[Estudo Bíblico] Oração – Nosso Diálogo com Deus

LEITURA BÍBLICA

Mateus 6:9-13

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;

Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;

O pão nosso de cada dia nos dá hoje;

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;

E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.

INTRODUÇÃO

Como está a nossa vida de ora­ção? Cultivamo-la diariamente? Ou já nos conformamos com o presente sé­culo? O pai da Reforma Protestante, Martinho Lutero, declarou certa vez que, quanto mais ocupado, mais se dedicava a falar com o Salvador.

I. O QUE É A ORAÇÃO

A oração distingue os discípulos do Nazareno como a mais singular e excelente comunidade de clamor da história (At 1. 14). É impossível não di­visar, nas Sagradas Escrituras e na prá­tica da Igreja, uma teologia da oração. O que vem a ser, porém, esse exercí­cio que nos introduz nos pavilhões do amor divino?

1. Definição.

 Oração é o ato pelo qual o crente, através da fé em Cristo Jesus e mediante a ação intercessora do Espírito Santo, aproxima-se de Deus com o propósito de adorá-lo, render-lhe ações de graça, interceder pelos salvos e pelos não-salvos, e apre­sentar-lhe as petições de acordo com a sua suprema e inquestionável von­tade (Jo15.16; Rm 8.26; 1 Ts 5.18; 1 Jo 5.14;1 Sm 12.23).

2. Fundamentos da oração.

A doutrina bíblica da oração tem os seus fundamentos:

  • Nos ensinos da Bíblia;
  • Na necessidade de o homem buscar a Deus;
  • Na experiência dos homens e mulheres que porfiaram em desejar a presença de Deus;
  • E na convicção de que Ele é bom para nos atender as petições.

II. OBJETIVOS DA ORAÇÃO

O pastor e erudito inglês, Mathew Henry, discorre sobre um dos objetivos da oração: “Quando Deus preten­de dispensar grandes misericórdias a seu povo, a primeira coisa que faz é inspirá-lo a orar”. Como discordar do irmão Henry? Todos já nos sentimos impulsionados a orar com mais inten­sidade nos momentos de decisão e de angústias; não podemos viver distan­ciados da presença divina.

1. Buscar a presença de Deus.

“Quando tu disseste: Buscai o meu ros­to, o meu coração te disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei”

(Sl 27.8).

Seja nos primeiros alvores do dia seja nas últimas trevas da noite, o salmista ja­mais deixava de ouvir o chamado de Deus para contemplar-lhe a face. Tem você suspirado pelo Senhor? Ou já não consegue ouvi-lo? Diante da sede pelo Eterno, que ia na alma de Davi, exor­ta-nos o pastor norte-americano Warren W. Wiersbe: “Não se limite a buscar a ajuda de Deus. Almeje a sua face. O sorriso de Deus é tudo o que você precisa para vencer as ciladas hu­manas”.

2. Agradecê-lo pelos imereci­dos favores.

Se nos limitarmos às petições, nossa oração jamais nos enlevará ao coração do Pai. Mas se, em tudo lhe dermos graças, até mes­mo pelas tribulações que nos sitiam a alma, haveremos de ser, a cada ma­nhã, surpreendidos pelos cuidados divinos.

Egoísta não era o coração do salmista. Num dos mais belos cânticos da Bíblia, manifesta ele toda a sua gra­tidão ao Senhor:

“Que darei eu ao Se­nhor por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, ago­ra, na presença de todo o seu povo”

(Sl 116.12-14).

Tem você agradecido a Deus? Ou cada vez que se põe a orar apresenta-lhe uma lista de vaidosas e tolas rei­vindicações? Atente à exortação de Tiago 4.3.

3. Interceder pelo avanço do Reino de Deus.

Na Oração Domini­cal, insta-nos o Senhor Jesus a orar:

“Venha o teu Reino”

(Mt 6.10).

No Antigo Testamento, os judeus rogavam a Deus jamais permitisse que suas possessões viessem a cair em mãos gentias. Basta ler o Salmo 136 para se enternecer com o cuidado dos israelitas por sua herança espiritual e terri­torial.

