[Estudo Bíblico] O que é Oração?

LEITURA BÍBLICA

1 Crônicas 16

8 – Louvai ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos entre os povos os seus feitos.

10 – Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR.

11 – Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face conti­nuamente.

12 – Lembrai-vos das suas maravilhas que tem feito, dos seus prodígios, e dos juízos da sua boca.

13 – Vós, semente de Israel, seus servos, vós, filhos dejacó, seus eleitos.

14 – Ele é o SENHOR, nosso Deus; em toda a terra estão os seus juízos.

15 – Lembrai-vos perpetua­mente do seu concerto e da palavra que prescreveu para mil gerações;

16 – do concerto que fez com Abraão e do seu juramento a Isaque;

17 – o qual também a Jacó ratificou por estatuto, e a Israel por concerto eterno,

João 15

16 – Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.

INTRODUÇÃO

A oração é o meio que Deus proveu ao homem, a fim de que este viesse a estabelecer um relacionamento de comunhão contínua com Ele.

Tanto mais o cristão ora com fé em Deus, mais desenvolve sua comunhão e sub­missão com o seu Criador, Pai, Senhor, Intercessor e Conselheiro, manifes­tando, assim, o se­nhorio de Cristo Jesus em sua vida, por amor e devoção.

Quando isso ocorre, o homem passa a ter sua vida espiritual e emocional estáveis e sua pers­pectiva,além dos objetivos,  naturalmente mudam. A oração quando asso­ciada à obediência dos preceitos das Santas Escrituras e à vigilância espiritual é também um meio de vitória sobre o pecado (cf. Mc 11.24-26; Mt 26.41).

I. A QUEM ORAR E QUANDO ORAR?

1. Devemos orar a Deus.

São muitos os textos bíblicos que lembram, ensinam, advertem e estimulam o homem a buscar a Deus, em oração em todo o tempo (Dt 4.29,30; l Cr 16.4; SI 119.2; Jr29.13; Ef 6.18).

A Bíblia ensina que devemos orar somente a Deus e a ninguém mais, pois não há ne­nhum outro deus além do nosso, que possa ouvir e responder às nossas orações.

Aliás, a Palavra de Deus condena a adoração e a oração a qualquer outro ser que não seja o Deus Eterno, Criador, Sustentador do universo e Re­dentor da humanidade (Êx 20.3; Dt 6.4; Is 44.8-20). Tudo isso, já representa um bom e grande motivo para o crente orar ( Lc2.37,38).

2. Quando tudo está bem.

Não há dúvida de que devemos orar em todo tempo e em qualquer circunstância (Ef 6.18; 1 Tm 2.1-3; Sl 118.5). Jesus ensinou essa ver­dade dando seu exem­plo aos discípulos (Mc 6.45-48; Lc 22.39-46).

Entretanto, parece que descuidamos da prática da oração quando as coisas estão indo bem. Ainda que tudo pareça tranquilo, o crente deve estar vigilante, cons­ciente de suas fragilidades e na presença do Senhor, em constante oração, pois, entre as muitas bên­çãos da oração, destaca-se o fato de que ela preserva-nos do mal (Mt 26.41).

Sansão, por exemplo, não é alguém para ser imitado (Jz 14-16). Ele só clamava ao Senhor quando estava em grandes apuros (Jz 15.18; 16.28). Para muitos, a oração só deve ser feita quando alguém se acha enfermo, desem­pregado, sofrendo algum tipo de problema no seu trabalho, quando seus bens são subtraídos ou quan­do desaparece um membro da fa­mília e coisas semelhantes aconte­cem. Atitudes como essas privam o crente das bênçãos divinas através da oração preventiva (Mt 26.36; Lc 21.36;Rm 15.30,31).

3. No dia da angústia e da adversidade.

O verdadeiro discí­pulo do Senhor enfrenta nesta vida,lutas, provas e aflições, e Jesus mes­mo afirmou que não seria diferente (Jo 16.33). Os discípulos, inclusive, eram conscientes desse fato (1 Pe 4.12-16; Rm 5.3).

