[Apostasia] Os “apóstolos” e a suas manias de inventar doutrinas!

Antes de qualquer coisa é importante afirmar que não acredito na conteporâneidade do ministério apostólico. Na minha perspectiva este tipo de ministério específico cessou após a morte de João. Os que desejarem ler um pouco mais sobre o assunto poderão fazê-lo clicando (aqui) e (aqui).
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Bom, boa parte dos evangélicos brasileiros pensam  de forma diferente da ortodoxia cristã. Na verdade, são milhares aqueles que acreditam que o século XXI possui apóstolos da mesma envergadura e autoridade espiritual dos apóstolos do primeiro século. Há pouco soube de apóstolo goiano, que afirmou publicamente que se pudesse conversar com Pedro de “apostólo para apóstolo” o exortaria dizendo que ele errou em escrever parte da suas epístolas.
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Pois é, os apóstolos modernos se consideram superiores aos apóstolos do primeiro século, e em virtude disso, por se acharem pessoas especiais, acabam fabricando doutrinas espúrias. Veja por exemplo o vídeo abaixo, onde um apóstolo oferece a igreja um treinamento sobre a influência da iniquidade do DNA.
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No curso, apóstolo Fernando, membro da Igreja Batista da Lagoinha promete tratar dos seguintes tópicos:
  • Diferença entre Pecado, Transgressão e Iniquidade
  • Ciclo da Iniquidade
  • A Operação da Iniquidade
  • Conexão Com os Espíritos Geracionais
  • Maldições Geracionais
  • Padrões Geracionais
  • A iniquidade dos Reis de Israel
  • Cativeiros Geracionais
  • Tronos de Iniquidade
  • Os anjos caídos e a iniquidade
  • A iniquidade das 7 nações da terra prometida
  • A Expiação de Levíticos 16
  • A Expiação de Jesus na Cruz
  • Aspectos Genéticos da Iniquidade: DNA, RNA, Células
  • O Cordão Umbilical Espiritual
  • O Papel da Medula óssea na Iniquidade
  • A Regeneração
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Caro leitor,  por favor responda sinceramente aonde nas Escrituras o Senhor nos ensina a tratarmos do cordão umblical espiritual? Ou ainda descobrirmos o papel da medula óssea na iniquidade? Ou dissertarmos sobre os espíritos geracionais?
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Ora, vamos combinar uma coisa? Isso é absolutamente antibíblico! Lamentavelmente para esse pessoal relativizar as Escrituras virou moda. Há pouco um pastor me disse o seguinte a respeito da Bíblia, isso aqui não vale de nada, é puro papel! O que importa é ouvir a voz de Deus no meu coração, ainda que aquilo que Ele fale seja diferente daquilo que a Bíblia ensina. (Misericóoordia!!)
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Pois é, dias dificeis os nossos! Eu diferentemente dos apóstolos prefiro afirmar o que Lutero afirmou: “Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir”
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Com lágrimas nos olhos,
Misericóordia…
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Concordo plenamente com o nosso amado irmão Renato! Também tenho encontrado pessoas que dão mais valor, ou igualam escritos seculares aos Sagrados!Isso é o Fim dos Tempos! Mas perseverem com a Palavra de Deus, amados!

Paz…
Arauto de Cristo
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6 pensamentos sobre “[Apostasia] Os “apóstolos” e a suas manias de inventar doutrinas!

  1. Onde está o apóstolo nos dias de hoje? Eles foram apenas os doze? Nada disso. O apóstolo é aquele que traz os fundamentos para a igreja. Ele ajusta a “falsa doutrina” com a verdade que há em Cristo. Há muitos Prs. que na verdade são apóstolos. Geralmente, esses homens têm uma visão ampliada do reino de Deus implantado na Terra. Eles enviam pessoas e são enviados por Deus para fundamentar a igreja através das verdades e princípios bíblicos. Eles ajudam a restaurar esse fundamento. Nós estamos passando do pastoral para o apostólico nesse tempo. Aleluia! O apóstolo sempre olha para a base. Ele se preocupa com que a casa fique firme e não caia. Ele ajusta todas as mensagens a esses fundamentos básicos, que nada mais são do que as verdades eternas de Deus.
    O texto de Éfesios capítulo 4 claramente mostra que Jesus ao ressuscitar “subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros e deu dons aos homens” (v.8 NVI). O texto de Efésios é citação do Salmo 68:18: “Quando subiste em triunfo às alturas, ó SENHOR Deus, levastes cativos muitos prisioneiros, recebeste homens como dádivas, até mesmo rebeldes, para estabeleceres morada.” (NVI)
    Jesus deu (do grego “didomi”) dons aos homens. Significa que “Ele concedeu estes dons baseados na decisão de Sua vontade e não no mérito de seus recipientes.” (John MacArthur)
    Após subir às alturas “Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (v. 11-12 NVI).
