[Exortação] Pesquisa Científica – O Perigo do Sexo sem Compromisso!

Gostaria de compartilhar com vocês uma entrevista de rádio realizada no programa Focus on the Family, na qual dois obstetras e ginecologistas, expõem os resultados de diversas pesquisas sobre o sexo sem compromisso. 

O dr. McIlhaney trabalhou numa clínica particular por mais de 25 anos antes de fundar o Medical Institute for Sexual Health. Essa organização, conhecida hoje como Medical Institute, visa a informar médicos, educadores, pais e adolescentes sobre doenças sexualmente transmissíveis e questões relacionadas. A dra. Bush trabalha numa clínica particular e faz parte do corpo docente do Centro Médico da Universidade do Mississippi.

Esses dois médicos escreveram um livro excelente que é leitura obrigatória para pais e adolescentes: Hooked: New Science on How Casual Sex is Affecting Our Children (Enrolados: novos dados científicos acerca da influência do sexo casual sobre nossos filhos).

Você vai levar menos de 10 minutos para concluir a leitura (eu fiz o teste!). Vamos lá:

Os jovens usam o termo “rolo” para várias situações que não envolvem compromisso, desde beijar até ter relações sexuais. O que eles não sabem é que, quando têm relações sexuais, também se enrolam” emocionalmente.

As implicações são extremamente perigosas. Sabemos disso porque podemos examinar o cérebro humano por meio de ressonâncias magnéticas, tomografias e outras tecnologias de imagem. Recentemente, esses dispositivos mostraram que, ao longo do tempo, experiências sexuais repetidas com vários parceiros mudam as ligações dentro do cérebro e danificam seu funcionamento normal.

Para entender por que isso ocorre, também precisamos levar em consideração a maneira como algumas substâncias químicas operam de modo a proporcionar grande prazer ao homem e à mulher durante a relação sexual e, depois, para criar uma ligação emocional entre eles. Também explicam por que os parceiros sexuais muitas vezes têm “flashbacks” ou lembranças daquela primeira experiência, e isso cria neles o desejo de continuar a ter relações sexuais.

Mas tem um detalhe. Quando uma pessoa tem relações sexuais com vários parceiros fora do casamento, ocorre uma interferência no mecanismo que cria a ligação emocional, e a pessoa perde a capacidade de formar vínculos da mesma forma. As mulheres e homens adeptos do sexo sem compromisso quando são solteiros, muitas vezes têm uma ligação menos intensa com a pessoa com quem se casam.

No livro, usamos como ilustração um curativo do tipo Band-Aid. A primeira vez que você o coloca no braço ou no joelho, ele gruda perfeitamente. Mas, cada vez que você o arranca e coloca de volta, a aderência diminui, até que o curativo não gruda mais. É isso que acontece na “cultura dos rolos”. Aqueles que tiveram sexo com vários pessoas apresentam uma capacidade seriamente reduzida de formar um vínculo permanente no casamento.

Ou seja, a garota e o rapaz estão “roubando” parte da emoção e intimidade que deveria ter sido reservada para o futuro marido ou esposa. Fizemos um levantamento de mais de 250 estudos, e a maioria deles confirma a ocorrência dessas mudanças no cérebro e o que elas representam. Observamos que os seres humanos foram criados para ter um parceiro sexual para a vida toda. Quando a pessoa compartilha essa experiência com outros repetidamente e sem nenhum compromisso, as ligações químicas e neurológicas sofrem transformações inevitáveis e, por vezes, irreversíveis.

Essas descobertas dizem respeito às relações sexuais e também no caso do sexo oral. As imagens mostram que as duas experiências estimulam as mesmas áreas do cérebro e, portanto, causam o mesmo efeito. É possível observar atividade cerebral até mesmo quando a pessoa está sentindo desejo por alguém. Quando alguém experimenta amor verdadeiro por um indivíduo do sexo oposto, uma parte diferente do cérebro é estimulada e aparece nas tomografias.

Em resumo, quando duas pessoas têm uma experiência sexual, mas não permanecem juntas, tal conduta afeta o emocional de ambos, mexendo com a função dos neurotransmissores que dão prazer. Essa alteração, por sua vez, reconfigura as ligações dentro do cérebro. Em última análise, o vínculo que deve ocorrer no casamento é enfraquecido. Ou seja, algo é “roubado” de seu relacionamento.

Isso me lembra a passagem de 1Coríntios 6.18:

“Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo”

É impressionante a exatidão desse versículo em nossos dias, considerando-se as pesquisas que acabamos de descrever. Quando desobedecemos às leis morais de Deus no relacionamento sexual, causamos danos irreparáveis ao corpo.

