrime

SUPLEMENTO

Quer saber a verdade bíblica sobre o AntiCristo? Veja a Palestra abaixo feita por mim!

[Estudo Bíblico] O consolo de Deus em meio a aflição

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INTRODUÇÃO

A Segunda Epístola aos Coríntios foi escrita quase um ano depois da primeira carta, e contém a apologética mais uniforme da autoridade apostólica de Paulo. O apóstolo achava-se contristado por causa da oposição que the moviam os falsos irmãos. Afinal, aquela igreja era fruto do seu trabalho missionário (1 Co 4. 14, 15 ; 2 Co 10. 13, 14). A carta também inclui alguns temas doutrinários, como é o caso da morte e ressurreição do crente (2 Co 5. 1-10). Neste texto, o apóstolo expõe o seu coração; revela de forma vivida, os sentimentos que envolviam sua alma e sua fé. Ele confronta as calúnias e a deslealdade dos falsos irmãos, refutando suas atitudes carnais; bem como enfrenta os falsos apóstolos, que tinham por objetivo corromper a verdade do evangelho de Cristo, a qual o apóstolo pregava com toda sinceridade e dedicação.

I. UMA SAUDAÇÃO ESPECIAL E INSPIRADORA (1. 1, 2)

1. Sua identificação pessoal e os destinatários (1, 1).

O apóstolo dos gentios, como de praxe, inicia o texto com o seu primeiro nome, Paulo, seguindo uma forma predominante na época em que aparecia o nome do autor, o nome do destinatário e, finalmente, a saudação.

Em seguida, Paulo destaca o seu apostolado, através do seu poderoso e frutífero ministério no seio da igreja, como alguém que fora chamado e autorizado a ser portador do evangelho pelo próprio Jesus (At 9. 15). Já no versículo primeiro ele enfatiza o fato de o seu apostolado ser um chamamento divino (v. 1).

Nesta sua saudação à igreja de Corinto, Paulo inclui Timóteo, que cooperava com ele em suas atividades missionárias. Ele, um jovem obreiro, foi um companheiro leal de Paulo durante todo o seu ministério (At 16. 1-3 ; 17. 14, 15; 1 Co 4. 17). No texto de Atos 18. 5 vemos que Timóteo e Silas foram enviados a Corinto para servir a igreja. Posteriormente, Paulo enviou o jovem pastor de Éfeso a Corinto (1 Co 4. 17 ; 16. 10).

A despeito dos problemas que essa igreja possuía, é digno de menção a forma utilizada por Paulo ao dirigir esta sua nova carta à Corinto:

a) “À igreja de Deus que está em Corinto”(v. 1).

Apesar dos falatórios dos rebeldes da igreja de Corinto contra o apóstolo, ele tratou a igreja como um todo, como parte da Igreja universal. Por isso, a denomina “igreja de Deus”. Não havia templos construídos naqueles primeiros tempos do cristianismo; a igreja reunia-se em casas particulares ou ao ar livre. Note que Paulo não está se dirigindo a uma casa, mas “à igreja de Deus que está em Corinto”.

b) “[…] Todos os santos que estão em toda a Acaia” (v. 1).

Os romanos haviam dividido a Grécia em duas grandes províncias; ao sul, Acaia e, ao norte, Macedônia. Corinto era a capital da Acaia ao sul, onde residia o procônsul romano.

O apóstolo acrescenta à sua saudação um apêndice tipicamente neotestamentário: “os santos que estão em toda a Acaia”. Os crentes são tratados como “santos” porque, independentemente da sua estatura espiritual, haviam sido separados da vida mundana para formar o povo de Deus, a Igreja.

2. 0 apostolado paulino e a vontade de Deus (1. 1).

Àqueles rebeldes que incitavam os cristãos de Corinto contra seu apostolado, Paulo não receou identificar-se como tal, porque esse título não resultou de uma autoatribuição ou autonomeação, mas foi-lhe outorgado pela vontade de Deus, que sabia quem era Paulo e, por meio de sua soberania, chamou-o e o comissionou para essa obra.