    É muito claro este texto que afirma que apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres foram designados por Jesus após a Sua ressurreição, e no caso específico de apóstolos, além dos primeiros doze apóstolos escolhidos antes de Sua ressurreição.
    Ou seja, o Apóstolo Jesus Cristo designou e continua designando homens com estes dons ministeriais para que Seus santos sejam preparados e Seu corpo seja edificado. Os santos irmãos, deste modo, participam da vocação celestial.
    “Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus, como Ele foi fiel ao que o constituiu, assim como também o foi Moisés em toda a casa de Deus.” (Hebreus 3:1-2 RA)
    Os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres que Jesus designou preparam os santos, aperfeiçoam os santos para a obra do ministério, para edificação do Corpo, “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” (v. 13 RA)
    Sem a presença ativa e reconhecida destes ministérios na Igreja os santos não podem ser aperfeiçoados para a obra do ministério e a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, enfim, a estatura da plenitude de Cristo não pode ser alcançado. Enfatizando, o objetivo destes ministérios dados aos homens (mulheres inclusive) é senão a preparação dos santos para que estes façam a obra do Ministério e assim sendo o Corpo de Cristo seja edificado e a maturidade advinda da plenitude do conhecimento de Cristo seja uma realidade.
    Estes dons ministeriais atuam ou deveriam atuar hoje, ou seja, cada um realizando a sua função (todo o Corpo) para que atinjamos a medida da plenitude de Cristo.
    É óbvio que a manifestação dos ventos de doutrina e a indução ao erro na atualidade devem-se ao fato de que os “apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres” segundo a designação de Jesus Cristo não esteja funcionando e atuando consoante a Verdade deste texto.
    “O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro.” (v. 15 NVI)
    Vale salientar que cada parte deve realizar a sua função. E deve realizar sua função segundo a Verdade, isto é, segundo o que verdadeiramente significa ser apóstolo ou profeta ou evangelista ou pastor ou mestre. Porque a falsificação dos ministérios foi comum no primeiro século como também em toda a história e não é diferente hoje em dia.
    “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. DEle todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.” (v. 14-16)
    As Escrituras previamente alertaram quanto aos falsos que haveriam de se introduzirem com o intuito de enganar os santos:
    Falsos Profetas
    “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.”(Mateus 7:15 RA)
    “Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mateus 24:24)
    “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. (I João 4:1)
    Falsos Mestres
    “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” (II Pedro 2:1 RA)
    “Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminam a sua carne, rejeitam toda autoridade e blasfemam das dignidades.” (Judas 1:8 RA)
    Falsos Apóstolos
    “Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo.” (II Coríntios 11:13 RA)
    “Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança; sei que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos.” (Apocalipse 2:2 RA)
    Falsos Evangelistas
    “Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, de boa mente o suportais!” (II Coríntios 11:4 RA)
    “O qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” (Gálatas 1:7-9 RA)
    Falsos Pastores
    “Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.” (Ezequiel 34:1-3 RA)
    “Estes são os escolhidos em vossos ágapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas.” (Judas 1:11 RA)
    O significado da palavra “Apóstolo”
    A primeira vez que aparece o vocábulo “apóstolo” no Novo Testamento é em Mateus 10:2:
    “E, chamando a Si os Seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos, para expulsarem, e para curarem toda sorte de doenças e enfermidades. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3Felipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu, Simão Cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.” (Mateus 10:1-4 RA)
    1) Simão, chamado Pedro, 2) André, irmão de Pedro, 3) Tiago, filho de Zebedeu, 4) João, irmão de Tiago, 5) Filipe, 6) Bartolomeu, 7) Tomé, Mateus, 9) Tiago, filho de Alfeu, 10) Tadeu, 11) Simão Cananeu, 12) Judas Iscariotes, o traidor.
    Lucas 6:13 afirma que Jesus chamou Seus discípulos e escolheu doze dentre eles. A estes Ele deu “o nome” de apóstolos. O nome apóstolo é a transliteração da palavra grega “apóstolos”, que significa literalmente “alguém enviado” ou “enviado”.
    “Apo” significa literalmente “de” e “stolos” (vem de “stello”), que significa “Eu envio”.
    Dentro do Novo Testamento e em outras literaturas clássicas gregas, “apóstolo” simplesmente significa “alguém enviado como representante de outro, embaixador.”
    A autoridade e o poder do representante são derivadas de quem o enviou. (Roger Sapp).
    A palavra “apóstolo” aparece em torno de 70 vezes no Novo Testamento.
    John Ekkard sugere que a palavra “apóstolo” precisa ser desmistificada, pois os apóstolos não eram “semi-deuses”, perfeitos e infalíveis. Eram humanos e continuaram humanos mesmo depois de terem sido escolhidos “apóstolos”. Eram pois susceptíveis a falhas, fraquezas e erros, embora dotados de caráter inquestionável.
    Além dos 12 apóstolos, também, “apóstolo” é simplesmente alguém que recebeu uma graça de Deus para funcionar em um dos cinco dons ministeriais dados por Cristo.
