Humilhar os outros não te faz forte, te faz infeliz

Como é de esperar, na vida nos deparamos com tudo, vivenciamos de tudo e aprendemos constantemente, isso é viver. Nas nossas relações durante a vida, nós iremos interagir com pessoas amáveis, generosas, que nos farão evoluir como seres humanos, mas, em contrapartida, nos depararemos também com pessoas amargas que, por se sentirem inseguras, ferem os outros.

Geralmente essas pessoas têm um complexo de inferioridade, consciente ou inconsciente, e por isso abusam de alguma posição entendida como privilegiada para descontar sua frustração em cima das outras, principalmente quando a vítima está em posição vulnerável.

Quando uma pessoa tenta humilhar outra de propósito, significa que:

1 – Ela tem um complexo de inferioridade em relação a quem ela tenta humilhar.

2 – Ela mesma é totalmente insegura sobre si mesma e em relação as realizações de quem ela tenta humilhar. Constranger e humilhar a outra pessoa é uma forma dela satisfazer seu complexo, criando uma falsa sensação de que seja superior.

3 – Sente-se ameaçada perante o potencial da suposta vítima e agir assim é uma forma de “botar o outro no seu devido lugar”.

Submeter outra pessoa a uma situação de humilhação não é um indicador de superioridade, mas o contrário é válido. A imagem que você vai conseguir passar de si mesmo é apenas a de uma pessoa fraca, frustrada e talvez com muito medo da outra pessoa a qual você esteja destratando.

Avalie-se e veja se o desdém, o descaso e o nojo que você coloca no seu tratamento em relação a uma pessoa de posição hierarquica inferior, não é apenas um modo de “marcar territótio”, um modo de mostrar quem manda, quando na verdade só está incoscientemente procurando se auto-afirmar perante si mesmo.

Humilhar outra pessoa não vai te blindar, não vai criar uma armadura impenetrável onde você possa se proteger de seus prórpios demônios. Fazendo isso você apenas estará escancarando sua personalidade frágil, mostrando aos outros o quanto é infeliz e que precisa pisar em alguém para se sentir um pouco melhor.

O certo é que você jamais terá o respeito daqueles a quem você constrange; talvez, no máximo, consiga despertar medo e, com certeza, muito ódio e desprezo daqueles a quem você humilha. Mas, se causar esse tipo de sentimento dos outros em relação a você é o que te apraz, deve ser porque, com certeza, você é uma pessoa com sérios problemas e deveria procurar ajuda.

Quem já esteve em situação de ser humilhado sabe que a “vítima” nunca enxerga aquele a quem lhe humilha como superior, portanto, tentar se impor por essas vias com o propósito de se afirmar sobre a outra, é apenas uma forma de mostrar sua fraqueza diante dela, que não reage por outros motivos que implicam em perdas e prejuízos a si ou a outrem a quem queira preservar e proteger, jamais pelo respeito que, evidentemente, não tem mesmo pelo humilhador.

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[e-News] Grupo evangélico cria bloco de carnaval “para quebrar religiosidade”

Um grupo de evangélicos criou um bloco de carnaval intitulado IDE, com o propósito de “quebrar a religiosidade” enquanto evangeliza durante a folia dedicada ao rei momo.

“O evangélico é um povo muito festeiro. Hoje somos reconhecidos como um movimento cultural, e é preciso driblar os preconceitos vivenciados”, declarou Silvia Fagá, uma das organizadoras do grupo ao lado de Aline Kasai.

Em entrevista ao portal Uol, Silvia Fagá explicou que o grupo não tem vínculos com nenhuma igreja: “O bloco surge para quebrar com o espírito de religiosidade e restaurar a arte genuína brasileira com princípios. Não temos placa e não impomos condições, somos livres para servir em amor a todos que acreditam ou não em nossa mensagem, queremos dividir essa alegria!”, declarou.

