DEVOCIONAL: UM MÊS PARA VIVER! DIA 1 – Vivendo o Traço

DEVOCIONAL: UM MÊS PARA VIVER!

DIA 1 – Vivendo o Traço

“A morte é mais universal que a vida; todo mundo morre, mas nem todo mundo vive” (Alan Sachs)

“Estou convencido de que o medo de morrer, de nossa vida chegar ao fim, não tira tanto o nosso sono quanto o medo…que atinge a todos de que talvez não tenhamos vivido” (Harold Kushner)

Seu tempo na Terra é limitado. Isso é um fato por mais que te perturbe. Não importa quem você é, qual sua idade, qual o grau de seu sucesso ou onde vive: a morte continua sendo o grande nivelador dos homens.

Se soubéssemos que teríamos apenas um mês para viver, viveríamos de maneira diferente?

Seríamos com certeza mais autênticos e teríamos mais ousadia na forma como gastamos o tempo. Mas, o que nos impede de viver dessa maneira agora?

Talvez nenhum lugar represente melhor a eternidade do que um cemitério. Quando olhamos para as velhas lápides, não podemos deixar de reconhecer que vidas inteiras estão agora reduzidas a duas datas ligadas por um pequeno traço.

Você tem que decidir como gastar o pequeno traço de tempo entre as duas datas que limitam sua existência terrena.

Em que você está gastando o seu? Está vivendo o traço sabendo exatamente quem é e por que está aqui? Ou está simplesmente lutando para viver, gastando apressadamente preciosos momentos em busca de coisas que realmente não são importantes?

Deus quer que percebamos que nosso tempo na Terra é limitado, de modo que o gastemos de maneira sábia. Mas Ele nos dá a liberdade de escolher como vamos gastar essa moeda tão valiosa.

Não é preciso passar por uma crise para avaliar como viver plenamente. Você pode viver sem arrependimentos e de forma tão abundante que se perguntará como pôde contentar-se com menos que isso.

Não há nenhum momento como o presente – o agora! – para começar.

À medida que você descobrir a vida para a qual foi criado, hoje pode ser realmente o primeiro dia de uma vida sem arrependimentos.

Creia e Declare que hoje é o começo de um mês que certamente mudará sua vida!

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[Testemunho] Casal restaurado por Cristo, após adultério.

 

Oi, estou lendo “Feminilidade Radical: Fé Feminina em um Mundo Feminista” de Carolyn McCulley e quis compartilhar esta citação com vocês.

Stephanie ligou para o seu esposo a fim de dizer boa noite — algo rotineiro quando ela passava a noite longe dele. Bill não a acompanhou nesta visita aos pais dela desta vez, alegando ter um horário pesado de trabalho e demandas do curso de pós-graduação.

Durante a conversa, ele pareceu distraído e um pouco frio para ela. Incerta sobre o comportamento de Bill, Stephanie decidiu terminar a conversa. “Bem, está certo, boa noite. Amo você.” “Eu também”, ele respondeu. Deitada na mesma cama de quando era criança, Stephanie repassou a conversa muitas vezes em sua mente. Eu também. Parecia um alarme de um sino. Por que ele não disse as palavras reais, como sempre dizia? Inquieta, ela estendeu a mão ao telefone de novo. O relógio dizia que já passava das 2h da manhã.

Nenhuma resposta. Ela discou novamente. Ainda assim, nenhuma resposta.

O medo se juntou às suas suspeitas. Stephanie acordou sua irmã, pedindo para que cuidasse de suas duas filhas. Ela iria fazer o longo trajeto de volta à sua casa para ver como estava o seu marido.

Na estrada, suas emoções transbordaram. Stephanie se perguntou o que ela encontraria quando chegasse. Estava Bill mortalmente doente e incapaz de responder ao telefone? Estava ele machucado e no hospital? Ou… Estava ele passando a noite com outra pessoa?