    “As multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens e desceram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter e a Paulo, Mercúrio, porque era ele o que dirigia a palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trouxe para as portas touros e grinaldas e, juntamente com as multidões, queria oferecer-lhes sacrifícios.
    Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando e dizendo: Senhores, por que fazeis estas coisas? Nós também somos homens, de natureza semelhante ã vossa, e vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles” (Atos 14:11-15 RA)
    Note que Barnabé e Paulo são nominados aqui no texto “apóstolos” e não tinham sido escolhidos por Jesus na mesma época em Ele escolheu Pedro, Tiago, João e os outros nove. Note ainda que Barnabé era um apóstolo além dos doze primeiros, pois ambos Barnabé e Paulo são reconhecidos no texto como “apóstolos”.
    A palavra correspondente no Antigo Testamento, traduzida como “apostello / apostolos” na Septuaginta (aparece 700 vezes) é “schalach”.
    A pessoa que recebe a comissão como apóstolo é exatamente como a pessoa que lhe comissionou, no sentido das seguintes palavras de Jesus:
    “Quem vos recebe, a Mim Me recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo.” (Mateus 10:40-41 RA)
    “O vocábulo “apostolos” foi usado originalmente pelos Gregos e Romanos para descrever um “agente diplomático” enviado para certos territórios para subjulgá-los, conquistá-los, convertê-los, instruí-los, treiná-los e estabelecer neles os novos elementos da cultura do império. Era geralmente um almirante ou comandante de uma expedição naval, alguém que abria novas fronteiras.” (John Eckard)
    II Coríntios 5:20 diz: “De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.”
    Um embaixador é um diplomata de alto escalão do Governo, um agente diplomático acreditado por um Governo estrangeiro.
    A palavra “missionário” (do latin) vem da mesma palavra “apóstolos” (do grego). Porém o “missionário” de hoje não refere-se necessariamente ao mesmo termo apóstolo do Novo Testamento quando se refere àqueles que foram designados para preparar os santos para a obra do ministério, para a edificação do Corpo.
    Os primeiros apóstolos, os doze que Jesus escolheu ainda na Terra, sendo Judas Iscariotes substituído por Matias (Veja At. 1:20-26), e por derradeiro Paulo, são chamados de “apóstolos do Cordeiro”. Matias ou Paulo, um dos dois completam o número de doze apóstolos do Cordeiro.
    “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram.
    Depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus.
    Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo.” (I Coríntios 15:3-10)
    O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos Cordeiro.” (Apocalipse 21:14)

    Os apóstolos no Novo Testamento

    Existem biblicamente os apóstolos que foram escolhidos por Jesus antes de Sua ressurreição e os outros apóstolos que foram dados aos homens por Jesus após a sua ressurreição.
    1) Matias
    “Então deitaram sortes a respeito deles e caiu a sorte sobre Matias, e por voto comum foi ele contado com os onze apóstolos.” (Atos 1:26 RA)
    2) Barnabé
    “Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando.” (At. 14:14 RA)
    3) Andrônico e Junias
    “Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros de prisão, os quais são bem conceituados entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.” (Romanos 16:7 RA)
    4) Tiago, irmão de Jesus
    “Mas não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.” (Gálatas 1:19 RA)
    5) Judas e Silas.
    “Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos.
    Enviamos portanto Judas e Silas, os quais também por palavra vos anunciarão as mesmas coisas.
    Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram os irmãos com muitas palavras e os fortaleceram.” (Atos 15:22, 27 & 32)
    6) Silvano e Timóteo
    “Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam dadas.
    (…) Nem buscamos glória de homens, quer de vós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados; antes nos apresentamos brandos entre vós, qual ama que acaricia seus próprios filhos.” (I Tessalonicenses 1:1; 2:6-7)
    7) Tito e outros dois irmãos
    “Mas, graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por vós; pois, com efeito, aceitou a nossa exortação; mas sendo sobremodo zeloso, foi por sua própria vontade que partiu para vós.
    E juntamente com ele enviamos o irmão cujo louvor no evangelho se tem espalhado por todas as igrejas; e não só isto, mas também foi escolhido pelas igrejas para ser nosso companheiro de viagem no tocante a esta graça que por nós é ministrada para glória do Senhor e para provar a nossa boa vontade; assim evitando que alguém nos censure com referência a esta abundância, que por nós é ministrada; pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens.
    Com eles enviamos também outro nosso irmão, o qual muitas vezes e em muitas coisas já experimentamos ser zeloso, mas agora muito mais zeloso ainda pela muita confiança que vós tem.
