[Exortação] Comprovado: tecnologia atrapalha o desenvolvimento intelectual da criança!

tecnologia

Atenção, mães e pais que desejam criar filhos mais inteligentes. Pesquisas diferentes apontam na mesma direção, aquela que os sábios de todos os séculos que nos antecederam já sabiam. Não é o Baby Einstein que vai fazer seu filho mais inteligente. Não é ouvir Discovery em inglês; não é CD com Mozart (nada contra!), nem brincar com joguinhos inteligentes no tablet ou no iphone ou no computador, nem ligar a TV nos programas “educativos”.

O que vai fazer seu filho mais inteligente, melhor, mais humano, mais bacana é interagir com:

1- gente;

2 – livros.

Inúmeras pesquisas já deixam claro: bebês não precisam de brinquedos caros nem ipads; bebês até ao menos 18 meses se beneficiam pouco da interação social em grupo com outras crianças (quem aproveita bem esse contato são os vírus e bactérias). A melhor estimulação para eles são as trocas afetivas diretas, a interação com o outro, os cuidados do dia a dia – banho, refeição, conversa, passeios, o brincar com o cuidador. E mais tarde, os brinquedos simples e os livros, que permitem que a criança crie seu próprio universo lúdico e imaginário. Naqueles momentos preciosos em que seu filho está interagindo com você, com livros, com bonequinhos, uma casinha, uma caixa de papelão e contando uma história pra si mesmo em voz alta, pode ter certeza de que ali ele está se tornando uma pessoa melhor.

E ainda me aparece essa reportagem:

http://oglobo.globo.com/economia/creches-hi-tech-proliferam-no-rio-chegam-custar-mais-de-2-mil-por-mes-7605446

… mostrando que creches mais caras do Rio, as que cobram 2.500 reais colocam ipads no berçário. É curioso, pois a exposição precoce às telinhas e a estimulação excessiva pelos tecnologia é exatamente uma atividade nociva para o bebê, que queremos evitar.

A criança brasileira detém o recorde mundial de tempo de televisão: mais de cinco horas. Pois é, mais que os americanos. Incrível? Não: nossas crianças passam em média 3 a 4 horas na escola, contra 6 a 8 horas da galerinha do norte. Nossos filhos estão sendo educados por publicitários. E eles não são bobos. Já se incluirmos tablets e telefones, os americanos chegam a incríveis sete horas e meia. Com a portabilidade, o tempo de exposição aumentou exponencialmente.

Temos muitos motivos para deixar nossos filhos em frente à TV ou ao computador/tablet. É nosso próprio hábito, acabamos sendo permissivos para com nossos filhos. Todos sabemos como é difícil evitar: como a vida moderna nos pressiona a deixá-los tempo demasiado à frente da telinha. Quem tem filhos em idade escolar sabe como a pressão dos pares e da sociedade em geral faz com que esses aparelhos dominem o mundo do entretenimento, da educação, do lazer, das relações interpessoais. Mas precisamos permitir o excesso, ou pior, expor os bebês?

É preciso no mínimo saber que é nocivo e desnecessário. O tempo recomendado máximo de TV/tablets recomendado pelos experts da Academia Americana de Pediatria para crianças até dois anos é: zero! (no entanto, mais de 50% dos apps da Itunes Store são direcionados para crianças pequenas). Criar o hábito muito precocemente – por exemplo, oferecer um tablet a cada vez que seu filho demonstra um pouco de tédio – pode conduzir a um comportamento quase compulsivo, e a uma incapacidade de lidar com a vida real, que às vezes é simplesmente tediosa. É nos momentos de tédio que as crianças tem a oportunidade de ser criativas, de usar a imaginação, de aprender a fazer companhia a si próprias e a lidar com o estar só.

O excesso pode ter conseqüências mais sérias. O tempo de telinha está diretamente ligado à obesidade (a relação é simples: quanto mais tempo, mais quilos) e às dificuldades de atenção; a TV deixa as crianças no chamado “estado passivo alfa”- onde aprendem pouco, não questionam, não refletem, apenas absorvem as mensagens publicitárias. E em média uma criança brasileira é submetida a 15 a 20 anúncios de junk food (comida-veneno) por dia de televisão, além de mensagens que estimulam o consumismo desenfreado, a erotização precoce, a futilidade.

O pior brinquedo para uma criança é aquele em que ela aperta um botão e a coisa responde com uma ação qualquer. Como não há nenhum espaço para a criatividade e a fantasia, ela se cansa em minutos. E aí ela pede outro – o que é ótimo para o mercado. Os tablets e computadores, por mais “educativos” que sejam, oferecem cenários prontos, interações fechadas, limitadas. Alguns jogos são geniais, admiráveis e sem duvida pedagógicos. Mas certamente muito limitados diante do mundo infinitamente belo e complexo que é a imaginação e a criatividade de uma criança.

Fonte: https://www.facebook.com/pediatriaintegral

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Um pensamento sobre “[Exortação] Comprovado: tecnologia atrapalha o desenvolvimento intelectual da criança!

  1. “Interagir com gente e livros”. Sim, especialmente com livros e gente que transmitam o bem!
    Há cerca de um século passado iniciava, na Europa, a educação do ensino pela imagem. O método pouco a pouco foi recebendo adeptos no magistério, em todo o mundo, substituindo a reflexão do pensamento crítico pelo reflexo passivo do pensamento discursivo, subordinado aos delírios acadêmicos excitado pela plateia da insensatez, ainda que inconsciente.
    Para quem teve acesso aos planos dos idealizadores de tal método, é sabido que seu objetivo era reprimir o pensamento crítico do receptor, acostumando-o a sempre esperar a representação do enunciado, reduzindo-o à domesticação dócil pela facilidade do “aprendizado”. O método ‘da preguiça’ selou definitivamente pela atração dos olhares, consolidando seu objetivo.
    A Bíblia registra, desde o tempo de Moisés, que Deus falou em Horebe, sem que seu povo visse semelhança alguma, para que não viesse a se corromper e fazer semelhança de imagem figura de macho, fêmea, animal, ave, em cima da terra ou embaixo da água. Dt. 4.15-18. – Comparando as coisas espirituais com as espirituais, ao homem espiritual nada mais deveria ser acrescentado, além desses três parágrafos, para entender perfeitamente a causa da obstrução da percepção.

    Portanto, quer acreditem ou não, a imagem, de qualquer formato, corrompe, inibe, bloqueia a reflexão. Não somente das crianças, mas também dos adultos. Em breve, todos saberemos porque.

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