No autêntico e bíblico ministério cristão, só há lugar para os que são chamados literalmente pelo Senhor. Paulo explica seu apostolado da parte de Jesus Cristo usando a expressão “pela vontade de Deus”, justamente para enfatizar a origem de sua vocação e de sua posição de apóstolo (Gl 1. 15).

3. Sua saudação especial (V. 2).

O apóstolo utiliza a palavra “paz”, típica nas saudações dos judeus (hb. shalôm), e a acrescenta à graça que é charis, em grego. A “graça” é a demonstração do favor soberano de Deus mediante o ato salvífico de Jesus no Calvário. Essa graça especial promoveu a paz que não havia entre Deus e o homem (Rm 5. 1; Ef 2. 14-17). Por isso, a Igreja é o conjunto universal de judeus e gentios, redimidos pelo sangue de Jesus, onde não pode haver discriminação alguma. Graça e paz são dádivas, tanto do Pai como do Filho.

II. AFLIÇÃO E CONSOLO (1. 3-7)

1. Paulo, sua fé e gratidão.

A seguir, o apóstolo agradece a Deus usando a seguinte expressão: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Tal forma de expressar-se fala de sua gratidão a Deus e também comunica uma riqueza doutrinária. Deus é aqui revelado como “O Pai das misericórdias”, indicando que esse Deus Todo-Poderoso é aquEle que nos perdoa. Suas misericórdias são expressões do seu caráter justo e santo, que pune o erro, mas compadece do pecador arrependido.

2. O consolo divino e o consolo comunitário.

Deus Pai não é apenas um Deus que se compadece de nós em nossas tribulações, mas aquEle que alivia nossos sofrimentos com o bálsamo da consolação do seu Espírito (At 9. 31), pois é o “Deus de toda consolação”(2 Co 1. 3). A força da palavra “consolação” (gr. paraklêsis), neste versículo, está no termo grego paraklêtos (“advogado”, “consolador”), utilizado no Novo Testamento em relação à Pessoa do Espírito Santo como “0 outro consolador”, prometido por Jesus antes de ascender aos céus (Jo 14. 16; 16.13-14).

No versículo 4, Paulo dá testemunho do consolo divino, afirmando que Deus “nos consola em toda a nossa tributação”, em uma clara referência às suas várias lutas vividas naqueles dias ante as perseguições e calúnias que sofrera.

Na sequência, O apóstolo esclarece que o consolo que recebemos de Deus, em meio aos sofrimentos, serve de bênçãos para nós mesmos e para os outros, uma vez que aprendemos a lidar com as circunstâncias e nos tornamos canais de consolo divino para os outros.

Na verdade, a Bíblia fala-nos aqui da responsabilidade do crente em relação aos seus irmãos em Cristo, quando enfrentam tribulações, lutas, sofrimentos e dificuldades.

3. A aflição na experiência cristã (vv. 5, 6).

Aflição é uma palavra bíblica que anula o falso conceito da Teologia da Prosperidade, segundo a qual o crente santo e fiel não passa por dificuldades (Jo 16. 33). Os sofrimentos e provações que enfrentamos produzem perseverança e esperança (Rm 5. 3, 4). As aflições são inevitáveis em nossa vida, porém, o consolo divino – bem como o apoio dos nossos irmãos – vem como um rio caudaloso trazendo refrigério e descanso.

III. AMARGURA E LIBERTAÇÃO (1. 8-1 1)

1. Paulo enfrenta uma terrível tributação (V. 8).

O apóstolo passou por uma tributação esmagadora na Ásia; talvez em Éfeso, a capital da Província (At 19. 22-28). Nenhum servo de Deus está livre dessas experiências. Ameaças de morte não faltaram em todo o ministério paulino. O que chama a atenção no texto é que a aflição sofrida foi tão forte que Paulo a considerou algo superior às suas forças.

A despeito da tenacidade desse homem, sua estrutura emocional era humana e limitada, e ele parecia não encontrar saída para escaparao problema. Entretanto, Paulo entendeu que essa ra uma prova em que ele deveria confiar, não em suas próprias forças, mas em Deus que “ressuscita os mortos”(v. 9).