Outra passagem da Bíblia também se relaciona com o que estamos dizendo. Foi escrita por Salomão, o homem mais sábio de todos os tempos, enquanto ele estava aconselhando um rapaz. Salomão escreveu em Provérbios 7.6-8.5:

“Da janela de minha casa olhei através da grade e vi entre os inexperientes, no meio dos jovens, um rapaz sem juízo. Ele vinha pela rua, próximo à esquina de certa mulher, andando em direção à casa dela. Era crepúsculo, o entardecer do dia, chegavam as sombras da noite, crescia a escuridão. A mulher veio então ao seu encontro, vestida como prostituta, cheia de astúcia no coração. (Ela é espalhafatosa e provocadora, seus pés nunca param em casa; uma hora na rua, outra nas praças, em cada esquina fica à espreita.) Ela agarrou o rapaz, beijou-o e lhe disse descaradamente:

“Tenho em casa a carne dos sacrifícios de comunhão, que hoje fiz para cumprir os meus votos. Por isso saí para encontrá-lo; vim à sua procura e o encontrei! Estendi sobre o meu leito cobertas de linho fino do Egito. Perfumei a minha cama com mirra, aloés e canela. Venha, vamos embriagar-nos de carícias até o amanhecer; gozemos as delícias do amor! Pois o meu marido não está em casa; partiu para uma longa viagem. Levou uma bolsa cheia de prata e não voltará antes da lua cheia.”

Com a sedução das palavras o persuadiu, e o atraiu com a doçura dos lábios. Imediatamente ele a seguiu como o boi levado ao matadouro, ou como o cervo que vai cair no laço até que uma flecha lhe atravesse o fígado, ou como o pássaro que salta para dentro do alçapão, sem saber que isso lhe custará a vida.

Então, meu filho, ouça-me; dê atenção às minhas palavras. Não deixe que o seu coração se volte para os caminhos dela, nem se perca em tais veredas. Muitas foram as suas vítimas; os que matou são uma grande multidão. A casa dela é um caminho que desce para a sepultura, para as moradas da morte. A sabedoria está clamando, o discernimento ergue a sua voz; nos lugares altos, junto ao caminho, nos cruzamentos ela se coloca; ao lado das portas, à entrada da cidade, portas adentro, ela clama em alta voz: “A vocês, homens, eu clamo; a todos levanto a minha voz. Vocês, inexperientes, adquiram a prudência; e vocês, tolos, tenham bom senso.”

Uma advertência e tanto! Estou certo de que ela é tão relevante para as mulheres quanto para os homens. Por vezes, a armadilha está nas mãos dos rapazes,chamando” a garota ingênua. Quem ignora essas palavras inspiradas o faz por sua própria conta e risco.

Conforme a Escritura avisou, hoje em dia alguns jovens promíscuos estão morrendo de aids ou câncer. Mesmo aqueles que não morrem de alguma doença, porém, causam danos emocionais a si mesmos e talvez matem, literalmente, a chance de ter um casamento feliz no futuro.

Gostaríamos também de compartilhar o depoimento de um rapaz:

A que se pode comparar a alegria de segurar seu bebê recém-nascido? Para mim, essa alegria é maravilhosa demais. Meu nome é Steve. Sou casado há cinco anos e nunca amei tanto minha esposa como agora. Temos um filho incrível, e a notícia de que estávamos para ter uma garotinha tornou nosso futuro ainda mais radiante.

As escolhas que fiz no passado, porém, escureceriam esse futuro brilhante e obrigariam nossa filha recém-nascida a lutar para sobreviver. A princípio, Gisele parecia saudável; mas, depois de alguns dias, minha esposa notou que havia algo errado. Gisele estava apática e quase não reagia quando mexíamos com ela. Nosso pediatra disse que não precisávamos nos preocupar. Ele dizia: “Cada bebê é diferente. Ela não vai ser igual ao seu filho”.

Certa noite, porém, quando estava no colo de minha esposa, Gisele parou de respirar e ficou azul. Pensei que nossa filha estivesse morrendo. Por fim, recebemos um diagnóstico desolador. Gisele havia nascido com herpes. O sexo sem compromisso dos meus tempos de faculdade me infectou com um vírus incurável. Antes de nos casarmos, contei a minha esposa que eu tinha herpes, de modo que, ao longo de toda nossa vida de casados, havíamos tido relações sexuais apenas quando considerávamos seguro.

No entanto, apesar de todos os nossos cuidados, minha esposa contraiu o vírus enquanto estava grávida de Gisele. Minha esposa não sabia que havia contraído herpes. Nunca teve nenhum sintoma. A raiva e a culpa que senti ao saber que havia transmitido o vírus para minha esposa e que ela o havia passado para nossa filha foram insuportáveis.

Enquanto víamos nossa filha lutar para permanecer viva, pensei: “Tivemos tanto cuidado; como isso foi acontecer?”. É mais fácil do que você imagina. É possível pegar herpes mesmo usando camisinha. É possível pegar herpes de um parceiro mesmo quando não há nenhuma ferida visível. É possível transmitir herpes para um bebê mesmo quando não há nenhuma ferida.