Fragmentos das conversas e interações ao longo do último ano invadiram sua mente. O quanto Bill parecia distante durante a festa de aniversário de seis anos da filha. Quanto tempo ele estava dedicando ao trabalho. A forma elogiosa com que ele falava de suas colegas. O jeito com que ele disse à Stephanie sobre quão atraente uma colega estava com o novo vestido vermelho. O tanto de apoio emocional que ele deu a essa mulher depois do fim do namoro dela. O quanto ele criticava Stephanie quando ele estava em casa.

Num ato de reflexo, ela começou a orar. Deus, ajude-me. Ajude meu casamento. Dê-me um sinal do que fazer.

Stephanie só conseguiu pensar em uma forma de saber que Deus estava respondendo à sua oração. Ela ligou o rádio, dizendo a si mesma que qualquer música que ela ouvisse seria seu sinal. Depois de um assustador momento de silêncio, ela ouviu a simples melodia de uma música que foi cantada em sua festa de casamento.

Um homem deixará sua mãe, e uma mulher deixará sua casa.
E eles viajarão para onde os dois serão como um.
Como foi no início, assim é agora e até o fim,
A mulher obtém vida do homem e a retribui novamente.
E há amor, há amor.

Stephanie olhou assustada para o rádio. Deus está realmente ouvindo, ela pensou. Chegando à sua rua, ela pôde ver que o carro de Bill não estava na garagem. Ela saiu do seu carro no frio da madrugada, caminhou até a porta de sua casa vazia e subiu as escadas para o seu quarto.

Vendo a cama vazia, ela começou a chorar novamente. Perguntas giravam ao seu redor. Quem é meu esposo? Acaso eu ainda o conheço? Ele tem outra vida separada? Como ele pôde fazer isso? Será que, pelo menos, ele ainda me ama? E quanto às crianças? O que acontecerá conosco?

Stephanie ficou acordada a noite toda, incapaz de dormir. Na manhã seguinte, ela telefonou para Bill no trabalho dele e perguntou se poderia ir vê-lo. Ele a encontrou no estacionamento e entrou no carro. Ela pegou a mão dele, colocou-a sobre o coração dela, olhou em seus olhos e fez a temida pergunta.

“Onde você estava ontem à noite?”

Imediatamente consciente do quanto a verdade machucaria Stephanie, Bill mentiu. “Eu estava em casa.”

“Não, você não estava”, Stephanie respondeu em voz baixa. “Eu fui para casa, e você não estava lá.”

Atordoado, Bill sentiu uma onda de emoções quebrar sobre ele — alívio, porque a verdade já era conhecida; tristeza por machucar sua esposa; e arrependimento e vergonha por suas ações. Ele não conseguiu falar coisa alguma.

Stephanie desabou em lágrimas. Depois de um momento tenso, ela desviou o olhar e fez uma série de perguntas ásperas: “Por que você não me ama? Você a ama? Você quer se divorciar?”

“Eu amo você, e não, não quero o divórcio — eu realmente não quero”, ele finalmente respondeu.

“Então por que você fez isso?”

“Eu não sei…”, ele respondeu. “Eu realmente sinto muito.”

Nos meses seguintes, Stephanie e Bill continuaram a conversar e a reconstruir o relacionamento. Stephanie queria derrubar o muro da desconfiança entre eles, mas se sentia impotente para fazer algo a respeito. Ao mesmo tempo, Bill estava lidando com a sua vergonha.

Pouco depois de sua traição ser descoberta, Bill mudou de emprego. Seu novo patrão era um cristão assumido, não reticente sobre enfatizar o temor de Deus. Ele também era grande e intimidador. Bill foi tentado a se afastar dele, mas Deus o usou para apresentar Bill à ideia de que seu casamento precisava de algo mais do que aquilo que ele ou Stephanie tinham para oferecer.

Um dia, Bill entrou na cozinha e anunciou o diagnóstico: “Você sabe o que está faltando em nosso casamento? Está faltando Cristo.”

Stephanie concordou imediatamente. Então ela lhe contou sobre duas famílias que ela tinha conhecido na sua rua que iam para a mesma igreja e pareciam realmente gostar. Então aquela foi a igreja que eles foram visitar no domingo seguinte.