O IDE replicará o formato de um bloco de carnaval comum, percorrendo as ruas do bairro do Ipiranga, em São Paulo, no dia 02 de março, a partir das 12h00. O repertório da folia será feito de músicas gospel, em ritmo de carnaval.

Um evento nos moldes de um “esquenta” será feito para lançar o bloco IDE no dia 16 de fevereiro. A festa, intitulada Pra Careta, será realizada a partir das 17h00 com a revelação da marchinha oficial dos foliões gospel, no espaço de eventos Villa+.

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[Maná] A língua que Deus fala

 

“Aceite a instrução que vem da Sua boca e ponha no coração as Suas palavras” (Jó 22:22).

Não há língua que Deus não possa falar. Isso nos leva a uma agradável pergunta. Em que língua Ele está falando com você? Não me refiro a um idioma ou dialeto, mas ao drama diário de sua vida.

Há ocasiões em que Ele fala a “linguagem da abundância”. Seu estômago está satisfeito? Suas contas estão pagas? Ainda tem uns trocados no bolso? Não tenha tanto orgulho daquilo que você possui a ponto de não escutar o que precisa ouvir. Será que você tem o bastante para dar muito?

E quanto à “linguagem da aflição”? Ela fala num idioma que evitamos. Mas eu e você sabemos como Deus fala ternamente nas antessalas dos hospitais e junto ao leito dos doentes.

Deus fala todas as línguas – inclusive a sua. Em que língua Deus está falando com você?

Em que língua Deus está falando com você agora? Pense numa forma em que Deus nos fala, a despeito do que esteja acontecendo em nossa vida.

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[e-News] Andressa Urach é excluída de documentário sobre Miss Bumbum


A primeira edição do Miss Bumbum internacional irá coincidir com o lançamento do documentário sobre os bastidores do concurso no Brasil. No entanto, de acordo com informações do Extra, uma das mais famosa participantes, Andressa Urach, foi excluída da atração.

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A Geração “Floco De Neve”: Pessoas Sensíveis Que Se Ofendem Por Tudo

Quando imaginamos um floco de neve, nós o associamos à beleza e singularidade, mas também à sua enorme vulnerabilidade e fragilidade. Estas são precisamente duas das características que definem as pessoas que atingiram a idade adulta na década de 2010. Afirma-se que a geração “floco de neve” seja formada por pessoas extremamente sensíveis aos pontos de vista que desafiam sua visão do mundo e que respondem com uma suscetibilidade excessiva às menores queixas, com pouca resiliência.

A voz de alarme, por assim dizer, foi dada por alguns professores de universidades como Yale, Oxford e Cambridge, que notaram que a nova geração de alunos que frequentavam suas aulas era particularmente suscetível, não tolerante à frustração e particularmente inclinados a fazerem uma tempestade em um copo de água.

Cada geração reflete a sociedade que eles viveram

Dizem que as crianças saem mais ao padrão da sua geração que aos pais. Não há dúvida de que, para entender a personalidade e o comportamento de alguém, é impossível abstrair do relacionamento que estabeleceu com seus pais durante a infância e a adolescência, mas também é verdade que os padrões e expectativas sociais também desempenham um papel importante no estilo educacional e moldam algumas características de personalidade. Em resumo, podemos dizer que a sociedade é a terra onde a semente é plantada e crescida e os pais são os jardineiros que são responsáveis por fazer crescer.

Isso não significa que todas as pessoas de uma geração respondam ao mesmo padrão, felizmente há sempre diferenças individuais. No entanto, não se pode negar que as diferentes gerações têm metas, sonhos e formas de comportamento característico que são o resultado das circunstâncias que tiveram que viver e, em alguns casos, tornam-se inimagináveis em outras gerações.

Claro, o mais importante é não colocar rótulos, mas analisemos para entender o que está na base desse fenômeno, para não repetir os erros e para que possamos dar a devida importância a habilidades de vida tão importantes quanto a Inteligência Emocional e a resiliência.

