[Estudo Bíblico] Teologia da Prosperidade

LEITURA BÍBLICA

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.

Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.

Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.

Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” Mt 7:15-23

“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,

É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,

Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.” I Tm 6:3-5

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.

E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” 2 Pe 2:1-3

ORIGEM

O Movimento da Fé ou Movimento da Confissão Positiva, como atualmente conhecemos, surgiu na dé­cada de 40 nos Estados Unidos. A ori­gem moderna do movimento remon­ta a Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon foi pastor de diver­sas igrejas na Nova Inglaterra e fun­dador do Instituto Bíblico de Dudíey, Massachusetts. Em 1923, fundou a Figueroa Independent Baptist Church (Igreja Batista Independen­te de Figueroa) em Los Angeles. Além de escritor, Kenyon atuou como evangelista, sendo um dos pioneiros do evangelismo radiofônico. A teo­logia de Kenyon tem sua origem nas seitas metafísicas do Novo Pensa­mento (New Thought) e da Ciência Cristã. Os adeptos do Novo Pensa­mento, crêem que o pensamento cria e modifica a nossa experiência no mundo – razão pela qual enfatizam o pensamento positivo, a auto-afirmação, a oração e a meditação.

 O principal divulgador da teo­logia e pensamento de Kenyon é o pastor Kenneth Hagin, fundador do Centro Rhema de adestramento Bíblico, em Oklahoma.

INTRODUÇÃO

A Confissão Positiva não é uma denominação ou seita, mas um mo­vimento introduzido sutilmente en­tre as Igrejas pentecostais, enfatizan­do o poder do crente em adquirir tudo o que quiser. É conhecida tam­bém como “Teologia da Prosperida­de”, “Palavra da Fé” ou “Movimento da Pé”. As crenças e práticas desse movimento são aberrações carrega­das de perigosas heresias.

I. HISTÓRICO

l- Sua origem.

A Confissão Positiva é uma adaptação, com roupagem cristã, das idéias do hipnotizador e curandeiro Finéias Parkhurst Quimby (1802-1866). Os quimbistas criam no poder da mente, e nega­vam a existência da matéria, do so­frimento, do pecado e da enfermi­dade. Deles surgiram vários movi­mentos ocultistas como o Novo Pen­samento, as seitas Ciência da Mente e Ciência Cristã, de Mary Baker Eddy. Seus promotores procuram se pas­sar por cristãos evangélicos (v. 15).

2. Principal fundador: Essek W. Kenyon.

O movimento surgiu de forma gradual por meio de Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon, aproveitando-se dos concei­tos de Mary B. Eddy, empenhou-se em pregar a salvação e a cura em Jesus Cristo. Dava ênfase aos textos bíbli­cos que falam de saúde e prosperida­de, além de aplicar a técnica do po­der do pensamento positivo. Kenyon, que pastoreou várias igrejas e fundou outras, não era pentecostal. Ele foi in­fluenciado pelas seitas Ciência da Mente, Ciência Cristã e a Metafísica do Novo Pensamento. Hoje, é reconheci­do como o Pai do movimento Confis­são Positiva, tendo exercido forte in­fluência sobre Kenneth Hagin.

3.  Principal divulgador: Kenneth Hagin.

Nasceu em 1917 com problema de coração e ficou inválido durante 15 anos. Em 1933, converteu-se ao evangelho e, no ano seguinte, o Senhor Jesus o cu­rou. A partir de então, começou a pregar. Ele recebeu o batismo no Espírito Santo em 1937. Estudan­do os escritos de Kenyon, divulgou-os em livros, cassetes e seminários, dando sempre ênfase à confissão positiva. Em 1974, fundou o Cen­tro Rhema de Adestramento Bíbli­co, em Oklahoma.

ASSISTA O VÍDEO ABAIXO DEMONDTRANDO MAIS UMA DE SUAS ANOMALIAS MINISTERIAISA UNÇÃO DO RISO. PERCEBA QUE ELE USA PALAVRAS DESCONEXAS, COMO ENCANTAMENTO, SOBRE AS PESSOAS ANTES DELAS CAÍREM. EM NENHUM MOMENTO OUVIMOS O NOME DE JESUS.