O apóstolo Paulo dá-nos a receita bíblica para vencermos no dia da adversidade: perseverar na oração (Rm 12.12).

A comunhão com o Senhor, cultivada através da oração, muda no crente sua visão acerca das coisas que o cercam. Os problemas e as circuns­tâncias contrárias não abatem a sua fé em Deus e a sua confiança firme de que Ele é poderoso para que, caso não o livre, o fará, da situação problemática, vencedor ou tornará o mal em bem (Rm 8.28; Gn 50.20).

Nossa oração deve ser para que o Senhor nos abra os olhos, para que possamos ver o invisível e assim, pela fé descansar nEle, sabendo que todas as coisas estão sob seu domínio.

II. COMO ORAR?

1. Com reverência.

Todo crente deve saber que não se pode chegar à presença de Deus sem reverência, sem fé, e sem santo temor. Quando o homem foi criado, Deus já era adorado e reverenciado pelos anjos.

A reverência para com Deus é um princípio bíblico (Sl 96.9; 132.7; Mt4.10; 1 Tm 1.17). Todo o relacionamento do homem com o Senhor deve levar em considera­ção a reverência que lhe é devida, inclusive não somente na oração, mas também no seu serviço (Hb 12.28).

Considerando que o Senhor é Deus, Ele próprio espera esse tipo de atitude do homem (Ec 3.14). Orar a Deus com fé, reverência e temor é falar com Ele pelo novo e vivo caminho provido por Jesus (Hb 10.20-22) e ajudado pelo Espírito Santo (Rm 8.26,27).

2. Com fé e humildade.

É uma contradição um crente entrar na presença de Deus em oração, duvidando do seu poder, da sua graça e das suas promessas. De um crente se espera entrar na presença de Deus crendo que Ele é poderoso para fazer tudo, muito mais, além daquilo que pedimos ou pensamos, pelo seu poder que opera em nós, a nossa fé (Ef 3.20; Tg 1.6).

Deve o crente re­conhecer a sua insignificância em si mesmo, suas tendências, suas fragilidades, necessidades e estar disposto a confessar seus pecados e deixá-los, e buscar fazer a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para a sua vida (Lc 18.1 3,14; Rm 12.1,2).

3. Priorizando o Reino de Deus e seus valores eternos.

De todo o cristão espera-se que quando se encontrar no altar do Senhor em oração, dê prioridade ao Reino de Deus e aos valores eternos que o constitui (Lc 11.2; Mt 6.19-21). Primeiro, porque isso deve fazer parte do caráter cristão; segundo, porque com esta atitude aquelas coisas essenciais que foram pronunciadas por Jesus Cristo serão acrescentadas à sua vida (Mt 6.33).

III. ONDE ORAR E POR QUEM ORAR?

1. O lugar da oração.

É uma necessidade o crente ter um lugar próprio e adequado para fazer as suas orações devocionais diárias (Mt 6.6; Mc 1.35; At 10.9). O ho­mem que assim faz é tido como bem-aventurado (Pv 8.34,35).

O crente também precisa sempre estar na casa do Pai para a oração congregacional, considerando o que disse o próprio Deus a res­peito (quando da consagração do Templo construído por Salomão):

“Agora, estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar” (2 Cr 7.1 5).

Próximo do momento de sua cru­cificação, Jesus entrou no Templo e, repreendendo os vendilhões que ali estavam, referiu-se ao tex­to de Isaías 56.7:

“A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21. 13).

O Espírito Santo desceu no cenáculo onde estavam os discípu­los em oração há dias. Foi assim que a Igreja teve o seu início (At 1.12-14). Os crentes do primeiro século oravam juntos regularmen­te no Templo (At 3.1).

No altar da oração devemos ter em mente ao menos três pro­pósitos: adorar a Deus, agradecer-lhe e pedir algo para nós ou para outrem (intercessão). Ao pedir, o crente deve:

a) Orar por si próprio.