Já no Testamento Novo, os apóstolos, mesmo às voltas com as perseguições, quer dos gentios quer dos judeus rebeldes, oravam a fim de que, em momento algum, a Igreja de Cris­to acabasse por ser detida em seu avanço rumo aos confins da terra. Os Atos dos Apóstolos podem ser consi­derados uma oração, constante e fer­vorosa, pela expansão do Reino de Deus sem impedimento algum (At 28.30,31).

Se orássemos como John Knox, todo o nosso país já estaria aos pés do Salvador. Diante da miséria de sua gente, rogou: “Cristo, dá-me a Escócia se não morrerei”. Como resultado de seu clamor, um avivamento varreu aquele país, levando milhares de im penitentes ao pé da cruz.

4. Apresentar a Deus nossas necessidades.

Não temos de preocupar-nos com as nossas carências; em glória, o Pai Celeste no-las supre (Fp 4.19). Aleluia! Além disso, Ele…

“é poderoso para fazer […] além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera”

(Ef 3.20).

Ao invés de nos fixarmos em nos­sas necessidades, intercedamos. En­quanto estivermos rogando por nos­sos amigos e irmãos, estará Ele suprin­do cada uma de nossas necessidades. Não foi exatamente isto o que se deu com o patriarca Jó?

“E o Senhor virou o cativeiro de jó, quando orava pêlos seus amigos; e o Senhor acrescentou ajo outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía”

(Jó 42.10).

5. Confessar a Deus nossos pecados e faltas (Dn 9.3-6).

Não se limitava Daniel a confessar os peca­dos de seu povo; nessa confissão, sen­tida e repassada por um pranto incontido, também se incluía. Se ler­mos o capítulo nove do livro que lhe leva o nome, ver-nos-emos constran­gidos a confessar cada uma de nos­sas iniqüidades. Alguém disse, certa vez, que Daniel não confessou os pe­cados de seu povo por atacado; espe­cificou cada um deles.

Tem você confessado seus peca­dos a Deus? Saiba que Ele, em seu Fi­lho Jesus, é fiel e justo para não so­mente perdoar-nos as faltas, como também para nos restaurar a comu­nhão consigo (1 Jo 1 .7).

III. CULTIVANDO O HÁBITO DA ORAÇÃO

John Bunyan, autor de O Peregri­no, um dos maiores clássicos da lite­ratura evangélica, faz-nos uma séria observação: “Jamais serás urn cristão se não fores uma pessoa de oração”. Todavia, de que forma poderemos nós cultivar a prática da oração?

1. Orar  cotidianamente.

Quantas vezes devemos nós orar por dia? Fizéssemos a pergunta a Bunyan, responder-nos-ia: “Ore continuamen­te”. Aliás, esta é a recomendação das Sagradas Escrituras aos que desejam vencer o mundo, e chegar ao regaço do Salvador amado (1 Ts 5.1 7). Daniel orava três vezes ao dia (Dn 6.10).

2. Sem Interferências.

Procu­rava Daniel falar com o Senhor livre­mente, longe do atribulado cotidiano de Babilônia:

“Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assina­da, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava gra­ças, diante do seu Deus, como tam­bém antes costumava fazer”

(Dn 6.10).

Aliás, esta é a recomendação que nos faz o Senhor Jesus:

“Mas tu, quan­do orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recom­pensará”

(Mt 6.6).

Tem você um lugar e uma hora para a oração? Quando estiver falando com o Pai Celeste, não admita interferências: desligue o tele­fone, o celular, o computador; enfim, desligue o mundo à sua volta. Nada é mais importante do que a audiência que você marcou com o Pai Celeste.

CONCLUSÃO

Sem oração, jamais haveremos de mover a mão de Deus para que haja sobrenaturalmente, no mundo, por intermédio de seu povo. Tem você cul­tivado a oração? É chegado o momen­to de buscarmos, ainda mais, a pre­sença de Deus (Is 55.6).

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