    Quanto a Tito, ele é meu companheiro e cooperador para convosco; quanto a nosssos irmãos, são mensageiros das igrejas (no grego: apóstolos das igrejas), glória de Cristo. (II Coríntios 8:16-23 RA)
    Epafrodito (embora seja identificado como apóstolo da igreja em Filipos)
    “Julguei, contudo, necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas, e vosso enviado (no grego, o vosso apóstolo) para me socorrer nas minhas necessidades.” (Filipenses 2:2)

    .Jesus deu dons aos homens e às mulheres
    Os dons ministeriais não são exclusivos aos homens. Jesus batiza com o Espírito Santo e usa homens e mulheres igualmente. São discípulos de Jesus tanto homens quanto mulheres que para realizarem a obra de Deus necessitam dos dons de Deus.
    “E cada vez mais se agregavam crentes ao Senhor em grande número tanto de homens como de mulheres.” (Atos 5:14 RA). Lemos nas páginas do Novo Testamento sobre mulheres que atuavam no ministério com dons específicos:
    “E entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam.” (Atos 21:8-9 RA)
    “Saudai a Prisca e a Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios.” (Romanos 16:2-4 RA)
    “Ora, chegou a Éfeso certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão as coisas concernentes a Jesus, conhecendo entretanto somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áqüila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus.” (Atos 18:24-26)
    “As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam reverentes no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem, para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos.” (Tito 2:3-4 RA)
    Parece controvertido para muitos reconhecer que Júnias seja uma “apóstolo”, ou tenha sido destacado seu ministério entre os apóstolos como tal.
    “Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros de prisão, os quais são bem conceituados entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.” (Romanos 16:7 RA)
    É fato que a palavra “apóstolo” no texto neo-testamentário grego não aparece no feminino, nem profeta, nem evangelista, etc.
    Mas é claro no Novo Testamento o ensino que “em Cristo não há judeu nem grego, nem macho nem fêmea” e no Corpo todos somos membros uns dos outros.
    O problema é que se confunde “ministérios” com o “governo” da Igreja, “ministério” com “presbitério”.
    Os presbíteros, discípulos de Jesus, das comunidades ou cidades do Novo Testamento, constituídos pelo Espírito Santo para apascentarem, lideravam a igreja de Deus. Em cada cidade havia um grupo de presbíteros que pastoreava a Igreja de Deus. O pastoreio segundo o Novo Testamento era sempre exercido coletivamente e não individualmente.
    “A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí.” (Tito 1:5 NVI)
    Pedro reconheceu a si mesmo um presbitério com e entre os outros e não superior a eles. É estranho ao Novo Testamento a prática de um “presbítero” ser superior aos outros, do mesmo modo que não havia nenhum apóstolo superior ao outro.
    “Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles… pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. (…) Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.” (I Pedro 5:4)
    O vocábulo “presbyteros” no grego significa literalmente “mais velho”. Era considerado no mundo do Novo Testamento presbítero um homem acima de quarenta anos de idade.
    É também fato incontestável que não há nenhuma menção no Novo Testamento do vocábulo “presbyteros” na forma feminina e nenhum nome de mulher atuando como “presbítero” em nenhuma das igrejas citadas no Novo Testamento.
    Portanto, não se pode confundir ministério com presbitério. Não há nenhuma restrição no Novo Testamento de que mulheres possam exercer seus dons ministeriais conquanto o episcopado seja claramente e exclusivamente destinado aos homens.
    “Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar.” (I Timóteo 3:1-2)
    Vale lembrar que no mundo do Novo Testamento haviam presbíteros tanto no mercado, quanto nas praças, nas casas, nos postos governamentais, etc. como também haviam presbíteros nas igrejas. A palavra presbítero tem a ver com idade, portanto um jovem (do grego neóteros) não podia pastorear a igreja de Deus porque simplesmente não era “presbyteros” (mais velho).
    E nem todo o presbítero (homem mais velho) da igreja era constituído “bispo” para pastorear o rebanho de Deus. Somente aqueles que preenchiam as qualificações bíblicas e eram escolhidos pelo Espírito de Deus, geralmente estabelecidos pelos apóstolos e nunca foram escolhidos pelos santos. É desconhecido no Novo Testamento o processo de eleição, onde crentes votam para escolher seus líderes.
    Assim, quando a Palavra de Deus usa o termo “deu dons aos homens” não diz respeito somente aos homens. Uma mulher pode exercer o ministério pastoral, de ensino, de evangelista, de mestre, de profeta e de apóstolo, mas nunca no Novo testamento foi constituída como “bispo” para apascentar o rebanho de Deus.
    Pastores no Novo Testamento
    O uso do título de “apóstolo, profeta, evangelista, pastor ou mestre” é prática desconhecida no Novo Testamento, embora exista menção no Novo Testamento de apóstolos, profetas, evangelistas e mestres relacionados a homens e em algumas passagens a mulheres. Todas as vezes que a palavra, por exemplo, “apóstolo” aparece relacionada ao um nome descreve o que a pessoa é e o ministério que a pessoa exerce. Somente os doze primeiros apóstolos de Jesus receberam “o nome” de apóstolos.