2. Paulo confia em Deus para sua libertação (V. 10).

O texto diz: “O qual nos livrou de tão grande morte e livrará; em quem esperamos que também nos livrará ainda”. A expressão “tão grande morte” indica que o seu fim lhe parecia inevitável, mas Deus o livrara.

A experiência dava-lhe consolo e ânimo para, em todas as situações, crer e esperar em um Deus que é também o nosso Pai amoroso.

3. Paulo confiou em Deus e foi liberto (V. 11).

O apóstolo agradece a Deus pelo livramento e apela à igreja de Corinto que ore e interceda pelos seus ministros. Assim, ela também terá motivos para glorificar ao Senhor pelo livramento que dará aos seus servos. Não existem limites para o poder da oração intercessória em nome de Jesus.

CONCLUSÃO

Nesta lição, aprendemos que o cristão passa por muitas aflições, mas o Senhor sempre o ajuda a enfrentá-las. Ele está conosco, antes, durante e após as provações. O Senhor Jesus Cristo não nos desampara nunca (Mt 28. 20).

[Assunto Polêmico] Por que o Natal é uma celebração cristã e bíblica

Natal

Muitos cristãos — talvez por falta de conhecimento — têm dito que o Natal é uma festa pagã, em razão de o catolicismo romano ter oficializado o dia 25 de dezembro como data de celebração do nascimento do Senhor, a fim de agradar grupos pagãos, no século IV. Ademais, eles afirmam que não há registro nas Escrituras de que o aniversário de Jesus tenha sido celebrado após o seu nascimento. E que, por isso, devemos celebrar apenas a morte do Senhor, obedecendo ao que está escrito em 1 Coríntios 11.23-34.

Em primeiro lugar, em 1 Timóteo 3.16 está escrito: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória”. Neste versículo se exalta a obra redentora do Senhor Jesus como um todo, mostrando que devemos glorificá-lo por seu glorioso nascimento (ou encarnação), por sua morte expiatória e por sua ressurreição para a nossa justificação.

Não há dúvida nenhuma, à luz da Bíblia, de que o Natal é uma celebração genuinamente cristã, que transcende o paganismo. Ela não foi inventada pela Igreja Católica Apostólica Romana, como muitos têm dito, erroneamente. Essa grande festa de louvor a Jesus Cristo, com ênfase ao seu glorioso nascimento, tem, sim, o abono das Escrituras. E estas nos apresentam pelo menos duas celebrações do Natal de Cristo, em momentos distintos.

Em Lucas 2.8-20 vemos a primeira celebração do Natal de Cristo, que ocorreu na noite do seu nascimento. Anjos glorificaram a Deus pela encarnação do Verbo (Jo 1.1-14), e pastores que estavam no campo, ao receberem dos anjos “novas de grande alegria”, celebraram o Natal juntamente com o Menino Jesus, que ainda estava numa manjedoura.

Quando Jesus possivelmente completou dois anos de idade — ou seja, em um momento diferente do seu nascimento —, o Natal de Cristo também foi celebrado, desta vez com a presença dos magos do Oriente. Estes, diferentemente dos pastores, não visitaram o Menino quando Ele era um recém-nascido, como vemos nos presépios feitos pelo catolicismo romano, e sim quando Ele estava em uma casa.

Em Mateus 2.11 está escrito: “E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra”. Ao visitarem o Menino, aqueles estudiosos dos astros sabiam que Ele já tinha em torno de dois anos de idade, pois Herodes Magno, depois de chamá-los e inquirir “exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera” (v. 7), “mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos” (v. 16).

Diante do exposto, que não nos esqueçamos de que a obra redentora realizada pelo Senhor Jesus Cristo não se restringe à sua morte. Ela, na verdade, está em um tripé: encarnação, crucificação e ressurreição. Se Cristo não tivesse nascido para revelar a glória do Pai (Jo 1.14), não teria morrido para nos resgatar de nossa vã maneira de viver (1 Pe 1.18,19). E, se não tivesse morrido, não teria ressuscitado para a nossa justificação (Rm 4.25). Preguemos o Evangelho de Cristo, celebremo-lo por seu Natal, glorfiquemos o seu nome, independemente da data! Aproveitemos, pois, esse período do ano para apresentar ao mundo o verdadeiro sentido do Natal! Lembremos de que o apóstolo Paulo, em Atenas, aproveitou-se do altar erigido ao “DEUS DESCONHECIDO” para falar do verdadeiro Deus (At 17.22-31).