3 erros educacionais colossais que criaram a geração “floco de neve”

1. Superproteção. A extrema vulnerabilidade e escassa resiliência desta geração têm suas origens na educação. Estes são, geralmente, crianças que foram criadas por pais super protetores, dispostos a pavimentar o caminho e resolver o menor problema. Como resultado, essas crianças não tiveram a oportunidade de enfrentar as dificuldades e conflitos do mundo real e desenvolver tolerância à frustração, ou resiliência. Não devemos esquecer que uma dose de proteção é necessária para que as crianças cresçam em um ambiente seguro, mas quando impede que explorem o mundo e limite seu potencial, essa proteção se torna prejudicial.

2. Sentido exagerado de “eu”. Outra característica que define a educação recebida pelas pessoas da geração “floco de neve” é que seus pais os fizeram sentir muito especiais e únicos. Claro, somos todos únicos, e não é ruim estar ciente disso, mas também devemos lembrar que essa singularidade não nos dá direitos especiais sobre os outros, já que somos todos tão únicos quanto os outros. O sentido exagerado de “eu” pode dar origem ao egocentrismo e à crença de que não é necessário tentar muito, uma vez que, afinal, somos especiais e garantimos o sucesso. Quando percebemos que este não é o caso e que temos que trabalhar muito para conseguir o que queremos, perdemos os pontos de referência que nos guiaram até esse momento. Então começamos a ver o mundo hostil e ameaçador, assumindo uma atitude de vitimização.

3. Insegurança e catástrofe. Uma das características mais distintivas da geração do floco de neve é que eles exigem a criação de “espaços seguros”. No entanto, é curioso que essas pessoas tenham crescido em um ambiente social particularmente estável e seguro, em comparação com seus pais e avós, mas em vez de se sentir confiante e confiante, temem. Esse medo é causado pela falta de habilidades para enfrentar o mundo, pela educação excessivamente superprotetiva que receberam e que os ensinou a ver possíveis abusos em qualquer ação e a superestimar eventos negativos transformando-os em catástrofes. Isso os leva a desejarem se bloquear em uma bolha de vidro, para criar uma zona de conforto limitado onde eles se sintam seguros.

Para entender melhor como a educação recebida afeta uma criança, é importante ter em mente que as crianças procuram pontos de referência em adultos para processar muitas das experiências que experimentam. Isso significa que uma cultura paranóica, que vê abusos e traumas por trás de qualquer ato e responde com sobreproteção, gerará efetivamente crianças traumatizadas. A forma como os adultos enfrentam uma situação particularmente delicada para a criança, como um caso de abuso escolar, pode fazer a diferença, levando a uma criança que consegue superar e se torna resiliente ou uma criança que fica com medo e torna-se uma criança vítima

Qual é o resultado?

O resultado de um estilo de parentesco superprotetivo, que vê o perigo em todos os lugares e promove um sentido exagerado de “eu”, são pessoas que não possuem as habilidades necessárias para enfrentar o mundo real.

Essas pessoas não desenvolveram tolerância suficiente à frustração, então o menor obstáculo os desencoraja. Nem desenvolveu uma Inteligência emocional adequada, então eles não sabem como lidar com as emoções negativas que certas situações suscitam.

Como resultado, eles se tornam mais rígidos, se sentem ofendidos por diferentes opiniões e preferem criar “espaços seguros”, onde tudo coincide com suas expectativas. Essas pessoas são hipersensíveis à crítica e, em geral, a todas as coisas que não se encaixam na visão do mundo.

Também são mais propensos a adotar o papel das vítimas, considerando que estão todos contra ou equivocados. Desta forma, eles desenvolvem um local de controle externo, colocando a responsabilidade sobre os outros, em vez de se encarregar de suas vidas e mudar o que podem mudar.

O resultado também é que essas pessoas são muito mais vulneráveis ao desenvolvimento de transtornos psicológicos, do estresse pós-traumático à ansiedade e à depressão. Na verdade, não é estranho que o número de transtornos de humor aumente ano após ano.