    Entretanto, não há nenhuma vez em que a palavra “pastor” no Novo Testamento tenha sido vinculada a homem ou mulher, senão exclusivamente a Jesus. A única vez em que aparece a palavra pastor relacionada aos homens ou às mulheres (aos santos) no contexto da Igreja é em Efésios capítulo 4 e mesmo assim relacionada ao dom ministerial e não a posição e nem a título. Refere-se a pastor no sentido do pastoreio de ovelhas (animais), como na Parábola das Cem ovelhas por exemplo.
    Alguns exemplos:
    “Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo. (Atos 13:1)
    “Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando” (Atos 14:14)
    “Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.” (Atos 21:8)
    Parece-me muito estranha a rejeição exacerbada de alguns líderes evangélicos quanto ao uso do nome ou do título “apóstolo” conquanto não tenham nenhum problema em insistirem com o uso do nome ou título de “pastor” especialmente no meio das denominações históricas”. Ai se usa sem nenhum constrangimento o adjetivo “reverendo”, que significa, dígno de ser reverenciado.
    “E ele lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.” (Lucas 16:15)
    Pastores no Antigo Testamento
    Grande parte das vezes em que as palavras “pastor” ou “pastores” aparecem no Antigo Testamento relacionadas aos homens que lideram o povo de Deus estão inseridas num contexto de repreensão. Pastores no Antigo Testamento eram considerados os profetas, os reis, os sacerdotes e os “presbíteros, anciãos” do povo.
    “E o Senhor me disse: A pérfida Israel mostrou-se mais justa do que a aleivosa Judá.
    Vai, pois, e apregoa estas palavras para a banda do norte, e diz: Volta, ó pérfida Israel, diz o Senhor. Não olharei em era para ti; porque misericordioso sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a minha ira.
    Somente reconhece a tua iniqüidade: que contra o Senhor teu Deus transgrediste, e estendeste os teus favores para os estranhos debaixo de toda árvore frondosa, e não deste ouvidos ã minha voz, diz o Senhor.
    Voltai, ó filhos pérfidos, diz o Senhor; porque eu sou como esposo para vós; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião; e vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência. (Jeremias 3:11-15 RA)
    “A minha tenda está destruída, e todas as minhas cordas estão rompidas; os meus filhos foram-se de mim, e não existem; ninguém há mais que estire a minha tenda, e que levante as minhas cortinas.
    Pois os pastores se embruteceram, e não buscaram ao Senhor; por isso não prosperaram, e todos os seus rebanhos se acham dispersos. (Jeremias 10:20-21 RA)
    “Portanto assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes. Eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.
    E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor.” (Jeremias 23:2 & 4 RA)
    “Ovelhas perdidas têm sido o meu povo; os seus pastores as fizeram errar, e voltar aos montes; de monte para outeiro andaram, esqueceram-se do lugar de seu repouso.” (Jeremias 50:6 RA)
    “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?” (Ezequiel 34:2 RA)
    “Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes; mas o Senhor dos exércitos visitará o seu rebanho, a casa de Judá, e o fará como o seu majestoso cavalo na peleja.” (Zacarias 10:3 RA)
    “E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. (Ezequiel 34:23 RA)”
    “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.” (João 10:6)
    “Profetas e apóstolos mandarei”.
    Jesus disse numa ocasião aos que O acusavam de expulsar demônios pelo poder de Belzebu e aos que para o experimentar lhes pedia que fizesse algum sinal o Reino de Deus tinha chegado, pois Ele expulsava demônios pelo Poder de Deus.
    Na mesma ocasião um fariseu admirou-se de que Ele não se lavou antes de almoçar. É que Jesus rompia com as tradições e os costumes. Assim, repreendeu os fariseus e os doutores da lei e trouxe uma revelação inédita:
    “Ele, porém, respondeu: Ai de vós também, doutores da lei! porque carregais os homens com fardos difíceis de suportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais nesses fardos. Ai de vós! porque edificais os túmulos dos profetas, e vossos pais os mataram. Assim sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais; porquanto eles os mataram, e vós lhes edificais os túmulos.
    Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros.
    Para que a esta geração se peçam contas do sangue de todos os profetas que, desde a fundação do mundo, foi derramado; desde o sangue de Abel, até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário; sim, eu vos digo, a esta geração se pedirão contas.
    (Lucas 11:46-51 RA)
    Jesus disse: “Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros.”
    No contexto néo-testamentário profetas e apóstolos, e no Antigo Testamento no que diz respeito aos profetas, nunca foram populares com as autoridades. Por isto, foram perseguidos ou mortos.
    Jesus disse que enviaria embaixadores (apóstolos) e profetas (porta vozes).
    Apóstolos e profetas aparecem no Novo Testamento atuando juntos. Deus pôs na igreja primeiramente apóstolos e em segundo lugar

    Apóstolos na igreja
    “Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros.
    E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.
    Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos? Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente.” (I Coríntios 12:27-3 RA)
    Claramente o texto diz que Deus pôs primeiramente na igreja apóstolos. A palavra “protos” significa exatamente “primeiro” na sequência, na ordem. O primeiro ministério na igreja que deve ser reconhecido é o ministério apóstolico. Como não cessaram o ministério de mestre, nem operadores de milagres, nem dons de curar, nem socorros, nem os que falam línguas ou interpretam também não cessaram “apóstolos e profetas”.
    “Procurai com zelo os maiores dons.”
    Existem dons maiores e menores. É para procurar os maiores dons. E a partir daí, o apóstolo Paulo passou a mostrar um caminho sobremodo excelente.
    Não se trata de uma novidade deste século o reconhecimento legítimo de que Deus pôs na igreja apóstolos e profetas, como também evangelistas, pastores e mestres.
    A Palavra de Deus que não mudou já mostrava estas doutrinas abertamente entendidas no primeiro século.
    Erroneamente a “igreja” sucumbiu ao falso ensino de que a “eclesiologia” não foi totalmente estabelecida por Jesus ou pelos apóstolos no Novo Testamento. Teria sido desenvolvida durante a história uma “teologia progressiva” de acordo com a necessidade e a época, como se a Palavra de Deus, o Verbo, Jesus Cristo, ontem, hoje e eternamente, fosse mutável e adaptável de acordo com a conveniência de cada um.
    O que chamam de novidade fica por conta de como rejeita-se e deturpa-se estes dons (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) em nome da religiosidade e das tradições e por conta dos que sem entenderem biblicamente a natureza dos ministérios os reinventam ou mal interpretam.
    Ou simplesmente dando continuidade ao modelo hierárquico protestante originado no catolicismo romano renomeiam as mesmas posições e os mesmos títulos com nomes bíblicos. Assim que um indivíduo é chamado de “apóstolo” ou “pastor” quando de fato é o “papa ou cardeal de sua igreja, denominação ou rede apostólica.”
    Aquele que antes era “pastor presidente” ou “bispo” agora é entitulado de “apóstolo”. Aquele que era chamado de pastor viu a necessidade de ser chamado apóstolo para diferenciar-se dos outros e caracterizar sua posição superior.
    É o mal que o apóstolo João já teria idenficado no final do primeiro século e que perpetuou-se durante toda a história da “igreja”.
    “ Escrevi à igreja, mas Diótrefes, que gosta muito de ser o mais importante entre eles, não nos recebe. Portanto, se eu for, chamarei a atenção dele para o que está fazendo com suas palavras maldosas contra nós. Não satisfeito com isso, ele se recusa a receber os irmãos, impede os que desejam recebê-los e os expulsa da igreja.” (III João 9-19 NVI)
    “Escrevi alguma coisa a igreja; mas Diótrefes, que gosta de ter entre eles a primazia (literalmente, o primado), não nos recebe.” (III João 9 NVI).
    O Ministério Apostólico
    Em praticamente todos os textos no Novo Testamento onde aparecem a palavra apóstolo sempre denotam o trabalho e a ação ministeriais dos apóstolos em conjunto, mesmo Paulo sempre foi enviado pela igreja e reconhecido pelos apóstolos para exercer seu ministério. Ele atuava sempre com uma equipe de irmãos (discípulos) e nunca sozinho.
    Isto denuncia a independência e individualidade dos que se chamam apóstolos hoje e hierarquicamente estão sobre todos os outros discípulos, sobre outros que exercem os ministérios de profetas, evangelistas, pastores e mestres, agem independentemente e não prestam contas a mais ninguém.
    Assim, exercem o primado e o papado, ao invés de presidirem, como diz a Palavra “o que preside, com zelo” (Romanos 12:8 RA). Tornam-se presidentes monarcas, “cabeças da igreja” e não “presbiteros” com os outros presbíteros, do mesmo modo como agem e como são muitos pastores dentro do sistema protestante-evangélico.
    Apóstolos não governan a Igreja de Deus. Presbíteros govenam a Igreja de Deus. Um presbitéro que tenha o ministério apostólico pode governar a Igreja de Deus. E assim com outros presbíteros que tenham outros dons ministeriais. Um presbítero que tenha o dom ministerial de evangelista pode governar a Igreja de Deus, não necessariamente o que conhecemos hoje como “pastor”.
    “De Mileto, Paulo mandou chamar os presbíteros da igreja de Éfeso. Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que Ele comprou com o seu próprio sangue.” (Atos 20:17; 28 NVI)
    Apóstolos não foram constituídos bispos (superintendentes).
    Nunca no Novo Testamento “bispo” aparece no sentido de estar acima de outros “pastores ou bispos”.
    Bispo significa simplesmente “o que vê por cima o rebanho de Deus” para apascentar e cuidar dele, como encarregado da obra de Deus.
    Apóstolo não é posição
    Somente os apóstolos do Cordeiro receberam o nome de apóstolos. Nenhum outro apóstolo no Novo Testamento recebeu o nome de apóstolo, porque apóstolo tanto quanto pastor, evangelista, mestre ou profeta são ministérios e não títulos ou posições.