Ciro Sanches Zibordi

[Apostasia] “Maconheiros de Jesus” usam droga para estudar a Bíblia

maconha

Um grupo de cristãos da cidade Centennial, Colorado (EUA), está chamando atenção por defender que a maconha os aproxima de Deus. Como o nome de “Stoner Jesus”, algo como “Maconheiros de Jesus”, convida “os estudantes da Palavra” para usar marijuana como uma maneira de lhes ajudar a entender os textos bíblicos.

Tudo começou quando Deb Button, 40 anos, casada e com dois filhos, precisou lidar com o divórcio. Ela diz que nunca havia usado drogas, mas aceitou o convite de um amigo. No Colorado, a venda do entorpecente é legalizada.

“Quando eu comecei a fumar me senti tão ligado a Deus”, conta ela. Entusiasmada, começou a divulgar os encontros do grupo na internet e rapidamente atraiu interessados. Aos poucos, a ideia foi se espalhando e hoje reúne além de evangélicos, mórmons, católicos, um ortodoxo grego e até um ateu! “Acho que essa planta é sagrada”, dispara Joye.

Os outros participantes têm suas próprias experiências. “Quando eu estou drogado, não consigo ler rápido, então olho para cada palavra”, disse Cindy Joye, uma das participantes.

“Penso no que cada uma delas significa”, explica. “Jesus não saia com os fariseus, mas com pecadores”, insiste Joye. “Se alguém lhe oferecesse um baseado, ele não diria que não.”

Já Mia Williams, que também participa dos encontros, faz uma defesa enfática.

“A Bíblia não diz que você não pode fumar maconha”, dispara. Ela afirma que foi criada em uma igreja batista conservadora, mas hoje não vê problema no consumo da droga. Cita Gênesis 1:29: “Eis que dou a vocês todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes’”, convenientemente deixado de fora a parte do versículo que explica que eram para alimento, não para fumo.

O que chama mais atenção nessa situação é o destaque que a mídia deu ao caso, celebrando como se fosse uma espécie de evolução ou tendência entre os jovens.

Nos Estados Unidos já existe até uma igreja que tem como sacramento a maconha. A Primeira Igreja dos Cannabis, no estado de Indiana é reconhecida pelo governo, mas não se define como uma igreja cristã, tendo sua própria filosofia.

Embora a Bíblia de fato não fale sobre a maconha ou outras drogas de maneira específica, existem muitas recomendações no Novo Testamento sobre a suficiência em Jesus. Ou seja, qual benefício uma droga que altera os sentidos poderia trazer a vida de uma pessoa?

A colunista Jennifer Leclaire, da revista Charisma, comentou a situação esta semana. Ela lembra que em contraponto aos frutos do Espírito Santo, as Escrituras falam sobre os frutos da carne: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são […] feitiçaria” (Gl 5.19-20).

O termo grego que aparece como “feitiçaria” na maioria das traduções, no original grego épharmakeia e pode significa “o uso de drogas de envenenamento ou intoxicação, feitiçaria, artes mágicas”. É a mesma raiz da palavra “farmácia” também chamada de “drogaria”.

Obviamente os tempos são outros e existem muitos medicamentos benéficos, mas o uso de substâncias que alteram a consciência na busca do sagrado tem suas origens em cultos pagãos antigos.

Uma olhada rápida nas ferramentas de busca na internet mostra que existem vários sites brasileiros lidando com a questão se é permitido um evangélico fumar maconha.

Embora o foco da política atual seja a possibilidade de impeachment da presidente Dilma, o Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a descriminalizar o consumo de drogas no Brasil.

Assim como ocorreu com o casamento homossexual, uma eventual aprovação do STF fará com que a questão das drogas seja imposta sobre a sociedade como o “natural” e a igreja precisará lidar com isso.