Fonte: Mistler, BJ et. Al. (2012) The Association for University and College Counseling Center Directors Annual Survey Reporting. Pesquisa do AUCCCD ; 1-188

Este artigo foi publicado originariamente no site Rincón de la Psicología

[Vida com Propósito] Dia 40 – Vivendo com propósitos

Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do SENHOR. Provérbios 19.21; NVI

Pois Davi […] serviu aos propósitos de Deus em sua geração. Atos 13.36; NASB

Viver com propósitos é a única maneira de viver de verdade.

Todo o resto é apenas existir.

A maioria das pessoas luta com as três questões básicas da vida. A primeira é a identidade. “Quem sou eu?”. A segunda é a importância: “Significo alguma coisa?”. A terceira é o impacto: “Qual o meu lugar na vida?”. As respostas a todas as três perguntas são encontradas nos cinco propósitos que Deus tem para você.

No cenáculo, quando Jesus concluiu seu último dia de ministério junto aos discípulos, ele lavou os pés deles como exemplo e disse:

Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem [Jo 13.17].

Uma vez que saiba o que Deus quer que você faça, a bênção vem quando você põe em prática o que aprendeu. Como chegamos ao fim de nossa jornada de quarenta dias, você agora sabe o propósito de Deus para sua vida, e será abençoado se o puser em prática.

Isso provavelmente quer dizer que você deverá parar de fazer outras coisas. Existem muitas coisas “boas” que você pode fazer com sua vida, mas os propósitos de Deus são os quatro fundamentos que você precisa fazer. Infelizmente, é fácil se distrair e esquecer o que é mais importante. É fácil se desviar do que realmente importa e lentamente abandonar o curso. Para evitar que isso aconteça, você deve fazer uma declaração dos propósitos de sua vida e examiná-la regularmente.

O que é uma Declaração dos Propósitos para sua vida?

É uma declaração que resume os propósitos de Deus para sua vida. Você afirma com suas próprias palavras seu compromisso com os cinco propósitos de Deus para sua vida. Uma declaração de propósitos não é uma lista de objetivos. Os objetivos são temporários; os propósitos são eternos. A Bíblia diz:

Mas o que o SENHOR planeja dura para sempre, as suas decisões permanecem eternamente [Sl 33.11].

É uma declaração que aponta a direção de sua vida. Colocar seus propósitos no papel irá forçá-lo a pensar especificamente sobre o rumo de sua vida. A Bíblia diz:

Saiba para onde você está indo, e estará em terreno sólido [Pv 4.26].

Uma declaração dos propósitos de sua vida não apenas especifica o que você pretende fazer com seu tempo, sua vida e seu dinheiro, mas também sugere o que você não irá fazer. Provérbios diz:

Quem tem juízo procura a sabedoria, mas o tolo não sabe o que quer [Pv 17.24].

É uma declaração que define o que é “sucesso” para você. Ela afirma o que você acredita ser importante, e não o que o mundo acredita ser importante. Ela esclarece seus valores. Paulo disse:

Eu quero que compreendam o que realmente importa [Fil 1.10].

É uma declaração que esclarece suas funções. Você terá diferentes funções em diferentes etapas na vida, mas seus propósitos jamais serão alterados. Eles são maiores que qualquer função que você possa ter.

É uma declaração que expressa sua FORMA. Ela reflete a exclusividade que Deus lhe deu. Leve o tempo que for necessário para escrever sua declaração de propósitos. Não tente completá-la de uma só vez, e não adianta tentar atingir a perfeição em seu primeiro rascunho; apenas anote seus pensamentos conforme lhe ocorrerem. É sempre mais fácil editar do que criar. A seguir apresento cinco questões que devem ser levadas em conta na preparação de sua declaração.

