[Estudo Bíblico] A Oração no Antigo Testamento

LEITURA BÍBLICA

1 Reis 18:31-39

E Elias tomou doze pedras, conforme ao número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual veio a palavra do SENHOR, dizendo: Israel será o teu nome.E com aquelas pedras edificou o altar em nome do SENHOR; depois fez um rego em redor do altar, segundo a largura de duas medidas de semente.

Então armou a lenha, e dividiu o bezerro em pedaços, e o pôs sobre a lenha.

E disse: Enchei de água quatro cântaros, e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. E disse: Fazei-o segunda vez; e o fizeram segunda vez. Disse ainda: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez;

De maneira que a água corria ao redor do altar; e até o rego ele encheu de água.

Sucedeu que, no momento de ser oferecido o sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou, e disse: O SENHOR Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme à tua palavra fiz todas estas coisas.

Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu és o SENHOR Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração.

Então caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.

O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!

INTRODUÇÃO

Estudar a respeito da oração no Antigo Testamento é ter contato com as origens deste impres­cindível meio de relacionamento do homem com Deus. Nada se iguala à segurança de sabermos que o Senhor está no controle: Ele pode tudo, sabe tudo e tudo vê.

O povo de Deus do Antigo Testamen­to tinha esta certeza, embora muitas vezes não vivesse de acor­do com ela por se afastarem dEle. Nas principais divisões do cânon judaico, citadas por Jesus Cristo em Lucas 24.44, nota-se que a oração sempre foi uma prá­tica das pessoas que possuíam intimidade com o Eterno Deus. Tendo em vista os seus exem­plos, o presente estudo mencionará algumas breves narrativas das Escrituras veterotestamentárias, sendo provenientes de cada uma das divisões em que o diálogo com Deus foi decisivo.

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I. A ORAÇÃO NO PENTATEUCO

1. A oração durante o Êxodo de Israel.

 Todo o rela­cionamento divino com Israel foi aprofundado pela experiência do Êxodo; antes, durante e após este. No deserto de Midiã, o Senhor ressaltou esta verdade:

“Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ou­vido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel”. (Êx 3.7b,8a).

2. A gratidão de Israel a Deus.

O povo de Deus era feliz e agradecido ao Eterno Deus por ter sido liberto do jugo do Egito, da escravidão, do cativeiro, da aflição (Êx 14.30,31; Sl 105.37-43; 136.11-26).

Após sair do Egito e sofrer a perseguição do exército de Faraó que acabou  morto no Mar Vermelho, o povo de Israel, uma vez livre, exultou e agradeceu ao Senhor (Êx 15.1 ,2; Sl 136.10-16).

Que tipo de adoração o crente eleva ao Senhor se estiver sempre em sua mente a grandíssima libertação operada em sua vida com a sua entrega ao Senhor Jesus, conversão e salvação? Tudo recebido pela graça e amor de Deus! Esse crente se prostrará agradecido diante daquEle que o livrou da escravidão do pecado e o tirou do reino das trevas para a sua maravilhosa luz e também testemunhará de Cristo para os outros.

3. O esquecimento e a n ingratidão de Israel.

O povo de Deus demonstrou ingratidão ao esquecer-se daquEle que o ajudou e também daquilo que dEle receberam. Em sua obstinada ingratidão, Israel mentiu ao afirmar que a comida que haviam deixado para trás, no Egito, era  de “graça”, pois foi paga com o trabalho escravo (Nm  11.5).

Israel foi ingrato e descuidado ao deixar o Egito com pessoas não crentes entre eles (Êx 12.38). A “mistura de gente” levou o povo ao declínio espiritual, levando a adoração a Deus a se transformar em murmuração e idolatria (Êx 15.23,24; 16.2-12; 17.2,3; 32.1-11; Nm 11.1-6; 14.1-4).

O crente deve descansar nos propósitos de Deus e ser-Lhe grato por tudo (Rm 8.28; 1 Ts 5.18). Nesse aspecto, o texto paulino de l Coríntios 10.1-13 é um aviso de Deus para a igreja de hoje.

