[Estudo Bíblico] A Oração e a Vontade de Deus

LEITURA BÍBLICA

João 14:13-17

E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.

Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.

Se me amais, guardai os meus mandamentos.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;

O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.

João 15:7

Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.

E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.

1 João 5:14-15

E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos.

INTRODUÇÃO

Todo crente deseja ter uma vida de oração eficaz, ou seja, de súplicas atendidas pelo Senhor. Contudo, muitos não têm sido eficientes nesse assunto por desconhecerem completamente a vontade de Deus para os ho­mens em geral e para sua própria vida. Neste Estudo, você aprenderá que conhe­cer o Senhor e, por conseguinte, a von­tade dEle para o seu viver, é imprescindível para obter respostas aos seus clamores.

I. A ORAÇÃO E A VONTADE DE DEUS

1. O caráter de Deus.

É fundamental que o su­plicante conheça profundamente a quem Ele dirige suas orações, a fim de que possa ser atendido. A Bíblia nos revela que Deus é amor, misericórdia, longanimida­de, bondade, fidelidade e justiça.

Portanto, o conhecimento de tais atributos divinos é imprescindível para orarmos a Deus com enten­dimento e sermos respondidos em nossas súplicas. Quanto mais conhecermos a Deus, melhor compreenderemos, aceitaremos e identificaremos a sua vontade para nós.

2. A vontade de Deus e as Sagradas Escrituras.

Jesus declarou que as orações de seus discípulos seriam atendidas se eles guardassem e praticassem a sua Palavra (Jo 15.7; 1 Jo 3.22).

A vontade geral de Deus está expressa na Bíblia, portanto, é indispensável que manejemos bem a Palavra da Verdade, a fim de sabermos como orar de acordo com a vontade dEle.

Muitas vezes não é necessário perguntar se algo é da vontade do Senhor, porque as Escrituras explicitam claramente que tal pedido está completamente fora dos propósitos divinos para seus filhos.

Tiago e João tiveram essa experiência, quan­do insensatamente pediram algo a Jesus Cristo em conflito com sua natureza e vontade, e foram repreendidos pelo Se­nhor (Lc 9.54-56).

3. A vontade de Deus para cada in­divíduo.

Outro fator que deve ser considerado ao di­rigirmos nossos pedidos a Deus é a sua soberana vontade para cada um de nós. Para descobri-la, é necessário que o servo de Deus cultive uma vida de íntima comunhão com Deus.

À medida que conhecemos o Senhor, sua vontade vai se tornando mais evidente para nós. Além disso, um crente fiel, que busca agradar ao Senhor através de uma vida santa e dedicada ao seu Reino, naturalmente desfrutará da von­tade de Deus, pois é impossível que alguém possa ser tão íntimo dEle e estar fora da sua vonta­de.

A resposta divina às nossas orações está profundamente re­lacionada à sua vontade para os seus filhos, como veremos nos tópicos a seguir.

II. ORAÇÕES NÃO RESPONDIDAS POR DEUS

1. Orações egoístas (Tg 4.3).

O apóstolo Tiago afirma que pedidos egoístas, que visam interesses próprios, não são respondidos pelo Senhor. Eles estão fora da vontade divina, pois contrariam o desejo dEle de que seus filhos sejam altruístas. Na verdade, tais pedidos refletem uma natureza ainda não rege­nerada, pois o coração daquele que foi transformado por Deus pensa primeiro no próximo.

Após conhecer o Senhor mais profundamente, Jó intercedeu por seus amigos (Jó 42.10). Experimente orar mais pêlos outros do que por si mesmo.

2. Orações por posição social (Mt 20.17-28).

Muitos oram a Deus buscando reconhe­cimento humano, honras, glórias, poder, dinheiro, enfim, coisas que satisfaçam sua natureza humana pecaminosa.

A mãe dos filhos de Zebedeu pediu a Jesus um lugar de destaque para seus filhos, mas o Mestre explicou que não com­petia a Ele outorgar essa posição, mas ao Pai (Mt 20.21,22).

Ela não tinha consciência de que não existe posição melhor do que ser um servo de Deus, que foi trans­portado do reino das trevas para o Reino do Filho do seu amor (Cl 1. 13), e agora vive não mais para si mesmo, mas em e por Cristo (Gl 2.1 9,20). A vontade de Deus é que pensemos e busquemos as coisas celestiais, incorruptíveis (1 Co 9.25).