As cinco grandes questões da vida

O que será o centro de minha vida? Essa é a questão da adoração. Para quem você irá viver? Em torno de que você construirá sua vida? Você pode basear sua vida em torno de sua carreira, sua família, um esporte ou um passatempo, dinheiro, diversão ou em torno de muitas outras atividades. Todas essas coisas são boas, mas não fazem parte do centro de sua vida. Nenhuma delas é suficientemente forte para mantê-lo a salvo quando a vida começar a desmoronar. Você precisa de um centro inabalável.

O rei Asa ordenou ao povo de Judá que centrassem sua vida em Deus [2 Cr 14.4]. Na verdade, o que quer que esteja no centro de nossa vida é o nosso deus. Quando comprometeu a sua vida com Cristo, ele se moveu para o centro, mas você precisa mantê-lo lá por meio da adoração. Paulo diz:

Oro para que […] Cristo habite no coração de vocês mediante a fé [Ef 3.17].

Como você sabe quando Deus está no centro da sua vida? Quando Deus está no centro de sua vida, você adora. Quando não está, você fica preocupado. A ansiedade é a luz de advertência, que indica que Deus foi empurrado para o lado. Você voltará a ter paz no instante em que o coloca de volta ao centro. A Bíblia diz:

A consciência da completitude de Deus […] dará paz a vocês. É maravilhoso quando Cristo desfaz a preocupação que está no centro de sua vida [Fil 4.7].

Qual será o caráter de minha vida? Essa é a questão do discipulado. Que tipo de pessoa você será? Deus está muito mais interessado em quem você é do que no que você faz. Lembre-se: você irá levar seu caráter para a eternidade, mas não sua carreira. Faça uma lista das características que você quer trabalhar e desenvolver em seu caráter. Você deve começar com o fruto do Espírito Santo [Gal 5.22-23] ou com as bem-aventuranças [Mt 5.3-12].

Pedro disse:

Não percam um minuto em edificar sobre o que lhe foi dado, complementando sua fé básica com bom caráter, entendimento espiritual, disciplina alerta, paciência apaixonada, admiração reverente, amizade calorosa e amor generoso [2 Pe 1.5].

Não desanime ou desista quando tropeçar. É necessária toda uma vida para construir um caráter semelhante ao de Cristo. Paulo disse a Timóteo:

Cuide atentamente do seu caráter e do que ensina. Não se deixe distrair. Tão-somente persista [1 Tm 4.16].

Qual será a contribuição de minha vida? Essa é a questão do serviço. Qual será seu ministério no corpo de Cristo? Conhecendo sua mistura de formação espiritual, opções do coração, recursos pessoais, modo de ser e áreas de experiência (FORMA), qual papel lhe seria mais adequado na família de Deus? Como você pode fazer alguma diferença? Tem a formação adequada para servir em algum grupo específico do corpo de Cristo? Paulo apontou dois benefícios maravilhosos em cumprir seu ministério:

Porque isso que vocês fazem não somente ajuda o povo de Deus que está necessitado, mas também faz com que eles façam muitas orações de gratidão a Deus [2 Co 9.12].

Embora você tenha sido formado para servir os outros, nem mesmo Jesus alcançou as necessidades de todos enquanto estava na terra. Você deve escolher a quem pode ajudar melhor, com base na sua vocação. Você precisa perguntar: “A quem eu desejo mais ajudar?”. Jesus disse:

Eu que vos escolhi e vos designei para irdes e produzirdes fruto e para que o vosso fruto permaneça [Jo 15.16].

Cada um de nós dá frutos diferentes.

Qual será a mensagem de minha vida? Essa é a questão de sua missão junto aos incrédulos. Sua declaração de missão faz parte de sua declaração de propósitos. Ela deve incluir seu compromisso de dar seu testemunho aos outros sobre o evangelho. Você também deve listar as lições de vida, assim como as paixões que Deus lhe concedeu para que compartilhasse com o mundo. Conforme for crescendo em Cristo, Deus poderá lhe dar um grupo especial de pessoas nas quais você deverá se concentrar para alcançar. Não deixe de pôr isso na sua declaração.