Nin­guém melhor do que o próprio crente para conhecer as suas ne­cessidades espirituais, sociais, afetivas, familiares, económicas e físi­cas. Há necessidades que, por sua natureza e estratégias espirituais, não podem ser do conhecimento de mais ninguém, devendo o crente, orar ao Senhor no seu íntimo.

b) Pelos amigos.

Nem todo crente se comporta como Jó, que estando sob severo sofrimento e com necessidades múltiplas, dedicava um tempo em suas ora­ções para orar pêlos seus amigos (Jó 42.10).

c) Orar pelos inimigos.

Esta é uma tarefa que demanda muito amor, renúncia, e propósito de agra­dar a Deus, obedecer a sua Palavra e dominar seu próprio coração (Mt 5.44; Rm 12.14). Nesse aspecto Je­sus também deixou o seu exemplo (Lc23.34; 1 Pe 2.23).

2. Orar pela igreja de Deus.

O profeta Samuel orou pelo povo de Deus (1 Sm 7.5-14). Em o Novo Testamento, vemos em Paulo um intercessor exemplar à medida que ora pelas diferentes igrejas, apresentando as suas necessida­des específicas (Fp 1.1-7, 9; Rm 1.8-12; Ef 1.16).

3. Orar por todos os ho­mens e pelas autoridades constituídas (1 Tm 2.1,2).

A vida de oração torna o crente sensível às necessidades dos que lhe rodeiam e dos que estão dis­tantes, sejam eles conhecidos ou não e em qualquer esfera social, como, por exemplo, o profeta Eliseu (2 Rs 4.1 2-36).

SUPLEMENTO

Objetivos da oração

“[…] Todos já nos sentimos impulsionados a orar com mais in­tensidade nos momentos de decisão e de angústias; não podemos viver distanciados da presença divina.

1. Buscar a presença de Deus.

‘Quando tu disseste: Buscai o meu rosto, o meu coração te disse a ti: O teu rosto Senhor, buscarei’ (Sl 27.8).

Seja nos primeiros alvores do dia, seja nas últimas trevas da noite, o salmista jamais deixava de ouvir o chamado de Deus para contemplar-lhe a face. Tem você suspirado pelo Senhor? Ou já não consegue ouvi-Lo? O sorriso de Deus é tudo o que você precisa para vencer as insídias humanas.

2. Agradecê-lo pêlos imere­cidos favores.

Se nos limitarmos às petições, nossa oração jamais nos enlevará ao coração do Pai. Mas se, em tudo, lhe dermos graças, até mesmo pelas tribulações que nos sitiam a alma, haveremos de ser, a cada ma­nhã, surpreendidos pêlos cuidados divinos. J. Blanchard é mui categórico: ‘nenhum homem pode orar biblica­mente, se orar egoisticamente’.

3. Interceder pelo avanço do Reino de Deus.

Na Oração Dominical, insta-nos o Senhor Jesus a orar: ‘

Venha teu Reino’ (Mt 6.10).

No Antigo Testa­mento, os judeus rogavam a Deus que jamais permitisse que suas possessões viessem a cair em mãos gentias. Basta ler o Salmo136 para se enternecer com o cuidado dos israelitas por sua herança espiritual e territorial”

(AN­DRADE, Claudionor. As Disciplinas da vida Cristã. Como alcançar a verdadeira espiritualidade. Rio de Janeiro, CPAD, 2008, pp. 36-8).

CONCLUSÃO

Não há limite para o crente viver uma vida de constante e crescente oração. Um alerta final da Bíblia para todos nós sobre a oração temos em 1 Pedro 4.7. A Palavra de Deus admoesta-nos a orar sem cessar (1 Ts 5.1 7), sem prejuízo de nossas atividades diárias, tendo em vista que são muitas as formas de orar. Você já orou hoje?

Fonte: CPAD – 2010

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