3. Orações hipócritas (Mt 6.5,6).

Algumas pessoas pensam que podem enganar a Deus com uma aparência de piedade, fingin­do ser espiritual, um “homem” ou “mulher de oração”. Esquecem-se de que Deus é o maior conhece­dor das motivações humanas.

Jesus por diversas vezes repro­vou o comportamento hipócrita e mentiroso. O Senhor ama a verdade e a sinceridade. É melhor ser sincero como um publicano, carente da misericórdia de Deus, do que um fariseu, cheio de justiça própria, pois aquele teve sua oração atendida e este não (Lc 18.9-14).

III. ORAÇÕES ATENDIDAS POR DEUS

Na Bíblia temos muitos exem­plos de orações respondidas, uma vez que estavam em harmonia com a vontade de Deus.

1. A oração do rei Salo­mão (2 Cr 1.7-10).

Há quem faça longas orações, mas inconve­nientes, impróprias, insensatas, irreverentes. Salomão fez uma oração curta, porém, sábia. Ele tinha consigo um “cheque em branco” da parte de Deus (v.7).

No entanto, não teve desejos egoístas, pensou em seu reino e no povo, orando com sabedoria, e Deus lhe respondeu sem demo­ra (vv.11,12).

Por conseguinte, tornou-se o homem mais sábio e rico do mundo de sua época (1 Rs 4.29-34). Você não deseja ter essa sabedoria? Peça a Deus! A Bíblia garante que o Senhor a dá a todos liberalmente, ou seja, a resposta é certa (Tg 1.5).

2. A oração do profeta Elias (1 Rs 18.36-39).

A oração que glorifica e exalta a Deus será respondida. Um exemplo desta oração é a do profeta Elias. Ele lançara um desafio aos falsos pro­fetas de Baal. Aquele que respon­desse enviando fogo do céu para consumir os sacrifícios oferecidos seria o verdadeiro Deus.

O único desejo de Elias era que o nome do Senhor fosse reconhecido e aclamado no meio daquele povo, como fica claro em suas palavras (v.37). Um pedido que busque única e exclusivamente a glória do Senhor e o reconhecimento de seu poderio será prontamente atendido por Ele (Jo 14.13).

3. A oração de Davi (Sl 51.1-17).

Esta súplica por perdão, misericórdia e restauração provém de um coração sincero, arrepen­dido e consciente de seus erros. E tal coração, afirma a Bíblia, não despreza o Senhor (v. 17).

Davi re­conhece a gravidade de seus erros e, principalmente, que havia peca­do contra o seu Deus. Em seguida, arrepende-se profundamente e busca com lágrimas o perdão e a restauração divina.

É importante ressaltar que o relacionamento íntimo que o rei cultivava com o seu Soberano foi decisivo para que ele tomasse essa atitude. Uma vez que Davi conhecia o caráter do Deus a quem servia, tinha certeza de que alcançaria misericórdia de sua parte se o buscasse com um coração sincero.

CONCLUSÃO

O segredo para uma vida de oração eficaz, ou seja, de pedidos realizados conforme a vontade de Deus, é cultivar um relacionamento íntimo e sincero com o Senhor. Você deseja ter suas orações atendidas? Ore de acordo com a vontade de Deus! Você quer saber a vontade de Deus para a sua vida? Então, cultive um profundo relaciona­mento com Ele.

Subsídio Teológico

A vontade de Deus e a von­tade do Homem

“Um dos mistérios com relação à doutrina da vontade de Deus está centrado no ensino bíblico no que diz respeito à soberania de Deus e a responsabilidade do homem. A liberdade do homem condiciona e impõe limites sobre a vontade de Deus? Ou todas as ações dos homens são determinadas no sen­tido de que eles tornam-se meros robôs? Além disso, a solução está além da mente finita, assim como o homem é incapaz de entender a natureza do conhecimento divino e sua compreensão das leis que governam a conduta humana. O homem é incapaz de compreender como uma ação que parece ser livre pode, entretanto, ser a operação da vontade de Deus e assim ser determinada. Nenhum homem pode entender totalmente a vontade e os caminhos de Deus (Jó 9.10). No entanto, o problema de relacionar a liberdade que o homem pensa experimentar com a soberania de Deus, torna-se menos exato se esta liberdade for entendida como a habilidade para fazer o que se de­seja, ao invés do poder de escolha contrária ou arbitrária” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de janeiro: CPAD, 2009, p.2026).

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