 

Triste!!

II. FONTES DE AUTORIDADE

1. Revelação ou inspiração de seus líderes.

 Hagin f azia dife­rença entre as palavras gregas rhëma e logos, pois ambas signifi­cam “palavra”. Ainda hoje, os segui­dores dessa crença afirmam que logos é a palavra de Deus escrita, a Bíblia; e rhëma, a palavra falada por Deus em revelação ou inspiração a uma pessoa em qualquer época. Desse modo, o crente pode repetir com fé qualquer promessa bíblica, aplicando a sua necessidade pesso­al e exigir o seu cumprimento.

2. Confissão positiva do crente.

Os adeptos da Confissão Po­sitiva crêem ser a Bíblia a inerrante e inspirada Palavra de Deus, mas não a única, pois admitem que a palavra do crente tem a mesma autoridade. Para eles, as fontes de autoridade são: a Bíblia, as revelações de seus líderes e a palavra da fé. O crente deve declarar que já tem o que Deus prometeu nos textos bíblicos e, tal confissão, confirmar-se-á. A confissão negativa é reconhecer a presença das condições indesejáveis. Basta negar a existência da enfermidade e ela simplesmente deixará de existir. É a doutrina de Quimby, da Ciência Cristã e do Movimento Nova Era.

SUPLEMENTO

A Fórmula da Fé

Na Teologia da Fé, a fé é uma for­ça. Ela é a substância da qual o Uni­verso foi feito e também a força que faz funcionar as leis do mundo espi­ritual. Mas como fazer que essas leis funcionem para você? Por meio de fórmulas que, segundo eles, não so­mente fazem funcionar as leis do mundo espiritual, mas também ser­ve de causa à ação do Espírito Santo em favor do indivíduo. Isto significa que Deus é deslocado para uma po­sição de mero mensageiro que res­ponde cegamente ao aceno e à cha­mada de fórmulas proferidas pêlos fiéis.

a) As fórmulas de fé.

As fórmulas de fé são o nome do jogo. Esse é o motivo pelo qual o Movimento da Fé também tem sido chamado de Movimento da Confissão Positiva. A doutrina da Fé ensina que as confissões servem para dar efeito à fórmula fé, fazendo com que a lei espiritual funcione em favor de quem as pre­nuncia. As confissões positivas ativam o lado positivo da força; e as confis­sões negativas ativam o seu lado ne­gativo. A partir de uma perspectiva prática, pode-se dizer que a lei espi­ritual (que rege todas as coisas na esfera da eternidade) é a força der­radeira do Universo. No livro chama­do Two Kinds of Faith (Dois Tipos de Fé), E. W. Kenyon insiste que ‘é a nos­sa confissão que nos governa’.

b) A fórmula.

[…] A fórmula é simples:

1°) ‘Diga a coisa. Positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. De acordo com o que o indivíduo disser é que ele rece­berá’.

2°) ‘Faça a coisa. Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória’.

3°) ‘Receba a coisa. Compete a nós a conexão com o ‘dínamo do céu’. A fé é o pino da tomada – basta conectá-lo’.

4°) ‘Conte a coisa a fim de que outros também possam crer’.”

(HANEGRAAFF, Hank. Cris­tianismo em crise. 4.ed., Rio de Ja­neiro: CPAD, 2004, p.79, 81.)

3. A autoridade para a vida do cristão.

Atribuir tanta autori­dade assim às palavras de uma pes­soa extrapola os limites bíblicos. A emoção também caiu com a nature­za humana e, por isso, a fé não pode ser fundamentada em experiências (Jr 17.9). As experiências pessoais são marcas importantes na vida dos pentecostais. Cremos em um Deus que se comunica com os seus filhos por sonhos, visões e profecias (At 2.17,18), mas essas experiências são para a edificação pessoal e não para estabelecer doutrinas. O cristianismo autêntico não deve ir além das Es­crituras Sagradas (Is 8.20; l Co 4.6). A Bíblia é a única autoridade para a vida do cristão.