    Apóstolos estabelecem presbíteros nas cidades para liderarem as igrejas. Apóstolos preparam os santos para a obra do ministério, porém não fazem sozinhos, mas juntamente com profetas, evangelistas, pastores e mestres.
    “A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí.
    É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão.
    Por ser encarregado da obra de Deus, é necessário que o bispo seja irrepreensível: não orgulhoso, não briguento, não apegado ao vinho, não violento, nem ávido por lucro desonesto.
    Ao contrário, é preciso que ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha domínio próprio e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela.” (Tito 1:5-9 NVI)
    Quando governa a igreja o apóstolo o faz na qualidade de presbítero com outros presbíteros.
    “Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles…” (I Pedro 1:1 NVI)
    “Presbítero como eles”, em outras versões, “presbítero com eles”.
    Apóstolo não comanda outros, apenas lidera. Não chefia, mas serve. Não preside a igreja sozinho, porque presidir na Bíblia é exercício, função e não posição.
    Apóstolo não preside como apóstolo nem se fosse pastor, porque pastor que tem a posição de presidente e manda (totalitarismo) sozinho é figura do “anti-cristo”.
    Não o anti-cristo escatológico, mas anti-cristo, que significa que é contra Cristo, o Único Cabeça do Corpo e da Igreja. Nenhum outro é superior ou supremo. Só Jesus Cristo é Supremo. Só Ele é Supremo Pastor e Bispo das nossas almas.
    Porque o exercício dos ministérios no Novo Testamento e a liderança das igrejas de Deus é sempre atuação de um conjunto de irmãos. Suas decisões são sempre conjuntas e não solitárias.
    “Então deitaram sortes a respeito deles e caiu a sorte sobre Matias, e por voto comum foi ele contado com os onze apóstolos.” (Atos 1:26 RA)
    “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. (Atos 2:42 RA)
    “Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” (Atos 4:33 RA)
    “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os de Samaria haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João” (Atos 8:14 RA)
    “Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando. (Atos 14:14 RA)
    “Congregaram-se pois os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.” (Atos 15:6 RA)
    Apóstolos e Finanças
    É correto dizer que não é bíblico entregar “dízimo pessoal” a apóstolos. De fato, nem mesmo se faz menção a “dízimo” sendo entregue pelos santos em nenhuma cidade e muito menos a apóstolo algum no Novo Testamento.
    Quando os apóstolos em Jerusalém receberam o resultado monetário de bens vendidos pelos irmãos ou mesmo recursos financeiros que lhes foram entregues, não foi para si póprios, mas para distrubuírem entre os necessitados na igreja.
    “Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.
    Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos.
    E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. (Atos 4:33-35 NVI)
    O apóstolo Paulo recebeu ofertas da igreja que estava em Filipos:
    “Também vós sabeis, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo no sentido de dar e de receber, senão vós somente; porque estando eu ainda em Tessalônica, não uma só vez, mas duas, mandastes suprir-me as necessidades.
    Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.
    Mas tenho tudo; tenho-o até em abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus.
    Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:15-19 RA)
    Apóstolos são distribuidores e não receptáculos de ofertas como destino final em si mesmos. Recebem ofertas para sustento próprio e de suas famílias como ordena a Palavra, mas segundo o princípio da mesma Palavra repartem com o que tem necessidade.
    “Não temos nós direito de comer e de beber? Não temos nós direito de levar conosco esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou será que só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?
    Quem jamais vai a guerra a sua própria custa? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho?
    Porventura digo eu isto como homem? Ou não diz a lei também o mesmo?
    Pois na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca do boi quando debulha. Porventura está Deus cuidando dos bois?
    Ou não o diz certamente por nós? Com efeito, é por amor de nós que está escrito; porque o que lavra deve debulhar com esperança de participar do fruto.
    Se nós semeamos para vós as coisas espirituais, será muito que de vós colhamos as materiais?
    Se outros participam deste direito sobre vós, por que não nós com mais justiça? Mas nós nunca usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.
    Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar?
    Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.” (I Coríntios 9:4-14 RA)
    A Bíblia claramente ensina que é lícito que o obreiro (exercendo o ministério de profeta, ou pastor, ou mestre, ou apóstolo ou profeta) receba salário. E especificamente de acordo com o texto receba salário no exercício do ministério apostólico.
    O que não é lícito, ao contrário é desonroso, são os que se dizem apóstolos e mesmo os que legitimamente recebem e usufruem de recursos ilimitados do povo de Deus para o seu benefício próprio, não distribuem ou aplicam no desenvolvimento da obra de Deus.
    De modo mais amplo, o ensino sobre “dízimos e ofertas” precisa ser estudado à Luz da Bíblia, especialmente à Luz do Novo Testamento.
    “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.
    Também por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos exércitos.