O herpes ataca o cérebro do bebê da mesma forma que cupins corroem a madeira. Os bebês que sobrevivem normalmente sofrem de deficiências graves. O vírus já estava corroendo o fígado de Gisele. Oramos para que não atacasse o cérebro em seguida. Nossas orações foram atendidas. Gisele teve uma recuperação miraculosa. O vírus não atingiu o cérebro. Quanto ao seu desenvolvimento, ela é uma garotinha normal de 15 meses, mas isso pode mudar a qualquer momento. O vírus pode voltar a atacar.

É uma aflição ver os procedimentos médicos dolorosos aos quais Gisele precisa ser submetida todo mês. Ela nunca deixará de ter herpes. A doença será uma ameaça à saúde de nossa filha para o resto da vida, e tudo começou com a mentira do sexo sem compromisso, a mentira de que ele dá grande prazer e não faz mal a ninguém. É a mentira que aprendi nas aulas de educação sexual do ensino médio. É a mentira que as crianças estão aprendendo nas aulas de educação sexual no segundo ciclo do ensino fundamental. Alguns políticos querem que ela seja ensinada na pré-escola.

Sou lembrado dessa mentira todos os dias, lembrado pelas notícias recentes de que um entre quatro adultos na cidade de Nova York tem herpes — adultos que acreditam que o sexo sem compromisso não faz mal a ninguém, pois é isso que nossa cultura lhes diz.(Mas o que Deus diz? Reflita!)

Mas sou lembrado dessa mentira principalmente pelas feridas na ponta dos dedos minúsculos de minha filha, feridas que não parecem sumir nunca. E sou lembrado por sua luta para viver. Veja por si mesmo o que é o sexo sem compromisso. Depois, pergunte-se: “O que posso fazer para ajudar a dar um basta na mentira?”

Steve me contou essa história pessoalmente e disse que gostaria de tornar pública a tragédia de sua família para que outros pudessem evitar o erro que ele cometeu quando estava na faculdade. Ele daria tudo para poder voltar no tempo e mudar seu modo de agir naqueles anos. Agora, precisa lidar com a culpa e o arrependimento todos os dias.

Em meu consultório, vi milhares de mulheres que sofrem por causa do sexo antes do casamento. Como Steve, só pensam no que estão fazendo quando é tarde demais. Nunca lhes ocorre que podem ser infectadas com doenças que causarão tanta dor mais tarde ou, como no caso de Steve, que incapacitarão e ameaçarão uma criancinha a ser concebida. Gisele está sofrendo em consequência da irresponsabilidade do pai na juventude. E não poderia deixar de lembrar das milhares de mães solteiras que se vêem sozinhas e despreparadas para criarem seus filhos, sem o apoio e suporte do pai, que por causa da imaturidade e egoísmo, deixaram toda a responsabilidade nos braços da mãe.

Outros jovens geralmente não têm consciência de que os rolos nos quais se envolvem causam transformações no cérebro, e que essas mudanças enfraquecem seus vínculos com a pessoa com a qual se casarão um dia. Foi por isso que deixei meu consultório de ginecologia e obstetrícia e também foi por isso que fundei o Medical Institute. Sentia uma enorme obrigação de fazer a verdade chegar até adolescentes e jovens. Essa missão se tornou a paixão de minha vida.

Também foi por isso que escrevemos o livro Hooked. Nossa ideia era não apenas advertir adolescentes e jovens das consequências, mas também alcançar os pais. Gostaríamos de dizer para mães e pais que foram promíscuos antes de se casar, e fizeram coisas das quais se arrependem e agora têm a sensação de que seria hipocrisia conversar com os filhos sobre essas questões, que é apropriado reconhecerem que também cometeram erros, mas que Deus os perdoou e eles perdoaram a si mesmos.

Depois disso, se falarem aberta e honestamente aos filhos, ainda poderão exercer forte influência sobre eles. Os pais podem fortalecer os filhos a fim de que estes se abstenham. Os estudos mostram que mães e pais têm mais influência sobre o comportamento dos adolescentes que qualquer outra pessoa, mesmo quando os jovens não dão sinais de terem “captado a mensagem”.

Estudantes universitários são os mais vulneráveis à cultura do sexo sem compromisso. Quando saem de casa, veem-se em um ambiente extremamente destrutivo. Pensam que podem fazer qualquer coisa sem arcar com as consequências, mas estão enganados. Se violarem o código moral que a maioria deles aprendeu quando era criança e ignorarem as realidades médicas das quais falamos, terão, sim, de arcar com as consequências. Por isso, é minha esperança e oração que talvez possamos evitar alguns dos erros trágicos que causaram danos a tantos membros desta geração e que poderão prejudicar aquelas que ainda estão por vir.

Agora é a Dani Marques que fala: Se por causa desse texto, algum jovem (apenas um), mudar o seu modo de pensar e resolver se guardar para sua esposa/marido, ficarei tremendamente agradecida a Deus. Essa é a minha esperança, a minha oração… (A Minha também! Arauto de Cristo)

(Texto tirado do Livro Educando Meninas – de James Dobson)

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