Embora tenha sido ideia dele ir, quando o domingo chegou, Bill tinha sentimentos mistos. Em primeiro lugar, em sua mente estava o como desfazer o que ele tinha feito e ser perdoado. Ele se sentiu manchado em uma igreja onde todo mundo parecia tão feliz e estava cantando com entusiasmo. No final da reunião, o pastor apresentou o evangelho, descreveu como as pessoas poderiam ser perdoadas de seus pecados e então pediu àqueles que queriam aceitar a oferta da livre graça de Cristo que levantassem suas mãos.

Bill levantou a mão. Stephanie também.

Então o pastor pediu que aqueles que levantaram suas mãos viessem à frente para oração. De mãos dadas, Bill e Stephanie caminharam para frente. Um dos outros pastores se aproximou e os parou. Ele olhou para Bill, depois para Stephanie, e depois novamente para Bill.

“Eu vi você vindo até aqui e quero que você saiba que Deus tem um plano para você”, ele disse para Bill. Então, olhando para Stephanie, ele gentilmente acrescentou: “Siga este homem”.

Dezessete anos depois, os Ketterings estão sentados na sala, recontando o quanto mudaram desde aquele dia. Bill está sentado no chão, perto de Stephanie, que está no sofá. À medida que eles recontam os detalhes dolorosos, Bill estende a mão para sua esposa, mantendo um contato tranquilizador.

“O que mais me lembro daquele dia na igreja foi que eu, de repente, percebi que meu foco tinha sido, durante todo aquele tempo, o pecado do meu esposo”, Stephanie recorda. “Eu tinha certeza de que Bill levantaria a mão. Mas no momento exato, vi meus pecados e percebi que precisava de um Salvador também. Até então, eu tinha vivido mais ciente de como eu havia sido ofendida.”

Refletindo sobre o que o pastor disse a eles no dia em que se tornaram cristãos, Bill elogia sua esposa.

“Ela não tinha uma categoria para descrever o que ‘seguir’ significava naquele tempo, pelo menos não em termos de ensino bíblico”, ele diz. “Mas ela sabia que aquilo vinha do Senhor. Então ela fez. Ela realmente lutou para entender o que significava me perdoar e me seguir.”

Pausando por um momento, Bill se esforça para manter sua compostura. As lágrimas derramam sobre seu rosto mesmo assim.

“Eu acho que um dos exemplos mais claros do desejo dela de me seguir foi que — além da irmã e do cunhado dela — ela não contou a mais ninguém o que eu fiz”, ele conta com uma voz sufocada. “Ela deixou que eu contasse aos outros. O pensamento dela era de não me desonrar. Incrível, não é?”

Depois da visita inicial, os Ketterings logo se juntaram à igreja e começaram a frequentar um grupo pequeno que se encontrava no bairro deles. Eles foram abertos quanto às dificuldades de seu casamento, mas não compartilharam os detalhes imediatamente. Assim, Stephanie buscava ajuda em Bill quando sofria com as memórias da infidelidade dele.

“Ao longo daquele primeiro difícil ano, Bill me ajudou”, Stephanie recorda. “Ele me ajudou com o processo de cura. Houve vezes quando não queria sair da cama, mas eu sabia que tinha que fazer isso por causa das minhas filhas. Eu sempre sabia que a amargura estava se avivando em minha mente quando imaginava as cenas dele com essa outra mulher. Nesses momentos, eu fazia orações bem simples, dizendo coisas como: ‘Ajude-me, Senhor. Não deixe que eu pense desse jeito’. Então eu telefonava para Bill e contava que estava tendo pensamentos ruins sobre ele. Ele dizia: ‘Desculpe-me, eu não sei como mudar isso, mas quero que saiba que realmente amo você’. Então depois de nos tornarmos cristãos, eu dizia para ele: ‘Por favor, diga que nunca mais vai fazer isso de novo’. Eu me lembro de ele dizer: ‘Eu gostaria de prometer isso, mas não posso garantir porque sou pecador. Mas eu posso prometer que Deus é fiel e ele é capaz de manter nosso casamento firme’”.