III. RHEMA E LOGOS

1. Termos sinônimos.

O vo­cábulo Rhema aparece 68 vez.es e, logos, 330 no texto grego do Novo Testamento. Como não existem sinô­nimos perfeitos, exatamente iguais, aqui também não é diferente. O ter­mo rhema significa “palavra, coisa”; enquanto em logos, os léxicos apre­sentam uma extensa variedade de significados como: “palavra, discurso, pregação, relato, etc”. Mas ambos os termos coincidem-se (Lc 9:44-45). O conceito de rhêma e de logos, in­ventado por Hagin, não resiste à exegese bíblica. Não é verdade que haja a tal diferença entre as referi­das palavras.

2. Termos usados para de­signar as Escrituras.

Ambos os termos são igualmente usados para identificar as Escrituras Sagradas. Encontramos no texto grego do An­tigo Testamento (Septuaginta) a ex­pressão rhema tou theou, “palavra de Deus” em Isaías 40.8. Nas pági­nas do Novo Testamento, a mesma passagem é citada pelo apóstolo Pedro (l Pe 1.25). Mas, encontramos também, logon tou theou, “palavra de Deus”, com o mesmo significado (Mc 7.13). Esses exemplos provam, por si só, que o conceito de Hagin é falacioso, sem base bíblica.

3. Falácias da Confissão Positiva.

O conceito de confissão positiva e negativa é falso; não se confirma na Bíblia ou na prática da vida cristã. Deus é soberano; nós, os seus servos. Jesus ensinou-nos: “Seja feita a tua vontade, tanto na Vterra como no céu” (Mt 6.10), Bas­ta tão-somente esse versículo para reduzir a cinzas a insolência dos promotores da Confissão Positiva. A Bíblia ensina, ainda, que devemos confessar nossas culpas para ser­mos sarados (Tg 5.16), e isso, não parece ser confissão positiva.

IV. CRENÇAS E PRÁTICAS

l. Teologia.

De maneira gené­rica, os adeptos da Confissão Posi­tiva seguem uma linha ortodoxa no que tange aos pontos cardeais da fé cristã. Não se trata de uma seita, mas de um movimento que permeia as igrejas; daí a diversidade de en­sinos entre seus adeptos. Sobre Deus, uns são unicistas; outros deificam o homem. Essa falta de padrão doutrinário existe, sobretudo, a res­peito do Senhor Jesus e de sua obra. Os ensinos da Confissão Positiva, por conseguinte, são um desvio das doutrinas bíblicas apesar de sua aparência ortodoxa.

2. Sua marca.

As marcas distintivas do movimento são: a pros­peridade e a pregação restrita aos pobres e enfermos, oferecendo-lhes riquezas e saúde. No entanto, dei­xa de lado o essencial: a salvação. A mensagem dos profetas da pros­peridade pode fazer sentido nos países ricos onde as oportunidades são mais amplas, mas, nas regiões pobres do planeta, são irrelevantes.  Isso é mais uma prova de que se trata de um evangelho humano, contrário à Bíblia, pois o evange­lho de Jesus Cristo é para todos os seres humanos em todas as épocas. (Mt 28.19, 20; Tt 2.11).

3 – A salvação.

Em vez de tra­zer riquezas materiais aos pobres e saúde aos enfermos, o propósito prin­cipal da vinda de Jesus ao mundo foi salvar os pecadores (l Tm 1.15),muito embora o seu ministério tenha sido coroado de êxito no campo da cura divina e da libertação (At 10.38). O que esses pregadores fazem não passa de espetáculo, contrariando o verdadeiro propósito do evangelho. Não foi essa a mensagem pregada pelos apóstolos. Paulo afirma haver se contentado com a abundância e com a escassez (Fp 4.11-13).

CONCLUSÃO

Devemos combater os abusos e aberrações doutrinárias desses prega­dores. Tomemos cuidado, porém, para não sermos levados ao ceticismo e ao indiferentismo religioso. Re­ligião sem o sobrenatural é mera fi­losofia. Temos promessas de Deus. Aliás, a história, desde os tempos bí­blicos, registra inúmeros testemunhos sobre sinais, prodígios e maravilhas (Mc l6.20). Mas os tais pregadores, a começar pela origem de sua teologia, estão fora do padrão bíblico.

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