Não é por acaso que a maioria dos centros de tratamento de usuários de droga é mantido por igrejas. Segundo diferentes pesquisas, o uso da maconha é geralmente um primeiro passo, que conduz ao uso de substâncias cada vez mais fortes, como cocaína ou crack.

Fonte: GospelPrime

[e-News] EM NY, PAPA FRANCISCO AFIRMA QUE JESUS “FRACASSOU” NA CRUZ

CORRECTION US Pope Francis

CORRECTION US Pope Francis

Mais uma loucura herética deste falso profeta socialista…

“E (a besta) abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.” Apocalipse 13:6

Após se referir ao muçulmanos como “irmãos” (que adoram o mesmo Deus), Bergoglio compara as falhas humanas ao realizar esse trabalho com a Cruz de Cristo, que muitas vezes parece não dar fruto, mas que somos seguidores de Jesus Cristo, e que a vida de Jesus – humanamente falando – terminou em fracasso, o “Fracasso da Cruz”. (confira aqui na Homilia no próprio site Católico ou clique para download: NOVA IORQUE – Papa e o Fracasso da Cruz)

OOOPS…Foi isso mesmo que o Papa falou? Busquei na Internet a transcrição do seu sermão e confirmei que era isso mesmo que ele havia dito.

Fiquei pensando: “Eu não compreendo como um homem que se diz conhecedor das Escrituras possa dizer tal coisa”.

A morte de Jesus – mesmo humanamente falando – não foi um fracasso. É como se Ele tivesse tentado fazer algo e não conseguiu e acabou morrendo na cruz. A cruz era o objetivo final, Ele veio para isso. Sendo Deus encarnado, Ele pagou pelos nossos pecados nos reconciliando com o Pai, fazendo exatamente aquilo que Ele veio fazer, ou seja, morrer na cruz para se cumprir tudo o que estava escrito na Lei de Moises e dos Profetas. (Mateus 24:44)

Nenhum apóstolo, chamou a cruz de fracasso. Jesus sofreu a vergonha da cruz, (Hebreus 12:2) a maldição da cruz, (Gal 3:13) mas não o fracasso da cruz por que eles sabiam que a cruz não tinha sido um fracasso.

Não houve tempo suficiente para alguém achar que a cruz era um fracasso pois logo após a sua morte, estando Jesus ainda na cruz, o centurião e os homens que estavam ali reconheceram que Jesus era o Filho de Deus após o terremoto e tudo o que havia acontecido. (Mateus 27:54). Os discípulos estavam com medo, mas sabiam que Jesus seria morto e ressuscitaria, pois Ele mesmo os havia dito. (Marcos 10: 33)

A ideia de a cruz ser um fracasso é inexistente na história, tanto que três mil pessoas se converteram na primeira pregação de Pedro pois era sabido por todos que Jesus tinha feito milagres (Atos 2:22) e certamente as centenas de testemunhas oculares da sua ressureição eram provas suficientes para crerem Nele.

Citar a morte de Jesus na cruz como um fracasso do Jesus humano é uma heresia que menospreza seu sacrifício expiatório, não tem base Bíblica, Teológica nem Histórica e foge de todo o ponto central do evangelho. Jesus em nenhum momento na sua vida humana fracassou, sua vida foi perfeita, o plano de Deus foi perfeito.

Se Jesus não tivesse morrido na cruz, ele teria humanamente fracassado. Mas é exatamente por que Ele morreu na Cruz, que sua vida – humana – e morte não foi o “Fracasso da Cruz”, e sim, a “Vitória da Cruz”.

Texto: Joel M Stevao
Pastor, Teólogo, Apologista

Via: http://apologian.blogspot.com.br/ e http://www.acidigital.com/noticias/texto-homilia-do-papa-francisco-nas-vesperas-com-sacerdotes-e-religiosas-em-nova-iorque-15174/

SUPLEMENTO

Entenda biblicamente a relação da Igreja Católica com a Besta que sobe do Mar em Apocalipse. Veja as palestras abaixo: