[Estudo Bíblico] Espiritismo – A Reencarnação

LEITURA BÍBLICA

“Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;

Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio;

De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,

Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” Hb 9:24-28

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;

Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;” I Tm 4:1-2

FUNDAÇÃO

A difusão moderna da reencarna­ção no Brasil, deve-se, principalmen­te, a propagação das obras de Hippolyte Leon Denizard Rivail, co­nhecido por Aílan Kardec, pseudôni­mo adotado em 18 de abril de 1857. Kardec nasceu em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804 e faleceu com a idade de 65 anos. Na lápide tumular consta a síntese de sua cren­ça reencarnacionista: “Nascer, morrer, renascer é progredir sempre, esta é a lei”.

H. L Denizard Rivail era um ho­mem erudito, mas que se deixou fis­gar em 1855 por fenômenos sobrena­turais. Desde então, passou a ser gui­ado por um “espírito” que lhe infor­mou ter sido seu amigo em uma re­encarnação anterior, período em que seu nome era Allan Kardec, razão pela qual adotou o novo nome.

Desde en­tão, dedicou-se exclusivamente a dou­trina espírita. Escreveu várias obras que codificam o espiritismo e a dou­trina reencarnacionista. Entre elas des­tacam-se: O livro dos Espíritos (1857) e O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864).

INTRODUÇÃO

A doutrina da reencarnação é tão antiga quanto a humanidade. É ori­ginária do hinduísmo, mas está pre­sente no budismo, no jainismo e no sikhismo. É defendida pêlos hare krishnas, kardecistas e muitos outros grupos na atualidade. Tem fortes vín­culos com a prática da necromancia e está no bojo do Movimento Nova Era. A reencarnação é uma falsa cren­ça inspirada por Satanás para levar o homem à perdição eterna.

I. SEU SIGNIFICADO

1. Conceito.

Reencarnação não é o mesmo que encarnação. A Bíblia fala da encarnação do Verbo para enfatizar que Deus fez-se homem (Jo 1.14; l Tm 3.16), pois Jesus veio em carne (l Jo 4.1,2). A reencarnação é uma crença defendida por quase to­das as religiões derivadas do hinduísmo. O termo significa “voltar na carne”, pois seus adeptos acre­ditam que, na morte física, a alma não entra num estágio final, mas volta ao ciclo de renascimentos. É chamada também de transmigração da alma e metempsicose.

2. No Oriente.

As reencarnações nas religiões acima menciona­das não são exatamente iguais. No hinduísmo, o “eu” sobrevive à morte e torna a reencarnar. No budismo não existe o “eu”, porquanto não há alma para migrar, não é necessariamente o morto que volta para reencarnar, mas outra pessoa. Os adeptos do hare khrishna acreditam que a alma de quem morre pode reencarnar em se­res inferiores, nos animais e até nos insetos. A reencarnação tornou-se muito popular nos diversos ramos do Movimento Nova Era, no espiritismo, etc.

II. SEUS OBJETIVOS

1. Busca da perfeição ou da salvação.

Os adeptos dessa doutri­na buscam a perfeição por meio de um processo evolutivo até que os ci­clos da roda de reencarnações parem de girar. Rejeitando a salvação em Je­sus, acreditam na doutrina do carma: lei que determina o lugar de um in­divíduo na reencarnação, ou seja, a pessoa vai colher o que semeou na suposta encarnação anterior; é o princípio hindu de causa e efeito. Nem todos os reencarnacionistas acreditam na garantia da salvação fi­nal de todos. No entanto, a crença mais comum é que apenas um perí­odo de vida não é suficiente para os seres humanos aperfeiçoarem-se.

2. Reencarnação e cristia­nismo.

Essas crenças são contrá­rias à teologia bíblica, pois nelas não há espaço para a doutrina da ressurreição dos mortos, da reden­ção pela fé no sacrifício de Jesus no Calvário, do julgamento divino sobre os infiéis, do inferno arden­te. Ensinando a salvação pelo esfor­ço humano, colocam-se em aberta oposição à Bíblia Sagrada.

3. Reencarnação à luz da Bíblia.

A Bíblia afirma queaos ho­mens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo (Hb 9.27). Essa declaração resume o en­sino bíblico sobre o destino do ho­mem após a morte, constituindo-se num golpe mortal contra a doutrina da reencarnação com todas as suas ramificações. Nós vivemos apenas uma vez, e depois da morte, segue-se o juízo. A reencarnação, portan­to, não existe (Jo 9.1-3).

4. Não há salvação sem Je­sus.

O Senhor Jesus levou sobre o madeiro todos os nossos pecados (l Pe 2.24); este é o único meio de sal­vação. Jesus é o único Salvador! (At 4.12). Ele mesmo há de julgar os vi­vos e os mortos (At 17:31; 2 Tm 4. l).

II. SUAS DISTORÇÕES

1. Fonte da teologia cristã.

As doutrinas cristãs não podem ser fundamentadas em experiências pessoais, pois os sentimentos humanos acham-se comprometidos em conse­quência da Queda do homem no Éden (Jr 17.9 cf. Gn 3.1-24). Por isso, Deus revelou-se a si mesmo através da sua Palavra, a Bíblia Sagrada. De onde, pois, vem a doutrina da reen­carnação? Dos espíritos malignos manifestos nos médiuns. Está escrito:

“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.”  I Jo 4:1

2. Distorção científica.

Mui­tas pesquisas são feitas inutilmente com o intuito de procurar os funda­mentos científicos da reencarnação. Por outro lado, a ciência confirma o que a Bíblia sempre ensinou: é na concepção que começa uma nova vida — um ser humano individual e único (Sl 139.15, 16; Zc 12.1). Por­tanto, afirmar que a reencarnação é comprovada cientificamente, como fazem os seus apologistas, é uma distorção da verdade.

3. Distorção bíblica.

Os defen­sores da reencarnação usam passa­gens bíblicas para fundamentar suas crenças. Embora rejeitem a Bíblia, re­conhecem o respeito que o povo, de modo geral, tem pela Palavra de Deus. Por essa razão, sempre que possível, usam passagens das Escrituras, arran­cadas violentamente de seu contex­to, para dar roupagem bíblica àquilo em que acreditam. E, assim, conse­guem persuadir os incautos.

a) Novo nascimento não é reencarnação.

O novo nascimento a que Jesus se referiu no diálogo com Nicodemos nada tem a ver com a reencarnação. Jesus está falando da regeneração, do nascer da água e do Espírito (Jo 3.3-5). Disse Ele ainda: “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espí­rito” (Jo 3.6). Nas “reencarnações”, a pessoa nasceria sempre da carne.

SUPLEMENTO

Jesus, Nicodemos e o Novo Nascimento.

O diálogo entre Jesus e Nicode­mos, registrado em João 3.1-21, é frequentemente usado pêlos espíri­tas como prova de que Jesus, ao di­zer a Nicodemos que lhe era neces­sário nascer de novo, estava pre­gando a reencarnação. Ora, só aque­les que ignoram o significado da pa­lavra grega anõthen – traduzida no v. 3 por ‘nascer de novo’ – é que fa­zem uso de tal argumento. Porém, o significado literal desse vocábulo é nascer do alto, nascer de cima, nas­cer de Deus. Portanto, não se refere a um nascimento após um processo biológico, intra-uterino, e sim, por meio da operação do Espírito de Deus no interior do homem. Isto nada tem haver com a reencarnação.

Se a doutrina reencarnacionista fizesse parte dos ensinamentos de Je­sus, a grande oportunidade de di­vulgá-la e confirmá-la seria durante a memorável conversa daquele que era mestre em Israel com Aquele que é o Mestre dos mestres. A pergunta de Nicodemos: ‘Como pode um ho­mem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre mater­no e nascer segunda vez?’ não pode­ria ter sido respondida, caso Jesus fosse reencarnacionista, da seguin­te maneira: ‘Isto é possível, Nicode­mos. Basta você reencarnar?’ Mas a resposta de Cristo foi: ‘Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus’.

(COSTA, J. Magno. Porque Deus condena o es­piritismo. 12. ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 156.)

b) João Batista não é Elias reencarnado.

A crença de que João Ba­tista era a reencarnação de Elias é inconsistente, pois Elias não morreu; logo, não se desencarnou (2 Rs 2.11). A expressão “no espírito e virtude de Elias” (Lc 1.17) não é o mesmo que reencarnação. O próprio João afirmou que não era Elias (Jo 1.21). O que temos aqui são carac­terísticas pessoais e ministeriais co­muns a ambos os profetas. Por isso é que os discípulos entenderam que Jesus falara de João Batista quando disse: “Elias já veio” (Mt 17.12,13).

IV. SUA POPULARIDADE

1. Aceitação na sociedade.

A reencarnação tornou-se comum na vida dos que não conhecem a Deus e a sua Palavra. Políticos, cientistas, empresários e artistas de Hollywood são, hoje, os principais promotores dessa doutrina. Isso mostra que a única maneira de o homem prote­ger-se do erro é pelo conhecimento da Palavra de Deus (Ef 6.10-18).

2. Razão do seu crescimen­to.

A popularidade da reencarnação é o resultado da tendência humana de procurar escapar do inferno sem a ajuda de Deus. A Bíblia afirma que o “deus deste século cegou o enten­dimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evan­gelho” (2 Co 4.4). Nessa cegueira espiritual, diz-lhe Satanás que não há mais solução, porque o homem está simplesmente colhendo o que semeou na suposta encarnação an­terior.

CONCLUSÃO

Os adeptos da reencarnação es­tão preparados para defender suas crenças em qualquer foro. Todavia, nós estamos com a verdade, e Deus é conosco. Por isso devemos lutar pela salvação deles, pois fazem par­te do grupo não alcançado pelo evan­gelho. Esse desafio é tarefa da Igreja, Jesus ordenou-nos pregar o evange­lho a toda criatura (Mc 16.15).

2 pensamentos sobre “[Estudo Bíblico] Espiritismo – A Reencarnação

  1. COMO SEMPRE,OS EVANGÉLICOS QUERENDO SER MELHOR QUE TODOS MAS NÃO É ASSIM QUE A BANDA TOCA,ESTÃO SEMPRE JUGANDO E CRITICANDO AS OUTRAS RELIGIÕES E AS PESSOAS PELO MODO DE SE VESTIR OU AGIR OU SEJAM COSPEM NA CARA DAQUELES QUE FAZ PARTE DE OUTRAS DOUTRINAS DAQUELAS PESSOAS QUE TENTAM FAZER O BEM DEPENDENDO DE OUTRA RELIGIÃO.DIZEM QUE NÃO É PRA JUGAR,CRITICAR,FALAR MAL MAS NUNCA CUMPREM ISSO OU SEJA,SÃO UM BANDO DE HIPÓCRITAS ESSES EVANGÉLICOS.

    • A partir do momento que se diz “Dono da verdade”, já cai por Terra todos os ensinamentos e preceitos da verdadeira Religião de Cristo, que é a do AMOR!!!!

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