    E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos exércitos.” (Malaquias 3:10-12 RA)
    “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.” (Mateus 23:23 RA)
    Dízimos e ofertas no Antigo Testamento eram entregues aos sacerdotes para manutenção deles no exercício de seu ministério. Na época do Templo eram trazidos à do Casa do Tesouro.
    Dízimos e ofertas é ensino claro das Escrituras. Entretanto é preciso entender o assunto no contexto do Novo Testamento, mesmo porque não existe nenhuma equivalência neo-testamentária para a Casa do Tesouro hoje.
    O que usamos para nos reunir, os templos, não têm nenhuma correspondência bíblica, haja visto Deus não habitar em “templos feitos por mãos humanas” e de fato Jesus inaugurou um novo tempo ao morrer na Cruz do Calvário rasgando o véu do Templo.
    “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
    Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
    Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus.
    Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
    Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”
    (João 4:20-24 RA)
    Recursos ofertados pelos irmãos no Novo Testamento foram entregues aos apóstolos na igreja em Jerusalém para suprir os necessitados e em muitas ocasiões também coletados nas igrejas (reuniões) para suprir aos que ministravam e viviam do Evangelho. Mas especial atenção se dava às viúvas e aos órfãos.
    Também foram destinados em muitas ocasiões às outras igrejas em necessidade e foram enviados aos apóstolos, como a Paulo em várias ocasiões.
    Hoje em dia está se estabelecendo uma prática em que “pastores” entregam seus dízimos aos “seus apóstolos.”
    Contemplei casos em que pastores e igrejas chegaram a entregar ofertas de mais de U$ 100.000 para que seus “apóstolos” comprassem mansões.
    Existem homens de Deus, genuínos apóstolos, que mentoriam líderes e atuam na vida deles como “pais” na mesma relação bíblica entre Paulo e Timóteo ou entre Paulo e Tito.
    Destinar a estes ofertas voluntárias e ou mesmo o dízimo para que estes exerçam seu ministério não contraria nenhum ensino do Novo Testamento. Não devem eles ter seus sálarios providos pelos santos, como argumentou o apóstolo Paulo.
    Por outro lado, a obrigatoriedade deste “dízimo” sendo destinado ao “apóstolo” também não tem base bíblica. O uso como argumento de que Abrão deu o dízimo a Melquizedeque” não serve como base, porque Melquiseque tipificava Cristo. (Confira Hebreus 7)
    Embora claramente Jesus tenha dito que deve-se entregar os dízimos não existe no Novo Testamento nenhuma menção de que os santos praticavam os dízimos senão que ofertavam tudo o que tinham, ou segundo o que determinava o coração (I Coríntios 9) ou trabalhavam para o próprio sustento e para repartir com o que tinha necessidade.
    Não sabemos se os irmãos judeus (os que se converteram a Cristo) continuaram a dizimar no templo em Jerusalém até que o mesmo fosse destruído no ano 70 D.C.
    Quanto aos dízimos praticados no Antigo Testamento chegavam até a 30% da renda, da fazenda, da produção e dos bens dos que o observavam, quando praticados durante todo o ano.
    “Porque a nossa exortação não procede de erro, nem de imundícia, nem é feita com dolo; mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.
    Pois, nunca usamos de palavras lisonjeiras, como sabeis, nem agimos com intuitos gananciosos. Deus é testemunha, nem buscamos glória de homens, quer de vós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados.
    Antes nos apresentamos brandos entre vós, o qual ama e acaricia seus próprios filhos.
    Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade desejávamos comunicar-vos não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto vos tornastes muito amados de nós.
    Porque vos lembrais, irmãos, do nosso labor e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus.
    Vós e Deus sois testemunhas de quão santa e irrepreensivelmente nos portamos para convosco que credes; assim como sabeis de que modo vos tratávamos a cada um de vós, como um pai a seus filhos, exortando-vos e consolando-vos, e instando que andásseis de um modo digno de Deus, o qual vos chama ao seu reino e glória. (I Tessalonicenses 2:3-13 RA)

    .

    • Quem concede e capacita é Deus! É verdade que podemos “enterrar” os nossos dons! Mas creio que muitos evitam por causa desse aviso abaixo. Está escrito:

      “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.”
      Tiago 3:1

      Seja bem-vindo! Paz…

  2. Concordo plenamente contigo meu irmão Renato Vargens. Continue nessa sua postura. Infelizmente são poucos homens assim nos dias atuais. Satanás vai tentar calar a sua boca; mas não temas, Deus te levantou como Ezequiel, quer ouçam ou dexem de ouvir. Um dia eles saberão que passou no meio deles um profeta. Que Deus te abençoe. Estou contigo, defendo a mesma idéia. Esse Evangelho da modernidade e sem compromisso, vai levar muitos ao inferno. Abraços!

  3. amem meus irmãos, fico feliz por presenciar opiniões baseadas na bíblia e não no relativismo e achismo bíblico e medíocre…amem Arautos, continuem na Palavra do Senhor

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