[Estudo Bíblico] Quando o crente não ora!

LEITURA BÍBLICA

Jonas 1:1-5; 11-12; 15

E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:

Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.

Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.

Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se.

Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono.

E disseram-lhe: Que te faremos nós, para que o mar se nos acalme? Porque o mar ia se tornando cada vez mais tempestuoso.

E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade.

E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria.

INTRODUÇÃO

Os benefícios de uma vida de oração são, de algum modo, co­nhecidos pela maioria dos cren­tes. Em geral, quando se estuda sobre oração, esses benefícios são destacados. É necessário que o cristão esteja ciente dos efeitos adversos na vida de quem é relapso nessa área. Há bênçãos divinas para os que se propõem a orar com regularidade e afinco; há também consequências desas­trosas para aqueles que são negligentes nessa prática.

I. QUANDO O HOMEM ORA, MAS NÃO OBEDECE

1. Jonas desobedece a Deus.

Jonas é um exemplo do crente que não quer fazer a von­tade Deus. É de se esperar que um homem chamado por Deus dependa exclusivamente dEle para realizar o trabalho proposto.

Todavia, como Jonas, muitos decidem por si mesmos que fazer e o modo como fazer. Esquecem-se de buscar a diréção do Senhor que os chamou, pois querem seguir a sua própria vontade.

2. Jonas foge da presença de Deus.

Jonas tinha comunhão com Deus, conhecia a vontade do Senhor e sabia exatamente o lugar para o qual Deus o tinha chama­do.

Todavia, decidiu, por conta própria, ir para outro lugar, longe da presença do Senhor (Jn 1.3). A desobediência de Jonas quase causou a morte de todos no navio.

Através desse episódio, aprende­mos que a nossa desobediência pode trazer prejuízos àqueles que estão próximos de nós. Ouça e obedeça à voz de Deus!

3. Jonas é jogado ao mar.

Jonas estava consciente da sua desobediência. Ele sabia que a tempestade era por sua causa, por isso, não hesitou em dizer: “lançai-me ao mar”.

Jonas tentava fugir da presença de Deus (Jn 1.12). Se não fosse a intervenção mi­lagrosa do Senhor, ele teria perecido. Dentro da barriga do grande peixe, Jonas clamou a Deus. O Senhor que é grande em misericór­dia, e está sempre dis­posto a perdoar, ouviu sua oração (Jn 2.1-9).

Jonas teve de ir parar no ventre de um grande peixe para aprender a respeito da obediência. Pare um instante e reflita: O que é necessário acontecer em sua vida para que você se disponha a obedecer a Deus e ter uma vida de oração?

Não seja como Jonas!

II. DEIXANDO DE BUSCAR A DIREÇÃO DE DEUS

1. Josué.

Quando o povo de Israel estava se estabelecendo na terra que o Senhor havia prometi­do a seus pais, os moradores de Gibeão, com astúcia, vieram até Josué para fazer um acordo de paz (Js 9.1-1 5).

Josué e os líderes do povo cometeram um grave erro: não buscaram o conselho de Deus (v. 14). Assim, sem orar e buscar a direção divina, fizeram um concer­to com os gibeonitas. Essa decisão imprudente trouxe os cananeus para dentro de Israel.

Além disso, o povo de Deus precisou entrar em guerra para honrar o pacto que ha­via feito fora da direção do Senhor, a fim de proteger aqueles que os haviam enganado (Js 10.6-11).

2. Davi.

Davi foi um homem que procurou viver em comunhão com o Senhor. Mas ele também teve seus deslizes, e, por vezes, esta comunhão foi interrompida.

Certa ocasião, Davi não consultou ao Senhor quando resolveu fazer um censo (2 Sm 24.1-25). Talvez o rei quisesse orgulhar-se do seu poderio militar. Todavia, quando o censo terminou, Davi sentiu-se mal e declarou:

“Muito pequei no que fiz” (v. 10).

Davi caiu em si. Então, clamou ao Senhor pedindo-lhe seu perdão. Quando um homem não busca a direção de Deus, coloca-se em situações bastante desagradá­veis e perigosas causando prejuízo a outras pessoas. A atitude errada de Davi fez com que setenta mil homens perdessem a vida (v. 15).

3. Sara.

Deus havia prome­tido um filho para Abraão e Sara (Gn 15.4). Tendo aguardado a pro­messa por muito tempo, Sara foi vencida pela impaciência. Ela quis agir por conta própria, tentando passar à frente de Deus. Sara não orou buscando a direção de Deus ao prover um filho para Abraão através de Agar, sua serva. A pre­cipitação de Sara causou-lhe uma série de problemas (Gn 16.5).

