[Estudo Bíblico] A Oração da Igreja e o Trabalho do Espírito Santo

LEITURA BÍBLICA

Atos 1:12-14

Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.

E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago.

Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.

Atos 2:4

E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Atos 2:38-41

E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;

Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.

De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,

Atos 4:32

E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns

INTRODUÇÃO

A Igreja foi instituída no dia de Pentecostes, e sua for­mação inicial deu-se pelo derramamento do Espírito Santo. A característica principal da Igreja Primitiva era a poderosa atuação do Espírito, resultante da oração perseverante da comunidade cristã em Jerusalém. Após o Pentecostes, a Igreja passou a propagar poderosamen­te o evangelho (At 2.47).

I. O INÍCIO DA IGREJA CRISTÃ

1. Derramamento do Es­pírito.

O Espírito Santo encheu a todos os que se encontravam unânimes orando no cenáculo, em Jerusa­lém, como o Senhor Jesus havia determi­nado (At 1.4,12-14). A obediência ao Senhor é uma das condições para o recebimento do batismo no Espí­rito Santo (At 5.32). Toda igreja, que se propõe a orar em busca do reves­timento do Espírito Santo, será abençoada com a resposta divina da mesma maneira que aquela dos primeiros dias.

2. Preparação para o ser­viço do Reino.

O Senhor enche o crente do seu Santo Espírito, equipando-o para o serviço do Reino de Deus. O Espírito Santo não está subordinado a nenhum capricho humano, pois Ele é Deus e, como tal, é o Senhor da Igreja (At 13.1,2).

Um crente, pelo fato de ser batizado no Espírito Santo não tem permissão para realizar missão alguma na igreja sem a direção do Espírito (1 Co 12.11). O crente maduro espiritualmente tem sua vida pautada na Palavra de Deus e direcionada pelo Es­pírito Santo (1 Jo 3.22). Ele está apto para realizar todo o serviço em prol do Reino.

3. Evidências da ação do Espírito Santo.

Estando os discípulos reunidos após o dia de Pentecostes, veio do céu um vento veemente e impetuoso e encheu toda a casa. Todos foram cheios do Espírito Santo, ouviu-se manifestações sobrenaturais (audíveis e visíveis) nunca antes experimentadas (At 2.1-4).

O batismo no Espírito Santo e as manifestações espirituais são o cumprimento das promessas de Deus proferidas pelo profeta Joel (Jl 2.28). A fé dos discípulos estava alicerçada na promessa divina, que agora se cumpria através de suas orações. Quando o Espírito de Deus age no meio do seu povo com manifestações sobrenaturais, Ele suscita o santo e reverente temor, des­pertando a coragem, a ousadia e maior desempenho no trabalho do Senhor (At 4.31).

II. A DISSEMINAÇÃO DA PALAVRA

1. O Espírito Santo prepa­ra pregadores.

Após a descida do Espírito Santo, Pedro cheio do Espírito colocou-se de pé, levan­tou a sua voz e falou corajosamen­te do genuíno evangelho. Naquele dia agregaram-se quase três mil almas ao Reino dos céus (At 2.41).

Estevão, cheio de conhecimento, fé e poder (At 6.3,5,8), Filipe (At 8.6-8) e outros mais foram pre­parados pelo Santo Espírito. Esse mesmo Espírito continua a capaci­tar homens e mulheres para a obra da evangelização, do ensino e da literatura, a fim de proporcionar a expansão do Reino de Deus.

A igreja deve orar sem cessar para que o Senhor a enriqueça com obreiros aprovados, que manejam bem a Palavra da Verdade (2 Tm 2.15) e sejam irrepreensíveis (1 Tm 3.1-13).

2. O Espírito concede intrepidez.

A autoridade com que os apóstolos expunham a Palavra de Deus e o seu poder de persuasão são virtudes que somente o Espírito Santo pode conceder. Tomemos como exem­plo a história de Pedro, compare seu comportamento antes do dia de Pentecostes e após a sua exce­lente e maravilhosa transforma­ção ocorrida depois daquele dia.

Estevão pregava a Palavra diante dos seus opositores com destemor e muita autoridade divina (At 7.1-60). Tudo isso ocorreu porque a igreja orava com determinação. Da mesma forma, o Espírito San­to quer fazer nestes dias com a igreja que perseverar em oração e jejum diante dEle.

3. Escolhendo e enviando homens para a obra missionária (At 13.1-5).

A descida do Espírito Santo no dia de Pentecos­tes é o acontecimento impulsor da obra missionária da igreja. A missão atingiria em pouco tempo a escala mundial, visto que na­quele dia estavam em Jerusalém pessoas de dezesseis nacionali­dades (At 2.5,9-11). Jesus disse aos discípulos que, capacitados pelo poder do Espírito Santo, seriam suas testemunhas até aos confins da terra (At 1 .8).

III. O ESPÍRITO E O CRESCIMENTO DA IGREJA

1. A igreja cresce (At 2.41,47).

Não é a capacidade do homem que faz a Igreja do Senhor crescer, mas a unção e a autori­dade do Espírito Santo operando através de seus instrumentos humanos. Todo crente, para exer­cer qualquer atividade no Reino de Deus, necessita depender do Espírito Santo mediante a oração (Cl 4.2,3,12). Não são os líderes que tornam a igreja poderosa nas suas ações, mas a oração da igreja com um propósito unânime (At 1.14; 2.46,47).

2. Crescimento x Perse­guição.

Após o revestimento de poder, os discípulos esta­vam prontos para executarem a ordem de Jesus, registrada no Evangelho de Marcos 16.15. Os discípulos, agora destemidos, não mais se escondiam em ca­sas, com portas cerradas. Pelo contrário, com ousadia e intre­pidez anunciavam o evangelho. Foi em meio à perseguição que a igreja teve o seu início, cresceu e continuou crescendo. Em meio a essas adversidades, a igreja continuava orando, como em Atos 12.1-17.

3. A integridade da igre­ja.

Lucas declara que, tendo a igreja orado, todos foram cheios do Espírito Santo (At 4.31). O predomínio do Espírito Santo no crente leva-o a ser generoso e solidário (At 2.44-46; 4.32-35).

Neste ambiente abençoado, pro­pício e promissor surge Ananias e Safira, um casal da igreja que não tinha nenhuma obrigação de vender sua propriedade (At 5.1-4), como fez Barnabé, e nem entregar na igreja todo o valor da venda. Ambos tinham ape­nas o dever de serem unânimes como os demais (At 1.14; 2.46; 4.24; 5.1 2). Por meio do dom de discernimento do Espírito, Pedro percebeu toda a mentira deles e veio um repentino juízo divino sobre o casal. Quando a igreja está orando (At 4.31), Deus ani­quila os problemas que podem enfraquecê-la.

CONCLUSÃO

Quando o crente tem uma vida de oração e se dispõe a ser um intercessor, não somente suas necessidades são supridas, mas também as do Corpo de Cristo são atendidas. A respeito do batismo no Espírito Santo, o servo de Deus deve buscar perseveran­temente em oração, crendo que Deus atenderá as suas súplicas e o revestirá de poder.

Fonte: CPAD 2010

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