Como nova cristã, as dificuldades forçaram Stephanie a desenvolver um entendimento do perdão na prática. Um dia, ela leu um versículo em que Jesus estava instruindo seus discípulos sobre o perdão. Marcos 11.25 diz: “E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas”.

“Eu vi que havia uma nota de rodapé para esse versículo e fui até embaixo para ver que alguns manuscritos tinham um versículo adicional que diz: ‘Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas’”, ela relembra. “Era um claro mandamento para perdoar. Mas ele era um mandamento baseado em quanto perdão eu havia recebido de Deus. A misericórdia que eu tinha recebido pelos meus pecados era a razão por que eu poderia perdoar Bill pelos pecados dele.”

Mesmo com aquele entendimento e novo apreço por seu próprio perdão, Stephanie descobriu que a amargura era uma tentação ocasional. Então ela temeu não estar cumprindo o mandamento correlato em Mateus 18.21-22 de perdoar setenta vezes sete. Mas mesmo essa preocupação tinha um benefício não planejado — ela destacava sua contínua necessidade de um Salvador.

“Eu descobri que facilmente me inclinava para minha própria atuação em busca de confiança”, ela diz. “Finalmente aprendi que era somente através do evangelho que eu poderia reconciliar minha experiência com os mandamentos bíblicos de amar e honrar meu esposo. Quando eu entendi claramente que Cristo sofreu na cruz com muita dor para que eu pudesse ser perdoada, isso se tornou a minha motivação. Foi assim que pude amar meu esposo — Cristo fez isso por mim, e eu queria viver a minha vida para agradar a Deus.”

Logo depois de os Ketterings terem se tornado cristãos, uma mulher em seu grupo pequeno lhes deu duas bolsas cheias de sermões gravados. Bill começou a ouvir esses sermões enquanto dirigia, desenterrando dezenas deles todo mês.

“Ele vinha para casa e me dizia sobre o que estava aprendendo”, Stephanie relembra. “Um dia, ele entrou em casa e disse: ‘Sabe o que aprendi hoje? Eu sou encarregado de ser a cabeça. Sou responsável por liderar a nossa família’. Quando ele me disse isso, senti um peso saindo dos meus ombros. Sempre senti que eu é quem devia estar fazendo isso. Mas perguntei a ele: ‘Bem, quem é a sua cabeça?’. Ele respondeu: ‘Cristo é a minha cabeça’”.

Bill sorri para sua esposa enquanto ela reconta essa conversa, e então acrescenta: “Ela nunca me fez sentir estranho porque ela tinha assumido essa postura de querer agradar a Deus, de querer fazer o que Deus a tinha chamado para fazer em termos de me amar. Ela nunca disse: ‘Você não merece liderar esta família’”.

Antes de se tornarem cristãos, eles tinham um casamento bem típico. Bill trabalhava fora, em jornada integral, e fazia cursos de graduação de meio período para que pudesse melhorar as oportunidades de sua carreira. Stephanie primariamente ficava em casa com as filhas, mas ela também trabalhava nos fins de semana no comércio de varejo. Mesmo estando casados, eles frequentemente conduziam vidas paralelas, porém separadas.

“Naquela época, nunca pensei que Stephanie precisava de mim. As coisas funcionavam bem sem mim”, Bill afirma. “Depois, eu soube que era para eu me envolver e não deixar que ela lidasse com tudo sozinha. Não que ela não fosse capaz — ela certamente era —, mas agora nós entendíamos que eu precisava arcar com as responsabilidades às quais fui chamado.”

À medida que eles aprendiam sobre o plano bíblico para o casamento, houve uma sutil, mas profunda, mudança na vida deles. Eles sempre tinham funcionado bem juntos em termos de realizar tarefas, mas agora eles desfrutam do benefício adicional da paz que advém da clareza.