III. BUSCANDO CONSE­LHOS EM OUTRO LUGAR

1. Acazias.

O reinado de Acazias sobre Israel foi caracterizado pela iniquidade. Ele abertamente desprezou o Deus de Davi, servindo a Baal-Zebube.

Acazias após cair do alto de sua casa em Samaria ficou doente e recorreu a Baal-Zebube, a quem mandou perguntar se sararia de sua doença (2 Rs 1 .2).

Um ho­mem que se afasta dos caminhos do Senhor chega a extremos inima­gináveis, a ponto de consultar um deus sem condições de salvar ou de responder (Sl 115.4-8).

Por intermé­dio do profeta Elias, Deus perguntou a Acazias:

“Porventura, não há Deus em Israel, para que mandes consul­tar a Baal-Zebube, deus de Ecrom?” (2 Rs 1 .6)

Acazias não temia ao Senhor e morreu em consequência da sua enfermidade.

2. Saul.

Após a morte de Samuel, quando os filisteus se reuniram para uma batalha con­tra Israel, Saul resolveu consultar uma pitonisa, uma adivinha, que entrava em contato com espíritos demoníacos, para saber se deveria ou não entrar na guerra (I Sm 28.7,8).

Mais uma vez, pode-se depreender o profundo abismo no qual o homem sem Deus cai, de modo que aceita buscar conselhos em qualquer lugar, inclusive de agentes do inferno.Horóscopos, espiritismo, adivinhações, isso tudo é condenado pela Palavra de Deus (Dt 18.9-12; Lv 19.26,31; 20.6).

Através da oração e do es­tudo da Bíblia, o crente é dirigido por Deus, não necessitando de nenhum outro subterfúgio para encontrar o caminho a seguir.

3. Roboão.

Depois da morte de Salomão, Roboão tornou-se rei. Ele não procurou seguir o exemplo de seu pai, que pediu a Deus sabe­doria para governar. Roboão, além de não orar e de não buscar os conselhos divinos, preferiu seguir os conselhos insensatos de seus amigos (I Rs 12.8).

CONCLUSÃO

A falta da oração e da busca constante pela vontade de Deus levam o homem a uma vida que prejudica a si próprio e aos que o rodeiam, principalmente se este homem é um líder.

Que o Senhor, em sua infinita misericórdia, nos dê forças espirituais  para estar sempre aos seus pés, em oração, buscando sua direção para nossa vida e para o desen­volvimento do trabalho que Ele colocou em nossas mãos. Ele está sempre disposto a ouvir e atender àquele que o busca de coração (Jr 29. 13).

SUPLEMENTO

Subsídio Bibliológico

A Resposta de Jonas a Deus

“Apesar da desobediência e presunção, o próprio Jonas experi­mentara a libertação misericordiosa de Deus e recebera uma segunda chance. Quando comissionado por Deus para ira Nínive,Jonas fugiu na direção oposta. Quando lançado ao mar furioso e engolido por um peixe, ele teve a audácia de presumir que estava livre. Em lugar de oferecer um clamor penitencial e humilde por libertação, ele agradeceu ao Senhor portê-lo libertado (Jn 2.1-9).

Mas Deus perseverou e comissionou novamente o profeta (Jn 2.10 — 3.2). O livro termina com um Deus gracioso ainda tentando persuadir Jonas a pensar corretamente na sua misericórdia (Jn 4.9-1 1).

Embora Jonas, como Israel, fosse recebedor da misericórdia de Deus, o profeta negou a mesma misericórdia para o mundo gentio. Ironicamente, estes pagãos a quem Jonas detestava por serem idolatras (Jn 2.8), mostrou mais sensibilidade espiritual do que o profeta.

Jonas reivindicou temer ‘ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca’ (Jn 1.9). Mas suas ações contradisseram o seu credo.

Enquanto Jonas tentou fugir do Criador do mar através do mar, os pagãos expressa­ram que temiam genuinamente ao Senhor por meio de sacrifícios e ora­ções (Jn 1. 16).

Em contraste com Jonas que desobedeceu à palavra revelada de Deus e prevaleceu-se da misericór­dia divina, os ninivitas responderam imediata e positivamente à palavra de Deus e humildemente se lançaram aos pés do Deus soberano (Jn 3.4-9)”

(ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento, l. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, pp. 467-8).

Fonte: CPAD/2010

Um pensamento sobre “[Estudo Bíblico] Quando o crente não ora!

  1. Obrigada pelo texto lindo que acabei de ler. Pude compreender melhor sobre o tema,pois é uma escrita simples, porém rica de ensino. Desejo ler muitos outros. Um abraço! Deus os abençoe

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