II. A ORAÇÃO E OS PROFETAS

1. A oração como fator decisivo no ministério profé­tico.

A oração era o elo entre os profetas do Antigo Testamento e Deus. Por transmitir somente a verdade do Senhor, os porta-vozes de Deus não eram muito benquistos pela sociedade da época.

Entretanto, as orações dos profetas mostram seu zelo pela Palavra de Deus, seus lamen­tos e advertências quando não eram ouvidos pelo povo.

Muitos profetas exerceram seus minis­térios em uma época em que os israelitas viviam uma vida espi­ritual apenas de aparência. Eles empenhavam-se em fazer com que o povo compreendesse que para Deus o que vale realmente é uma vida de compromisso com Ele, um culto real, uma adoração precedida da consagração, e não uma adoração de palavras va­zias jogadas ao ar (Mq 6.6-8; Is 29.13; Am 5.10-15).

Deus requer o mesmo dos seus filhos hoje (Tg 1.25-27). O crente em Jesus deve viver de forma compatível com a nova natureza que lhe foi gerada (Cl 3.1-17; Ef 4.17-32; 2 Pe 1.4-9).

2. O profeta Elias.

A ne­cessidade e o anseio de tornar Deus conhecido no meio do seu próprio povo, que estava en­volvido com idolatria, motivou o profeta Elias a proferir uma das mais notáveis, destemidas e fervorosas orações do Antigo Testamento.

Elias arriscou sua vida e demonstrou submissão, coragem e fé em Deus diante de todo o povo escolhido e dos profetas de Baal e Asera (quantos podem fazer isso abertamente como Elias nos dias atuais?) e orou, depositando toda sua con­fiança no Deus de Israel, pedindo fogo do céu, no que foi pronta­mente atendido. O Senhor foi glorificado no meio do povo, e a história de Israel mudou naquele dia (1 Rs 18.36-39).

3. O profeta Eliseu.

Assim como Elias, Eliseu demonstrou ter uma vida de humildade e íntima comunhão com o Senhor. Sua vida de oração permitiu que tivesse uma profunda e ampla visão de mundo, algo que só os íntimos podem usufruir (2 Rs 6.8-23).

Este relacionamento com o Senhor lhe dava a certe­za de que suas orações seriam prontamente atendidas. Quanto mais o homem conhece a Deus e sua Palavra, mais suas orações estarão de acordo com a von­tade divina e, portanto, mais e prontamente serão respondidas (Jo 15.7). Tal homem de Deus orava “no Espírito Santo” (Jd v.20; Ef 6.18).

III. OS LIVROS POÉTICOS E A ORAÇÃO

1. Jó.

Este é um livro que mostra claramente o valor da adoração e da oração (Jó 1.5; 16.1 6,17; 42.8). Mesmo em meio às adversidades sofridas, Jó manteve-se fiel ao Senhor (1 .20-22) e pôde experimentar grande vitória justamente no momento em que orava (42.10).

2. Salmos.

Os Salmos ex­pressam o relacionamento de Israel com Deus. Neles observamos a relação do homem com seu  Criador: suas alegrias, tristezas, louvores, lamentações, súplicas e adorações são expressas por meio das mais diversas formas.

Os vários tipos de salmos evidenciam que se pode expressar o estado da alma diante de Deus, pois os seus diferentes estados  não precisam ser suprimidos na vida de um autêntico servo de Deus.

3. A experiência de Asafe.

É praticamente impossível não se identificar, em algum momento de nossa vida, com os sentimentos expressados por Asafe no Salmo 73. Entretanto, precisamos, através da oração, entrar no santuário de Deus para, assim como o salmista, entender os propósitos do Senhor para nossas vidas.

CONCLUSÃO

Estudar a oração no Antigo Testamento leva o crente a aprimo­rar seu relacionamento e crescer em maturidade para com Deus. Homens do passado usufruíram de íntima comunhão com o Criador mediante a oração. Como seres humanos, nossas ansiedades e necessidades podem e devem ser colocadas diante daquEle que é o nosso Pai (Fp 4.6; 1 Pe 5.7).

Fonte: CPAD-2010

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