“Quando está bem claro quem é responsável pelo que — quando nós conhecemos a nossa parte do relacionamento — é mais pacífico”, Bill diz. “Não tínhamos papéis definidos antes. Estávamos apenas fazendo as coisas juntos. Agora nós sabemos como deve ser”, ele diz. “E estamos trabalhando juntos para fazermos assim”.

Certamente, quando ela veio para casa naquela noite difícil e descobriu que seu esposo não estava lá, Stephanie nunca poderia imaginar que eles seriam tão felizes agora. Nem teria imaginado que Deus poderia usá-los para ajudar outros casais. Os Ketterings são hoje parte da equipe de aconselhamento bíblico da igreja onde congregam, por meio do qual eles têm ajudado centenas de casais com seus próprios conflitos conjugais.

Sentada em sua sala de estar, com suas filhas adultas indo e vindo, Stephanie segura a mão de seu esposo e oferece sua perspectiva obtida da forma mais difícil.

“A maioria das pessoas pensaria que o divórcio seria a primeira alternativa numa situação como essa. Mas Deus é mais glorificado quando você não faz isso, mas, ao contrário, confia que ele será fiel à sua Palavra para dar-lhe sabedoria, perdão e graça para a mudança de que precisa.””

 

 

 

[Maná] Nosso lar não é aqui

“Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião” (Salmo 137:1).

Um dia, os assírios dirigidos por Nabucodonosor chegaram a Jerusalém. Destruíram tudo e levaram prisioneiros os filhos de Israel.

Os anos do exílio foram tristes. Longe de casa, da família e dos amigos, os exilados só tinham duas opções: esquecer definitivamente Israel ou viver em Babilônia, com os olhos fixos em Sião, abrigando o sonho de retornar um dia para o lar.

Um dia, também, o inimigo de Deus chegou até a raça humana, destruiu seus sonhos, valores e princípios e a levou escrava ao seu reino, para servir no seu palácio.

A história de Israel é um símbolo da história humana. Como os israelitas, hoje estamos longe do verdadeiro lar. Este mundo cheio de tristeza e angústia – consequências naturais da entrada do pecado – não é a nossa casa. Somos estrangeiros e peregrinos vivendo num mundo ao qual Jesus Se referiu assim: “O Meu reino não é deste mundo.

O salmista disse que enquanto os filhos de Israel viviam em Babilônia, com frequência sentavam-se às margens dos rios e choravam de saudade, lembrando-se de Sião, o santo monte, símbolo do governo de Deus.

O perigo que corremos hoje é esquecer que este mundo não é o nosso lar definitivo. Estamos aqui apenas peregrinando, por força das circunstâncias, rumo à casa do Pai. Somos estrangeiros vivendo num país alheio.

O fato de vivermos neste mundo pode levar-nos a contemplar as coisas da Terra por mais tempo do que o necessário. Deitar raízes profundas é um risco. Lembrar quem somos e de onde viemos determina as nossas escolhas e prioridades.

É verdade que precisamos sobreviver. Trabalhar, estudar, construir uma casa para morar e educar os filhos é parte da nossa existência. Não podemos omitir-nos dessas responsabilidades. Mas até que ponto isso tudo está nos fazendo esquecer de Sião?

Cumpra as suas atividades hoje pensando na experiência de Israel, expressada pelo salmista: “Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.”

Fonte

Seja inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude!

A vida contemporânea cheia de regras e adestramento fez com que houvesse uma padronização completa das pessoas, de tal maneira que todos se comportam do mesmo modo, falam das mesmas coisas, se vestem mais ou menos do mesmo jeito, possuem as mesmas ambições, compartilham dos mesmos sonhos, etc. Ou seja, as particularidades, as idiossincrasias, aquilo que os indivíduos possuem de único, inexistem diante de um mundo tão pragmático e controlado.