Se você for mãe ou pai, parte de sua missão é educar seus filhos para que conheçam a Cristo, ajudá-los a compreender os propósitos da vida deles e enviá-los pelo mundo na missão que Deus lhes reservou. Você poderia incluir na sua declaração a declaração de Josué:

Mas eu e a minha família serviremos ao SENHOR [Js 24.15].

É obvio que nossa vida deve reforçar e confirmar a mensagem que passamos. Antes de grande parte dos incrédulos aceitar a credibilidade da Bíblia, eles querem saber se nós temos credibilidade. É por isso que a Bíblia diz:

O mais importante é que vocês vivam de acordo com o evangelho de Cristo [Fil 1.27].

Qual será a comunidade de minha vida? Essa é a questão de sua comunhão. Como você irá demonstrar seu compromisso com os outros crentes e sua ligação com a família de Deus? Onde você irá praticar com outros cristãos os mandamentos do tipo “uns aos outros”? A qual igreja local você irá se juntar como membro ativo? Quanto mais você amadurecer, mais irá amar o corpo de Cristo e desejará se sacrificar por ele. A Bíblia diz:

Cristo amou a igreja e deu a sua vida por ela [Ef 5.25].

Você deve incluir em sua declaração uma manifestação de seu amor pela igreja de Deus.

Ao pensar nas respostas para essas questões, inclua qualquer trecho das Escrituras que fale ao seu coração sobre esses propósitos. Existem muitos neste livro. Poderá levar semanas ou meses para que você possa elaborar sua declaração de propósitos exatamente da forma que deseja. Ore, pense sobre ela, converse com amigos íntimos e medite na Bíblia. Ela poderá passar por várias redações até chegar ao seu formato final. E mesmo então você provavelmente fará pequenas alterações com o passar do tempo e à medida que Deus lhe der um maior discernimento sobre sua vocação.

Além de escrever uma declaração de propósitos detalhada, também é de grande auxílio ter um curto enunciado ou slogan que resuma os cinco propósitos para sua vida de uma forma fácil de decorar e que inspire você. Dessa forma, você poderá se recordar diariamente. Salomão aconselhou:

Será uma satisfação guardá-los no íntimo e tê-los todos na ponta da língua [Pv 22.18].

Eis alguns exemplos:

• “Meu propósito de vida é adorar a Cristo com todo o meu coração, servi-lo com minha vocação, ter comunhão com sua família, desenvolver um caráter como o dele e cumprir minha missão no mundo para que ele receba a glória.”

• “Meu propósito de vida é ser membro da família de Cristo, exemplo de seu caráter, ministro de sua graça, mensageiro de sua palavra e um engrandecedor de sua glória.”

• “Meu propósito de vida é amar a Cristo, crescer em Cristo, compartilhar Cristo e servir a Cristo por meio de sua igreja; e levar minha família e os outros a fazer o mesmo.”

• “Meu propósito de vida é firmar um compromisso firme com o Grande Mandamento e a Grande Comissão.”

• “Meu objetivo é me tornar semelhante a Cristo; minha família é a igreja; meu ministério é _____________; minha missão é ______________; meu motivo é a glória de Deus.”

Você deve pensar: “E quanto à vontade de Deus para meu emprego, casamento, lugar em que devo viver ou a escola?”. Falando com franqueza, essas questões são secundárias na sua vida, e devem existir inúmeras possibilidades que estejam de acordo com a vontade de Deus para sua vida. O que mais importa é cumprir os propósitos eternos de Deus, a despeito de onde você viver ou trabalhar ou de com quem você se casar. Essas decisões devem respaldar os seus propósitos. A Bíblia diz:

Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do SENHOR [Pv 19.21].

Concentre-se nos propósitos de Deus para sua vida, e não nos seus planos, uma vez que são aqueles que durarão para sempre.