Vivemos engaiolados, tendo sempre que seguir o padrão, que se encaixar em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Sendo assim, a vida acaba se transformando em uma grande linha de produção, em que todos têm que fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, de modo a tornar todos iguais, sem qualquer peculiaridade que possa definir um indivíduo de outro e, por conseguinte, torná-lo especial em relação aos demais.

Somos enjaulados em vidas superficiais e nos tornamos seres superficiais, totalmente desinteressantes, inclusive, para nós mesmos. Sempre conversamos sobre as mesmas coisas com quer que seja, ouvindo respostas programadas pelo padrão, o qual nos torna seres adequados à vida em sociedade.

Entretanto, para que serve uma adequação que transforma todos em um exército de pessoas completamente iguais e chatas, que procuram sucesso econômico, enquanto suas vidas mergulham em depressões?

Qual o sentido de adequar-se a uma sociedade que mata sonhos, porque eles simplesmente não se encaixam no padrão? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade a permitir que cada um encontre as suas próprias felicidades. Uma sociedade que possui a obrigação de sorrir o tempo inteiro, porque não se pode jamais demonstrar fraqueza. Uma sociedade que retira a inteligência das perguntas, para que nos contentemos com respostas rasas. Então, por que se adequar?

Os nossos cobertores já estão ensopados com os nossos choros durante a madrugada. O choro silencioso para que ninguém saiba o quanto estamos sofrendo. Para manter a farsa de que estamos felizes. Para fazer com que mentiras soem como verdade, enquanto, na verdade, não temos sequer vontade de levantar das nossas camas.

O pior de tudo isso é que preferimos vidas de silencioso desespero a romper com as amarras que nos aprisionam e nos distanciam daquilo que grita dentro de nós, esperando aflitamente que o escutemos, a fim de que sejamos nós mesmos pelo menos uma vez na vida sem a preocupação de agradar aos outros.

Somos uma geração com medo de assumir as rédeas das próprias vidas. E, assim, temos permitido que outros sejam protagonistas destas. É preciso coragem para retomá-las e viver segundo aquilo que arde dentro de nós, mesmo que sejamos vistos como loucos, pois só assim conseguiremos sair das depressões que nos encontramos. É preciso sacudir as gaiolas, já que, como diz Alain de Botton: “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. E, sobretudo, é preciso ser inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude.

Erick Morais

Maturidade significa buscar soluções e não o culpado

“Não há nenhum problema tão terrível que você não pode adicionar um pouco de culpa e torná-lo ainda pior.”  (Bill Watterson)

Lembra quando você era criança? A infância é um momento maravilhoso, e é por isso que sempre queremos voltar e sempre sentimos nostalgia por essa fase. É o momento em que descobrimos o mundo e, ao mesmo tempo, nos sentimos protegidos pelos adultos.

Na infância e adolescência, são os nossos pais ou responsáveis que têm o dever de nos proteger, satisfazer nossas necessidades e, mais importante, tomar decisões por nós. É por isso que crescer é uma experiência agridoce; perdemos conforto e segurança, mas ganhamos algo extremamente importante: a liberdade.

Com o passar dos anos, gradualmente assumimos as rédeas de nossas vidas. A primeira coisa que fazemos é trabalhar para nos encarregar de nossas necessidades básicas; mas há outros aspectos dos quais devemos assumir a responsabilidade: nossos laços emocionais, por exemplo, ou nossa saúde mental.

É a maneira como administramos essa responsabilidade que marca a diferença entre crescer e amadurecer. O tempo passa inexoravelmente e todos crescemos, mas a maneira pela qual assumimos a responsabilidade por nossas emoções nos permitirá afirmar que, além de crescer, amadurecemos.

Amadurecer é aprender a encontrar a solução e não o culpado

Tomar decisões envolve experimentar emoções relacionadas ao medo de cometer erros e incertezas. Tanto é assim que às vezes ficamos presos e é muito difícil escolher uma estrada em vez de outra.

O que é certo é que todos cometemos erros, isso é parte do processo de aprendizagem. Lembra quando você estava aprendendo a contar na escola? Inicialmente foi complicado e você cometeu muitos erros, mas com a prática isso se torna uma habilidade básica.