Certa vez, ouvi uma sugestão para que a declaração de propósitos fosse baseada no que você gostaria que as outras pessoas dissessem sobre você no seu enterro. Imagine o elogio perfeito, e então construa a declaração a partir dele. Francamente, é uma péssima idéia. No final de sua vida, não terá nenhuma importância o que as pessoas disserem a seu respeito. Só importará o que Deus disser a seu respeito. A Bíblia diz:

…nosso propósito é agradar a Deus, não às pessoas [1 Ts 2.4].

Algum dia Deus irá analisar nossas respostas a essas questões da vida. Você pôs Jesus no centro de sua vida? Você desenvolveu o seu caráter? Você dedicou sua vida a servir os outros? Você comunicou a mensagem de Deus e cumpriu a missão que ele lhe deu? Você amou e participou em sua família na igreja? Essas são as únicas questões que irão contar. Como disse Paulo:

Nosso objetivo é estar à altura do plano de Deus para nós [2 Co 10.13].

Deus quer usar você

Há cerca de trinta anos, reparei em uma pequena frase em Atos 13.36 que iria alterar para sempre a direção da minha vida. Eram somente dez palavras, mas pareciam uma marca de ferro em brasa, palavras que marcariam minha vida para sempre: Pois Davi […] serviu aos propósitos de Deus em sua geração. Só então compreendi por que Deus chamou Davi de homem segundo o meu coração [At 13.22]. Davi dedicou a vida a cumprir os propósitos de Deus na terra.

Não existe maior epitáfio que essa declaração! Imagine isso esculpido na sua lápide: que você serviu aos propósitos de Deus na sua geração. Oro para que as pessoas possam dizer isso sobre mim quando eu morrer. Também oro para que as pessoas possam dizer isso de você. Foi por isso que escrevi este livro para você. Essa frase é a descrição definitiva de uma vida bem vivida. Você faz o que é eterno e atemporal (os propósitos de Deus), à maneira contemporânea e atual (na sua geração). Uma vida com propósitos trata exatamente disso. Nem as gerações passadas, nem as futuras podem servir a Deus nesta geração. Somente nós podemos. Tal qual Ester, Deus o criou para um momento como este [Et 4.14].

Deus ainda procura pessoas que possam ser usadas. A Bíblia diz:

Os olhos do SENHOR procuram por toda a terra a fim de fortalecer aqueles cujos corações estejam completamente comprometidos com ele [2 Cr 16.9].

Você seria uma pessoa que Deus pode usar para seus propósitos? Você serviria aos propósitos de Deus na sua geração?

Paulo teve uma vida dirigida por propósitos. Ele disse:

Corro direto para o alvo, com um propósito a cada passo [1 Co 9.26].

Seu único motivo para viver era cumprir os propósitos que Deus tinha para ele. Ele disse:

Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro [Fil 1.21].

Paulo não tinha medo de viver, nem de morrer. De qualquer maneira, ele iria cumprir os propósitos de Deus. Ele não podia perder!

Algum dia, a história será encerrada, mas a eternidade seguirá para sempre. William Carey disse: “O futuro é tão brilhante quanto as promessas de Deus”. Quando parecer difícil cumprir seus propósitos, não ceda ao desânimo. Lembre-se de sua recompensa, a qual durará para sempre. A Bíblia diz:

Pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles [2 Co 4.17].

Imagine como será naquele dia, quando todos apresentarmos nossa vida perante o trono de Deus, louvando a Cristo com profunda gratidão. Juntos nós diremos:

Tu, SENHOR e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque crias te todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas [Ap 4.11].

Nós o louvaremos por seus planos e viveremos para seus propósitos — eternamente.

DIA 40

PENSANDO SOBRE MEU PROPÓSITO

Um tema para reflexão: Viver com propósitos é a única maneira de viver de verdade.

Um versículo para memorizar: Pois Davi […] serviu aos propósitos de Deus em sua geração (Atos 13.36; NASB).

Uma pergunta para meditar: Quando irei parar para escrever minhas respostas às cinco grandes questões da vida? Quando colocarei meu propósito no papel?