Assumir a responsabilidade de estar errado envolve um processo complexo de reflexão e análise dos fatos e, por esse motivo, às vezes é mais fácil procurar motivações externas que justifiquem nossos erros . É precisamente aqui que a culpa entra em jogo. Quando temos um problema, nossa mente está se aquecendo na busca por um culpado.

Às vezes, por exemplo, quando batemos contra qualquer objeto, culpamos por estar no trajeto de nossos pés. Isso nunca aconteceu com você? Caminhe distraidamente pelo corredor e de repente bata em um objeto que não estava lá, machucando seu pé. Sem pensar, você dirá “objeto maldito”, não deveria estar aí.

É natural, a frustração precisa de um culpado.

No entanto, o que acontece com os obstáculos que encontramos em nosso caminho, quando eles são algo muito mais importante do que um objeto esquecido por engano no corredor? Pode ser um exame que você se preparou para fazer, mas não fez, ou que não tenha renovado seu contrato de trabalho, que tem problemas para se comunicar com seu parceiro ou que seu pai fica zangado com você quando expressa sua opinião.

Se não refletimos, se nos deixamos levar pelas emoções, a culpa é uma espécie de neon, que de repente se acende em nossa mente.

Quando culpamos alguém ou a nós mesmos pelo que acontece, estamos nos concentrando em nossas emoções e atitudes negativas: somos invadidos pela raiva e pela frustração, sentimos tristeza ou rancor, e não avançamos. Em suma, somos infelizes.

No entanto, se superarmos essas emoções negativas e seguirmos em frente, perceberemos que, em vez de procurar um culpado, há algo muito mais útil: tomar medidas que nos ajudem a mudar a situação. Se procurarmos soluções, enviaremos a nós mesmos uma mensagem de que, se algo der errado, poderemos tentar remediar e trabalhar para resolver a situação.

“Vamos nos preocupar mais em ser pais do nosso futuro do que filhos do nosso passado.” – (Miguel de Unamuno)

É natural se responsabilizar por um resultado que não foi bem o que esperávamos que fosse, detectar onde falhamos e tentar corrigir para obter o resultado planejado na próxima vez. O que não se deve é se martirizar por isso. Se você não passou num exame por não ter se preparado o suficiente, reconhecer onde falhou é o jeito mais fácil de não repetir o fracasso, mas nutrir um sentimento de culpa é dar a si uma punição psicológica que não vai ajudar em nada.

Culpar-se é uma forma de se punir, atribuir a culpa a terceiros é uma forma de se isentar do resultado negativo e, tanto uma quanto a outra é um meio de nutrir sentimentos negativos que, enquanto perdurarem, não permitirão que se conserte o que deu errado.

No entanto, se você mudar sua sintonia e aceitar que erros acontecem, que toda e qualquer ação está sujeita a falhas, suas emoções também mudarão e você não mais vai se culpar e tampouco apontar culpados. Ao invés disso, vai se concentrar em reparar o erro.

As emoções negativas são inevitáveis, mas se procurarmos soluções em vez de culpados, perceberemos que elas são coisas passadas e que devemos continuar avançando para alcançar nossos objetivos.

Traduzido e adaptado de lamenteemeravigliosa

Resiliência: ser forte apesar da tempestade

Existem pessoas caracterizadas pela sua grande capacidade de resistência. Elas têm a capacidade de permanecer em pé apesar das adversidades e o princípio no qual elas se baseiam é a ideia de dificuldades como ensinamentos.

Elas sabem que é impossível estar imune ao sofrimento e entendem que as tempestades que escurecem sua vida cotidiana também são oportunidades a serem afirmadas. Armam-se, portanto, com coragem e vão em frente, seu mantra é “continuar a crescer, apesar das adversidades”.

Resiliência na vida cotidiana

A resiliência é um conceito que adquiriu grande importância nos últimos anos. Especialmente em correntes, como a psicologia positiva, interessada em entender as características que permitem superar as adversidades; essas correntes dão menos peso a fatores que aumentam a probabilidade de desconforto mental.

Na psicologia, ser resiliente significa ser capaz de enfrentar a adversidade e sair mais forte.

Quando falamos em resiliência, tendemos a pensar em fatos traumáticos, como a perda de um ente querido, a sobrevivência em um acidente ou maus tratos; na realidade, mesmo em nossa vida diária, há situações complexas que temos que enfrentar. Não é necessário ter uma catástrofe: mesmo superando as dificuldades diárias, como enfrentar as críticas, melhorar ou começar o dia com um sorriso durante um período triste significa ser resiliente.

Características de pessoas resilientes

Há pessoas resilientes porque elas tiveram um exemplo de resiliência a ser seguido pelos pais ou irmãos. Há outras que tiveram que lutar sozinhas com as pedras de sua jornada: elas aprenderam através do método da “tentativa e erro”, e se tornaram fortes graças às suas cicatrizes.

Isso nos mostra que a resiliência é uma habilidade que todos podem desenvolver e, portanto, treinar. Para isso, é necessário gerenciar adequadamente os próprios pensamentos e emoções: é essencial inseri-los no canal correto para controlá-los.

Agora vamos falar sobre as principais características das pessoas resilientes; Desta forma, você pode começar a treinar.

Elas sabem como se adaptar às mudanças

Pessoas resilientes são como juncos: elas são flexíveis quando o vento bate forte nelas. Elas sabem que ir contra as circunstâncias fará com que percam sua energia e preferem manter a mente aberta diante de diferentes opiniões e situações.

Distancia-se das crenças, preconceitos e inseguranças do passado, vestem-se com roupas novas que os acompanham em momentos de mudança. Não servem para resignação, mas porque sabem que existem outros mundos distintos, que não se confundem apenas com sua diversidade.

Elas giram em torno de seus pontos fortes

Pessoas resilientes se conhecem. Elas sabem o que dói e incomoda e entendem que seu bem-estar depende de quanto elas cuidam de si mesmas.

Pessoas resilientes podem identificar suas fraquezas e pontos fortes e usá-las quando necessário.

Elas usam seu desejo de lutar, sua motivação, suas habilidades e seu esforço como um motor para seguir em frente. Mas acima de tudo elas se respeitam e cuidam de si mesmas, porque sabem que o conhecimento mútuo é o passo fundamental para crescer e construir relacionamentos saudáveis com os outros.

Elas sabem que é necessário aceitar seguir em frente

Pessoas resilientes sabem que aceitar é sinônimo de progresso e mudança. Porque somente quando aceitamos o que acontece conosco podemos começar a trabalhar para melhorá-lo; se, por outro lado, nós a negarmos, não fazemos nada além de dar mais vigor.

Pessoas resilientes sabem que aceitar significa entender, encarar e não desistir.

Elas acreditam que ninguém é imune ao sofrimento

Ser resiliente não significa não ter feridas, significa que, apesar de sua presença na alma, a situação adversa tem sido um tanto instrutiva. A pessoa resiliente é capaz de aceitar a dor e, em vez de se sentir oprimida por ela, opta por aprender.

Essas pessoas sabem que construir um escudo e proteger-se da dor nem sempre funciona, porque fugir os tiraria da possibilidade de entender o que está acontecendo e de crescer.

Como você pode ver, a resiliência é uma qualidade que pode ser aprendida e treinada. Na verdade, deveria ser um assunto oficial nas escolas. Vale sempre a pena aprender novas estratégias para melhorar e continuar a crescer, e resiliência é a capacidade que nos permite ser fortes apesar da violência com que o vento nos bate, de se adaptar melhor às lacunas causadas por perdas, decepções, traumas e falhas.

Você também é resiliente, não se esqueça disso, ou acha que não superou nenhuma dificuldade em sua vida? Reflita e tente lembrar daquela época em que você foi corajoso e, apesar do medo, mergulhou no mar …

Originalmente publicada em lamenteemeravigliosa